Os alunos da VITI – Escola Profissional de Anadia – são, no país, aqueles que concluem, com mais elevada taxa de sucesso, o ensino profissional. A taxa deste estabelecimento de ensino, no ano letivo de 2015/16, ronda os 91%, muito acima da média nacional.
Acaba de ser divulgada a análise estatística do Ministério da Educação relativa aos resultados dos estabelecimentos de ensino básico e secundário (público e privado), não só nos cursos científico-humanísticos, mas também nos cursos profissionais.
E ao nível dos cursos profissionais a VITI revelou-se, segundo o estudo, realizado a nível nacional, a que obteve a mais elevada percentagem de alunos a concluírem os cursos no ensino profissional em três ou menos anos.
Adriano Aires, diretor da VITI confessa que  é um “sentimento de satisfação muito grande, pelo método e pelo sistema que temos implantado na escola no que diz respeito à superação das dificuldades”, mas acrescenta que para este resultado contribuíram ainda “toda a política educativa da parte pedagógica, a monitorização e atenção que é dada para estes indicadores e consequente sucesso escolar”, assim como avança ser este “o resultado do esforço de toda a comunidade educativa e estrutura pedagógica.” Contudo, acrescenta que estes resultados “trazem mais responsabilidades” e que, “a partir de agora, estamos ainda mais exigentes porque não queremos baixar”.
Numa escola com cerca de 310 alunos, o diretor Adriano Aires admite que estes dados “vêm trazer mais transparência à competição”.
Na VITI, no ano letivo de 2014/15, a percentagem de alunos a concluírem o ensino profissional em três anos rondou os  86% e, no ano letivo seguinte, em 2015/16, foi de 91% sendo, assim, o estabelecimento de ensino profissional do país em que a taxa foi mais elevada, aliás bem acima da taxa média nacional, que rondou os 52% e 55%, respetivamente.
Dados, diz Adriano Aires, que espelham “a política desenvolvida nos últimos anos pela estrutura pedagógica e que impôs regras muito rígidas, quer para os alunos, quer para os docentes”, reconhecendo que a assiduidade e pontualidade dos alunos são fatores que também se refletem no seu aproveitamento escolar.
“Ensino e acompanhamento personalizado” fazem toda a diferença, sublinha Maria Júlia Barbosa, diretora pedagógica da VITI, que aproveita para frisar que este esforço está a dar bons frutos. Esta responsável revela ainda que a diminuição do número de módulos que o aluno pode deixar no final de cada período em atraso (só podem deixar 2) veio contribuir para melhorar resultados individuais. “Chegámos, no passado, a ter alunos no último ano com 38 módulos em atraso. A política foi alterada internamente. Agora só podem avançar com 2 módulos em atraso e no final do ano são impedidos de avançar para formação em contexto de trabalho se tiverem módulos em atraso, assim como não podem defender a prova de aptidão profissional sem que todos os módulos tenham sido efetuados”, diz.
Estratégias adotadas internamente pelos 26 docentes contratados a tempo inteiro a que se juntam outras para melhorar resultados. Adriano Aires salienta ainda a introdução de um sistema para a superação das dificuldades sentidas pelos alunos ao longo do ano. É o caso da introdução, em todos os horários de todos os cursos, de aulas de Reforço de Aprendizagem (para reposições de aulas e recuperações de módulos em atraso e de matérias que não tenham sido devidamente apreendidas).

Ler mais na edição impressa ou digital