A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) mostrou-se, ontem, preocupada com a alegada onda de assaltos aos estudantes universitários e reivindica o reforço do policiamento urbano.

Em declarações à Lusa, Tiago Alves, presidente da AAUAv disse que ultimamente têm recebido “inúmeras queixas” de estudantes que têm sido vítimas de assaltos no centro da cidade.

“No último mês, pelo menos cerca de 20 alunos vieram fazer queixa, mas certamente serão muitos mais”, afirmou o mesmo responsável, acrescentando que nem todos os estudantes apresentam queixa junto das autoridades policiais, essencialmente por “desconhecimento dos procedimentos e medo de represálias”.

Tiago Alves nega que Aveiro seja uma cidade “muito insegura”, mas realça que, pelo número de queixas que têm recebido, “alguma segurança se tem perdido nos últimos tempos”.

O presidente da AAUAv admite que os assaltos não atingem apenas a comunidade estudantil, mas diz que “os novos alunos, como desconhecem a cidade e o seu funcionamento, acabam por ser alvos mais apetecíveis” dos assaltantes.

Segundo Tiago Alves, os roubos acontecem essencialmente nas zonas onde os estudantes residem, nomeadamente no Bairro do Liceu, Santiago e Vila Jovem.

Para além dos assaltos, os estudantes queixam-se também de situações de violência que têm acontecido durante a noite, nomeadamente na zona da Praça do Peixe onde se concentra um grande número de bares.

“Os estudantes estão no seu grupo de amigos e de repente vêem acontecer algo que nem eles próprios estão à espera e não percebem porque acontece, como garrafas pelo ar e grupos a meterem-se com eles”, diz Tiago Alves, adiantando que alguns universitários já tiveram de receber tratamento hospitalar.

Preocupada com esta situação, a AAUAv escreveu uma carta à PSP e ao Governo Civil de Aveiro a pedir o reforço do policiamento urbano.

A Agência Lusa contactou o núcleo de Imprensa e Relações Públicas do Comando Distrital de Aveiro da PSP que remeteu para amanhã eventuais esclarecimentos sobre este assunto.