A cedência de espaços públicos, como o Cineteatro, deve ser feita de forma mais criteriosa. No seguimento da análise efetuada a pedidos de cedência de espaços da Câmara Municipal, foi o do Cineteatro que acabaria por suscitar maior discussão na última reunião do executivo.
O pedido foi feito pela Orquestra Desigual da Bairrada, que começa a dar os primeiros passos, e que quer naquele espaço nobre fazer a apresentação pública, a 21 de fevereiro, ainda que tendo por base uma angariação de fundos a favor do Centro de Acolhimento Temporário de Sangalhos.
O ex-autarca e vereador do MIAP, Litério Marques, chamou a atenção, por uma questão de legalidade, ou seja, sempre que se cedem espaços a associações, estas devem estar já legalmente constituídas. Também a vereadora do PSD, Lígia Seabra sublinhou a necessidade de se acautelar a quem se cedem espaços como o cineteatro. Um local que, no seu ponto de vista, deve receber apresentações de mérito e espetáculos de excelência, por ser a sala mais nobre do concelho. A vereadora recordou a questão da responsabilização, alertando para o facto de que uma deliberação camarária só deverá acontecer no seguimento do ato público da constituição formal da associação. Também o vereador Jorge São José, do PSD, salientou esse facto: “é preciso assegurar que quando dermos apoio exista mesmo a Orquestra Desigual da Bairrada”.
A edil Teresa Cardoso deu conta de que o processo de constituição formal da Orquestra se encontra já no notário e que se trata de pessoas conhecidas. Contudo, sendo o espetáculo já este mês, reconheceu que o grupo precisa fazer contactos nomeadamente com outros grupos, justificando assim a necessidade de aprovação de cedência. O pedido seria aprovado por unanimidade.

CC