Setembro marca o regresso da grande maioria às rotinas e com elas aquela sensação de segurança, mas também de perda pelo que os tempos de pausa e descanso nos permitem, os pequenos prazeres da vida.
São esses que nos permitem aprofundarmo-nos como pessoas e nos abrem horizontes para lá do que este mundo frenético e capitalista espera de nós. Uma conversa com os colegas, na esplanada na hora de almoço; um deixar-se ficar à porta da escola numa conversa enquanto o filho brinca mais um bocado com os amigos no parque; uma passagem na biblioteca da vila para procurar a próxima aventura literária para mergulhar; a paragem em casa dos familiares para um abraço ou no café da terra só porque a conversa com a amiga ajuda a discernir melhor as dificuldades.
Em alguns países da Europa estas são práticas enraizadas e tomam diferentes formas ou rituais, como em Itália e Espanha onde os finais de dia são espaços de descontração e convívio, entre tapas e aperitivos.
Os dias seriam mais leves e prazerosos se inscrevêssemos no nosso dia, ou pelo menos num dia da nossa semana, algumas destas práticas. Quebrando a maratona diária casa-trabalho-casa talvez nos possamos redescobrir uns aos outros num mundo mais IE (inteligente emocionalmente)!
