As atividades culturais foram as primeiras a parar com a pandemia Covid-19 e serão as últimas a retomar. Concertos e espetáculos diversos vão sendo timidamente reagendados (quando são) e de forma muito condicionada. Enquanto isso, há profissionais do setor das artes que continuam sem trabalho e… sem apoios.

A caminho dos cinco meses desde que foi decretado o estado de emergência em Portugal, há milhares de profissionais que vivem da música, da dança, do teatro, que foram desde então impedidos de ganhar a vida.

Ainda assim, a cultura continuou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Tal como muitos músicos no país e no mundo, no início do confinamento, Tiago Matias fez alguns concertos em live streaming, a partir de casa, mas rapidamente percebeu que esse não era o melhor caminho. “Deixei de responder a esses convites, por achar que esse não seria o modelo para me expressar artisticamente. A arte, que muitas vezes, de forma idílica, é vista como sendo um bem adquirido, não pode ser gratuita.”

Tiago Matias, músico dos Noa Noa e Sete Lágrimas, diretor do Quartel das Artes (QA) Dr. Alípio Sol, em Oliveira do Bairro, e gestor da empresa Cais do Som, está ciente de que o problema da multiplicação de concertos online no período de confinamento foi mesmo esse, “dar a ideia que era algo que estaria sempre lá para a sociedade, mesmo quando tudo o resto faltava”. Mas, “na verdade não devia estar, só está porque, antes da pandemia, muitas pessoas fizeram um grande esforço, com grande investimento pessoal e financeiro para fazer com que ela [a música] aconteça”.

Leia a reportagem completa na edição impressa de 13 de agosto ou então aqui.