A Câmara de Águeda entregou à comunidade, no passado sábado, dois projetos do Orçamento Participativo (OP), o mega-tanque de Castanheira do Vouga e a escadaria do cemitério e três tanques em Belazaima do Chão. Globalmente, foram investidos cerca de 100 mil euros nestes projetos, construídos pela União de Freguesias (UF) de Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão, com delegação de competências e financiamento da Câmara.

O mega-tanque de Castanheira do Vouga, projeto apresentado por Humberto Moreira, Carlos Gomes e Emanuel Martins, implicou um investimento de 46.610,85 euros e foi o mais votado no OP. Esta infraestrutura, o maior reservatório de água alguma vez construído no concelho, tem uma capacidade para um milhão de litros de água, mais do dobro da capacidade do que o maior que existia até agora, e servirá para abastecimento aéreo (helicópteros) e terreste (veículos dos bombeiros e ULPC) no combate aos incêndios. Está instalado num local de fácil acesso, permitindo, em caso de necessidade, o rápido abastecimento dos diferentes meios.

A recuperação da zona envolvente à escadaria do cemitério de Belazaima do Chão, projeto com 14 proponentes no OP (Nuno Cardoso, Sara Oliveira, Nídia Almeida, Rui Pereira, António Farias, Paula Henriques, Manuel Antunes de Almeida, Ana Paula Leite, Maria Fernanda Dias, Renato Alves, Maria Manuela Silva e Rui Castanheira, Helena e Manuel Alves), conduziu a Câmara de Águeda, em articulação no âmbito da delegação de competências com a UF local, a realizar uma obra mais profunda, com a requalificação da escadaria e a construção de três tanques para apoio ao combate a incêndios, cujo investimento global foi de 41.223,78 euros.

Neste local está ainda a ser construída a sede da Unidade Local da Proteção Civil (ULPC), um edifício emblemático e marcante “que a Câmara tem vindo a financiar desde o princípio”, no âmbito dos apoios às Juntas de Freguesia, e que conta, uma vez mais, com um apoio de 90 mil euros este ano, com vista à sua conclusão.

No momento simbólico de inauguração destas infraestruturas e sua entrega à comunidade, Jorge Almeida, presidente da Câmara de Águeda, salientou o fato de este antes ser “um espaço inóspito, que começou com o projeto da escadaria, e que agora tem os três tanques e a sede da ULPC. Há todo o rejuvenescimento destes espaços e há ainda uma outra obra, que também faz parte do OP, em Agadão, o que evidencia que com esta UF há um trabalho pleno de parceria e da procura das melhores soluções”, frisou o Edil, para quem a localização e construção destes tanques é demonstrativo de um pensamento preventivo e estratégico.

Estes investimentos resultam de um trabalho realizado em parceria com a UF, sendo duas obras importantes que vêm dar maior capacitação para o combate a incêndios. “A Câmara Municipal aposta fortemente no desenvolvimento das freguesias com obras de grande monta como estas. É preciso pormos os olhos nela e em outras que acontecem noutras freguesias do nosso município e percebermos que estamos a fazer um grande trabalho”, finalizou Jorge Almeida.

Vasco Oliveira, Presidente da UF, salientou a importância destes dois projetos que vêm colmatar uma lacuna que existia nos dois locais e que dotam a UF de meios de resposta para que possam ser defendidos bens e pessoas em caso de incêndio. “Fomos batalhando e trabalhando em conjunto com a Câmara Municipal, pelo que nos dá algum orgulho vermos as obras a aparecer com êxito para bem da comunidade e do concelho. São duas obras marcantes para a nossa UF e das quais tanto necessitava”, salientou o autarca.

Brito Salvador, presidente da Assembleia Municipal de Águeda, presente no momento simbólico, frisou que além das obras propriamente ditas, estes projetos “são iniciativa da comunidade”, o que, sublinha, “faz com que venham ao encontro das suas necessidades”. São, defendeu ainda, “obras de grande vulto e importância, numa grande parceria entre a UF e o Executivo da Câmara Municipal, o que faz que o concelho seja cada vez mais forte e maior”.

António Ribeiro, Comandante operacional distrital do CDOS de Aveiro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, frisou que estas “são sempre obras muito importantes”. Apesar de terem “um dispositivo terrestre forte, a dificuldade de haver locais de abastecimento atrasa as operações e pode comprometê-las, pelo que este conjunto de infraestruturas de apoio ao combate é uma ajuda muito grande a todas as forças que estão envolvidas, porque os tempos de abastecimento diminuem drasticamente”, acrescentou.

“Isto é para nós, é para o povo de Castanheira, é para a ULPC, é para os bombeiros, é para todos”, disse Emanuel Martins, um dos proponentes do mega-tanque de Castanheira do Vouga. Também sobre este projeto, Humberto Moreira, salientou que esta obra “é o realizar de um sonho”, respondendo aos problemas que existem todos os verões, quando há incêndios. “Penso que será estratégico e na abordagem a futuros cenários de incêndios dá-nos outras garantias e podemos dormir mais descansados”, acrescentou o proponente, desejando, contudo, que não seja necessário “muitas vezes”.

Paula Henriques, uma das proponentes do projeto de Belazaima do Chão, disse que ter a escadaria do cemitério concluída “é um orgulho”, porque estava “toda danificada e que praticamente não dava para passar”.