Pampilhosa

FC Pampilhosa

Nove saídas e sete entradas

Manuel Zappa

O Futebol Clube da Pampilhosa, que no seu longo historial irá competir pela primeira vez num escalão nacional, a Terceira Divisão, tem praticamente definido o plantel para a temporada que está prestes a entrar. Segundo o seu presidente Guilherme Duarte, apenas falta contratar um central, um médio de ataque e um avançado para que o plantel fique completo, os quais se vão juntar aos sete novos reforços e às doze permanências, colmatando as nove saídas, cujo grupo de trabalho irá continuar a ser liderado pelo treinador Fernando Niza, um dos grandes obreiros da subida de divisão.
Para já, as novidades e o rosto do plantel são as seguintes:
Guarda-redes: Chico, Veloso (ex-Ala Arriba) e Marco Santos (ex-júnior do Anadia).
Defesas: Marco, Armindo, Mauro, Romeu, Pedro Almeida, Rui Salvador e André Duarte (ex-Anadia).
Médios: Ricardo Namora, Pedro Matos, Rui Paulo, Breda, André Namora (ex-Gafanha) e Chico (ex-Vigor de Coimbra).
Avançados: Sandro, Cutubó (ex-Valonguense) e Mário João (ex-Mirandense).
No que respeita a saídas na equipa de Fernando Niza, nove estão já confirmadas. Nogueira, Artur, Marco Aurélio, Quim Zé, Quirino, Serginho, Miguel Artur, Carlos Alberto e Roger são os jogadores que rumam a outras paragens.
O regresso ao trabalho está agendado para dia 28 de Julho, um domingo, cuja apresentação será feita no campo Germano Godinho.

(27 Jun / 11:29)

Pampilhosa

Fernando Niza fala da subida do Pampilhosa e não só

“Iremos ser uma bandeira de dignidade”

Manuel Zappa

Igual a si próprio, contundente, sarcástico e sem papas na língua, Fernando Niza, treinador do Pampilhosa, abordou para o nosso jornal a subida de divisão dos ferroviários, feito que só foi possível graças aos reajustamentos que, juntamente com a direcção, fez no plantel, dois meses depois de ter aceite substituir Carlos Rocha.
Para a próxima época promete a mesma ambição da época anterior, ou seja, a de lutar pelos primeiros lugares.
Noutra onda da sua conversa Niza deixou alguns recados à classe dos treinadores, alguns sem ética e deontologia, quando à terceira derrota já estão na bancada à espera da chicotada e, como não podia deixar de ser num homem que vive as coisas com elevado grau de profissionalismo, não teve pejo de comentar a realidade do actual futebol português.

“NÃO ATROPELEI NINGUÉM”

-Ao aceitar, à sexta jornada o convite do Pampilhosa, sem qualquer conhecimento da 1ª. Divisão da AFA, pelo seu passado, não foi um risco?
-Sabia de antemão que iria correr riscos, não só pela falta de conhecimento do futebol distrital, como do clube em si, das instalações e dos dirigentes.
Tudo isto me fez pensar um pouco como homem de decisões e com a minha auto confiança, aceitei o convite, convicto de que poderia alcançar o objectivo da subida.
Como frisei atrás, desconhecia tudo e todos e entrei no clube com a dignidade que um treinador deve ter. Não atropelei ninguém e, como tal, não me ofereci. Aliás, quem me conhece, sabe que sou incapaz de estar no futebol à espera da infelicidade de um colega.
-Quer dizer que não vê fantasmas?
-Todo o treinador que vê fantasmas é um homem inseguro e, portanto, sem confiança. A partir daí, qualquer clube que seja, não pode e não deve convidar treinadores, porque lhe transmite toda a sua insegurança, afectando o rendimento desportivo e prejudicando em simultâneo o clube.
-Confiou nas suas capacidades e foi bem sucedido. Foi difícil o caminho até chegar à meta?
-Sim. Foi um campeonato que eu não esperava devido às dificuldades que os adversários nos criaram e à sua competitividade. O objectivo não foi assim tão fácil como possa parecer.
Ainda hoje não posso conceber como é que foi possível, não tirando o mérito que efectivamente teve, o Fiães, no final da primeira volta, ter resolvido a sua situação de subida e conquistado o primeiro lugar. Dá-me a sensação que todos os adversários, incluindo o Pampilhosa, prestavam vassalagem a um adversário que não tinha tão elevado valor futebolístico de fazer a sua carreira como um passeio, nem o Fiães era assim tão forte, nem os adversários eram assim tão fracos.
-Acreditou sempre que era possível a subida?
-Não. Após dois meses no clube verifiquei e analisei que a equipa não dava resposta à ambição que se pretendia. Alertei a direcção para tal facto e as pessoas vieram ao meu encontro.
Houve necessidade de fazer reajustamentos no plantel, sem prejudicar os jogadores que iriam sair, sendo subjectivo, não tomando estas medidas e daquilo que me apercebi ao longo do campeonato, o Pampilhosa em vez de lutar pela subida, poderia caminhar para uma eventual descida.

Receita para o êxito

É de enaltecer a atitude dos atletas, que foram bastante briosos e assimilaram aquilo que o treinador pretendia, sobretudo o espírito ganhador que era necessário para irmos ao encontro do sucesso. É que sem trabalho, disciplina e ambição, não há nenhuma equipa do mundo que possa ter êxito.
-Por aquilo que disse, existiu sempre grande abertura por parte da direcção.
-É justo que o diga a direcção, dentro das suas possibilidades, deu sempre total apoio e transmitiu sempre grande confiança, não só com o treinador, como a todo o grupo de trabalho. Nos momentos das derrotas tiveram sempre uma palavra amiga, o que não é frequente encontrar-se em alguns dirigentes desportivos.
Também não posso esquecer o apoio da massa associativa. Uma palavra amiga e de gratidão da minha parte que, com grande espírito de sacrifício, sobretudo no nosso campo, soube resistir ao frio, ao vento, à chuva e ao calor, sempre na posição de pé.
Não posso e não devo esquecer o apoio do Sr. Carlos Duarte, amigo da terra e do clube, que estando a milhares (EUA) de quilómetros, esteve sempre connosco, nos bons e maus momentos.
A isto se chama paixão. As coisas terão que ser vividas apaixonadamente. Foi esta a lição deste nosso amigo.

O PAMPILHOSA DEIXOU SE SER UM CLUBE DE UMA FREGUESIA

-Ao falarmos do passado, obviamente teremos de falar no futuro…
-Como é lógico. O FC Pampilhosa deixou de ser um clube de uma freguesia e passou a ser um clube do concelho e de uma região. Criámos responsabilidades e, como tal, iremos ser uma bandeira da dignidade, não só no aspecto desportivo, como também no social para sermos dignos de toda esta gente. É no presente que se constrói o futuro, sendo importante que o clube, a médio prazo, consiga outras infra-estruturas, que permitam dignificar ainda mais o clube.
-E a próxima época?
-Vamos partir com o pensamento positivo, dando continuidade à nossa ambição. Vamos lutar com o objectivo dos primeiros lugares para que a permanência aconteça o mais rápido possível, objectivo que a direcção pretende.
Como treinador, terei de incutir aos jogadores a fasquia mais alta e tentar surpreender os quatro candidatos à subida, Estarreja, Mangualde, Arrifanense e União de Coimbra.

Envergonha-me o actual estado do futebol português

-Vai regressar de novo a uma competição nacional. Como é que está a ver o momento do actual futebol português?
-Como homem do futebol e respeitando como respeito, lamento profundamente o estado vergonhoso de pessoas, com cargos de responsabilidade, que dêem uma imagem degradante daquilo que devia ser mais digno, o futebol. Para quem não saiba o futebol português faz parte da cultura de um país e, simultaneamente de um povo. Não podemos viver nesta mediocridade em que os interesses se sobrepõem à dignidade que deve ter qualquer ser humano. Esta imagem para quem queira compreender é tudo aquilo que envolveu e envolve a nossa Selecção Nacional em terras do Oriente.
Espero e faço os sinceros votos para que as pessoas que gerem o futebol português, tenham o bom senso de reflectir se tiverem capacidade e competência para isso, de molde a que o país dê uma resposta dignificante no Euro 2004 para assim recuperarmos uma nova imagem ao mundo do futebol.
Não basta termos jogadores de classe internacional. Teremos também que ter dirigentes com valor e que saibam dirigir como o Figo joga futebol.
-Há pouco deixou nas entrelinhas que a classe dos treinadores não era unida!
-Não chega só fazer cursos quando depois não há nenhuma reciclagem. Aliás, com este andamento de tantos cursos em tão pouco espaço de tempo, qualquer dia há mais treinadores do que clubes.
Por isso sou apologista de que a classe de treinadores devia ter outra resposta e de ser melhorada em todos os aspectos. Por exemplo, existe falta de ética e de deontologia em alguns. É triste ter conhecimento que colegas de profissão, à terceira derrota, estejam na bancada à espera do seu lugar.
Só com outro tipo de união é possível que haja outra qualidade de espectáculos para que a competitividade seja cada vez maior e que os estádios tenham mais público a assistir aos jogos.
Assim, estamos todos a trabalhar para que o Europeu seja um êxito, independentemente de termos alguns, mas poucos, treinadores no futebol internacional.

(3 Jul / 14:12)

Pampilhosa

José António Cunha e o futuro do FC Pampilhosa

A construção do Complexo Desportivo

Manuel Zappa

José António Cunha foi uma das almas mais visíveis na subida do Pampilhosa aos nacionais.
Há longos anos como chefe do departamento de futebol dos ferroviários, ainda do tempo do malogrado Dr. Laranjeira, José António Cunha, na hora de fazer o balanço de uma época que ficará registada a letras de ouro nos anais do clube, deu-nos a conhecer as grandes prioridades para que o Pampilhosa possa cimentar uma posição de destaque no futebol português.
Nesta fase inicial, a Câmara Municipal da Mealhada disponibilizou-se a fazer algumas obras de melhoramento no actual campo, mas o verdadeiro objectivo é a construção do complexo desportivo do Pampilhosa. José António Cunha acredita que, a breve prazo, o início das obras será uma realidade. Quanto à possibilidade de treinarem e jogarem no Campo Dr. Américo Couto, onde joga o Mealhada, o dirigente afiançou que essa situação nem sequer foi equacionada.

O REGRESSO DE DOIS EX-PRESIDENTES

O primeiro ponto que abordámos com José António Cunha teve a ver com o campo velho, se teria ou não alguns melhoramentos. A resposta não se fez esperar: “Sabendo nós que, a todo o momento, o novo estádio será uma realidade, não tinha grande cabimento que se efectuassem obras de grande vulto no nosso velhinho Germano Godinho”, acrescentando que “houve contactos com o presidente da Câmara, que, de imediato, enviou técnicos de molde a fazer um levantamento para que se realizassem as referidas obras, tais como a beneficiação do piso e valetas, obras essas que a autarquia irá suportar”.
Já sobre o tão ansiado novo estádio, José António Cunha mostrou-se convicto de que o futuro será risonho: “A direcção está a par de todas as demarches que o presidente da Câmara, Carlos Cabral, está a fazer para a construção do Estádio Municipal da Pampilhosa, que será para benefício desta colectividade, sabendo nós que essas obras vão demorar o seu tempo, mas, com todo o empenho dos técnicos da Câmara, para além das nossas carências, irão dar o melhor de si no menor e mais curto espaço de tempo”.
Nesta primeira época nos nacionais, o Pampilhosa não será obrigado a jogar em relvado, mas como a maioria dos clubes tem, os ferroviários, pelo menos, deviam realizar os seus treinos num campo relvado. A poucos quilómetros, têm o do Mealhada. Sobre esta matéria, José António Cunha foi taxativo: “Essa situação nem sequer foi equacionada, visto que existe uma certa rivalidade entre os dois clubes. Como nós pretendemos ser sempre os mesmos, rigorosos, disciplinados e homens de palavra, o nosso treinador irá arranjar alternativas para que esses mesmos treinos se realizem”.
No que concerne aos objectivos desportivos, o chefe de departamento de futebol, disse-nos que “as duas primeiras grandes aquisições foram o regresso de dois ex-presidentes, José de Saeus e José Cadete, que muito deram ao Pampilhosa e, este ano, mais uma vez estão ao nosso lado para prestar todo o seu apoio”, concluindo que “o nosso grande objectivo é a construção do complexo desportivo e lutar pela tranquilidade o mais cedo possível”.

(8 Jul / 11:05)

Pampilhosa

José António Cunha e o futuro do FC Pampilhosa

A construção do Complexo Desportivo

Manuel Zappa

José António Cunha foi uma das almas mais visíveis na subida do Pampilhosa aos nacionais.
Há longos anos como chefe do departamento de futebol dos ferroviários, ainda do tempo do malogrado Dr. Laranjeira, José António Cunha, na hora de fazer o balanço de uma época que ficará registada a letras de ouro nos anais do clube, deu-nos a conhecer as grandes prioridades para que o Pampilhosa possa cimentar uma posição de destaque no futebol português.
Nesta fase inicial, a Câmara Municipal da Mealhada disponibilizou-se a fazer algumas obras de melhoramento no actual campo, mas o verdadeiro objectivo é a construção do complexo desportivo do Pampilhosa. José António Cunha acredita que, a breve prazo, o início das obras será uma realidade. Quanto à possibilidade de treinarem e jogarem no Campo Dr. Américo Couto, onde joga o Mealhada, o dirigente afiançou que essa situação nem sequer foi equacionada.

O REGRESSO DE DOIS EX-PRESIDENTES

O primeiro ponto que abordámos com José António Cunha teve a ver com o campo velho, se teria ou não alguns melhoramentos. A resposta não se fez esperar: “Sabendo nós que, a todo o momento, o novo estádio será uma realidade, não tinha grande cabimento que se efectuassem obras de grande vulto no nosso velhinho Germano Godinho”, acrescentando que “houve contactos com o presidente da Câmara, que, de imediato, enviou técnicos de molde a fazer um levantamento para que se realizassem as referidas obras, tais como a beneficiação do piso e valetas, obras essas que a autarquia irá suportar”.
Já sobre o tão ansiado novo estádio, José António Cunha mostrou-se convicto de que o futuro será risonho: “A direcção está a par de todas as demarches que o presidente da Câmara, Carlos Cabral, está a fazer para a construção do Estádio Municipal da Pampilhosa, que será para benefício desta colectividade, sabendo nós que essas obras vão demorar o seu tempo, mas, com todo o empenho dos técnicos da Câmara, para além das nossas carências, irão dar o melhor de si no menor e mais curto espaço de tempo”.
Nesta primeira época nos nacionais, o Pampilhosa não será obrigado a jogar em relvado, mas como a maioria dos clubes tem, os ferroviários, pelo menos, deviam realizar os seus treinos num campo relvado. A poucos quilómetros, têm o do Mealhada. Sobre esta matéria, José António Cunha foi taxativo: “Essa situação nem sequer foi equacionada, visto que existe uma certa rivalidade entre os dois clubes. Como nós pretendemos ser sempre os mesmos, rigorosos, disciplinados e homens de palavra, o nosso treinador irá arranjar alternativas para que esses mesmos treinos se realizem”.
No que concerne aos objectivos desportivos, o chefe de departamento de futebol, disse-nos que “as duas primeiras grandes aquisições foram o regresso de dois ex-presidentes, José de Saeus e José Cadete, que muito deram ao Pampilhosa e, este ano, mais uma vez estão ao nosso lado para prestar todo o seu apoio”, concluindo que “o nosso grande objectivo é a construção do complexo desportivo e lutar pela tranquilidade o mais cedo possível”.

(8 Jul / 11:05)

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