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Paredes do Bairro: Centro Escolar à espera de inauguração


Um dos assuntos extra ordem do dia, abordado na última Assembleia Municipal de Anadia, foi o facto do Centro Escolar de Paredes do Bairro, cuja inauguração estava prevista para as férias da páscoa, permanecer fechado.
A questão foi levantada pelo deputado socialista Rui Marinha, que ainda questionou o autarca anadiense sobre a veracidade de uma informação que circulava de que o piso do Centro Escolar teria abatido, inviabilizando a sua entrada em funcionamento.
Segundo o edil, Litério Marques, os arranjos exteriores do Centro Escolar foram condicionados por um inverno rigoroso que atrasou o calendário inicialmente previsto, sendo certo que, com a chegada do bom tempo, os acessos serão rapidamente concluídos. Quanto ao alegado abate do piso, mostrou-se estupefacto, já que desconhece a existência de algum problema do género.
Na ocasião, o presidente da JF de Paredes do Bairro explicou tratar-se de um mero boato. Joaquim Cruz explicou aos presentes que “ao pé do Centro Escolar existe um poço que tinha uma mina que arrunhou”. “Depois, todos sabem como é, aparecem umas moscas varejeiras que andam a dizer que no Centro Escolar tinham arreado duas salas de aulas. Mas a verdade é que nada aconteceu. Apenas a mina, que está a cerca de 50 metros, arrunhou”, explicou, admitindo que este tipo de boato infundados tem sempre outras intenções. Não foi avançada qualquer data para a sua inauguração.

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A importância da dádiva de sangue no Agrupamento de Escolas de Anadia


O Agrupamento de Escolas de Anadia vai desenvolver uma atividades de sensibilização à dádiva benévola de sangue, no âmbito das atividades do Projeto Educação para a Saúde, à semelhança do que tem ocorrido em anos anteriores.
A primeira dessas atividades consta de uma palestra, a cargo de Albano Jorge, Presidente da ADABEM – Associação dos Dadores de Sangue de Mogofores. Esta palestra será na próxima segunda-feira, dia 22, às 12h, no anfiteatro da Escola Secundária de Anadia (ESA).
Uma semana depois, portanto no dia 29 de abril, será o Autocarro do Instituto Português do Sangue (IPS) que se dirigirá ao Agrupamento de Escolas de Anadia, para duas sessões de recolha de sangue. Na manhã desse dia, entre as 9 e as 13h30, o autocarro estará na Escola Secundária de Anadia; de tarde, entre as 15 e as 17h30, será a vez da Escola Básica n.º 2 de Vilarinho do Bairro.
Apela-se a toda a comunidade educativa deste Agrupamento que colabore nesta campanha. O ato da dádiva benévola de sangue é uma atitude cada vez mais nobre, agora que nem há as contrapartidas que havia até há algum tempo. Isto é, dar sangue é, hoje em dia, uma atitude de solidariedade pura e simples.
Nesta comunidade educativa estão incluídos os alunos maiores de idade da ESA, que no ano passado responderam de forma muito positiva ao apelo da ADABEM, do IPS e da própria organização desta ação.
Mas também se incluem os professores e pessoal não docente das várias escolas, cuja resposta também tem sido muito forte nos anos anteriores, demonstrando toda a sua disponibilidade em situações de solidariedade.
Finalmente, um último apelo aos Pais e Encarregados de Educação, sempre disponíveis para colaborar dentro das suas possibilidades, nomeadamente em termos de horários de trabalho.

Rui Godinho

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Centro Escolar de Paredes do Bairro inaugurado nas Férias da Páscoa


Deverá ser inaugurado durante as férias da Páscoa o novo Centro Escolar de Paredes do Bairro.
Orçado em mais de um milhão e meio de euros, este novo equipamento escolar vai receber as crianças dos Jardins de Infância e Escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico da freguesia e dos lugares limítrofes de S.Lourenço Bairro e Pedralva, num total de 170 crianças, 50 em duas salas de Jardim de Infância e 120, em cinco salas de Ensino Básico.
Comparticipado a 85% por fundos comunitários (1.158.524 euros), este novo equipamento escolar poderá ser inaugurado pelo ministro Nuno Crato, durante a interrupção letiva da Páscoa, avançou a JB Rosa Tomás, vereadora da Educação da Câmara Municipal de Anadia.
O equipamento demonstra, segundo a vereadora, “a aposta clara e inequívoca do executivo na educação/ensino, e no futuro dos nossos alunos”. Por isso, refere que só a autarquia investiu nesta obra cerca de 400 mil euros, sem contar com os custos dos arranjos exteriores e zonas envolventes, feitos por administração direta. A par deste Centro Escolar, a Câmara Municipal tem, neste momento, em curso outros dois Centros Escolares que, na sua opinião, “vão dar uma resposta cabal às necessidades do município”.
“A Carta Educativa é flexível e para já são quatro os Centros Escolares previstos”, refere Rosa Tomás, dando conta de que “seria insustentável suportar custos com oito ou nove polos, como facilmente se compreende”.
O novo Centro Escolar de Paredes do Bairro espelha o que foi projetado pelo executivo para a Educação ao nível do pré-escolar e 1.º CEB. Equipamentos com boas acessibilidades, com muita luz natural e sem barreiras arquitetónicas, que se traduzam em melhores condições para quem ensina, mas também para quem aprende. Implantado numa zona de expansão urbana, próximo do futuro Centro Cívico e Paroquial, este novo equipamento será o segundo Centro Escolar a abrir no concelho.
Trata-se de um edifício térreo, que assume uma linguagem arquitetónica contemporânea, baseado em linhas simples e com profundo respeito pela envolvente paisagística.
Para além das várias salas de aulas e apoio, terá arquivo, reprografia, biblioteca, sala polivalente, refeitório, arrecadações, instalações sanitárias, balneários, central técnica, cozinha e respetivos espaços de apoio.
No exterior destacam-se as praças e recreio pavimentadas com lajetas de betão, o recinto para prática desportiva, parque infantil em piso sintético de borracha e um percurso pedonal em betão colorido, com duas pistas com marcação de numeração no pavimento, simbolizando uma régua escolar, permitindo igualmente a prática desportiva.

Outros Centros Escolares. Mais atrasada está a construção do Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho, que deverá receber até 125 crianças em Jardim de Infância e 168 crianças em Escola Básica. A obra, a inaugurar antes do final do ano, atinge 2 milhões e 225 mil euros e foi alvo de uma comparticipação do QREN a 85%, ou seja, no valor de 1 milhão e 891 mil euros.
Em construção na zona do Pinhal do Prior, vai servir estas duas freguesias do concelho, sendo para a vereadora Rosa Tomás a continuação da aposta feita pela autarquia em matéria de carta educativa, que prevê ainda a construção, entretanto já iniciada, do Centro Escolar de Sangalhos, junto ao Velódromo Nacional e que virá substituir as EB1 do Cruzeiro, da Pista, da Fogueira, o JI da Pista e da Fogueira.
Dimensionado para receber 264 crianças, o seu custo vai rondar cerca de 1 milhão e 905 mil euros, sem contabilizar equipamento e arranjos exteriores.

CC

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Anadia: Conclusão da Secundária ainda este ano


A Parque Escolar, EPE prevê retomar os trabalhos de construção da Escola Básica e Secundária de Anadia durante este ano. Contactado por JB, este organismo admite que está, neste momento, “a preparar o plano de intervenções para 2013, adequando-as ao orçamento que lhe foi consagrado no âmbito do Orçamento do Estado”.
“Prevê-se que a retoma dos trabalhos neste estabelecimento de ensino ocorrerá durante o corrente ano”, refere, em comunicado enviado a JB, dando conta de que a intervenção neste estabelecimento de ensino foi suspenso, no final de 2011, devido a “constrangimentos financeiros”.
Para além do evidente abandono a que foi votado, começa a notar-se a degradação de um equipamento cuja construção foi interrompida abruptamente, sem que fossem acauteladas obras para evitar que área e materiais mais sensíveis se deteriorassem.
A nova Escola estava (aquando da adjudicação) orçada em 16,3 milhões de euros, tinha um prazo de execução de 18 meses.
Refira-se que em outubro último, vários elementos da Concelhia do PS de Anadia fizeram uma visita às velhas e degradadas instalações da Secundária anadiense, frequentada por alunos do 9.º ao 12.º ano, assim como as futuras instalações.
Em 2012, a Parque Escolar confirmou, a vários órgãos de comunicação social, existirem 125 escolas onde estava previsto que as obras começassem a curto prazo e 20 os estabelecimentos de ensino com trabalhos suspensos. Na altura, o governo solicitou uma auditoria às contas da Parque Escolar, empresa responsável pelos projetos de recuperação com dívidas que ultrapassam os 900 milhões de euros.

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Anadia: Almoço de Reis dá a conhecer a comerciantes projeto da VITI


A VITI – Escola Profissional de Anadia promoveu, na última terça-feira, um “almoço de Reis” para os comerciantes da cidade na nova cozinha-laboratório, localizada nas antigas Escolas Primárias de Anadia.
A iniciativa, que juntou mais de meia centena de comerciantes, serviu, segundo Adriano Aires, diretor da VITI, “para abrir as portas à comunidade e mostrar os alunos e formadores que temos, por forma a que todos se possam orgulhar desta Escola Profissional”.
“Um almoço simples (entradas, sopa, prato de peixe, prato de carne e sobremesa, café e Bolo-Rei) que contou com a presença do autarca Litério Marques, para quem “esta Escola e cursos estão a ser um sucesso, graças a Adriano Aires”. O edil anadiense referiu-se ainda ao excelente relacionamento existente entre a direção da Escola e a Câmara Municipal, que cedeu as instalações que se encontravam desativadas.
“Estas instalações estavam a degradar-se e este acordo foi dos melhores que a Câmara Municipal fez até hoje. O espaço continua vocacionado para o ensino, mas trouxe uma nova dinâmica e movimento ao centro de Anadia”, admitiu Litério Marques.
O almoço de Reis, confecionado pelos alunos do curso de Restauração, marca assim, simbolicamente, a entrada em funcionamento deste espaço (restaurante/laboratório) que representa um investimento de vulto: “só em equipamento estão aqui investidos 80 mil euros”, referiu Adriano Aires, dando conta que a este valor se somam mais duas dezenas de milhares de euros gastos na recuperação das salas de aulas e pinturas várias nos dois edifícios.

Formação de qualidade e parcerias. Esta cozinha/laboratório vai ser vital na formação dos jovens dos cursos de restauração, na medida em que vão poder cozinhar, de uma forma mais individualizada (existem quatro bancas de serviço, com fogões), mas também abrir a cozinha à comunidade, não para fazer concorrência ao setor da restauração, mas para dar a conhecer as condições pedagógicas com que se trabalha.
De resto, é esta ligação com a comunidade que Adriano Aires quer aprofundar: “queremos mostrar à comunidade onde estamos inseridos o nosso trabalho e fazer cada vez melhor formação e entrar na competição pela qualidade, oferecendo um produto final com valor acrescentado”. Por isso, a curto prazo poderão vir a ser promovidas parcerias para que este espaço possa também receber almoços e jantares vínicos. “Queremos dar outro enquadramento à formação; não só que os alunos se sirvam uns aos outros, mas que sejam capazes de servir grupos de pessoas, convidados, para que se ambientem com outras regras de etiqueta e para que saiam o melhor preparados para o mundo do trabalho”, revelou Adriano Aires. Por isso, espera conseguir estabelecer parcerias com a Comissão Vitivinícola da Bairrada, ViniBairrada e Confraria dos Enófilos da Bairrada para que, a partir de abril, este espaço esteja à disposição dos agentes económicos e organismos da região que aqui podem apresentar vinhos, aliados a uma ementa confecionada por estes alunos, mas que case na perfeição com os vinhos servidos. “Queremos ser úteis ao tecido empresarial e nunca competitivos”, sublinhou.
Os custos destes investimentos são resultantes da gestão dos orçamentos de funcionamento, não deixando de acrescentar a recente aquisição de um miniautocarro, por 60 mil euros, para transporte de alunos provenientes do eixo Ançã (Cantanhede) – Oiã.
A cozinha que é utilizada diariamente pelas turmas deste curso nas variantes restaurante/bar e cozinha/pastelaria agradou, pela positiva, aos comensais, que não pouparam os elogios.
A VITI é uma referência no ensino profissional de qualidade na região da Bairrada. Presentemente tem 260 alunos e tem vindo a crescer de forma sustentada, graças a uma gestão rigorosa, sem esquecer o empenho e dedicação do corpo docente e dos alunos. A inauguração oficial deste espaço deverá ocorrer durante o próximo mês de fevereiro.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Crianças do 1.º CEB do concelho de Anadia aprendem regras sobre segurança rodoviária


Ensinar as noções básicas das regras de Segurança Rodoviária tem servido de mote ao projeto, integrado no Programa “Segurança para Todos”.
Silvana Marques e Francisco Marques, enfermeiros do Centro de Saúde de Anadia – Unidade de Cuidados da Comunidade, juntamente com os agentes Sónia Jerónimo, Vera Clementinho, Cabo Lopes e Cabo Marques da Escola Segura (GNR de Anadia) têm estado, ao longo deste 1.º período de aulas, a percorrer as 52 turmas do 1.º CEB do concelho, num total de 20 escolas e cerca de 800 crianças, alertando para os perigos na estrada e medidas seguras a adotar.
A iniciativa começou em setembro e vai prolongar-se até ao final do ano letivo, com várias atividades a decorrerem neste âmbito, em fases distintas. Para além da dinamização do tema, em curso neste momento, nas várias escolas, haverá ainda lugar, numa segunda fase, à execução de trabalhos de expressão plástica (cartaz) integrado no concurso interescolar 2012/13, “Segurança para Todos” – “A caminho da escola em segurança”.
Todas as escolas do concelho, no âmbito desta iniciativa, vão participar no concurso (até 3 de maio) com a execução de um cartaz composto de texto e imagem sobre o tema proposto. A iniciativa, patrocinada pela Renault, irá atribuir à turma vencedora (professor e escola) um kit de segurança rodoviária para cada aluno, um tablet e um prémio pecuniário no valor de mil euros.
Silvana Marques, ligada a este Projeto da Segurança Rodoviária desde 2001, admite que as crianças já têm alguma consciência sobre os cuidados a ter na via pública, assim como detetam os erros cometidos pelos pais. “Existe a preocupação de sentar as crianças nas cadeirinhas, mas depois a colocação do cinto de segurança é desvalorizado”, diz, dando conta do ainda frequente uso do telemóvel na condução.
Silvana Marques refere ainda que é no carro, em trajetos pequenos, que acontecem mais casos de negligência, já que para viagens longas os pais parecem preocupados e adotam medidas de segurança mais apertadas.
No final do ano, esta equipa gostaria de desenvolver uma atividade prática que envolvesse todas as crianças do 1.º CEB, num cenário de trânsito, a desenvolver em Anadia. Embora ainda esteja em estudo, esta iniciativa seria o culminar da ação, que pretende ainda envolver e sensibilizar os pais e encarregados de educação para esta problemática.
“Contudo, podemos concluir que, no concelho, este projeto tem valido a pena. Se formos a analisar as estatísticas, Anadia está com uma evolução muito positiva no sentido de redução de acidentes, envolvendo crianças, ao longo dos últimos anos”.
A título de curiosidade, refira-se que este ano já morreram, nas estradas nacionais, 532 pessoas.

CC

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JSD de Anadia propõe medidas que visam melhorar o ensino


A JSD Anadia, liderada por Henrique Fidalgo, vai apresentar no próximo Congresso da JSD Nacional, a realizar nos dias 14, 15 e 16 dezembro, em Fátima, duas medidas muito concretas que visam melhorar o sistema de ensino em Portugal, nomeadamente a introdução da disciplina de Educação e Empreendedorismo no ensino secundário, assim como de estágios obrigatórios para todos os cursos universitários, a começar desde 1.º ano.
A JSD Anadia apresenta a intenção de incluir a disciplina de Educação e Empreendedorismo nos planos curriculares a partir do 3.º ciclo. Em termos práticos, a disciplina contaria para a média do aluno; dividida pelos três anos do ensino secundário; composta por uma forte componente prática; com uma íntima ligação à comunidade envolvente, através de projetos com aplicação local/municipal; professores com presença ativa no mercado de trabalho (empresários, governantes, etc) e estágios profissionais obrigatórios em todos os cursos superiores.
“A distância que existe entre um banco da universidade e o mercado de trabalho é abismal”, refere a JSD de Anadia, na medida em que tem consciência de que a “maior parte dos recém-licenciados sai do ensino superior a achar que não estão preparados para começar a trabalhar no dia seguinte”.
Cientes de que o Ensino Superior está desequilibrado, orientado para dar uma maior ponderação à componente teórica em detrimento da componente prática, defendem a existência de estágios, a começar desde o 1.º ano.
“O curriculum de um estudante universitário tem que começar a ser construído no primeiro dia em que entra na instituição. As empresas/instituições/entidades, através da aplicação desta medida, podem começar a conhecer de forma prática os seus potenciais futuros quadros, conseguindo retirar inúmeras vantagens desta realidade”, dizem, destacando: “o estudante universitário de manhã está na empresa/instituição/entidade para à tarde partilhar o que viveu com a sua turma e com o professor.”

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Centro Escolar de Sangalhos concluído em 2014


Custa 1.905.880 euros, ocupará 2.575 m2 e estará concluído dentro de 15 meses. Falamos do futuro Centro Escolar de Sangalhos que vai ser construído num terreno junto ao Velódromo Nacional.
A apresentação do equipamento e a assinatura do auto de consignação da obra com o empreiteiro responsável – Socértima – teve lugar na última sexta-feira, no Velódromo Nacional, em Sangalhos.
Um evento que contou com a presença de elementos da vereação anadiense, presidente da Assembleia Municipal, membros da Junta de Freguesia de Sangalhos, vários autarcas, professores e educadores.
Este Centro Escolar seguirá a mesma linguagem arquitetónica dos restantes Centros Escolares em construção (Paredes do Bairro e Avelãs de Cima). Terá oito salas de aulas, uma sala de informática, três salas para o ensino pré-escolar, uma biblioteca, uma reprografia, uma sala polivalente, um refeitório e cozinha, sala de professores, sala de apoio a educadores, vários sanitários e parque infantil.
Aos presentes, o arquiteto responsável pelo projeto, Rui Rosmaninho explicou pormenores do edifício que será de piso térreo (rés-do-chão), com boa orientação solar e pátios interiores por forma a criar ambientes diferentes.
O equipamento que servirá o ensino pré-escolar e do 1.º ciclo da freguesia, dita, por certo, o encerramento das restantes escolas que ainda se vão mantendo em funções, mas permitirá condições de trabalho, conforto e aprendizagem únicas. O bom isolamento térmico e acústico, a fácil manutenção e a rentabilização de espaços de circulação são algumas das mais-valias do novo Centro Escolar, que deverá receber um máximo de 264 crianças.
Na oportunidade, o autarca António Floro destacaria que este projeto virá contribuir para o bem-estar da comunidade escolar, não deixando de destacar que são várias as obras de vulto em curso na freguesia: pavilhão do Sangalhos DC, remodelação e ampliação da ETAR, renovação da rede de água, rede viária, a que se soma o Velódromo Nacional, equipamento único no país.
Para o autarca Litério Marques, Sangalhos, “terra de gente muito reivindicativa”, está a usufruir de investimentos de que carecia há muito tempo, lamentando apenas que, devido a constrangimentos vários e ao contrário de outros Centros Escolares do concelho, este será feito sem apoio de fundos comunitários, ou seja, apenas recorrendo ao orçamento da Câmara Municipal.
“Esta obra será feita sem o apoio da tutela ou de qualquer organismo, mas é para a Câmara pagar, pois quando for embora, deixarei dinheiro cativo para que assim seja”, explicou, contrariando alguns rumores de que “o executivo está a fazer obras para outros pagarem ou a endividar o município.
“Poderia não fazer estas obras, alegando não ter dinheiro, uma vez que foram pensadas para Fundos Comunitários. Fazêmo-las porque temos dinheiro e não vamos endividar o município, uma vez que pagamos a pronto”, destacou.
Aos presentes explicou também que, com a conclusão deste equipamento, a velha Escola da Pista será um desafio para o Sangalhos DC, que ali terá à disposição um espaço desportivo onde poderá dedicar-se à formação desportiva. “Já a prometida e projetada posta de BMX permanece por agora uma incógnita, face à falta de comparticipações estatais para este tipo de equipamentos”, concluiu.

Catarina Cerca

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Sucesso da VITI está na qualidade que imprime na formação humana e profissional


A VITI – Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada é uma referência no ensino profissional de qualidade na região da Bairrada. Em entrevista, o diretor, Adriano Aires, fala desta escola que tem vindo a crescer de forma sustentada, graças a uma gestão rigorosa, sem esquecer o empenho e dedicação do corpo docente e dos alunos que, pela primeira vez, em 21 anos, alcançaram o feito de uma taxa de aproveitamento de 100%, no 3.º ano. O futuro, diz, passa por uma maior abertura à comunidade.

Tem havido uma preocupação da EVEB (Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada) em formar para o mercado de trabalho. Sente que a mentalidade portuguesa ainda está muito formatada para “doutores e engenheiros” ou isso já começa a mudar?
Penso que a mentalidade está a mudar acentuadamente, mesmo nos próprios jovens que já não procuram a escola como um trampolim de acesso ao ensino superior (para conseguir melhores notas), pois muitos deles vêm em busca de formação para entrar rapidamente na vida ativa.
Se esta mudança de mentalidade existe ao nível da população, não se vê sinais políticos da sedimentação deste tipo de ensino profissional. Todos os anos temos alterações. Estamos no final de junho e ainda não temos regras para o próximo ano letivo, nem candidaturas abertas, financeiras ou pedagógicas.

Essa situação pode ser desastrosa para este ensino?
Desastroso para este tipo de ensino, não. Mas desastroso para o nosso desenvolvimento é certamente. Quer queiramos, quer não, as estruturas que estão no terreno têm de programar e planificar a sua vida. E não podemos fazer um ensino de excelência se não conhecermos as regras atempadamente, nem sabermos durante quanto tempo essas regras vão existir. Isto é lamentável.

Face às atuais políticas e orientações do Ministério da Educação, o que é que perspetiva para o próximo ano letivo para as Escolas Profissionais?
A única coisa que temos é declarações de intenção. A nossa escola vai ter, no próximo ano letivo, no 1.º ano, quatro turmas de quatro cursos diferentes (gestão, restaurante/bar, cozinha/pastelaria e viticultura e enologia).
No ativo temos estes quatro cursos. Este ano tivemos 11 turmas: três turmas em restaurante/bar, outras três em cozinha/pastelaria e em gestão e duas turmas em viticultura e enologia, num total de 206 alunos. Para o ano, vamos passar a ter 12 turmas, mais uma do que este ano, porque este ano não saiu nenhuma turma de viticultura e enologia e entra uma nova turma, ou seja, saem três e entram quatro. Esperamos vir a ter cerca de 250 alunos.
Temos esperança de crescer em número de alunos porque houve o princípio da reposição, ou seja, que poderíamos abrir tantas turmas quantas saíssem. Como o curso de viticultura e enologia é especial, conseguimos a exceção de nos darem mais uma turma.

Face à exigência de passarem a ter turmas com mais alunos, a EVEB consegue “repor” o número alunos que vai saindo no final dos cursos?
Efetivamente, temos indicações de que há intenção de passar de 18 para 26 alunos como número mínimo para abrir uma turma. Nesta altura, temos indicações muito positivas de que conseguiremos abrir as quatro turmas, mesmo que se concretize os boatos que andam para aí de que os alunos dos PALOP’s vão deixar de ser subsidiados pelo POPH. Politicamente, é uma medida muito drástica e não sei se o Governo a levará até ao fim.
Os alunos dos PALOP’s representam 30% dos nossos estudantes e são provenientes de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

A verificar-se a tal situação de não financiamento pelo POPH, em que situação fica a EVEB?
Neste momento, temos fechado o curso de cozinha/pastelaria com 35 pré-inscrições que ultrapassam o número de alunos para uma turma. Temos o curso de restaurante/bar e de gestão mais ou menos a meio e o curso de viticultura com 12 pré-inscrições, o que já não é nada mau. Depois, temos que contar que algumas turmas não vão abrir noutras escolas porque não vão ter alunos, pelo que já nos estão a chegar alunos doutras escolas. A nossa escola está a afirmar-se e estamos a ser procurados naturalmente pelos alunos, pelo trabalho que fazemos e condições que oferecemos.
O pior dos cenários é não conseguirmos abrir uma turma, o que não acredito.

Os alunos que saem da Escola, têm normalmente emprego garantido?
A primeira fornada dos alunos do curso de cozinha está de saída, mas estão em formação em contexto de trabalho. Os do curso de restaurante/bar saíram, tiveram emprego na área ou criaram o seu próprio emprego. Do curso de gestão, a experiência que temos é de que 50% têm emprego garantido à partida, mas deste curso há uma boa percentagem que segue o ensino superior. Para os de viticultura – tivemos dois anos sem curso – temos boas garantias de empregabilidade.

O curso de Viticultura e Enologia é o mais emblemático da Escola e dá-lhe nome. Por que razão tem tão poucos alunos?
Faço questão de o manter e é a nossa bandeira. Depois, temos os cursos da restauração que são uma aposta muito forte da Escola por causa do tecido empresarial à volta. Mas o curso de viticultura é um curso muito exigente. O aluno tem matemática, química e química analítica e biologia. Um bom técnico não se forma apenas na sala de aulas, mas no terreno, nas vinhas e na adega. É preciso fazer os alunos sujarem as mãos. Depois, a taxa de aproveitamento é muito baixa (25%). Isso assusta os alunos.
Mas repare que este é o primeiro ano na escola, em 21 anos de existência, que nenhum aluno fica retido. Ou seja, tivemos uma taxa de aproveitamento de 100%, nas três turmas do 3.º ano (restaurante/bar; cozinha/pastelaria e gestão). Todos os alunos passaram. Isto não acontece por acaso, mas porque a escola cresceu e conseguiu construir um núcleo duro de professores capaz de estar aqui até que seja necessário a fazer recuperação de alunos. Temos um estudo assistido individual que se reflete depois no aproveitamento.
Só conseguimos angariar alunos se formos muito bons e tivermos muita qualidade, na formação humana e profissional.

Como está a decorrer a vossa ligação aos PALOP’s?
Muito bem. No passado dia 19, esteve aqui uma delegação da Câmara de Lembá (S. Tomé e Príncipe) que veio propor a celebração de um protocolo para recebermos alunos daquela zona.
A Escola cresceu quando a Câmara Municipal de Anadia se envolveu com empenho. Não teríamos hipótese de crescer sustentadamente se a Câmara não nos tivesse cedido as instalações das antigas Escolas Primárias de Anadia. Isto veio dar-nos uma coesão maior e uma possibilidade de melhor gestão. A entrega daquele espaço foi excelente para nós. Mas vai ser um fator de enriquecimento para a própria cidade. O projeto que temos para o antigo refeitório/cozinha, com a criação de cozinha pedagógica, vai ser muito interessante. Por outro lado, no próximo ano, temos a intenção de abrir aquele espaço à própria comunidade, não na perspetiva de fazer concorrência comercial, mas de ter um espaço onde os alunos possam praticar no dia-a-dia a cozinha e serviço e ter ali um espaço/recreio onde pensamos criar uma esplanada e dar mais vida ao centro da cidade. Estamos ainda a pensar em criar ali mini-cursos de formação de cozinha para amantes da cozinha, assim como organizar eventos e seminários dirigidos a chefes de restaurantes regionais, a partir de fevereiro de 2013.

Esta ligação aos PALOP’s é para continuar e fortalecer?
Será para fortalecer se houver ajudas. A Escola não tem possibilidade de financiar estes alunos e estes por si só também não têm possibilidade ou capacidade para se sustentarem cá. Ou se encontra uma forma de mecenato e colaboração entre instituições ou a própria Escola poderá ter parte da solução gerindo orçamentos que tem para outras rubricas para esta área. Mas a câmara municipal já mostrou alguma disponibilidade para ajudar caso esta ajuda mais formal falhe. Todos sairemos a lucrar se investirmos nestas parcerias. Não podemos virar as costas a estes países com os quais tivemos e temos tantas afinidades.

Catarina Cerca

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Anadia: Palestra sobre Saúde Oral na infância


 

Destinado a Educadores de Infância do Agrupamento de Escolas de Anadia, teve lugar, na última quinta-feira, dia 31 de maio, no auditório da Biblioteca Municipal, uma ação de sensibilização sobre saúde oral na infância.
Silvana Marques e Francisco Baptista, enfermeiros da Unidade de Cuidados na Comunidade Anadia, Fernanda Pinto, responsável pela Saúde Escolar do ACES Baixo Vouga I e José Relvas, higienista oral da ARS Centro revelaram aos vários educadores presentes que é intenção da OMS (Organização Mundial de Saúde), até ao ano de 2020, conseguir com que 80% das crianças com 6 anos estejam livres de cáries. Um projeto ambicioso e para o qual muito é preciso fazer, sobretudo ao nível de mudanças de hábitos, logo a partir de casa. Isto porque, no mundo, 60 a 90% das crianças em idade escolar e 100% dos adultos têm cáries. “Uma situação que pode ser invertida”, disse José Relvas. Daí que esteja em curso, no país, o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, promovido pelo Ministério Saúde e visa a promoção da saúde e na prevenção primária e secundária da cárie dentária, principal problema nas crianças em idade escolar.
Criação de hábitos. Relativamente à infância foram focados aspetos como a administração de flúor, a aplicação de selantes de fissuras, a higiene oral e a educação alimentar e ainda a utilização do cheque dentista.
Assim, dos 3 aos 6 anos, a escovagem dos dentes, duas vezes ao dia, sendo uma delas antes do deitar, é indispensável. Uma rotina que é preciso incutir nas famílias. Para as crianças com mais idade, foi também referido que para além da educação alimentar (menos sal, menos doces), do reforço da higiene oral, com o início da utilização de fio dental, e o bochecho fluoretado, são “armas” poderosas contra o aparecimento de cáries. Por isso, aos educadores foi solicitada colaboração para localmente sensibilizarem crianças e famílias para a implementação de hábitos saudáveis. O objetivo, avançou a enfermeira Silvana Marques, é conseguir que, no próximo ano de 2013, cerca de 50% das pré-escolas do concelho promovam a escovagem de dentes.
Um hábito pouco implementado devido às condições físicas, muitas vezes, limitadas de muitas das escolas, mas sobretudo à pouca abertura de educadores e pais para esta necessária mudança de mentalidade que é preciso implementar, a bem da saúde oral dos mais pequenos. E se é um facto que muitas escolas não reúnem as condições ideais para que as crianças lavem os dentes após o almoço, a verdade é que, com um pouco de paciência e engenho, é possível implementar, ainda que a questão da supervisão e vigilância de tantas crianças seja a maior condicionante.
Na ocasião, Rosa Tomás, vereadora da Educação, não deixou de sublinhar a necessidade de mudar mentalidades, sobretudo dos pais para que, em casa, incentivem e incutam nos filhos hábitos da higiene e de escovagem de dentes “numa atitude preventiva” por forma a que os problemas não apareçam.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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BTT Nariz

Pergunta da semana

A FAO defende que os insetos são uma alternativa promissora à carne. O que acha de comer insetos?

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