A segunda fase da requalificação da zona central da vila do Luso deverá avançar em breve, anunciou, na penúltima quinta-feira, durante uma sessão de esclarecimento do projecto, José Calhoa, vereador das obras da Câmara Municipal da Mealhada.

O valor do projecto, inserido na iniciativa do QREN, PROVER – Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, ainda não está quantificado.

É objectivo desta requalificação, segundo o autarca, “tornar a estância termal do Luso num local mais aprazível, para que volte à ribalta, dando-lhe uma imagem mais urbana e mais atractiva”. É ainda objectivo promover as deslocações pedonais e melhorar a segurança nas deslocações.

De acordo com o autarca, “há dois anos foi necessário pensar o Luso e procedeu-se à regeneração do centro, com o objectivo de apresentar as capacidades do Luso e da estância termal”. “Agora temos aqui um estudo que, ainda não sendo definitivo, pretende avançar com a requalificação de várias ruas, entre as quais a Rua Dr. António Granjo, Rua Emídio Navarro, Rua Álvaro Castelões e Assis Leão”.

“Há outros projectos que ainda estão em estudo. O que temos aqui não é um documento final, uma vez que está em constante evolução. Ou seja, ainda não temos uma solução final para o Luso”, reforçou o autarca.
“Paralelamente, será feita a remodelação da rede de águas e a parte da iluminação pública”, acrescentou José Calhoa.

Recapitalizar. Hugo Fonseca, chefe de planeamento, justifica que “o projecto foi desenvolvido na sequência dos trabalhos que tínhamos feito, no sentido da recapitalização do Luso, enquanto estância termal”, salientando que “pretendemos com este projecto dar uma tipologia de espaço público mais coerente”.

“Queremos criar zonas de circulação pedonal, criando um equilíbrio entre carros e peões e concebendo mais estacionamentos e reduzindo os estacionamentos indevidos.”

Hugo Fonseca refere que a localização do Luso – o facto de estar inserido num cluster termal (Luso, Curia, Caramulo) -, a proximidade da Mata do Buçaco, e a oferta hoteleira são oportunidades que contrabalançam algumas debilidades existentes, como sejam a existência de edifícios devolutos, falta de animação urbana e a existência de muitas barreiras.

Este responsável acrescenta ainda que “em estudo está o plano de pormenor da Quinta do Alberto, o projecto do Centro Escolar do Luso, o estacionamento da Rua António Granjo e o projecto da rua do Forno Corte Morro”.

Prioridades. Já Rute Sousa, técnica camarária, deixou bem claro que o objectivo da requalificação passa pela implementação de passeios, criação de estacionamentos, ao longo das várias fases do projecto, mas que, numa primeira fase, vão reduzir os estacionamentos de 339 para 140.
“O peão tem prioridade, e os carros é que têm que vencer as barreiras”, explicou a técnica, justificando que “os passeios serão nivelados nas entradas das propriedades, assim como muitas caldeiras das árvores serão também niveladas, como forma de não retirar espaço aos passeios”.

Pedro Fontes da Costa
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