Os delegados do Algarve ao congresso do CDS queixam-se de um restaurante da Mealhada lhes ter cobrado refeições a mais, alegadamente em retaliação pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo. Quando detetaram o erro, um responsável justificou-se que era por serem apoiantes do Governo.
A história, contada num “post” colocado, na segunda-feira, na página do Facebook do CDS Algarve, terá ocorrido, no domingo, quando um grupo de militantes (14) centristas do Algarve parou para almoçar na Meta dos Leitões, na Mealhada.
No final, a conta foi dividida por todos e dava mais de 40 euros a cada um. Perante o valor algo elevado, e já cá fora, os centristas acabaram por verificar que tinham sido cobradas 19 refeições.
Regressados ao restaurante para esclarecer o valor, a justificação do responsável pelo restaurante foi a seguinte: “tendo-se ele apercebido que eram do CDS e como tal apoiantes do governo, e aqui cito ipsis verbi as palavras proferidas «desse governo que nos rouba, então para me defender eu também os roubo a vocês»”, escrevem os militantes do CDS na sua página do Facebook, onde relatam a peripécia.
Solicitaram o livro de reclamações, mas o mesmo não foi facultado e a quantia cobrada a mais não foi devolvida”.
Entretanto, os militantes do CDS/PP do Algarve, ao início da tarde de hoje, terça-feira, deram a conhecer na página oficial do Facebook que denunciaram “uma situação indigna e vergonhosa, não porque nos tenha ocorrido a nós militantes do CDS, mas porque consideramos que num estado de direito isto não pode voltar a acontecer”. “Não generalizamos esta atitude ao povo hospitaleiro da Mealhada nem à generalidade dos estabelecimentos de restauração daquela localidade. O conhecimento público está feito, a participação às autoridades competentes já seguiu o seu caminho, e por nós damos aqui por encerrados este episódio”.
JB procurou, hoje, terça-feira, ouvir a versão de Gonçalo Sarmento, responsável da Meta dos Leitões, mas quem atendeu o telefone referiu que o responsável não estava presente e que o mesmo não tinha um contacto alternativo.

No entanto, a Agência Lusa diz que o gerente do restaurante nega todas as acusações. “Isso é tudo uma pantominice. Isso é tudo falso”, disse à Lusa Gonçalo Sarmento, adiantando não ter conhecimento das acusações.