A instabilidade interna na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, fruto do mau relacionamento e falta de diálogo entre os órgãos sociais e o comando, levou Luís Santos, líder da bancada do MIAP (Movimento Independente Anadia Primeiro), na última assembleia municipal, realizada no dia 21 de dezembro, a apresentar à mesa uma moção sobre a Associação que, depois de lida, seria aprovada por maioria, com 24 votos a favor e 7 abstenções.
A moção refere que “é público o mal-estar na associação” e que esta deve resolver “de forma verdadeira e duradoura, entre portas e não na praça pública” os seus problemas, terminando com um apelo: “a população do concelho merece continuar a contar com os seus bombeiros e os bombeiros merecem que a população continue a olhar para eles como pessoas de bem.”
Emanuel Maia, presidente da Assembleia-geral da AHBVA, confirma que “têm surgido problemas de relacionamento”, até porque “têm sido produzidas insinuações gravosas sobre a conduta da direção”, mas porque existirá também uma diferença de entendimento entre direção e comando no que serão as funções de ambos.

A JB, a comandante Ana Matias admitiu a existência de “constrangimentos que têm vindo a ser sentidos pelo corpo de bombeiros e que derivam da relação órgãos sociais/comando e corpo de bombeiros”, mas vê com “satisfação a aprovação da moção”. Ana Matias afirma mesmo que “a moção deverá ir mais além, no sentido de ser avaliada a possibilidade de constituir uma comissão ou um grupo de trabalho isento que possa interceder e avaliar o desempenho global de todos os órgãos.”

Leia a reportagem completa na edição de 28/12/2018 do Jornal da Bairrada