Gerson Oliveira gosta de desafios. Há três anos, o jovem natural de Oliveira do Bairro, formado em Cozinha, arriscou uma participação no concurso nacional “Revolta do Bacalhau”, criado pelas marcas Recheio e Norge. Hoje com 26 anos e mais maduro profissionalmente, resolveu “tirar as teimas”: “Achei que seria a melhor altura de voltar a tentar a minha sorte”. E ainda bem que o fez, pois foi recompensado com o primeiro prémio num concurso que já vai na 13.ª edição e que, ao longo dos anos, tem mostrado novas e inovadoras formas de cozinhar um dos peixes mais queridos dos portugueses: o bacalhau.
Gerson Oliveira, formado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra no curso de Gestão e Produção de Cozinha – nível V e atualmente a trabalhar no “Porta Restaurante”, em Bragança, conquistou o palato dos jurados com uma Massada de Bacalhau Seco e Salgado da Noruega.

A receita, explica o jovem cozinheiro, surge como “uma recriação daquilo que se come regularmente nas nossas casas”. “Apresentei a massa em forma de tortelini recheado com línguas de bacalhau, o caldo de estufar foi um aproveitamento das espinhas, do rabo e do ‘desperdício’ da limpeza das línguas, para mostrar que tudo pode ser utilizado. Finalizei o meu prato com lascas de bacalhau e um ar de cebola assada.” Seguindo o objetivo principal do concurso, Gerson Oliveira tentou reinventar este prato típico português, “dando-lhe uma nova cara mas com todos os sabores ali presentes”. Realça ainda que usou “algumas partes menos nobres do bacalhau, como as línguas, que muita gente desconhece que se comem”.
O truque deste prato, diz, é o sabor. “Em concursos como este tem-se, muitas vezes, por hábito querer fazer tudo e mais alguma coisa. Querer usar uma técnica toda arrojada e que não se domina, apresentar coisas muito elaboradas e por vezes esquecendo-se do mais importante, o sabor.”

Leia a reportagem completa na edição de 11 de janeiro de 2018 do Jornal da Bairrada