A vila de Fermentelos viveu, na sexta-feira, um momento marcante com a inauguração do renovado Auditório, no Largo da Senhora da Saúde, integrada nas comemorações do 98.º aniversário da elevação a vila.
Perante dezenas de fermentelenses, associações locais e autarcas, foi desvendado o exterior mas também o interior de um espaço que a população aguardava há largos anos e que representa agora muito mais do que uma simples infraestrutura. Ao longo da cerimónia, repetiram-se as palavras “futuro”, “cultura”, “encontro” e “comunidade”, num reconhecimento coletivo da importância que o auditório terá na dinâmica associativa e festiva da freguesia.
Antes das intervenções institucionais, foram chamados ao palco representantes das associações de Fermentelos, que ali permaneceram durante a sessão solene e assistiram ao descerrar da placa inaugural.
Na abertura da cerimónia, a presidente da Assembleia de Freguesia de Fermentelos, Sílvia Nolasco, sublinhou o simbolismo da data. “Hoje celebramos um dia profundamente simbólico para todos. Uma data que nos recorda quem somos, de onde viemos e o quanto crescemos enquanto comunidade”, afirmou.
Sobre o Auditório, destacou que “representa mais do que uma obra, representa uma promessa cumprida. E Fermentelos cresce quando se cumpre a palavra dada”, disse.

Também o presidente da Assembleia Municipal de Águeda, Filipe Almeida, considerou que o momento ficará “eternizado na história de Fermentelos”, apesar de admitir que esperava ver o Largo da Senhora da Saúde “muito mais bem composto”.
“Hoje é um dia feliz, em que criamos aqui uma simbiose entre a inauguração deste belo auditório que Fermentelos merece e merecia há muito tempo, mas também festejamos o 98.º aniversário da elevação a vila”, referiu, acrescentando que “independentemente de se gostar mais ou menos, o importante é que a obra está feita” e, na sua opinião, “bem feita”.
O presidente da Junta de Freguesia, Carlos Lemos, mostrou-se, também ele, satisfeito por ver concluída uma obra que atravessou vários anos e diferentes executivos. “Hoje é um dia feliz para todos nós, fermentelenses, estarmos aqui a inaugurar esta obra, que durou algum tempo, mas chegámos a um final e acho que temos aqui uma obra digna e de que todos nos devemos orgulhar”, afirmou.
O autarca aproveitou para esclarecer algumas dúvidas levantadas ao longo do processo, nomeadamente em relação às laterais do palco, explicando que serão amovíveis e colocadas sempre que necessário. “Os mais críticos podem ficar descansados, porque pensámos nesses pormenores e estamos disponíveis para corrigir outros que entretanto surjam”, realçou.
Carlos Lemos recordou ainda as dificuldades burocráticas e as difíceis decisões tomadas, agradecendo o apoio financeiro do Município, o trabalho dos empreiteiros e a dedicação dos executivos, atuais e anteriores.
Já o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, confessou apreciar particularmente o resultado final da intervenção. “Como todas as obras boas, demoram algum tempo mas depois o resultado sabe-nos bem”, afirmou, num discurso marcado pelo tom descontraído. O autarca reconheceu que ouviu muitas críticas durante a execução da empreitada, mas defendeu a qualidade da intervenção. “Este auditório é muito mais do que um auditório”, sublinhou, garantindo que “o dinheiro público mais uma vez aqui foi bem empregue”.
Entrega da chave às comissões de festas
Antes da visita ao interior do espaço, Carlos Lemos e Jorge Almeida entregaram simbolicamente uma chave da sala do auditório às representantes das Comissões de Festas.


Para Marta Timóteo (Festas de N.ª Senhora da Saúde), a diferença é evidente. “Antes, estava bastante decadente, não tinha condições, nem para os artistas nem para nós, comissões de festas. Agora, nota-se uma grande diferença”, afirmou, considerando que a obra “dignifica Fermentelos”.
Também Joana Duarte (Festas de Santo António) destacou a importância do novo espaço para a organização das festividades, explicando que o novo Auditório permitirá melhorar as condições de acolhimento de artistas e convidados.
Mas a mais-valia para a comissão de festas, frisou, é mesmo o interior, “a nível de camarins, casas de banho e a sala em baixo para podermos organizar tudo”, destacou. “Sinto orgulho, muito orgulho e é, sem dúvida, um dia muito feliz para a nossa freguesia e para a comunidade.”

