A quatro dias do reinício das aulas presenciais para os alunos do 11.º e 12.º anos, em Oliveira do Bairro, tal como em Anadia, os preparativos decorrem a bom ritmo, apesar da complexidade do processo e das exigências impostas.

O regresso às aulas presenciais acontece já na próxima segunda-feira, dia 18, por determinação do Governo, através da Resolução do Conselho de Ministros. Foi aprovada uma estratégia gradual de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia, definindo como um dos primeiros passos no desconfinamento do sistema educativo, o regresso dos alunos dos 11.º e 12.º anos (apenas às disciplinas com exame nacional) e os dos 2.º e 3.º anos dos Cursos de Dupla Certificação do Ensino Secundário (ensino profissional).

Segurança em 1.º lugar
Com as orientações da tutela a chegarem às escolas a conta-gotas e com muitas decisões a ficarem a cargo dos diretores, Júlia Gradeço, diretora do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, reconhece que a exigência do processo é semelhante à preparação de um início de ano letivo, ainda que com menos alunos, mas com muito mais condicionalismos.

“Temos que antever problemas e soluções, e pela primeira vez, a área pedagógica não é a prioridade”, explica. Por isso, quando, num ano normal, as aulas já estariam a terminar para estes alunos mais velhos, a verdade é que a pandemia veio virar do avesso a vida de toda a comunidade educativa. “Estamos a fazer o desdobramento de turmas, reformulação de horários, redimensionamento da ocupação das salas de aulas, definição de circuitos e procedimentos para promover o distanciamento físico entre os alunos, promoção e divulgação das boas práticas de higiene”, explica Aníbal Marques, presidente da CAP do Agrupamento de Escolas de Anadia, reconhecendo o grau de exigência das medidas a implementar e os esforços acrescidos a todos estão sujeitos.

Ler mais na edição impressa ou digital