Numa tórrida tarde de sábado, alguns houve que se aventuraram a rumar ao Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, para assistir à inauguração das novas exposições temporárias, patentes até 17 de setembro naquele espaço museológico: “Obra Gravada” de Arpad Szenes e Vieira da Silva;  “Fendas do Vinho”, de Miguel Neves Oliveira e o trabalho realizado pelo mestre bairradino Alves André sobre “José Maria Tavares da Silva – Pai do Espumante Português”.
Apostando uma vez mais em diversas linguagens plásticas, como destacou o seu diretor, Pedro Dias, o Museu do Vinho Bairrada que, em 2018, completa 15 anos de existência, “tem vindo progressivamente, a afirmar-se como um espaço incontornável no panorama artístico e cultural nacional”, sendo uma das preocupações primordiais do município “definir estratégias e dinâmicas culturais multissetoriais motivadas na missão de proteção, preservação, valorização e recuperação de patrimónios históricos, associados à história vitivinícola do território Bairrada”, assim como dinamizar diversos eventos e iniciativas de dimensão nacional e internacional relacionadas com a temática: casos do Portugal Wine Trophy, e Encontro de Vinhos e Sabores, a Feira da Vinha e do Vinho, workshops e seminários para o setor vitivinícola entre outras.
A apresentação constante de exposições temporárias contribuíram para o seu reconhecimento, quer por parte dos distintos públicos e visitantes, quer pela comunidade artística e outras instituições congéneres com quem tem firmado diversas parcerias e protocolos de colaboração.
Na ocasião, e sobre as novas exposições “Obra Gravada” de Arpad Szenes e de Vieira da Silva, diria serem “duas das figuras maiores, do panorama artístico e cultural português”. Um casal que partilhou mais de cinquenta anos de vida em comum, agora com muitas das suas obras expostas em Anadia.

 

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