São várias as questões que preocupam a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia.
As dificuldades provenientes da realidade actual, o aumento do preço dos combustíveis, os quilómetros percorridos pelas viaturas, o crescente número de reparações em viaturas que acusam os muitos anos de serviço, são situações que “obrigam a uma grande engenharia financeira” por parte da direcção, liderada por Mário Teixeira.
Na última assembleia-geral, realizada no passado dia 25, Mário Teixeira alertou ainda que “a incerteza quanto ao futuro levam-nos a uma gestão cautelosa, prudente, séria, de forma a evitar surpresas inconvenientes”.
Por outro lado, destacou a acentuada dificuldade na cobrança de quotas, registando-se várias desistências, na sua maioria, por manifesta falta de recursos que as populações estão a viver.
Mas é o novo sistema de transporte de doentes programados (SGTD) que o Ministério da Saúde implementou poderá trazer segundo Mário Teixeira, reflexos muito negativos nas receitas e penalizar a população mais carenciada, provocando ainda dificuldades financeiras e consequentemente despedimentos, “já que vislumbramos uma diminuição significativa dos serviços prestados”.
Uma situação, reconhece, que “poderá obrigar, no futuro, a adopção de medidas de maior contenção e rigor, com vista ao equilíbrio da situação financeira da instituição”.
Para o triénio (2009/2011) e uma vez que se aproxima o último ano de mandato, a direcção liderada por Mário Teixeira está preocupada também com as dívidas: da Segurança Social (136. 176 euros), dos particulares (47.452 euros) e dos Hospitais e Companhias de Seguros (4.329 euros). Com um orçamento para 2011 na ordem de 1.149.250 euros, permanece no horizonte a edificação de um novo quartel “por manifesta necessidade e pelas restrições que a actual localização provoca”. Por isso, foi dado a conhecer aos cerca de 30 associados presentes que continuam a ser enviados esforços no sentido de ultrapassar as restrições legislativas e de financiamento, continuando a desenvolver-se esforços e contactos de cooperação com a tutela e o poder local.
Aos presentes foi ainda comunicado que dada a grande dimensão da área florestal do concelho (cerca de 11.500 hectares) e ao facto da corporação ter viaturas com mais de 17 anos, bastante desgastadas “torna-se necessário a compra de uma nova viatura vocacionada para os incêndios florestais”.
A viatura, um VLCI, cuja a aquisição é de 140 mil euros, vai ser candidatada ao QREN. “A ser aceite, será financiada a 70%, ficando a cargo da AHBVA, 30%”, avançou Mário Teixeira.

CC