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Aluna de Anadia vence Concurso de Leitura na categoria de ensino secundário


O Cineteatro Anadia recebeu, no sábado, dia 28 de junho, a fase final do Concurso Intermunicipal de Leitura, uma iniciativa da Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).
Embora esta primeira edição não tenha contado com a participação dos 11 municípios que compõe a CIRA, o balanço não deixa de ser muito positivo, sobretudo para as escolas da região. Dos seis municípios aderentes (Águeda, Anadia, Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Sever do Vouga) os alunos de Anadia, Oliveira do Bairro e Águeda tiveram excelentes prestações, confirmadas pelos prémios arrecadados. De referir que a anadiense Ana Rute Painçal venceu no escalão mais alto, Secundário.
Esta iniciativa, que surgiu no âmbito do trabalho colaborativo desenvolvido pela Rede de Bibliotecas da CIRA, contou com a participação de alunos desde o 1.º CEB ao Ensino Secundário, de vários estabelecimentos das redes pública e privada de seis dos 11 municípios que compõem esta comunidade intermunicipal.
Com vista à escolha do vencedor em cada categoria, o júri, constituído pelo Comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, por uma representante da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Vera Oliveira, e por uma representante da Rede de Biblioteca da CIRA, Sónia Oliveira, avaliou, mediante a realização de provas orais, os conhecimentos dos finalistas sobre as obras propostas para leitura.
Assim, aos alunos do 1.º CEB coube a análise da obra “O príncipe do rio”, de Manuel Alegre, tendo o 1.º lugar, nesta categoria, sido atribuído a Lara Pires, de Águeda, seguida de Marta Batista, de Oliveira do Bairro, e, em 3.º lugar, Diogo Cabral, de Sever do Vouga.
Ao 2º CEB foi destinado “O caso da Rua Jau”, de Mário Castrim. O 1.º lugar foi para Catarina Oliveira, de Ílhavo, enquanto Carolina Teixeira, de Oliveira do Bairro, e Maria Inês Ferreira de Águeda, conquistaram o segundo e terceiro lugares, respetivamente. “O Senhor Juarroz”, de Gonçalo M. Tavares, foi a obra estudada pelos concorrentes do 3º CEB, e, nesta categoria, a vitória coube a Raul Oliveira, de Águeda. No 2.º lugar classificou-se Maria Matilde Soares, de Anadia, e, na terceira posição, ficou Inês Ferreira, de Oliveira do Bairro.
A avaliação de conhecimentos dos alunos do Ensino Secundário incidiu sobre a obra “Área de Serviço e outras histórias de amor”, da autoria de Fernando Pinto do Amaral, que integrava o júri do concurso. Ana Rute Painçal, de Anadia, conquistou o 1.º lugar, ficando Marta Silva, de Oliveira do Bairro, e Daniela Morence, de Sever do Vouga, nos lugares seguintes.
Aos vencedores, a CIRA atribuiu prémios monetários, cujo valor se destina integralmente à aquisição de livros e/ou manuais escolares (1.º prémio – 150 euros, 2.º prémio – 100 euros e 3.º prémio – 50 euros).
Na ocasião, Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, que fez as honras da casa, deixou aos presentes nesta Fase Final da 1ª Edição do Concurso Intermunicipal de Leitura uma mensagem de alento, sublinhando que a união, nomeadamente das Bibliotecas Municipais “aperfeiçoa estratégias que conduzam à melhoria contínua dos serviços prestados às comunidades em que se inserem”.
Quanto ao facto do concurso só ter contado com alunos de seis dos 11 municípios da CIRA, a autarca afirmou estar “plenamente convicta de que o futuro será bem mais participado, pois semelhante iniciativa não poderá deixar indiferentes as comunidades educativas e as Bibliotecas Municipais e Escolares da nossa região”.
“Promover o prazer de ler e estimular o desenvolvimento de competências no âmbito da leitura, nos jovens, durante o seu percurso escolar, é o lema desta iniciativa”, disse ainda a edil anadiense, para quem “só pela educação se podem, socialmente, afirmar valores essenciais à democracia como a igualdade e a liberdade”, considerando ainda ser o evento uma “festa de elogio ao livro e à leitura, com os olhos postos na excelência dos nossos jovens”.

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Câmara de Anadia repudia encerramento de 10 escolas e avança com Providência Cautelar


Os dois novos Centros Escolares (Avelãs de Caminho/Avelãs de Cima e Sangalhos) podem não ter os arranjos exteriores concluídos no início do novo ano letivo, caso o Ministério da Educação (ME) insista no encerramento das Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro.
Esta informação foi avançada pela autarca Teresa Cardoso, durante a última reunião de executivo, realizada no passado dia 25, após confirmação de que no próximo mês de setembro já não abrem as EB de Avelãs de Caminho (42 alunos); Avelãs de Cima e Pereiro (49) e Boialvo (13), na freguesia de Avelãs de Cima; Fogueira (11), Pista (31) e nº 1 de Sangalhos (64), na freguesia de Sangalhos; Ancas (2); Vilarinho do Bairro (19) e Samel (13), na freguesia de Vilarinho do Bairro.

Surpresa e indignação. No início da reunião de executivo, realizada na última semana, a edil anadiense revelava ter recebido uma comunicação da tutela com indicação das escolas básicas a encerrar no concelho. No total são 10, sendo Anadia um dos concelhos do distrito de Aveiro mais afetados por esta medida. Por isso, admite que no arranque do novo ano letivo, os dois novos Centros Escolares, praticamente concluídos, possam não abrir “porque as obras dos arranjos exteriores estão ligeiramente atrasadas”, admitindo que “estes podem andar mais depressa ou mais devagar”, dependendo de vários fatores. “O ME terá de arranjar uma solução para todas aquelas escolas”, disse, acrescentando que esta tomada de posição “mais dura” é a única forma de contrariar “o corte a direito” feito pelo ME.
Embora a tutela indique que os alunos serão integrados em Centros Escolares ou em Escolas de Acolhimento, com melhores condições, a verdade é que nestes dois casos (Samel e Vilarinho do Bairro) não foi indicada qual a escola ou Centro Escolar que possa vir a acolher estas crianças, deixando os pais numa enorme incerteza.
Teresa Cardoso admitiu ter sido apanhada de surpresa, já que estava convicta que, após algumas reuniões, havia um entendimento, com propostas concretas em cima da mesa. “Nada foi respeitado e eu pensava que havia bom senso”, lamentou, criticando o facto de não ter ainda conseguido contestar a decisão junto do ME: “após várias tentativas a resposta que tive é que estavam em reuniões e indisponíveis. Por isso, vamos enviar uma exposição por escrito com a posição do município de Anadia”.
Ainda que aquelas duas escolas não reunam os 21 alunos (mínimo exigido) pelo ME para se manterem abertas, “são escolas de toda a importância para nós, pois estão localizadas em excelentes condições e comungam espaços com os Jardins de Infância, totalizando cada uma delas 31 crianças”, acrescentou.
“Esta é uma situação muito delicada e grave” partilhada por toda a vereação. Todos, em uníssono, discordam com o encerramento daqueles dois estabelecimentos que poderão ter como escola de acolhimento a EB 2/3 de Vilarinho do Bairro.
“Não é a melhor solução. A EB 2/3 não está preparada para receber estas turmas e não dispõe de condições físicas para tal”, disse Teresa Cardoso.

Vereadores condenam decisão do ME. Para o ex-autarca e vereador Litério Marques, “este é um ataque feroz ao concelho”. O ex-professor primário sublinharia ainda que esta é uma notícia que antevê “um encerramento mais preocupante, ou seja, da própria EB 2/3 de Vilarinho do Bairro, logo que a nova Escola Básica e Secundária de Anadia fique concluída. “Está tudo preparado, artilhado. Por isso querem encerrar já as EB de Vilarinho e de Samel”.
Também José Manuel Ribeiro, vereador do PSD, admitiu que “a situação é preocupante” e cria injustiças, já que a questão “foi analisada com alguma cegueira”. Para o vereador “laranja”, o ME “não analisou convenientemente as alternativas que aparentemente existiam no papel e não no terreno”. Por isso, defende que se conteste “por todas as vias esta situação”, sugerindo que na exposição da autarquia, a apresentar à tutela, a presidente solicite, paralelamente, uma reunião de urgência com as entidades responsáveis para pôr fim a este processo.
“Quando um governo não olha para o terreno com atenção, deve ser criticado e condenado. Não posso estar de acordo com esta situação e sempre que os interesses dos anadienses estejam em causa, estarei ao lado da Câmara”, concluiu.
Também na assembleia municipal realizada na última segunda-feira, dia 30 de junho, foram aprovadas duas propostas, uma apresentada pelas bancadas do MIAP/PS “de apoio à apresentação da Providência Cautelar relativa ao fecho das EB de Vilarinho e Samel porque prejudica as crianças e o futuro da freguesia”, aprovada por unanimidade, com 30 votos, e uma outra apresentada pelas bancadas do PSD/CDS-PP “de repúdio pelo encerramento de todas as escolas propostas para encerramento no concelho de Anadia”, aprovada com 29 votos e uma abstenção.

Providência Cautelar contra encerramentos de Samel e Vil. do Bairro

A Câmara Municipal de Anadia vai avançar com uma Providência Cautelar contra os encerramentos das EB de Samel e de Vilarinho do Bairro. Várias dezenas de encarregados de educação e alunos concentraram-se, na passada segunda-feira, dia 30 de junho, junto aos portões da EB 1 de Samel gritando palavras de ordem contra o encerramento. Os cartazes que as crianças erguiam no ar mostravam que ninguém quer sair desta escola. A escola, que foi alvo de uma recuperação há um ano atrás, no valor de 74 mil euros, conta com 19 alunos no JI e 12 na EB1, já matriculados para o ano letivo de 2014/15. Um total de 31 alunos que deveria ser suficiente para evitar o encerramento, como acontece em Vilarinho do Bairro, com 12 alunos em JI e 19 na EB1.
Sandra Henriques, da Comissão de Pais de Samel e Isabel Silva, de Vilarinho do Bairro, não aceitam nem compreendem a decisão, alertando para a falta de condições e insegurança da EB 2/3 de Vilarinho do Bairro para receber alunos tão pequenos. “Tem uma escadaria enorme, não tem salas de aula no rés-do-chão e o átrio é perigoso, com vários degraus”, alegam. Por outro lado dizem que, por exemplo, a EB da Poutena não tem tão boas condições como estas e permanece aberta.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso revelava que a autarquia ia fazer avançar uma Providência Cautelar, em jeito de intimação, no âmbito do que são os direitos, as liberdades e garantias dos alunos, mas também pelo que alega ser “um total desrespeito pela Câmara Municipal, que não foi ouvida, nem sequer respeitado o supostamente acordado”. Por isso, “face às condições que a EB de Samel oferece, não é correto o que se fez, ou seja, “ser a DGestE a dar conta do despacho proferido pelo Secretário de Estado da Administração Escolar, não referindo sequer qual ou quais seriam as escolas de acolhimento. A Providência Cautelar pretende suspender um ato administrativo, pelo que aguardamos que o ME o entenda e revogue a decisão”, avançou Teresa Cardoso.
Elisabete Marralheiro, com duas crianças na escola (uma em JI e outra na EB1) diz que, para além das instalações serem de grande qualidade, conforto e segurança, “o sr. ministro deveria mandar os seus fiscais aferir as condições das escolas e só depois decidir. Não temos alternativa, para além de ter existido uma enorme falta de sensibilidade”, lamentou.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Palavras no Tempo” – Anadia acolhe arranque de projeto da Gradiva e do Centro Nacional de Cultura


A Câmara Municipal de Anadia junta-se ao projeto ao acolher a sessão inaugural deste ciclo de debates em torno do tema Educação, Ciência e Religião, no qual irão participar nomes grandes da sociedade portuguesa.
Assim, nesta primeira sessão, que decorrerá no próximo dia 23 de maio, pelas 21h15, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, estarão presentes Carlos Fiolhais e João Fernandes, professores e investigadores da Universidade de Coimbra, Mas, antes, a tarde será dedicada aos mais novos, pois Aniceto Carmo, engenheiro, e João Paiva, docente da Universidade do Porto e co-autor de “Educação, Ciência e Religião”, vão abordar esta temática junto de alunos das escolas do concelho, em sessão agendada para as 14h30, no Cineteatro Anadia.

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EB n.º 2 Vilarinho Bairro: Trezentos participantes na 8.ª Caminhada pelo Coração


A Escola Básica nº 2 de Vilarinho do Bairro, do Agrupamento de Escolas de Anadia, levou a efeito a 8.ª edição da Caminhada pelo Coração, no passado dia 7 de maio, entre as 11h e as 17h, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde (PES). A caminhada entre a escola e a Lagoa de Torres, numa distância total aproximada de 10 quilómetros, contou com a presença de cerca de 300 participantes.

Mais pais na iniciativa. A atividade visa envolver a comunidade escolar em práticas que aumentem a qualidade de vida e o bem-estar, para além de pretender sensibilizar para a necessidade da proteção ambiental e para a proteção da saúde e desenvolver hábitos de vida saudáveis. Também pretendia, e conseguiu, aproximar a família da escola, o que aconteceu mesmo, porque aumentou a quantidade de pais que foram à Lagoa.
A partida em direção à Lagoa de Torres foi dada pouco depois das 11h, tendo em conta alguns cuidados, nomeadamente, roupa e calçado confortável, água, boné e protetor solar, visto que o sol ameaçava dificultar o percurso aos caminhantes.
Esta iniciativa obteve mais um êxito assinalável, pois estiveram presentes quase 300 participantes, tendo a maior parte feito o percurso a pé. Cumpriram a caminhada 230 alunos, 30 professores, 8 assistentes operacionais, 2 assistentes técnicos, 14 encarregados de educação e 4 elementos da Associação de Pais do Agrupamento, incluindo a presidente. Apenas ficaram na escola 36 alunos e 5 professores.

Autarquia presente. Destaque, ainda, para o presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro, que também cumpriu a caminhada até à lagoa, bem como de Rosa Tomás que, apesar de já não ter responsabilidades autárquicas, não prescindiu de se associar a esta iniciativa, assim como a presença, no almoço, de Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia.
A grande adesão da parte dos alunos merece tanto maior destaque quanto mais nos recordarmos que à quarta-feira de tarde não há aulas na escola. Portanto, todos os alunos que participaram prescindiram de uma tarde de liberdade em casa, trocando umas horas de TV, computador, bicicleta ou outras quaisquer diversões por uma tarde de agradável convívio com os colegas, bem como ainda de convívio com a Natureza.
Importa referir ainda a presença em número apreciável de antigos alunos desta escola, apesar de os seus percursos académicos os terem encaminhado para outras escolas.
No fim do almoço, desenrolou-se mais uma eliminatória do Concurso “Atreve-te a cantar”, mas houve ainda outras atividades: uma das novidades foi dinamizada pelo Grupo de Educação Física – o slackline.

Êxito. Mas para este êxito ser possível tornou-se necessária a colaboração de muitas pessoas ou entidades, nomeadamente da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, todos os participantes, coordenador deste estabelecimento e dos diretores de Turma, bem como das assistentes Operacionais da cozinha, Núcleo da Escola Segura da GNR, Bombeiros Voluntários de Anadia, Liga dos Amigos da Lagoa de Torres, pela disponibilidade sempre demonstrada por todos estes elementos, sem esquecer o colega Nelson, que, apesar de aposentado, continua disponível para trabalhar para a escola.

Rui Godinho

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Anadia: Construção da nova ESA retomada no verão, garante ministro


A construção da Escola Básica e Secundária de Anadia vai ser retomada no verão. Este estabelecimento de ensino integra um pacote de quatro escolas do distrito de Aveiro a beneficiarem do levantamento da suspensão das obras da Parque Escolar. Respondendo na penúltima terça-feira (numa audição na Comissão de Educação e Ciência) a uma pergunta do deputado do PSD, Amadeu Albergaria, o ministro da Educação deu nota de que 14 estabelecimentos de ensino do país verão as suas obras continuadas.
Recorde-se que a suspensão dos trabalhos em Anadia ocorreu em 2011, altura em que a Parque Escolar – criada para proceder ao planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização da rede pública de escolas secundárias e outras afetas ao Ministério da Educação – era uma das empresas mais endividadas.
No distrito de Aveiro, verão retomadas as obras a Escola Básica e Secundária de Paiva, a Escola Básica e Secundária de Anadia, a Escola Secundária Soares de Basto (Oliveira de Azeméis) e a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento (Aveiro).

Autarquia disponível para colaborar. Questionada sobre esta matéria a edil anadiense, Teresa Cardoso revelou ter tido conhecimento, pela comunicação social, de que o Ministério da Educação se prepara para retomar as obras que se encontravam suspensas.
“Apesar de tal decisão ainda não ter sido formalmente comunicada à autarquia, a Câmara Municipal congratula-se com a decisão tomada e com a solução encontrada pelo Governo para conseguir concluir as instalações da nova escola de Anadia”, disse, acrescentando que “a edilidade reitera a total disponibilidade de colaborar, na medida do possível, na resolução dos problemas que envolvem este estabelecimento de ensino, no sentido de imprimir a máxima celeridade ao processo”.

Boa notícia há muito aguardada. Por seu turno, Elói Gomes, diretor do Agrupamento de Escolas de Anadia, que se congratula igualmente com a notícia, diz que “oficialmente” nada foi comunicado ao Agrupamento. “Esperamos que o reinício da obra aconteça o mais breve possível, pois o ideal seria ter a nova escola pronta no arranque do ano letivo de 2015/16”.
Já Patrícia Flores, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, diz que os pais estão em perfeita sintonia com os órgãos diretivos da escola e que o desejo é ver a obra concluída o mais rapidamente “graças a essa linha de crédito de que o ministro fala”, muito embora oficialmente também não tenham recebido qualquer informação por parte do Ministério da Educação, Degest ou Parque Escolar sobre o reinício das obras.
CC

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Secundária de Anadia: Deputados do PCP e PS classificam escola de “terceiro mundista”


“Uma escola terceiro mundista” e “a roçar a “indignidade” foram duas das expressões usadas pela deputada do PCP, Paula Batista e pelos deputados Pedro Nuno Santos, Filipe Neto Brandão e António Cardoso, do PS, todos deputados na Assembleia da República (AR), após visita, na última segunda-feira, à Escola Secundária de Anadia.

Comunidade educativa de mãos dadas. Uma das notas que saiu destas duas visitas (uma às 10h e a outra às 11h), foi o facto de toda a comunidade educativa estar de mãos dadas, relativamente a este processo. Por isso, muita da visibilidade deste caso se deve à Associação de Pais e à Associação de Estudantes, empenhadas em mudar o rumo das coisas.
Daí que, nos últimos meses, tenham intensificado as formas de luta, no sentido de chamar a atenção, especialmente da tutela, para o estado de degradação em que se encontram os edifícios escolares. Protestos, contacto com vários partidos políticos, estudos universitários e até uma vistoria pela Delegada de Saúde foram algumas das ações já realizadas no sentido de alertar todos para uma situação que consideram ser “vergonhosa” e “extremamente grave”.
Desta feita, conseguiram, juntamente com as Concelhias do PCP e do PS, trazer deputados de ambas as bancadas parlamentares a uma visita guiada e que segundo os próprios, é inesquecível, mas pelas piores razões.

PCP vai questionar Ministro. Paula Batista, que conhecia o caso da Secundária do que lera e vira nas notícias, no final, avançou aos jornalistas que a visita “superou todas as reportagens”. Professora em vários estabelecimentos de ensino durante vários anos, reconheceu nunca ter sido confrontada com um caso tão grave como o de Anadia: “é muito mau. De todas as escolas que visitei e onde dei aulas, esta supera tudo, em matéria de desconforto, de falta de condições, de infiltrações e água, de paredes a ceder”. Por isso, para Paula Batista, esta é a “visão mais terceiro mundista que poderia ter, do ensino em Portugal”.
Aos jornalistas revelou ainda que irá, no grupo de trabalho do PCP, analisar a melhor forma de intervir, sendo certo que, o caso será levado à Comissão de Educação, embora Paula Batista gostasse de ver este caso a ser discutido em plenário.
A deputada comunista admite que, devido a situações como esta, “há uma distância cada vez maior na Educação entre o que é defendido pelo PCP e aquilo que a tutela está a fazer”. Por outro lado, diz não perceber como se para a construção de uma nova escola onde já foram gastos 4 milhões de euros e se mantem esta neste estado. “Há uma clara desvalorização política, social e cultural da escola pública em detrimento da escola privada, financiada pelo estado”, disse, concluindo que “ter bons alunos nesta escola e ser bom aluno aqui é quase uma missão impossível”, só alcançável “com professores excecionais”.

Emergência. Os deputado socialistas eleitos pelo círculo de Aveiro (António Cardoso, da Comissão de Educação na AR), o líder da Distrital do PS, Pedro Nuno Santos e Filipe Neto Brandão, (ex-Governador Civil de Aveiro) antes da visita à ESA, estiveram reunidos com a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, mas também com os vereadores Jorge Sampaio e Lino Pintado para falar de vários assuntos, entre os quais este.
Durante a visita, minutos depois da saída de Paula Batista, os deputados, que se faziam acompanhar pelo vereador socialista Lino Pintado, puderam igualmente constatar o avançado estado de degradação da Secundária.
“A urgência desta obra não se compadece com nenhuma outra”, diria, na ocasião, Filipe Neto Brandão, enquanto que Pedro Nuno Santos defendeu a conclusão da nova escola – parada há dois anos, por indicação da Parque Escolar – “deve estar no topo das prioridades”.
Os deputados constataram a profusão de grandes fissuras nas paredes e infiltrações de água que, atingindo equipamentos elétricos, motivam a disseminação de baldes pelo chão da escola para recolher os pingos que, constantemente, caem dos tetos. Condições de salubridade mínima foi outra questão notada, uma vez que a escola sofre também com cortes no pessoal de limpeza recentemente efetuados, que conduzem a cheiros nauseabundos juntos aos balneários e casas de banho.
Os deputados do PS irão, por isso, questionar o Ministro da Educação, ainda esta semana, relativamente às condições de segurança e salubridade desta secundária.
“Quem não vem cá não se apercebe da realidade. Só quem convive com isto vê como isto tudo é inadmissível, já que está em causa a segurança de pessoas e bens”, avançam. Filipe Neto Brandão e Pedro Nuno Santos dizem que “a escola não tem condições para estar aberta”, e que “é uma escola de terceiro mundo, que nos envergonha enquanto políticos”.
Ainda que em tempos diferentes, os deputados dos dois grupos parlamentares foram acompanhados nas visitas pelo diretor da ESA, Elói Gomes, por Ana Paula Gama e Joana Trindade, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE), por Aníbal Marques, do Conselho Geral e por Luís Pidwell, da Associação de Estudantes.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Deputados do PSD preocupados


No passado dia 13 de dezembro, deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro à Assembleia da República (Amadeu Albergaria, Paulo Cavaleiro e Bruno Coimbra), efetuaram uma visita à Escola Secundária de Anadia (ESA) e reuniram com alguns dos seus responsáveis, confirmando o mau estado de conservação em que se encontram as instalações.
Esta foi a quarta força partidária a visitar a Secundária (no ano transato foi o PS; neste ano letivo, o PCP e os Verdes, partidos estes que colocaram recentemente algumas questões na Assembleia da República), o que levou Ana Paula Gama, da Associação de Pais e de Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE), a enaltecer “estes movimentos por parte destes intervenientes, pois revelam uma postura empenhada e responsável”, considerando ainda que “todos os contributos são desejáveis e bem-vindos porquanto o que está em causa é o bem-estar de uma comunidade”, pois entende que “o alheamento destas ações contribui para perpetuar uma situação intolerável, daí procurar-se o envolvimento de toda a comunidade”.

Comissão Política do PSD promove visita. A visita agora realizada partiu da Comissão Política do PSD de Anadia e dos seus autarcas eleitos (vereadores e deputados municipais), tendo sido articulada e organizada com a Associação de Pais, bem como com a direção doAgrupamento de Escolas de Anadia.
Na ocasião, José Manuel Ribeiro pretendeu “sensibilizar ainda mais os deputados do PSD para a necessidade da nova escola, visto que as atuais instalações da ESA se encontram num deplorável estado de degradação, bem visíveis aos olhos de todos, não sendo condignas, nem próprias para o ensino.
“O reinício das obras da nova escola é urgente”, defende José Manuel Ribeiro convicto de que “os deputados do PSD que farão chegar ao Ministro da Educação esta justa reivindicação”. “Será de uma forte conjugação de vontades e diligências que este assunto terá um desfecho positivo. O PSD Anadia, como sempre, quer fazer parte da solução e tem efetuado vários esforços e ações ao longo dos últimos anos para a existência da nova escola”, finalizou José Ribeiro.

Deputados surpresos com a degradação. Amadeu Albergaria começou por lembrar “o papel decisivo e importante de José Ribeiro, à época deputado à Assembleia da República, no sentido de vir a ser construído o estabelecimento de ensino”. Durante a visita, os deputados do PSD puderam confirmar o mau estado de conservação das instalações e não deixaram de transmitir, em vários momentos, “surpresa pela degradação de alguns espaços, que dificulta a administração do ensino”.
Na reunião ocorrida no final da visita, os parlamentares social-democratas transmitiram que “têm vindo a acompanhar este assunto com muita atenção e irão insistir junto do Governo para a enorme necessidade da finalização da nova escola, admitindo que as condições das instalações não são as melhores”.
A comitiva do PSD Anadia integrou ainda Jorge São José e Lígia Seabra (vereadores da CM); João Almeida, Sara Reis e Henrique Fidalgo (deputados da AM); Manuel Veiga (presidente da JF de Avelãs de Cima) e Anabela Melo (vogal da Comissão Política do PSD Anadia).
A visita às instalações foi conduzida por Patrícia Flores e Ana Paula Gama, da APAE e por Elói Gomes e Aníbal Silva (director e presidente do Agrupamento de Escolas de Anadia).

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Biblioteca de Anadia: Ação sobre adolescência e depressão na adolescência


De acordo com o Programa Nacional de Saúde Escolar a SAÚDE MENTAL é uma área prioritária de intervenção para a promoção de estilos de vida saudáveis.
O projeto “+ ContigJ” é um projeto de parceria ARS centro, DREC e Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e pretende promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais que promovam a autoestima e previnam os comportamentos de risco.
A Biblioteca Municipal de Anadia servirá de palco, no próximo dia 12, entre as 18 e as 20h, a uma sessão de trabalho que visa apresentar o projeto “+ ContigJ”
Momento Formativo / Informativo
Adolescência
Depressão na adolescência
Fatores de proteção e de risco

PALESTRANTE
Enf. Maria Pedro | Depart. De Saúde Pública da ARS Centro

DESTINATÁRIOS
Comunidade educativa (professores, assistentes operacionais e encarregados de educação)

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Anadia: Pais e alunos alertam para o estado de degradação da Escola Secundária


A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Anadia (APAE) realiza na manhã do próximo dia 13 (quarta-feira), juntamente com os alunos, uma ação pacífica, a partir das 8h30, à porta da Escola Secundária de Anadia (ESA), de forma a chamar a atenção de toda a comunidade, mas também da tutela para o estado de degradação em que se encontram os edifícios escolares que integram a ESA.
Neste dia, pais e alunos não entram na escola como forma de protesto contra a interrupção da construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia (com capacidade para 1500 alunos), mas também pelo facto das atuais instalações, frequentadas por cerca de 700 alunos, estarem completamente degradadas, constituindo, nalgumas situações, perigo à integridade física de alunos e professores.
De resto, já por diversas vezes foi notícia neste semanário o estado em que aquele equipamento escolar se encontra: paredes e tetos em risco de ruir, fios de eletricidade a descoberto, extensas infiltrações e humidade, mazelas que são visíveis um pouco por todo o lado, desde salas de aula a corredores, passando por gabinetes, balneários, oficinas, laboratórios, cantina, entre outros.
Aliás, há locais no interior da ESA onde chove como na rua.
Esta tomada de posição, diz a Associação de Pais, em carta enviada ao jornal, deve-se ao facto de não haver respostas objetivas por parte da Parque Escolar relativamente ao reinício da construção da nova Escola Básica e Secundária de Anadia, cuja construção parou em março de 2011, mas também perante o avançado estado de degradação que a atual escola constitui.
Esta associação diz mesmo estarem “esgotadas todas as tentativas de contactos” com a tutela.
Na missiva, esta associação revela nunca mais terem sido feitos investimentos na escola atual pelo que o estado de degradação se tem vindo a agravar: “já anteriormente, o estado de degradação era acentuado e as intervenções eram escassas e desproporcionadas”, mas com o início da construção, em março de 2010, no novo equipamento, a “velha” ESA nunca mais sofreu qualquer tipo de beneficiação.
A Associação de Pais não aceita que a ESA, após várias vistorias, tenha passado a constar da listagem das escolas que necessitam de ser substituídas (maio 2008), e agora, cinco anos depois, esta infraestrutura se mantenha em funcionamento, com tantas limitações e constrangimentos.
Refira-se que o edifício principal da Escola Secundária de Anadia, atual bloco A, data de 1948.
A ESA foi ampliada em 1986, atual bloco B, sendo notório neste o estado de degradação.
Ainda no governo de José Sócrates, a tutela assumiu o compromisso que as obras de substituição teriam início no último trimestre de 2010, com prazo de execução previsto de 18 meses. Na altura, o governo também se comprometera em que a data prevista de entrada em funcionamento das novas instalações seria o último trimestre de 2011.
“Estão investidos até ao momento cerca de 4 milhões de euros. Faltam cerca de 12 milhões”, dizem os pais, indignados com tanto atraso e falta de respostas.
Catarina Cerca

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Paredes do Bairro: Centro Escolar de dois milhões recebe apenas 40 crianças


Foi inaugurado, no último domingo, o Centro Escolar de Paredes do Bairro, no concelho de Anadia.
Orçado em cerca de dois milhões de euros, abre com apenas duas salas de ensino básico e uma do pré-escolar. A falta de crianças, devido ao decréscimo acentuado na natalidade e a crise económica são apontadas como as principais razões para que as escolas tenham cada vez menos alunos.
Assim, o novo e moderno Centro Escolar recebeu, já na última segunda-feira, as 40 crianças que o vão frequentar, embora tenha capacidade para muitas mais (50 no pré-escolar e 120 no 1.º ciclo. Aliás, este equipamento possui cinco salas para o 1.º CEB e duas para Jardim de Infância.
De resto, segundo a Carta Educativa, este Centro Escolar poderá, no futuro, vir a receber crianças de S.Lourenço do Bairro e talvez de Ancas e Mogofores.
Neste momento, para rentabilizar os espaços existentes, para além de duas salas de aulas para o 1.º CEB (29 crianças) e uma outra para o Pré-Escolar (11 alunos), outras duas serão ocupadas pela CAF (Componente de Apoio à Família) e pelo ATL (Atividades Tempos Livres).
Apesar deste cenário, o dia foi de festa e nem o Rancho Folclórico local faltou à inauguração do espaço, que recebeu uma verdadeira multidão.

Farpas apontadas à tutela. A tarde ficaria ainda marcada por um início de discurso invulgar por parte do edil anadiense, Litério Marques. O autarca, aproveitando a presença dos populares dirigir-se-ia, em primeiro lugar, à pessoa de Nuno Crato, ministro da Educação, ausente da cerimónia. De uma forma trocista, diria que o ministro não estava ali por estar porventura a acompanhar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a reinaugurar Centros Escolares no concelho vizinho de Oliveira do Bairro. E “porque o homem não apareceu” (apesar do convite efetuado à Tutela) caberia à prata da casa (executivo, Junta de Freguesia, autarcas convidados, deputados da Assembleia Municipal e elementos do Agrupamento de Escolas de Anadia) inaugurar este moderno, atrativo e bem equipado Centro Escolar.
O edil denuncia o que considera uma escandalosa postura e diferença de tratamento manifestada pelo atual governo, o qual, constantemente, tem recusado os sucessivos convites de presença, endereçados pela autarquia.
Um dia de festa, disse, fruto de uma promessa agora cumprida. Um investimento de aproximadamente dois milhões, dos quais 50% saíram do orçamento da Câmara Municipal. A restante verba veio de Fundos Comunitários. “Por isso, como o Governo não meteu aqui dinheiro nenhum, não apareceu”, disse, lamentando profundamente que membros do governo venham, por exemplo, inaugurar a Expofacic, em Cantanhede e a Feira da Vinha e do Vinho, em Anadia, não mereça idêntico tratamento.
O edil recordou ainda o recente empréstimo de aproximadamente dois milhões de euros junto da banca com vista à requalificação de mais escolas, nas freguesias onde não será feito qualquer Centro Escolar.
“Este é um edifício igual ao que de melhor se faz no país”, disse ainda.

Freguesia extinta. Na ocasião, o autarca de Paredes do Bairro sublinharia o dia de festa que este 15 de setembro significa para a freguesia já que a “obra veio ampliar e muito a terra, dando progresso à freguesia” que, embora estando condenada à extinção, por fusão com Amoreira da Gândara e Ancas, não deixa de ter a sua própria identidade.
Também Elói Gomes, presidente do Agrupamento de Escolas de Anadia, se mostrou satisfeito e reconhecido pelo contributo dado pela Câmara Municipal na construção destas instalações que classificou de magníficas, por forma a que o parque escolar fique mais rico. Instalações “de excelência, com condições ótimas, que vão fazer com que os alunos tenham melhor sucesso e aproveitamento escolar”.

Catarina Cerca

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