“Tortura não é cultura”, “Tourada em Portugal é vergonha nacional” foram palavras de ordem ouvidas à entrada da Corrida de Toiros inserida na 27.ª Fiacoba e VI Feira do Cavalo. No último dia da feira, que decorreu de 12 a 21 de julho, no Espaço Inovação, um grupo de cerca de duas dezenas de manifestantes juntou-se à entrada da arena, protestando contra o que dizem ser uma tortura e sofrimento gratuitos para entretenimento.

Redes sociais. O grupo organizou-se através do facebook e juntou pessoas de vários pontos do país, inclusive da Bairrada. Isabel Santos, da organização, criticou o facto da “câmara municipal de Oliveira do Bairro pagar 14 mil euros, dinheiro do erário público, por esta tourada, quando no país estamos a passar por uma crise económico-financeira grave, havendo crianças sem transporte para ir à escola ou idosos com reformas cortadas”. Catorze mil euros que, acrescentou, “correspondem a 29 salários mínimos ou a um ano de salários de uma família média em Portugal”.
Isabel Santos não compreende por que se mantém no nosso país um “espetáculo com raízes que nem sequer são portuguesas, são espanholas, e que devia ter ficado no passado”.
“Pretendemos que Portugal evolua, por isso estamos aqui, a chamar a atenção das pessoas, a consciencializar, a alertar, de forma pacífica”, afirmou a responsável pela organização da manifestação.
Apesar de “pacífica”, a manifestação provocou algum “ruído”, havendo quem não gostasse de ouvir certos “nomes” menos próprios, obrigando os elementos da GNR a apaziguar os ânimos.
De acordo com fonte da GNR, o protesto decorreu de forma considerada “pacífica”. A mesma fonte referiu que não foi necessário identificar nenhum dos manifestantes e não há nenhum relato de violência.
Oriana Pataco
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