Depois do grupo GPS (Gestão de Participações Sociais, SGPS, SA), sediado em Pombal, ter feito chegar a única proposta para a compra da Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL), da Mealhada, no valor de 491 mil euros, à hasta pública realizada esta quarta-feira, coube agora ao PCP local reagir ao processo.

O resultado da hasta pública (que pode recordar aqui) tem motivado reações de toda a oposição, tendo chegado agora a vez do PCP local vincar o seu descontentamento em relação ao processo.

Os comunistas mealhadenses, que têm apenas representação na Assembelia Municipal, recordam que sempre foram contra a entrega da Escola a privados. “A efectivação da hasta pública, ontem, por decisão unilateral da maioria do PS na câmara municipal, foi mais um passo dado à pressa num negócio de motivações e contornos pouco claros. Corre-se o sério risco de a Escola Profissional da Mealhada acabar nas mãos de um grupo que opera também na área da educação e formação, aliás, com um longo historial de denúncias, processos e problemas laborais”, referem.

E continuam: “O senhor presidente da câmara tem de explicar de forma clara aos munícipes o porquê desta venda, quando no relatório e contas de 2019 se vangloriava de ter adquirido a totalidade das suas participações, passando os seus destinos a estarem inteiramente na mão do município. Tem de explicar o que ganha o concelho  e em particular a comunidade escolar daquele estabelecimento com esta venda inopinada. Estando em causa, em primeira linha, o futuro dessa comunidade escolar, tem de explicar o completo esquecimento a que a votou neste processo”.

O PCP refere, por último, que “não pode deixar de associar este lamentável exemplo – que ainda é possível reverter – ao processo de municipalização da educação que esta Câmara abraçou contra a vontade da comunidade escolar da Mealhada e que tem contado, naturalmente, com a justificada contestação do PCP. A venda da Escola Profissional da Mealhada revela-se, afinal, como uma amostra das consequências da municipalização do ensino, cuja batalha ainda estamos a travar no concelho e no país”.

O Jornal da Bairrada está a reunir todas as reações possíveis ao assunto para a edição impressa e digital de 21 de maio.