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Avelãs Cima: Rota Flor-de-Lis vai dar a conhecer património da freguesia

Avelãs Cima: Rota Flor-de-Lis vai dar a conhecer património da freguesia

 

O percurso pedestre “Rota Flor-de-Lis” pretende dar a conhecer a freguesia de Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, em todas as suas vertentes (ambiental, paisagística, cultural e religiosa), percorrendo as suas 15 aldeias, através dos caminhos das 16 capelas.
Esta Rota, que demorou dois anos a ser desenvolvida por Patrícia Almeida, Eduardo Figueiredo e Karina Almeida, do Agrupamento de Escuteiros 836 de Avelãs de Cima, já está registada na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal com a designação “Grande Rota n.º 32”.
A sua apresentação teve lugar no último sábado, na sede do Agrupamento, na Figueira.
Patrícia Almeida, caminheira do Agrupamento 836, deu a conhecer aos muitos convidados presentes que esta grande rota “é um passo muito importante na vida do Agrupamento, uma vez que pretende projetar a freguesia, dando-a a conhecer a outras regiões e países”.
Este percurso pedestre, com 33 quilómetros, vai ser agora alvo de um investimento que terá a colaboração da Câmara Municipal de Anadia e da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, por forma a que seja colocada a necessária sinalética, elaborados mapas e impressos panfletos que permitam aos visitantes orientar-se no percurso circular da Rota Flor-de-Lis que vai percorrer as 15 aldeias e será uma forma de dar a conhecer a todos aqueles que pretendam fazer a rota, o património religioso, usos, costumes e tradições da freguesia. O pedestrianista será obrigado a passar pelas 16 capelas até à Igreja Matriz de S.Pedro. “O trajeto é circular, pois inicia e termina na Igreja Matriz”, avançou Patrícia Almeida, dando conta de que o percurso poderá demorar dois dias a fazer, estando em estudo a pernoita no lugar da Mata de Cima, mais concretamente numa casa de pasto ali existente e que está a ser negociada.
Com um grau de dificuldade considerado difícil, esta Rota terá agora de contar com o apoio de parceiros, nomeadamente empresas da região e autarquias para poder ser implantado, uma vez que vai ser necessário manter os caminhos limpos e transitáveis ao longo do ano, assim como vai ser necessário proceder à colocação de 270 placas e 270 postes de madeira com o mais variado tipo de informação: caminho certo, caminho errado, mudança de direção à esquerda ou à direita, localização, altitude, locais a visitar, cuidados a ter, contactos úteis etc). Junto a cada capela será igualmente colocada uma placa com dados históricos sobre o tempo.
Na oportunidade, Patrícia Almeida recordou que este projeto nasceu de um sonho do chefe Paulo Ferreira, fundador do Agrupamento de Avelãs de Cima que aos presentes lembrou: “se eu fui o arquiteto da Rota, eles (escuteiros) foram os engenheiros”. Fazendo votos de que esta seja uma rota de todos, Paulo Ferreira diz acreditar que “quando a Rota estiver disponível será procurada por muitos visitantes, mesmo do estrangeiro”.
Paulo Ferreira explicou ainda que o nome da rota “Flor-de-Lis” prende-se com o símbolo que identifica os escuteiros (flor-de-lis) e que por ter sido um projeto elaborado pelos escuteiros foi adotado o seu símbolo.
Rosa Tomás, vereadora da Cultura e da Educação do município anadiense, considerou a rota “uma ideia brilhante”, por ser “um produto novo do concelho que se materializa desta forma”, deixando a garantia de que a Câmara será um parceiro do projeto dada a sua importância e originalidade.
A autarca deixou ainda uma dica no sentido do Agrupamento 836 se candidatar a financiamento para a Rota junto da Entidade de Turismo do Centro e da CCDR-Centro: “este é o timing certo. É preciso agora unir esforços e aproveitar esta oportunidade, já que a Rota tem um potencial imenso que precisa de ser explorado”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Câmara Municipal garante cultivo de 6,6 ha de arroz no Parque Verde

Câmara Municipal garante cultivo de 6,6 ha de arroz no Parque Verde

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro garantiu o cultivo de uma área de 6,6 hectares de arrozais na área do futuro Parque Verde da Cidade (zona poente de Oliveira do Bairro, nas proximidades da Recer).

Segundo Joaquim Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, “através de um protocolo com uma empresa de Montemor-o-Velho, a autarquia garantiu a conservação e manutenção dos arrozais existentes”, sublinhando que “a empresa faz a sementeira e colheita final, sem qualquer custo para o orçamento municipal, tendo apenas como contrapartida o direito à colheita do arroz, comprometendo-se a entregar ao município uma percentagem a definir em função da produtividade”.

“O município pode usar esta produção, nomeadamente para promover o concelho de Oliveira do Bairro, nos seus usos e costumes e seus produtos tradicionais ou para oferecer a quem nos visita, no âmbito de uma mostra agroturística”, acrescenta.

Relativamente a custos associados ao projeto, Joaquim Santos explica que que não trazem encargos para o orçamento municipal.

Projeto dinâmico. O Parque Verde da Cidade de Oliveira do Bairro é um projeto dinâmico, cuja concretização será faseada.

“Nos últimos anos temos vindo a adquirir terrenos para aumentar a área disponível, pelo que, neste momento, a autarquia dispõe já de cerca de 10 hectares de terrenos”. “Com os terrenos que já são nossos, vamos começar a tratar da área dos arrozais, uma das vertentes deste parque e que permite aos poucos começar a mudar o aspeto das margens do rio. A área do arrozal estende-se nas duas margens do rio Levira, num total de 6,6 hectares. Os arrozais são o elemento marcante da área de intervenção, reflexo da atividade outrora praticada na zona e em outras áreas do concelho”, acrescenta o autarca.

Lazer. Com a criação do Parque Verde da Cidade, pretende-se criar um espaço verde de lazer que possa também contribuir para a qualidade de vida das populações.

“Trata-se da criação de um parque de grande dimensão e de qualidade, promovendo uma utilização sustentável do espaço, retirando o maior partido dos recursos e potencialidades naturais do mesmo. Um parque onde seja possível desenvolver atividades de recreio, ócio e educação ambiental, a partir da requalificação e valorização paisagística de toda a zona, atualmente ao abandono, reconhecendo e preservando os valores naturais e culturais existentes.” “Com este parque, serão criados percursos pedonais e criada uma interligação do parque com a envolvente, nomeadamente através das vias cicláveis”, afirma o autarca.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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Anadia: Emocionante Festa da Paz na Biblioteca Municipal

Anadia: Emocionante Festa da Paz na Biblioteca Municipal

 

O Lions Clube da Bairrada realizou, no âmbito da inauguração da exposição de “Cartazes da Paz”, no passado dia 24 de março, na Biblioteca Municipal de Anadia, a “Festa da Paz”.
O auditório da Biblioteca, cujas paredes estavam iluminadas com as cores dos 67 Cartazes da Paz, obras dos jovens de 11 a 13 anos, dos estabelecimentos de ensino dos municípios de Anadia e Oliveira do Bairro, participantes do concurso, em boa hora lançado internacionalmente pela Associação Internacional de Lions Clubes, estava repleto de alunos, professores, encarregados de educação, familiares, amigos e companheiros Lions, numa simbiose perfeita das comunidades escolares dos dois municípios e da comunidade em geral.
A “Festa” teve duas partes distintas, que se completaram pela uniformidade das mensagens transmitidas em sentido único: a interiorização dos conceitos da não violência e da construção da Paz para um Mundo melhor.

A importância do concurso. Na hora dos discursos, a presidente do Lions Clube da Bairrada, Maria Rosa Chambell, historiou a participação do clube no concurso do Cartaz da Paz, realçando a sua importância pedagógica e a resposta sempre positiva das Escolas dos dois municípios, com menção especial para a participação, este ano, da APPACDM. Terminou com agradecimentos à Câmara de Anadia, pela cedência das instalações para a realização da festa, às Escolas participantes, saudando os restantes membros da mesa que presidiu ao evento; vereadora anadiense, Maria Teresa Belém, Isabel Moreira, vice-governadora do Distrito 115 C/N do Lions Clubes e o palestrante convidado, Gaspar Albino, do Lions Clube Santa Joana Princesa/Aveiro.
Gaspar Albino historiou o lançamento do concurso “Cartaz da Paz” pelo Lions Internacional, explicando toda a sua mecânica, as fases da sua realização anual, sempre sob um tema alusivo à Paz, explanando muito do seu sentir quanto à urgência da harmonia na sociedade em que vivemos. Terminou fazendo uma exortação aos jovens autores dos cartazes sobre a Paz em exposição, dizendo que, para além do sentimento expresso na sua execução plástica, deveriam ser arautos da Paz, porque o futuro era deles.
Na ocasião, Maria Teresa Belém manifestou a sua alegria por participar desta festa, manifestação clara de que as pessoas da comunidade “sabem da Paz”, congratulando-se com a presença de jovens, familiares e professores de todas as escolas. Elogiou ainda a iniciativa dos Lions, afirmando que a Câmara estava atenta às suas atividades e disponível para colaborar com as suas iniciativas.
Em seguida, Isabel Moreira manifestou também a sua grande satisfação por poder participar nesta iniciativa do Clube da Bairrada, exaltando a importância desta atividade, chamando a atenção para a sua dimensão universal, pois cerca de 45 mil Clubes Lions de todo o Mundo lhe dedicam especial atenção, movimentando muitos milhares de pequenos artistas, autores de cartazes sobre a Paz.
Para terminar esta primeira parte da festa, fez-se a entrega de lembranças e Diplomas aos alunos e Escolas participantes. Eles foram: Margarida Costa Pereira 7.º B – Escola Básica n.º 2 – Anadia; Diana Sofia Fernandes Campos 7.º F – Escola Básica 2,3 Oiã; Mafalda Vela Rodrigues 6.º A – Escola Básica 2,3 Oliveira do Bairro; André Vieira Carvalho 6.º D – Colégio Frei Gil – IPSB de Bustos; Joana dos Santos Cavacas 6.º B – Colégio S.João Bosco – Mogofores; Afonso Pedrosa Salgado – Colégio Nª. Sª. da Assunção – Famalicão e Bruno Filipe Ferreira de Carvalho, da APPACDM de Anadia.

Atuações brilhantes. Seguiu-se a atuação dos sete estabelecimentos de ensino presentes nesta “Festa da Paz”. Primeiro, foi a emocionante atuação das cinco cantoras a “solo” ou em grupo, do Colégio de S. João Bosco, que sobre um fundo de projeção vídeo, e sob a orientação do professor Dário Tavares, cantaram músicas em italiano de grande significado e apelo à paz. Em seguida, a desinibida e fresca atuação do pequeno “grande” Raul, do Colégio Frei Gil de Bustos, que deliciou os presentes com um poema da sua autoria sobre a Paz. Seguiu-se uma agradável surpresa desta tarde mágica, com a atuação de um grupo de utentes da APPACDM de Anadia, denominado Grupo Santo Amaro, constituído por oito elementos que, com simples instrumentos de percussão, fazem o acompanhamento de composições clássicas famosas. A postura solidária de todos os componentes do grupo, a sua interajuda e a perfeição da sua execução, com a magnífica direção da sua diretora, psicóloga Ana Teresa, foi momento emocionante e inesquecível.
O tema do Concurso “As crianças sabem da Paz” foi mote para o poema recitado pela jovem Mafalda Vela Rodrigues, a quem coube a representação da Escola Básica 2,3 de Oliveira do Bairro, escutada atentamente e aplaudida vivamente.
Encerrou esta parte festiva, o Colégio de Nª. Sª. da Assunção. O jovem José Miguel Rebolho, com a sua viola e suas duas acompanhantes, deliciaram o auditório, ele com recitação de um poema, sugerindo um profundo diálogo do poeta com a Paz, motivando os ouvintes para a reflexão da realidade dos nossos dias, e elas recitando poemas alusivos à Paz.
Por fim, chave de ouro, com a atuação do coral “Cluny Vox”, grupo de jovens vozes dirigidas magistralmente pelo maestro Celestino Ortet, que a todos encantou com a interpretação de várias composições, nomeadamente de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões e do poema “Mar Português”, de Fernando Pessoa.
Entusiásticos aplausos de toda a assistência e uma última e emocionada palavra da presidente do Clube, Maria Rosa Chambell, que agradeceu a participação de todos e fez convite para o lanche-convívio, com que se encerrou esta “Festa da Paz”.

Luís Ventura

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Câmara Municipal de Anadia leva internet às Juntas e IPSS’s

Câmara Municipal de Anadia leva internet às Juntas e IPSS’s

 

Com o objetivo de fazer chegar a rede de internet ao maior número possível de espaços públicos e de munícipes, a Câmara Municipal de Anadia elaborou, em parceria com a WRC – Curia, uma candidatura orçada em 590 mil euros, que recebeu financiamento do QREN de 80%.
No passado dia 23 de março, foram celebrados os protocolos com as Juntas de Freguesia e Instituições de Solidariedade Social do município, relativos ao Projeto de Rede de Espaços Internet e Internet no Espaço.
Esta cerimónia contou com a presença dos representantes das 15 Juntas de Freguesia e de 14 instituições com resposta social na terceira idade, do município, convidadas para participar neste projeto, numa ação conjunta no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo.
O projeto começou já a ser implementado e dentro de dois meses estará a funcionar em pleno. O objetivo é instalar uma estrutura de rede sem fios, nos principais centros urbanos do concelho, com o intuito de disponibilizar acesso livre à internet aos munícipes e visitantes.
O projeto assenta em quatro eixos diferentes mas que se complementam e que visam dotar as 15 sedes de Juntas de Freguesia com um Espaço Internet de acesso livre; prolongar estes espaços em alguns locais de caráter público, social e de grande frequência de munícipes; implementar em diversos espaços públicos do concelho rede wireless, garantindo o acesso gratuito à internet e promoção da sociedade de informação e da internet aos utentes das IPSS’s do concelho, através da deslocação de técnicos e computadores às IPSS’s em visitas periódicas.

Internet nas Juntas de Freguesia. Na oportunidade, a vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa de Belém Cardoso, avançou que as 15 sedes de Juntas de Freguesia serão dotadas com um espaço internet de acesso livre com dois postos/computadores, assim como os mais variados espaços públicos do município (Biblioteca, Cineteatro, Câmara Municipal, Piscinas, Mercado, Museu do Vinho, etc) serão dotados de rede de internet, num total com 12 espaços e de 59 postos.
A candidatura, revelou Teresa de Belém Cardoso, contempla ainda a montagem de hotspots em diversos espaços públicos do concelho, por forma a garantir o acesso gratuito à internet.

IPSS’s contempladas. Aos presentes na cerimónia, a vereadora anadiense destacou ainda o facto de se pretender dinamizar o acesso à sociedade de informação e à internet a utentes de IPSS’s do concelho, através de um serviço móvel permanente de equipamentos e acesso à internet, os quais serão disponibilizados em períodos de tempo de duas horas por sessão (2 a 3 sessões por mês).
Esta ação começa já a 2 de abril e arranca na Associação Social de Avelãs de Caminho, das 10 às 11h, e da parte da tarde, na Casa do Povo de Amoreira da Gândara, seguindo-se, em calendário elaborado para o efeito, as restantes IPSS’s com resposta social à terceira idade.

“Um exemplo para os outros municípios”. Na ocasião, João Vasco Ribeiro, da WRC, disse ser gratificante saber que “vai haver muito mais gente a poder usufruir de acesso às tecnologias da comunicação e informação de forma gratuita e facilitada”, sobretudo os seniores que “passaram a vida sem ter esta ferramenta, mas que agora podem aprender e usufruir destes serviços”. A terminar diria ser este “um bom exemplo para os concelhos vizinhos”, não só porque “é uma forma de acabar com um tipo específico de exclusão”, mas porque é também um “importante indicador de desenvolvimento de uma sociedade e da qualidade de vida da sua população”.
Por seu turno, o autarca Litério Marques referiu-se ao projeto como “uma oportunidade aproveitada pela Câmara”. “Aproveitámos fundos europeus e pelo dinheiro necessário (cabendo à Câmara 20% das despesas elegíveis). Queremos este projeto a funcionar, pois, hoje, somos responsáveis pelo sucesso da instalação deste projeto”.
Acrescente-se que o desenvolvimento deste projeto estará a cargo de Jaime Maia, chefe de divisão Informática da Câmara Municipal de Anadia.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Mário Teixeira reeleito para a direção dos Bombeiros Voluntários de Anadia

Mário Teixeira reeleito para a direção dos Bombeiros Voluntários de Anadia

 

Mário Teixeira foi reeleito presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA), para o triénio 2012/2014, em Assembleia-geral, realizada no último domingo. Durante a Assembleia foram ainda conhecidas as rifas de angariação de fundos premiadas, para aquisição de uma nova viatura de combate a fogos florestais, assim como aprovada a criação de uma quota familiar.

Mandato positivo. Embora pouco participada, a Assembleia-geral da AHBVA aprovou, por unanimidade, as contas relativas ao ano de 2011, assim como o plano e orçamento para 2012.
O mandato que agora termina (2009-2011) tem um balanço positivo, muito embora o projeto do novo quartel não tenha avançado, dado os condicionalismos financeiros e a crise que o país atravessa.
“Terminámos estes três anos com a consciência do dever cumprido e com a certeza de deixarmos a Associação e o seu corpo de bombeiros mais atualizado e atuante”, disse na ocasião Mário Teixeira, revelando também que dos objetivos cumpridos se salientam: arranjos no atual edifício; manutenção das viaturas, nomeadamente as destinadas à Saúde, sem contudo descurar as outras vocacionadas para o combate a incêndios; aquisição de novo fardamento; angariação de cerca de 300 novos sócios, embora o número desejado fosse muito maior; realização de campanhas de angariação de fundos que culminou com a venda de rifas; formação em 2011 da equipa de bombeiros em permanência e forte investimento na formação dos bombeiros.
“Houve a preocupação de manter a situação financeira equilibrada”, referiu, ainda que no ano de 2011 se tenha registado uma redução substancial no transporte de doentes não urgentes (-40%). A par desta situação, registou-se ainda um avolumar de serviços prestados pendentes, ou seja, por pagar. O ano de 2011 fica também marcado por um aumento com combustíveis. “As nossas viaturas andaram menos quilómetros, mas gastámos mais dinheiro em combustível”, dando conta de que esse valor ronda cerca de 10 mil euros/mês.
Por isso, o Conselho Fiscal recomendou, no seu parecer, “uma reflexão sobre a estrutura de gastos da Associação, face à tendência de quebras das receitas, quer nos serviços de assistência, quer na previsível redução dos apoios das entidades públicas”.
Perspetivas para 2012. Na introdução do ponto, Mário Teixeira diria aos presentes que o orçamento “foi efetuado tendo em conta a crise e dificuldades que atravessamos. Quisemos não ser muito audaciosos para depois não faltar, porque queremos cumprir o que prometemos”, sublinhou.
Aos presentes deu conta de que, “apesar dos tempos difíceis, não pouparemos esforços para que, ao chegarmos ao términus do mesmo, nos sintamos realizados”. Por isso, falou na necessidade de dimensionar os meios (recursos humanos, físicos e materiais) no que concerne à nova realidade do transporte de doentes, sendo neste ponto a prioridade a manutenção dos postos de trabalho dos bombeiros-trabalhadores.
Por outro lado, a direção quer adquirir novos fardamentos e equipamentos indispensáveis que são de grande desgaste, assim como irá ser dinamizada uma angariação de fundos e intensificar a entrada de novos sócios, principalmente empresas da região.
Mário Teixeira não deixou de aflorar também a questão do novo quartel, um sonho que se mantém adiado, por isso a aposta será feita na manutenção e conservação do atual. “Não desistimos de um novo quartel, mas compreendemos que será difícil levar por diante esta nossa vontade, pois sabemos que os dinheiros são poucos”.
Na oportunidade, falou da intenção de mobilizar os jovens para o voluntariado, sensibilização que será feita junto dos vários estabelecimentos de ensino do concelho, assim como continuar a investir na formação de bombeiros.

Rifas premiadas. Em curso esteve, nos últimos dois meses, uma campanha de venda de rifas para angariação de fundos, destinados à aquisição de um veículo de combate a incêndios.
A viatura foi atribuída à corporação pela Autoridade Nacional de Proteção Civil. Trata-se de uma viatura pesada para combate a incêndios florestais, cujo custo ronda os 140 mil euros. Contudo, para a concretização desta aquisição, a corporação foi forçada a elaborar uma candidatura ao QREN, que comparticipa a viatura com 70% daquele valor, cabendo à AHBVA suportar os restantes 30%, ou seja 40 mil euros.
“A venda das rifas decorreu de forma normal, mas não atingiu as nossas expetativas, pois o tempo de venda também não foi muito. Acredito que até à chegada da viatura (durante o segundo semestre deste ano) teremos arranjado a verba necessária”, revelou.

Números das rifas premiadas: 1.º prémio: 04687; 2.º prémio: 07979; 3.º prémio: 16490; 4.º prémio: 14997; 5.º prémio: 18199; 6.º prémio: 00196.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Curia: Rotas de Vinho querem ser produto turístico naciona

Curia: Rotas de Vinho querem ser produto turístico naciona

 

Imagine as 14 Rotas de Vinho de Portugal a trabalhar em rede, apresentando-se como um único produto turístico nacional. Esta poderá vir a ser uma realidade muito em breve.
Sob a alçada da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, teve lugar no passado dia 23 de março, na sede da Associação Rota da Bairrada, na Curia, o segundo encontro de trabalho com os representantes das Rotas do Vinho do país.
A reunião, segundo José Arruda, presidente da Associação de Municípios Portugueses do Vinhos, visa “começar a definir a estratégia para a promoção das Rotas do Vinho portuguesas como um produto único”.
No país, existem 14 Rotas (mas quatro não estão a funcionar) pelo que a primeira tarefa passa por colocá-las todas a funcionar, em rede, até porque “existem Rotas em estádios diferentes de desenvolvimento e com modelos de funcionamento também diferentes”.
“É preciso colocá-las em patamares semelhantes e depois promovê-las como um produto turístico nacional”, acrescentou.
José Arruda avançou ainda à comunicação social, antes da reunião de trabalho que o trouxe a Anadia, que os primeiros passos deste projeto começaram a ser desenhados em 2008. “Temos realizado reuniões de trabalho com todas as Rotas do país”, disse, revelando que este encontro, na Curia, “serve para começar a delinear estratégias com vista à promoção das Rotas do Vinho como um produto turístico nacional”.
O grande objetivo é potenciar o enoturismo. “Há 14 anos, quando foram criadas, as Rotas de Vinho integravam apenas produtores de vinho. Hoje, o conceito é mais abrangente e integra municípios, hotéis, restauração, museus, casas rurais, sendo o vinho o elemento base que os une. O conceito de Rotas de Vinho ultrapassa, hoje, o vinho”, destacou aquele responsável.
Aos jornalistas sublinhou ainda que, “ao se promoverem Rotas de Vinho, promove-se o território nacional como um todo”, potenciando as sinergias turísticas de vinho geradoras de riquezas, convidando os turistas a “consumir” o território e dinamizando a economia (vendas de vinho, restauração, produtos regionais, alojamento). Por outro lado, esta rede permitirá aumentar a taxa de empregabilidade, atraindo investimentos para os territórios, promovendo novas oportunidades de negócio assim como a inversão da sazonalidade do turismo.
“Estamos num país em que um turista, em poucas horas, pode deslocar-se do Algarve, ao centro de Portugal ou ao Douro, ou ainda até ao Minho. Queremos potenciar essas visitas e levá-los a percorrer o país”, destacou José Arruda, concluindo que esta parceria pode também funcionar a nível externo: “poderemos promover as Rotas no exterior, apresentando-as, a elas, e aos seus territórios, promovendo todas as regiões de Portugal”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Dia do Pai celebrado na Misericórdia de Sangalhos

O Dia do Pai serviu de mote para homenagear todos os pais e todos aqueles que não o sendo, são-no de alma e coração, comemorando esta data especial, nesta instituição durante dois dias. No Complexo Social de Apoio à Pessoa Idosa da Misericórdia da Freguesia de Sangalhos, no dia 19, de manhã, um grupo de utentes confecionou o Bolo do Pai e à tarde rececionaram seus filhos e familiares para, em conjunto, assistirem à atuação encantadora do Grupo Cordas e Concertinas. Bem-haja ao Sr. Tony e amigos pela sempre prontidão e disponibilidade nestes eventos, que permanecem na memória dos utentes. A tarde terminou com um lanche-convívio entre utentes, convidados, familiares, voluntários e funcionários, sendo distribuída a lembrança ao PAI, isto é, um saquinho com o jogo do galo, elaborado por um grupo de utentes. No dia 20, logo pela manhã, celebrou-se a Eucaristia dedicada ao Pai e, durante a tarde, foram projetados os testemunhos dos idosos sobre a Figura do Pai.
Em suma, “ao PAI, esse ente real ou mítico, próprio ou “emprestado” e a ele devemos, todos nós, que dele somos ou não filhos, prestar o nosso tributo, a nossa homenagem, o nosso reconhecimento, neste dia que é único e apenas dele. Do PAI!”

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Oliveira do Bairro adere à Hora  do Planeta

Oliveira do Bairro adere à Hora do Planeta

Oliveira do Bairro associa-se pela primeira vez à Hora do Planeta, no dia 31 de março, e desliga as luzes de alguns edifícios e monumentos entre as 20h30 e as 21h30. Uma adesão que, segundo a autarquia oliveirense, pretende traduzir o compromisso assumido pelo município com as questões da sustentabilidade. Durante essa hora será desligada a iluminação do edifício dos Paços do Concelho, a cascata da entrada poente da cidade, o Espaço Inovação em Vila Verde e do adro da Igreja de Oiã.

A autarquia desafia instituições, públicas e privadas, empresas, associações, fornecedores, parceiros, escolas e toda a população, a aderirem a esta hora do Planeta 2012.

A Hora do Planeta é um evento organizado pela WWF que começou em 2007, na cidade de Sydney e realiza-se todos os anos. Atualmente tem uma dimensão mundial. Pretende ser uma hora de ‘apagão’ mundial durante o qual as pessoas devem criar consciência ecológica, de forma a garantir o futuro do nosso planeta. Durante uma hora, por todo o mundo, luzes de casas particulares, empresas e organizações são desligadas num gesto simbólico que se espera traduzir-se em ações para travar as alterações climáticas.

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Recanto da Natureza na Tojeira completa 13 anos com casa cheia

Recanto da Natureza na Tojeira completa 13 anos com casa cheia

O Lar e Creche Recanto da Natureza, na Tojeira, Palhaça, assinalou, no domingo, a passagem do seu 13.º aniversário. Uma data que, segundo o presidente da direção do Recanto da Natureza, Manuel Justiniano, serviu para aproximar a instituição à sociedade.

Manuel Justiniano diz que o balanço foi extremamente positivo, e que mais de 200 pessoas marcaram presença. “Eram convidados que de certa forma estavam ligados ao Recanto da Natureza, como sejam sócios, familiares das pessoas que estão no lar, pais e avós das crianças que frequentam a nossa creche, entre outros”, sublinha este dirigente, explicando que “a adesão das pessoas foi muito boa”.

Manuel Justiniano, que cumpre o seu atual terceiro mandato e vai entrar no 7.º ano a conduzir os destinos do Recanto da Natureza, recorda que “o Recanto está neste momento a construir o alargamento do Lar, que vai custar mais de meio milhão de euros e deverá estar concluído em 2014”. Atualmente o Recanto da Natureza, que emprega 25 funcionários, tem um Lar com 41 utentes, que terá mais 19 camas com a abertura do novo espaço; uma creche que atualmente tem 19 crianças, com capacidade para 35, e o serviço de Apoio Domiciliário, que apoia dez utentes.

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Homem que agrediu paraplégico com barra de ferro não sabia o que fazia

Homem que agrediu paraplégico com barra de ferro não sabia o que fazia

O homem que agrediu um paraplégico com uma barra de ferro, em julho de 2010, em Oliveira do Bairro, não sabia o que estava a fazer, atestaram, na penúltima quinta-feira, dois peritos psiquiatras. Os especialistas defenderam, desta forma, a sua inimputabilidade em relação aos factos descritos na acusação.

De acordo com a acusação, a agressão terá sido desencadeada por uma troca de palavras entre ambos. A vítima sofreu três lesões causadas pelo tubo, na região superior da face anterior do tórax, porção superior do abdómen e cervical posterior. Sofreu ferimentos ainda em outras partes do corpo.

O arguido foi examinado por dois psiquiatras que vieram defender a sua inimputabilidade, uma vez que chegaram à conclusão que “este tem um quadro clínico que é caracterizado por lesões celebrais, na sequência de traumatismo crânio-encefálico [ocorrido há muitos anos] que determinam a incapacidade do arguido de avaliar a ilicitude do seu comportamento”.

Os mesmos psiquiatras defendem que “a avaliação da perigosidade do arguido, em particular a probabilidade de repetição de crimes da mesma natureza, é função de vários fatores, tais como a adesão a medidas terapêuticas, a sua eficácia no controlo dos comportamentos agressivos e a manutenção da abstinência em relação ao consumo de álcool”.

Referem ainda que “o histórico de alterações do comportamento e agressividade do examinando cessou a partir do momento em que o arguido iniciou o cumprimento regular de tratamento farmacológico, sendo razoável determinar, verificando-se os atuais pressupostos, uma perigosidade reduzida ou inexistente”.
O arguido confessou que não se lembra de parte dos atos cometidos e que naquela altura estava sem dinheiro e que não tomava medicação.

Queixou-se ainda que lhe assobiaram várias vezes, pelo que terá reagido mal aos assobios. “Assobiaram-me, mas eu não sou nenhuma mulher”, disse o arguido.
A vítima disse conhecer o arguido, afirmando que “este, quando era mais novo, não era violento”.

Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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