O vandalismo de que tem sido alvo, a falta de civismo de quem por ali passa algum tempo em lazer e a alegada falta de manutenção levaram o vereador José Manuel Ribeiro, do PSD, a aproveitar a última reunião de executivo para criticar as condições em que se encontra o ecoparque da cidade, localizado junto ao parque desportivo.
Como frequentador do espaço, diz assistir a situações de falta de limpeza “que acaba por ser um mau cartão de visita para quem vem a Anadia”. Associado à enorme falta de civismo de pessoas, que apesar dos caixotes de lixo e papeleiras preferem atirar todo o tipo de lixo para o chão (embalagens de sumos, de batata frita, guardanapos entre outros), o vereador diz que os serviços de limpeza da autarquia também não se veem muito por aquelas bandas.
Um espaço aprazível para conviver mas que, na sua opinião, deveria ser mais e melhor cuidado: “há equipamento partido, os sanitários não estão a funcionar e as ferragens foram vandalizadas, mais de uma dezena de árvores estão secas, os bancos, mesas e caixotes de lixo em madeira estão descascados, assim como a alcatifa que cobre o piso do espaço desportivo está cheia de areia, enquanto que as balizas estão estragadas e as tabelas de basquetebol precisam de arranjo”. Criticas, às quais juntou uma sugestão: “que nas entradas de acesso ao parque seja feita alguma sensibilização aos utilizadores, tipo preserve este espaço, este espaço é seu”.
Presidente de câmara lamenta vandalismo o falta de civismo. Na ocasião, a edil Teresa Cardoso começou por destacar que até têm havido várias ações de sensibilização e de recomendações para a boa utilização e manutenção deste espaço, sobretudo junto das comunidades escolares.
“O ecoparque é uma grande preocupação e com a entrada em funcionamento da nova Básica e Secundária o vandalismo tem sido mais frequente. Por isso, este assunto tem sido debatido com a escola e associações de pais de forma a sensibilizar alunos para a preservação deste espaço”, disse. Por outro lado, Teresa Cardoso explicou que algumas situações estão identificadas, dizendo que a maior destruição e sujidade acontecem no período escolar, mas também em finais de semana, com piqueniques familiares: “não sei se é por provocação, porque os caixotes do lixo estão lá. É uma questão de falta de civismo e de cidadania”, frisou, dando nota de que os sanitários já foram arranjados várias vezes, desde os puxadores das portas, às torneiras que são arrancadas. Relativamente às árvores que secaram, serão substituídas por outras de maior porte e que podem vir a complementar o espaço. Já as mesas, bancos e caixotes de lixo vão ser, como em anos anteriores, alvo de envernizamento.
Já o equipamento desportivo – balizas e tabelas – vão ser substituídos em breve, assim como o piso do recinto desportivo vai ser limpo.
A presidente explicou ainda que o prado de sequeiro escolhido para cobrir o piso evita a rega, mas dado tratar-se de uma zona muito exposta, o prado de sequeiro veio a ressentir-se da falta de água pelo que tem sido regado manualmente: “estamos a equacionar a colocação de um sistema de rega pelo que já foi solicitado um orçamento”, até porque existe um espaço para ajardinar entre a escola e o ecoparque que a câmara deseja requalificar.
Catarina Cerca