O vereador do PS, Manuel Borras, queixou-se, na última reunião de Câmara, do executivo municipal ter ignorado uma sugestão/proposta que efectuou em Outubro de 2010, sobre a possibilidade da autarquia instalar painéis solares térmicos nas piscinas municipais.

“Na altura entendi que deveria ser feito um estudo económico prévio para analisar as eventuais vantagens na instalação de painéis solares térmicos, com vista a atenuar o consumo energético no aquecimento da água das piscinas. Na generalidade, trata-se dum tipo de investimento com um retorno de capital da ordem dos 5 a 7 anos. Hoje, com o aumento substancial do preço da energia, pensamos ser ainda mais rentável”, referiu o vereador.

Manuel Borras argumentou que, “apesar de nessa altura me ter disponibilizado para colaborar nesse eventual estudo, dado considerar, perdoe-se-me a falta de modéstia, que tenho conhecimentos que poderiam contribuir positivamente para esse estudo, deduzo que esta minha iniciativa tenha sido encarada como uma ideia menor, que nem mereceu ser minimamente estudada”.

Este responsável sugeriu ainda “que seja feito um estudo de viabilidade económica para a instalação de uma ou mais centrais de produção de energia fotovoltaica”, mormente no Espaço Inovação, edifício da Câmara e na Escola do 1º Ciclo de Oliveira do Bairro.

Sendo esta uma forma de gerar receitas, Manuel Borras acusa o executivo de ser insensível ao apelo feito pelo PS para um “alívio” nos impostos dos munícipes.

Mário João Oliveira, presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, disse desconhecer os critérios utilizados pelo vereador para realizar o estudo e avançar com os valores, mas garantiu estar aberto a receber o estudo e discutir o assunto.

Pedro Fontes da Costa

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