A cumprir o terceiro e último mandato à frente dos destinos da Freguesia de Avelãs de Caminho, Lúcia Jesus faz um balanço positivo do caminho percorrido. Reconhecendo que este é “um mandato de continuidade”, que visa concluir alguns projetos importantes para a freguesia, destaca nestes nove anos “os laços” e “os afetos” que conseguiu estabelecer, tornando a comunidade mais unida.
Reabilitação da rede viária, manutenção de parques e jardins, limpeza de passeios e valetas, apoio às coletividades locais, melhoramentos ao nível da sinalética e ambiente são algumas das áreas prioritárias do plano de atividades que a autarca Lúcia Rodrigues gizou para 2026.
A cumprir o terceiro e último mandato, a autarca faz um balanço muito positivo e tem como maior conquista “os laços” e “os afetos” que conseguiu estabelecer e fortalecer com os fregueses que diz conhecer pelo nome. Ainda assim, confessa que são muitas as carências e melhoramentos em falta, desde logo a continuação da criação de infraestruturas de apoio ao Parque Claudino Pinto, sala de visitas da freguesia. E foi precisamente neste local que o comboio de tempestades do início deste ano mais estragos fez, situação que obriga a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal a repor muitas das obras destruídas pela subida do caudal do rio e vento.
“Neste momento temos de refazer o parque que esteve com corrente de um metro de altura de água. O campo de petanca, ainda por inaugurar, foi destruído e o lavadouro só aguentou graças a um murete de betão que tínhamos erguido”, avança, acrescentando ainda que a destruição atingiu também as margens do rio: “a câmara municipal tinha feito uma intervenção nas margens com pedra, mas foi tudo destruído. Aliás, a pedra veio parar toda ao meio do parque.”
Foram poupados os sanitários e o telheiro que estão mais altos, estando agora em curso a colocação de equipamento (mesas e bancos), estando também por pavimentar o parque de estacionamento, enquanto que o parque infantil ainda não saiu do papel, uma vez que se trata de um equipamento dispendioso que espera contar com “ajuda camarária”.
Ciente de que até ao final do mandato este parque vai exigir ainda um grande esforço financeiro, Lúcia Rodrigues revela que o edil anadiense já visitou o parque, bem como outros locais com situações pendentes e a necessitarem de intervenção, mostrando disponibilidade para avançar com uma intervenção no rio “para repor o que ficou danificado”.
Outra prioridade é a limpeza de passeios e valetas. “Neste momento, está tudo cheio de ervas. As chuvas e o sol agravaram e muito o problema”, destaca. Com apenas uma funcionária (só durante o período da manhã), a Junta não consegue chegar a todo o lado. Por isso, não esconde a frustração que sente “pelo estado em que está toda a freguesia”, recordando que na Páscoa a autarquia teve de recorrer a serviço externo para tratar o mais urgente.
Prevista está também a limpeza e manutenção de valetas para passagem de águas pluviais. Intervenções previstas nomeadamente no que toca ao emanilhamento para condutas. “As valetas que não estão emanilhadas ou alcatroadas são também alvo de atenção: queremos cimentar, fazer passeios porque, assim, conseguimos manter uma limpeza diferente”, avança, referindo-se em concreto às ruas do Areeiro e do Passal.
A autarca dá ainda conta de que, em breve, no cemitério vai ser instalado um sistema de som tendo já sido construído um apoio para as urnas na parte referente ao cemitério novo, assim como duas salas do edifício, onde funcionam os CTT, já estão a ser alvo de uma requalificação devido às infiltrações e humidade.
Requalificação do Largo de Santo António
A obra do mandato será, sem dúvida, a requalificação do Largo de Santo António, junto ao IC2. Uma promessa antiga que poderá avançar com a colaboração do novo executivo camarário. “Nos últimos oito anos, a Freguesia de Avelãs de Caminho foi a única das 10 freguesias do concelho de Anadia que ficou sem uma grande obra de requalificação. Uma situação em relação à qual o atual executivo camarário foi sensível”, frisa a autarca, que se mostra bastante sensibilizada com a forma de trabalhar do novo edil anadiense. A obra de requalificação, que até já tem projeto, contempla o passeio a norte do chafariz, o largo do chafariz e o Largo de Santo António. “Gostava muito de ter o projeto definitivo e o início de obra ainda este ano.”
Outras prioridades
Outra preocupação prende-se com a questão ambiental – ecopontos e contentores. Lúcia Rodrigues lamenta a falta de civismo e que algumas pessoas continuem a não fazer a reciclagem ou a desrespeitar o tipo de resíduos que devem ser colocados e como devem ser colocados nos contentores do lixo.
Dando nota de que algumas ruas vão ser alvo de requalificação por parte da Câmara Municipal, explica que algumas vias, embora necessitem de intervenção, terão de passar primeiro por obras de substituição de infraestruturas (água e/ou saneamento) como é o caso da Rua 15 de Agosto para que, depois, possam levar tapete definitivo. Não deixa de lamentar também o estado em que se encontra o piso no IC 2, no centro da freguesia: ” a via é da responsabilidade das Estradas de Portugal, que já está devidamente informada dos buracos e abatimento do piso”.
Lúcia Rodrigues fala ainda de algumas carências ao nível da iluminação pública, mas também de sinalética, situações que já estão a ser reportadas à Câmara Municipal para resolução.
Como a freguesia “divide” a Rota das Avelãs (12,7km) com a freguesia de Avelãs de Cima, a presidente da JF avança também que vai ser realizado um levantamento do estado de conservação da sinalética da Rota e proceder à sua requalificação.
A terminar, convicta da importância das coletividades locais – Sons de Avelãs, Grupo de Boccia, Estimulação Cognitiva e Ginástica +50 -, que decorrem na Casa do Povo que, por sua vez, acolhe projetos da Junta de Freguesia, salienta que o apoio a todos é para continuar, dentro das possibilidades da Junta.
Consultório comunitário
Outro problema que deseja ver colmatado é a falta de médico de família de muitos fregueses.
Daí a pretensão de abrir um consultório comunitário.
“Para já, podemos avançar que a Junta de Freguesia se prepara para instalar um serviço de medicina geral regular com consultas duas vezes por mês (duas manhãs) para colmatar esta falta.”
Um consultório comunitário que visa, sobretudo, dar resposta às necessidades das pessoas com mais idade, ainda que, “o médico poderá renovar receituário e fazer consultas a título particular”, explica.
