Fotografia: COF

Na nossa última edição, escrevemos com o título “Nuno Ferreira abandona Mamarrosa FC”. Na realidade não foi isso que aconteceu. O título não corresponde à verdade e, no referido texto, “foi o próprio treinador que comunicou, dois dias antes do jogo com o Sanguedo, à direção que deixava o clube”, também não está totalmente correto.
Então qual foi a verdadeira história? Na semana que antecedeu o jogo com o Sanguedo, no final do treino do dia 2, terça-feira, entre Nuno Ferreira e a direção liderada por Carlos Rocha, ficou tudo clarificado para a continuidade do treinador por mais uma época e onde já havia conversações para a planificação do plantel para a próxima temporada. Três dias depois, na sexta-feira, dia 5, no final do treino, Nuno Ferreira mudou de ideias e comunicou ao clube (direção) que não iria continuar na próxima época (devido a ser o melhor para ambas as partes), mas que faria esta época até ao fim.
Nuno Ferreira, numa SMS que me enviou, disse que informou os diretores que “se fosse para continuar sem objetivos e rigor, que não continuaria na próxima época”.
Perante tão abrupta mudança de comportamento, a direção, no sábado de manhã do dia 6, véspera do jogo com o Sanguedo, comunicou ao Nuno Ferreira que prescindia dos seus serviços no imediato, ou seja, não iria cumprir o que restava até ao final da época, cinco jogos para o apuramento do melhor sexto classificado na 2.ª Divisão da AFA, entrando para o seu lugar Jorge Rameiras.
Conclusão: Nuno Ferreira não abandonou o Mamarrosa, foi sim despedido pela direção.
E mais: Nuno Ferreira “exigiu” dois meses e uma semana de subsídios, que entretanto lhe foram pagos, dias depois, por Carlos Rocha.