A discussão e aprovação dos impostos municipais inflamou os discursos da noite na última Assembleia Municipal, no passado dia 23, apesar da concordância, unânime, de todas as bancadas em relação aos assuntos da sessão.
Numa noite em que Carlos Ferreira (PSD) acusou, mais do que uma vez, o presidente da Câmara de “mentir aos oliveirenses”, alegando que prestou informações erradas sobre  as propostas para os impostos municipais nos meios de comunicação da autarquia, ouviu em resposta da bancada do CDS de que afinal foi ele que faltou à verdade nas suas intervenções “insultuosas e fora do tom”. Este foi o mote das grandes discussões da noite, entre as bancadas maioritárias, com os restantes deputados – do movimento UPOB – a destacarem a descida das diferentes taxas em análise, considerando que foi o resultado do trabalho da Assembleia Municipal nos últimos anos, mas denotando que fica “aquém do que era expectável”.
 Na participação variável de IRS, cuja proposta do executivo apontava a taxa de 4,50%, Duarte Novo destacou a “redução face ao passado”, defendendo que a autarquia, desta forma, quis dar um sinal de “apoio e incentivo aos seus concidadãos”.

“Presidente mentiu aos oliveirenses”. Carlos Ferreira disse que foi por iniciativa do PSD na Assembleia Municipal que, no ano anterior, pela primeira vez, se reduziu esta taxa para 4,75% e afirmou que a sua bancada voltaria a viabilizar esta nova descida “porque estamos a viver um período de crescimento económico que nos permite acomodar nas finanças da Câmara um impacto financeiro desta medida”.
Denunciando que o presidente da Câmara “mentiu a todos os oliveirenses”, o deputado justificou com o histórico das votações de Duarte Novo, favoráveis à taxa máxima enquanto presidente de Junta, desde 2009, para demonstrar “a mentira” de que o agora edil sempre defendeu a descida das taxas.

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