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O município de Oliveira do Bairro é acusado pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco) de praticar a tarifa mais elevada da água e ainda de não aplicar um tarifário social. A Deco explica que Oliveira do Bairro faz parte de um lote de dez municípios, a nível nacional, que aplica as tarifas mais elevadas.
Segundo a Deco, “a simulação do valor para um consumo de 120 metros cúbicos anuais, em Oliveira do Bairro, é de 350,95 euros. Em contrapartida para Anadia, é de 167,64 euros.
De acordo com a Deco, que cita os resultados de um estudo publicado na revista Proteste, “de norte a sul e do litoral para o interior, os tarifários continuam a pautar-se pela desigualdade”.
O estudo da Proteste analisou cerca de 450 tarifários aplicados ao consumidor final, em 150 municípios, incluindo as tarifas de abastecimento, saneamento e resíduos sólidos urbanos em abril de 2015.
“Entre os 10 municípios com fatura mais alta, seis são do distrito do Porto”, adianta a Deco, que dá o exemplo de Santo Tirso e da Trofa, onde se paga respetivamente 431,23 euros e 492,91 euros, por um consumo de 120 metros cúbicos anuais para os três serviços. Em contrapartida, segundo a associação, Barrancos regista uma fatura de 76,50 euros.
“Passados seis anos sobre a recomendação da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos nesta matéria, existem ainda muitas entidades gestoras que não a cumprem”, avisa a associação.
Por outro lado, uma vez que se espera a aprovação da agregação dos sistemas multimunicipais em alta (captação e tratamento assegurados pelas entidades gestoras), a Deco acrescenta que “encara com apreensão o efeito no preço final dos serviços de água e saneamento”.
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