O SPA Termal a abrir dentro de três meses no âmbito da reabilitação das Termas do Luso, concelho da Mealhada, utilizará nas terapias um conjunto de preparações à base de água do Luso.

“Teremos um conjunto de terapias que se encontram mais ao nível dos SPA, como rituais do corpo, massagens, tratamentos da face, muito na base da dermocosméstica”, disse à agência Lusa Paulo Malo, presidente do Malo Group.

Segundo Paulo Malo, a água das nascentes do Luso “será o veículo em todas as preparações” a utilizar no SPA Termal.

Um investimento inicial de três milhões de euros permitiu a reabertura este mês das Termas do Luso, após obras correspondentes à primeira fase de um projeto da Malo Clinic Spa em parceria com a Sociedade da Água do Luso (SAL).

Após um encerramento de oito meses, a valência de termalismo clássico foi inaugurada na quinta feira por Paulo Malo, presidente do Malo Group, e por Alberto da Ponte, presidente do grupo Central de Cervejas, que lidera a SAL.

Para Paulo Malo, a abertura parcial do empreendimento “marca o início de uma nova era para a termas do Luso, com um novo conceito chamado ‘thermal & medical SPA'”.

“Dentro de três meses iremos abrir toda a parte nova”, que inclui o SPA Termal e o Medical Center, disse.

O Medical Center será “um centro de reabilitação física e cardíaca que faz muita falta ao Centro e ao Norte do pais, mas também faz falta ao sul”, referiu.

“Vamos estar abertos os 12 meses do ano e os sete dias da semana”, explicou Paulo Malo, considerando “extremamente importante abrir aos domingos”, dado que “este tipo de serviço pode atrair muita gente ao fim de semana”.

Para Alberto da Ponte, o investimento conjunto da Malo Group e da SAL “vai ser o princípio de um crescimento” do requalificado complexo termal do Luso, “mas também da economia circundante”.

“É um investimento essencialmente na qualidade e na inovação dos serviços prestados pela actividade termal”, declarou à Lusa Paulo Malo.

Ao realçar que “as termas são essenciais para o bem estar da população”, o empresário disse que “o conceito está um bocado esgotado”, sendo “necessário trazer novas valências” ao sector termal.