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Mealhada // Pampilhosa  

Pampilhosa assinala 41 anos de elevação a vila com festa até domingo

A Pampilhosa está em festa. Desde o passado dia 8 de julho e até domingo, o Jardim Público Carlos Cabral é o epicentro de um programa de animação que reúne música, convívio, cultura e momentos institucionais, assinalando o 41.º aniversário da elevação da localidade à categoria de vila.

As comemorações tiveram o seu ponto alto esta quinta-feira, dia 9 de julho, com a sessão solene evocativa da efeméride, que reuniu autarcas, representantes de instituições, associações e população, numa cerimónia marcada pela valorização do percurso da Pampilhosa e pela afirmação de uma visão de futuro assente no investimento, no crescimento e na união da comunidade.

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, sublinhou a importância destes momentos de celebração para reforçar os laços da comunidade e renovar o compromisso com o desenvolvimento da Pampilhosa. “É nestes momentos que temos de estar juntos e unidos. Celebramos o passado, sem nunca o esquecer, mas é para o futuro que devemos olhar, definindo o caminho que queremos traçar em conjunto”, começou por afirmar.

O autarca destacou o papel estratégico da Pampilhosa no desenvolvimento do concelho, salientando que a sua relevância vai muito além da histórica ligação ao caminho de ferro. “A Pampilhosa é um ponto estratégico para o concelho. O caminho de ferro, por si só, já lhe confere uma enorme importância, mas há muito mais potencial para afirmar e desenvolver.”

António Jorge Franco recordou ainda o conjunto de investimentos previstos para a freguesia, reconhecendo que alguns sofreram atrasos por motivos alheios ao município, mas garantindo que todos integram uma estratégia clara de valorização da Pampilhosa. “Precisamos de investir, criar condições para atrair pessoas e fixar população. É assim que a Pampilhosa e o concelho podem crescer. Unidos conseguiremos concretizar esse caminho”, concluiu.

Na sua intervenção, a presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, Andreia Morgado, afirmou que a vila atravessa um momento determinante da sua história recente, impulsionado por um conjunto de investimentos estruturantes que irão reforçar a sua atratividade e qualidade de vida. “O futuro da Pampilhosa apresenta-se repleto de oportunidades. Estamos perante um ciclo de investimento de grande dimensão, provavelmente sem paralelo na história recente da nossa freguesia”, disse.

A autarca destacou a requalificação da Baixa da Pampilhosa, a recuperação do Chalet Suíço, a reabertura do Cine-Teatro e a intervenção na estação ferroviária e na sua envolvente, considerando que estes projetos representam uma oportunidade para transformar a vila, valorizar o património e reforçar a sua centralidade. “São investimentos que irão transformar espaços, valorizar o nosso património e criar novas oportunidades para quem vive, trabalha e visita a Pampilhosa”, afirmou.

Andreia Morgado fez ainda questão de salientar que o desenvolvimento da freguesia não se mede apenas pelas obras, mas sim “pelas pessoas. Pelas associações, pelos seus dirigentes, pelos voluntários e por todos aqueles que, diariamente, dedicam parte da sua vida à nossa terra. São eles que preservam as nossas tradições, dinamizam a cultura, promovem o desporto, desenvolvem ações de solidariedade e fortalecem o espírito de comunidade.”

A sessão contou ainda com as intervenções do presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, Carlos Cabral, e do presidente da Assembleia de Freguesia da Pampilhosa, Jorge Valentim, que enalteceram o significado da celebração dos 41 anos da elevação de Pampilhosa a vila. Ambos destacaram a importância de assinalar esta data como forma de preservar a memória coletiva, reforçar a identidade da freguesia e homenagear as gerações que contribuíram para o crescimento e afirmação da Pampilhosa, sublinhando igualmente o papel das suas gentes na construção de uma comunidade dinâmica, empreendedora e solidária.

Foi precisamente a 9 de julho de 1985 que a Pampilhosa viu reconhecida a sua importância no contexto regional, sendo elevada à categoria de vila, através da Lei n.º 67/85, aprovada pela Assembleia da República, na sequência de uma proposta apresentada pela deputada Zita Seabra. Era presidente de Junta à data João Matos de Oliveira, tendo como secretário Antonino Alves Pessoa e como tesoureiro Delfim Soares de Oliveira, executivo que acompanhou aquele momento marcante da história da freguesia.