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Relação reduz pena de prisão a empresário de leitões

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) reduziu em dois anos e meio a pena de prisão de um antigo empresário de leitões que matou a tiro um seu concorrente, em 2008, para não pagar uma dívida de dez mil euros.
O TRP deu provimento parcial ao recurso apresentado pelo arguido, considerando “excessivas” as penas parcelares aplicadas pelo tribunal de Anadia.
Os juízes desembargadores decidiram reduzir de 13 anos e meio para onze anos a pena de prisão pela prática do crime de homicídio simples e de dois para um ano e meio a pena relativa ao crime de detenção de arma proibida.
Em cúmulo jurídico, o homem, de 46 anos, terá de cumprir uma pena de 11 anos e meio de prisão, em vez dos 14 a que foi condenado em primeira instância.
A Relação diminuiu também a indemnização a pagar aos familiares da vítima mortal, de 250 para 220 mil euros.
O TRP entendeu ainda não dar provimento ao recurso dos assistentes, que pretendiam que o arguido fosse condenado por homicídio qualificado, tal como estava acusado pelo Ministério Público (MP), devendo a sua pena ser “manifestamente agravada”.
Leia mais na versão digital do seu JB.

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Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

Avelãs de Cima: Cerimónia de encerramento dos Forais Manuelinos

No último domingo, dia 11 de janeiro, realizou-se a festividade correspondente ao encerramento dos Forais Manuelinos da Freguesia de Avelãs de Cima, envolvendo três povoações: Avelãs de Cima, Boialvo e Pereiro. Aquando do início das festividades há um ano atrás, tinha ficado prometido proceder ao seu término, neste dia, o que foi cumprido.
Da cerimónia constou uma arruada, cuja concentração se iniciou no Largo do Rossio, local onde está patente, o painel em azulejo aludindo ao Foral Manuelino de Avelãs de Cima, idênticos aos colocados em Boialvo e Pereiro, sob a orientação do Prof. Fernando Guerreiro. Desde logo se viu que ia ser um resto de tarde animado e com muito calor humano, apesar da temperatura ambiente ser baixa. A arruada terminou na sede da Junta de Freguesia, onde há um ano se iniciaram as festividades, com o içar das três bandeiras que estão sempre hasteadas na sede da Junta de Freguesia, a de Avelãs de Cima, de Anadia e de Portugal. Desta vez ouviu-se música tradicional evocativa desses tempos longínquos. Esta cerimónia foi aberta a todos os residentes, estando presentes algumas dezenas que animaram, e muito, a mesma.

Festejos. A freguesia preparou a celebração dos forais, repartindo pelo ano várias atividades. Nos discursos do dia, o presidente da Assembleia, José Manuel Carvalho, endereçou um profundo agradecimento a todos os residentes, amigos e familiares, coletividades e outras instituições da freguesia pela participação nas comemorações e no decurso das atividades, não deixando de enaltecer o trabalho do executivo da Junta de Freguesia, por ter ido a cada lugar que festejava o seu foral, e ao fazê-lo, homenageando todos os locais respeitando as suas identidades, nomeadamente em Boialvo e no Pereiro. Pediria ainda aos cidadãos para que estejam mais atentos à realidade económica e financeira da freguesia, na medida em que esta viu reduzido o seu orçamento em menos 26 mil euros, por parte do município, quando do Estado seriam alocados perto de 55 mil euros, um valor ligeiramente mais elevado que o do ano anterior. Terminaria dizendo que “hoje não se acaba um ciclo, mas inicia-se outro, rumo ao milénio da existência da freguesia”.
De seguida, o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Veiga. elogiou as palavras do seu antecessor para com o executivo e que assim era fácil de trabalhar, porque este ajudava a completar as ideias. Mostrou-se desagradado com o papel de meros gestores que querem impor aos presidentes de junta, havendo dificuldades para serem os verdadeiros guardiões das suas políticas, e que, mesmo assim, este executivo nunca atirava a tolha ao chão, comprometendo-se a lutar pelas reais necessidades e que, apesar de, às vezes, não poderem acudir a um problema na hora, no dia seguinte tinham alguma novidade, medida ou ação já definida. Prometeu que irá continuar a trabalhar, e em conjunto com o Presidente da Assembleia de Freguesia, nos órgãos próprios, fazer sentir a voz da freguesia.
Após os discursos, os presentes foram mimados com um lanche convívio, tendo demonstrado as suas satisfações para com o evento, tendo havido troca de experiências e de histórias vividas e passadas ao longo dos anos, na freguesia.
Pedro Veiga

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Aguim: Presidente do Centro Social reconduzido no cargo

Aguim: Presidente do Centro Social reconduzido no cargo

No passado dia 8 de janeiro foram eleitos, por unanimidade, os novos Corpos Sociais para o quadriénio 2015- 2018, no Centro Social de Nossa Senhora do Ó de Aguim.
O presidente Agostinho Luís Ferreira foi reconduzido no cargo por mais quatro anos, tempo que espera ser suficiente para levar a cabo mais um grande projeto: colocar em funcionamento uma Unidade de Cuidados para Doenças Mentais. O projeto existe mas só avançará mediante luz verde da tutela.
A JB revelou que, com a rede nacional de cuidados continuados parada, surgiu esta possibilidade, que seria muito útil à região, podendo a instituição aproveitar o projeto que tinha para a Unidade de Cuidados Continuados, que não avançou. A obra nascerá em terreno no prolongamento do Lar e é a grande aspiração deste mandato. Por outro lado, avança que ainda este mês a obra do salão polivalente vai começar. Um espaço que faz falta à localidade e à instituição, que passará a dispor de um local, com todas as condições, para a realização de atividades culturais e lúdicas. Orçado em 150 mil, euros será erguido em terreno onde atualmente se localiza parte do estacionamento.
A JB o presidente faz, por tudo isto, um balanço muito positivo dos últimos 12 anos em que esteve na liderança do Centro Social, na medida em que, com referiu: “temos conseguido uma excelente prestação nas respostas sociais”, assim como, “estamos também na fase final do processo de certificação de qualidade – nível B, que também é muito importante para a instituição”.
Os órgãos sociais ficam assim constituídos:
Direção
Presidente: Agostinho Luís Miranda Ferreira; Vice-Presidente: Vítor Manuel Piedade Timóteo; 1.º Secretário: Luís Pedro Bandarra Miranda Ferreira; 2.º Secretário: Joaquim de Sousa Afonso; Tesoureiro: Fernando de Jesus Fernandes; Vogais: José da Conceição Cipriano e Rogério Gomes Lavoura.
Assembleia geral
Presidente: Maria Teresa Rosmaninho Bandarra M. Ferreira; 1.º Secretário: Silvia Margarida Sousa Ferreira e 2.º Secretário: Susana Cristina Figueiredo Fernandes.
Conselho Fiscal
Presidente: Dino Heleno dos Santos Pinto; Vogais: Rui Fernando Portela Figueiredo e Carlos Manuel Fonseca Rodrigues.

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Anadia: Bravura e heroísmo de soldado recordadas durante homenagem

Anadia: Bravura e heroísmo de soldado recordadas durante homenagem

A bravura e o heroísmo do soldado anadiense Manuel Ribeiro, herói militar nas campanhas de Angola em 1902, foi enaltecida na tarde do último sábado, dia 10 de janeiro, durante a homenagem que lhe foi prestada pela Câmara Municipal de Anadia, em cerimónia que teve lugar, na Biblioteca Municipal.
Num auditório repleto de descendentes de Manuel Ribeiro, amigos da família, autarcas, ex-combatentes e anadienses, foi assinado o protocolo de doação do espólio do soldado Manuel Ribeiro (1879-1936), entre o Município de Anadia e Carlos Ribeiro, neto do homenageado, assim como apresentado ao público o espólio doado que ficará agora em exposição neste espaço cultural.

Espólio em exposição permanente. Deste conjunto de bens fazem parte as insígnias do grau de cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, com que foi condecorado pela rainha regente D. Maria Pia, pelos seus atos de heroísmo durante a campanha militar de 1902 no Bailundo, em Angola. Integrava, então, a Companhia dos Dragões de Moçâmedes que, sob o comando do capitão Joaquim Teixeira Moutinho, teve como missão suster a revolta das populações do Bailundo (atual Huambo), no planalto central angolano. Durante a campanha, destacou-se pela sua ousadia e valentia em arriscadas ações, que contribuíram para o sucesso das operações. No respetivo relatório, o capitão Moutinho destacou os feitos de três dos seus homens, propondo que lhes fosse conferido o grau de cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, sendo Manuel Ribeiro um desses militares.

A mais alta das condecorações nacionais. A cargo do Coronel Manuel Ferreira da Silva esteve a tarefa de explicar o significado histórico da condecoração (a mais importante do país) que, na sua opinião, “tem de estar exposta num local digno, uma vez que é a mais alta condecoração nacional”.
Na ocasião, o coronel falou ainda do “batismo de fogo de Manuel Ribeiro, a 19 de agosto de 1902, durante o ataque à embala do Huambo. Da sua valentia “ao lançar-se num golpe suicida, cuja perigosidade, decerto não terá avaliado no calor da batalha, contra os Bailundos; mas também a sua valentia numa outra missão de elevado risco: “ele e alguns soldados avançam inopinadamente e despejam metralha sobre gente do Candumbo, que tomba em massa (…) salienta-se ainda na remoção de colegas abatidos durante os confrontos.
A título de curiosidade, foi revelado que, durante os mais de cinco anos de serviço militar, e apesar de ter vindo tratar-se a Lisboa, em 1903, depois de ferido com gravidade, e apesar de ter permanecido cerca de oito meses em Lisboa em tratamento, a família tinha-lhe perdido o rasto, chegando a vestir luto e chorar a sua morte, após as vagas notícias que davam conta de que tinha sido atingido. O soldado acabaria, em 1905, por regressar em definitivo a Portugal, reencontrando a família, que o recebeu como se de uma ressurreição se tratasse.

História que as gerações vindouras devem conhecer. Na ocasião, o neto Carlos Ribeiro – que tem sido ao longo dos últimos anos o rosto da persistência em ver reconhecida a importância da memória de um herói da terra – recordou a homenagem prestada em 1997 pela autarquia anadiense ao soldado Manuel Ribeiro e a exposição das insígnias da condecoração expostas no Centro Cultural do Vale Santo, mas que nos últimos anos foi retirada do local e guardada pela Câmara Municipal, por questões de segurança. Agora, após insistência da família, o espólio encontra-se novamente exposto ao público, “dando a conhecer às gerações vindouras, a coragem, a valentia e o seu reconhecido amor pela pátria”.
A edil Teresa Cardoso recordou aos presentes a preocupação da autarquia – para além de um vasto conjunto de realizações culturais – em dar ênfase e destaque a datas, pessoas e momentos marcantes, como foram as comemorações ao longo do ano de 2014 dos Forais Manuelinos, em parceria com as Juntas de Freguesia do concelho, a comemoração do centenário da morte de José Luciano de Castro, sublinhando ainda que, em 2015, Anadia tem uma agenda definida com inúmeras realizações e datas a realçar, como os 125 anos da Produção de Espumantes na Bairrada e Comemoração alusivas à 1.ª Grande Guerra Mundial. “No início de 2015 estamos a renovar a homenagem a este ilustre anadiense, soldado que combateu em Angola”, numa justa homenagem, ficando o seu espólio exposto ao público.
Recorde-se também que o nome de Manuel Ribeiro foi atribuído, pela Câmara Municipal, a uma rua e a uma praceta em Anadia, aquando da homenagem que a autarquia lhe prestou em 1997, no âmbito da qual se procedeu à trasladação, com honras militares, dos seus restos mortais para o novo cemitério da cidade, e à publicação de um estudo sobre o soldado, da autoria de Carlos Bento.
Catarina Cerca

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Anadia: “Blast”, de Maria Vilhena, “explode” da Bairrada para o mundo

Anadia: “Blast”, de Maria Vilhena, “explode” da Bairrada para o mundo

Tem apenas 28 anos e é uma das mais promissoras artistas do concelho de Anadia, na área do design de interiores. Maria Vilhena acaba de lançar a sua primeira peça de assinatura. Trata-se de uma poltrona, concebida a pensar no conforto pela sua forma e ergonomia, mas também decorativa.
De nome “Blast”, que significa explosão, a peça já está no mercado e além da conceção também a produção é “made in” Bairrada, através da parceria com a empresa Leal Mena, de Anadia.
No próximo dia 17, sábado, Maria Vilhena dará mais um passo importante na carreira ao apresentar publicamente a marca, que tem o seu nome e o site oficial. A sessão vai reunir no Pharmacy Hostel, na Curia, às 17h, amigos, clientes, fornecedores e parceiros. No evento, será também apresentada, ao vivo, a cadeira, para que todos os convidados a possam ver e experimentar, testando assim o conforto e versatilidade que a tornam uma peça única. Todos os presentes vão receber vouchers de descontos em projetos. Além disto, vai ser ainda sorteado um voucher de oferta de um projeto integral.
A escolha do local para o evento – que representa um passo importante na carreira de Maria Vilhena – não foi difícil: “O Pharmacy Hostel trata-se do trabalho mais desafiante que já concretizei e aquele de que mais me orgulho”, explica a designer de interiores.

Design de interiores acessível a todos. Foi numa conversa informal, à mesa de um café, em Anadia, que a jovem falou da sua descoberta e paixão pelo design de interiores. Embora tenha entrado no curso de arquitetura, acabaria por mudar o rumo, ao ter um contacto mais profundo com esta área pela qual se apaixonou.
Licenciada em Design pelo IADE e com pós-graduação em Design de Interiores e Equipamento pela Lusíada do Porto, Maria Vilhena decidiu fixar-se na Bairrada porque começou a carreira na área do design de iluminação, e sendo Águeda considerada a “capital da iluminação”, fez estágio profissional numa empresa do ramo.
A decoração e design de interiores chegam depois, com uma passagem também por Águeda e depois Aveiro, em lojas da área. Com a experiência, Maria Vilhena apercebe-se que, num raio entre Oliveira do Bairro e Cantanhede, o design de interiores não está muito explorado e agarra a oportunidade.
“Noto que há cada vez mais pessoas preocupadas em ter a sua casa bem decorada e que me pedem ajuda”, diz, revelando que tal não significa que tenham de desembolsar muito dinheiro: “já decorei uma casa inteira com IKEA e depois esta é uma área em que dá para fazer muitos aproveitamentos e restauros”, avança.
Por isso, Maria Vilhena sublinha que o design de interiores “não é só para ricos”, mas acessível a muitas mais pessoas, devido à enorme variedade de soluções, mas também porque “é possível ter uma casa bem decorada, sem ser caro”. Essa é uma área onde também gosta de trabalhar: “é bom ter desses desafios, fazer peças mais económicas e ter de enfrentar limitações”. Todavia, admite que na região “existe mercado para um tipo de peças, únicas, intemporais e que se adaptam a vários estilos”.

Poltrona “Blast”. Quanto à poltrona, trata-se de uma peça quase escultórica pelo conceito aplicado – explosão, visto a cadeira apresentar um estofo que se assemelha a uma separação em “estilhaços” – foi nesta inspiração que a criadora se baseou para ir buscar o nome “Blast”.
“É uma peça versátil e que encaixa em qualquer ambiente, tanto masculino como feminino, desde um escritório, salas de espera ou de estar, o lobby de um hotel e tantas outras situações”, explica Maria Vilhena .
“Alterando os acabamentos, conseguimos peças completamente diferentes, mais jovens ou elegantes, variando os preços consoante os acabamentos escolhidos”, refere.
A poltrona oferece ainda a possibilidade de associar-se a um ottoman para pousar os pés, tornando-se ainda mais confortável.
A experiência e qualidade dos marceneiros que colaboram há anos com a Leal Mena levou a criadora a escolher esta empresa bairradina para produzir a sua cadeira.
“São perfecionistas e incansáveis”, diz, revelando que, já antes de nascer a peça, existia uma parceria entre a Leal Mena e Maria Vilhena, quer ao nível de projetos de design de interiores, como de compra e venda de mobiliário e decoração. “Confio muito neles e no seu profissionalismo”, adiantou.
Uma parceria que está para durar e que vai criar duas a três peças com assinatura, por ano.

Autora de projetos de referência. Maria Vilhena é autora de vários projetos de referência na região. Os mais conhecidos são o Pharmacy Hostel (Curia, Anadia), Sala Sete, The Darling Shop, Rodoviária, RBar (Anadia) e Pastelaria Maria Bonita (Oliveira do Bairro), escritórios FEEDZAI (Coimbra) e a Academia Litocar (do Grupo Litocar).
A iniciar o ano de 2015, diz que este pode ser o ano da viragem para a “internacionalização a sério”. No Luxemburgo (onde já trabalha), França (Paris) e Angola (Luanda) são destinos onde gostaria de trabalhar, por considerar serem mercados bastante aliciantes.
“Tenho dois projetos no Luxemburgo, uma reabilitação total de uma moradia e um projeto para uma loja de produtos portugueses num restaurante português. Gostava de criar ali raízes, ou seja, ter um gabinete com alguém com quem pudesse fazer a ponte com a Maria Vilhena em Portugal”, revela.
A sua visão e o espírito empreendedor fazem-na conquistar o seu mercado e ser já uma referência na área na região e não só. É também vice-presidente do Tomorrow Talents – Clube de Empreendedorismo da Bairrada, sedeado no Curia Tecnoparque, na Curia (Anadia), que tem como objetivo criar e suportar uma comunidade empreendedora em toda a região da Bairrada, sendo intenção do clube “trabalhar em parceria com empresas e instituições da região, de modo a contribuir para o surgimento de novos projetos, novas empresas e diminuir a taxa de desemprego”.
A terminar, diz ainda que a experiência na WRC tem sido muito boa, pelas condições criadas, pelas empresas ali incubadas: “estamos todos juntos, crescemos muito, existe um espírito grande de entreajuda, o que é bom para todos”.
Catarina Cerca

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Anadia: Santa Casa de Misericórdia assume hospital e promete serviços de excelência

Anadia: Santa Casa de Misericórdia assume hospital e promete serviços de excelência

A Santa Casa de Misericórdia de Anadia assumiu, no passado dia 1 de janeiro, a gestão do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia.
Em pouco mais de duas semanas, quem passa à porta ou entra no hospital facilmente se apercebe da alteração. A dinâmica é muito maior, o parque de estacionamento voltou a estar lotado e atingem-se números em consultas que há muito não se viam.
A equipa, liderada pelo Provedor Carlos Matos, tem pela frente inúmeros desafios mas está confiante na melhoria substancial dos serviços de Saúde prestados à população.
A JB, a administradora do Hospital, Maria João Passão, falou do momento atual e do futuro, ainda que este seja já considerado o “ano zero” para um hospital que está determinado em voltar a ser uma das maiores referências da região na prestação de cuidados de Saúde de excelência.

Como está a decorrer o processo de devolução? Onde têm sentido mais dificuldade?
Maria João Passão (administradora do Hospital José Luciano de Castro) – O processo está a decorrer dentro do previsto e com alguma normalidade. As dificuldades que têm surgido têm a ver com a alteração que houve nos recursos humanos, nomeadamente nas áreas clínica e administrativa.

Com que ajudas estão a contar neste processo?
O Hospital José Luciano de Castro mantém-se no Serviço Nacional de Saúde, portanto o processo de devolução envolveu as entidades signatárias do Acordo de Cooperação, que são a União das Misericórdias Portuguesas, a Santa Casa da Misericórdia de Anadia, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) e ainda outras entidades do Ministério da Saúde, designadamente a Comissão de Acompanhamento da Devolução dos Hospitais às Misericórdias, a Administração Central do Sistema de Saúde(ACSS) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). Todas estas entidades estão a trabalhar em parceria para que os hospitais devolvidos fiquem a funcionar em pleno no mais curto espaço de tempo.

Sabemos que muitos funcionários saíram. Quantos saíram e quantos ficaram?
O Hospital José Luciano de Castro tinha no Mapa de Pessoal 120 trabalhadores, dos quais 63 saíram para ocupar vagas existentes na ARSC, Centros de Saúde e Hospitais EPE e 53 ficaram na Santa Casa Misericórdia de Anadia, em cedência de interesse público, mantendo porém o seu estatuto de trabalhadores em funções públicas. Na sequência deste processo, a Santa Casa da Misericórdia criou 22 novos postos de trabalho, contribuindo assim para a diminuição do índice de desemprego na região.

Ainda há pessoal em falta? Em que áreas?
Nesta data, só falta contratar alguns médicos especialistas, para reforçar as equipas já existentes, dado que a procura nesta primeira semana foi muito superior à programada. À medida que a produção for aumentando, serão criados novos postos de trabalho nas diversas áreas.

Quando estará esta unidade hospitalar a funcionar em pleno?
A Unidade Hospitalar da Santa Casa da Misericórdia de Anadia estará em constante crescimento durante os próximos tempos, procurando responder às necessidades dos utentes do SNS, nas áreas contratualizadas, bem como noutras áreas a desenvolver no âmbito da atividade particular e de acordo com a procura da população.

A Unidade Convalescença vai continuar a funcionar?
A Unidade de Convalescença, com 20 camas, vai manter-se.

Vão ter ou já têm acordo com o SNS?
O hospital está integrado no SNS, nas especialidades que já referimos [ver caixa] e ainda na Imagiologia; e Medicina Física e Reabilitação (fisioterapia) vai abrir com equipa reforçada. Os doentes apenas têm de ser referenciados pelo médico de família e só têm de pagar a taxa moderadora, tal como nos hospitais públicos.

O serviço de Urgências vai ser reaberto?
Está a ser analisada a criação de uma consulta aberta de clínica geral em horário diurno.

Como espera ou vai “cativar” novamente a população e utentes a esta unidade hospitalar?
Na área de influência do hospital, existe um índice elevado de procura não satisfeita nas especialidades que referi e que estão abrangidas pelo SNS.
No final do ano de 2013 os tempos médios de espera para consulta (dias), nos ACES Baixo Vouga e ACES Baixo Mondego eram os seguintes:
Cardiologia 300,6; Cirurgia Geral 430,6; Dermatologia 723; Medicina Interna 716,1; Oftalmologia 248; Ortopedia 272,2; Otorrinolaringologia 456,5; Urologia282,9; e Pediatria, 240,4 dias.
O hospital está a constituir um corpo clínico com profissionais reconhecidos por forma a responder, com qualidade e sem tempos de espera, às expectativas das populações dos ACCES do Baixo Vouga e Baixo Mondego.
Acresce que a Santa Casa da Misericórdia está a avaliar a oferta de serviços através dos subsistemas de saúde, nomeadamente ADSE e seguros. O enquadramento destas ofertas será feito gradualmente e em tempo oportuno por forma a não provocar rotura nos serviços.
Irá haver também uma grande interligação com a população através da realização de diversas atividades nomeadamente rastreios de saúde.

Especialidades e acordos

Que especialidades tem ou vai ter e médicos? Como está a funcionar/ou vai funcionar o bloco cirúrgico e o internamento em cirurgia?
Neste momento estão a funcionar as especialidades constantes do Acordo de Cooperação e que são Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Dermatologia, Medicina Interna, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria e Urologia.
A referenciação para estas especialidades, no âmbito do SNS, tem de ser feita obrigatoriamente pelos Centros de Saúde. Nestes casos, o utente apenas paga a taxa moderadora tal como acontece nos hospitais públicos.
Está também a funcionar a Cirurgia do Ambulatório no âmbito do SNS, nas especialidades de Cirurgia Geral e Ortopedia e brevemente iniciaremos as cirurgias nas especialidades de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Urologia.
Brevemente também, os doentes inscritos para cirurgia no SIGIC, poderão escolher o Hospital de Anadia como hospital de destino.
A curto prazo tornaremos pública a informação sobre as especialidades convencionadas e particulares.
O corpo clínico do hospital é constituído, neste momento, por 20 profissionais experientes e conceituados nas respetivas especialidades.

Catarina Cerca

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Anadia: Corrida de carros de rolamentos regressa em junho

Anadia recebe, na encosta do Monte Crasto, no dia 3 de junho, a segunda edição da corrida “Anadia Schools’ Carts Race”, uma competição de carrinhos de rolamentos, destinada a alunos das escolas de Anadia do 3.º Ciclo do Ensino Básico (3.º CEB) e do Ensino Secundário.
Dar uma nova vida aos tradicionais carrinhos de rolamentos é o objetivo desta prova que, ao mesmo tempo, procura proporcionar um espaço de convívio entre os jovens dos estabelecimentos de ensino do concelho e, ainda, promover a criatividade e a preservação do ambiente. Assim, o regulamento prevê, para além dos prémios destinados às equipas mais rápidas, prémios para os carros mais originais, que deverão ser construídos, sempre que possível, numa lógica de reciclagem, mediante a reutilização de materiais.
Para esta edição, foram escolhidos, como inspiração para a construção dos carros, os temas “Anadia, Capital do Espumante” e “Centenário da 1.ª Guerra Mundial”.
A “Anadia Schools Carts’ Race”- 2015 contempla duas categorias: os alunos do 3.º CEB enfrentar-se-ão na categoria A, enquanto os alunos do Ensino Secundário competirão na categoria B. Cada categoria disputará uma corrida subdividida em duas provas cronometradas – prova de “descida livre!” e prova “de obstáculos” – que decorrerá na Calçada do Monte Crasto, em Anadia.
As inscrições decorrerão de 26 de janeiro a 27 de fevereiro e a admissão das equipas será feita por ordem de inscrição, com um limite de 20 equipas em cada categoria. A prova será, assim, disputada por alunos do Agrupamento de Escolas de Anadia (Escola EB 2/3 de Anadia, Escola EB 2/3 de Vilarinho do Bairro e Escola Secundária de Anadia), da escola Viticultura e Enologia da Bairrada, do Colégio de Nossa Senhora de Assunção e dos Salesianos de Mogofores.

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Anadia: Homenagem a herói militar

Anadia: Homenagem a herói militar

O soldado anadiense Manuel Ribeiro, herói militar nas campanhas de Angola em 1902, vai ser homenageado pela Câmara Municipal de Anadia, em cerimónia que terá lugar no próximo dia 10 de janeiro, pelas 16h, na Biblioteca Municipal.
Na ocasião, será assinado, entre Carlos Ribeiro, neto do homenageado, e a Câmara Municipal de Anadia, um protocolo que formaliza a doação, ao Município, de espólio de Manuel Ribeiro (1879-1936), que ficará em exposição permanente nas instalações da Biblioteca Municipal. Deste conjunto de bens fazem parte as insígnias do grau de cavaleiro da Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, com que foi condecorado pela rainha regente D. Maria Pia pelos seus atos de heroísmo durante a campanha militar de 1902 no Bailundo, em Angola. Integrava, então, a Companhia dos Dragões de Moçâmedes que, sob o comando do capitão Joaquim Teixeira Moutinho, teve como missão suster a revolta das populações do Bailundo (atual Huambo), no planalto central angolano. Durante a campanha, destacou-se pela sua ousadia e valentia em arriscadas ações, que contribuíram para o sucesso das operações. No respetivo relatório, o capitão Moutinho destacou os feitos de três dos seus homens, propondo que lhes fosse conferido o grau de cavaleiro Ordem de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, sendo Manuel Ribeiro um desses militares.
Nesta cerimónia de assinatura do Protocolo de Doação do Espólio do Soldado Manuel Ribeiro, será apresentado ao público o espólio doado, ficando a cargo do Coronel Manuel Ferreira da Silva, a explicação do significado histórico da condecoração.
Lembramos que o nome de Manuel Ribeiro foi atribuído, pela Câmara Municipal, a uma rua e a uma praceta em Anadia, aquando da homenagem que a autarquia lhe prestou em 1997, no âmbito da qual se procedeu à trasladação, com honras militares, dos seus restos mortais para o novo cemitério da cidade, e à publicação de um estudo sobre o soldado, da autoria de Carlos Bento.

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Anadia: Produtor Luís Pato galardoado  com o prémio Personalidade do Ano 2014

Anadia: Produtor Luís Pato galardoado com o prémio Personalidade do Ano 2014

 

O produtor bairradino Luís Pato foi distinguido com o Prémio Personalidade do Ano 2014, atribuído conjuntamente pelo BPI e Cofina (Correio da Manhã e Jornal de Negócios), com o patrocínio do Ministério da Agricultura e do Mar.
Nesta 3.ª edição, o Prémio Agricultura 2014, que tem por objetivo promover, incentivar e premiar os casos de sucesso dos setores Agrícola, Agro-Industrial, Pecuário e Florestal nacionais, atribuiu, pelas mãos da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o galardão “Personalidade do Ano 2014”, a Luís Pato. Foi no passado mês de dezembro, em Lisboa.
O prémio de reconhecimento pela carreira exemplar na área da vitivinicultura não deixou de surpreender o produtor bairradino.
A JB, Luís Pato confessou ter ficado surpreso com a distinção, não só porque não esperava receber tal galardão, mas porque, fazendo uma análise mais profunda, este traduz-se num “prémio carreira” que, segundo o próprio, “dá a ideia de que se está a ficar velho”, pois são já 30 anos a trabalhar a full time neste setor.
Um reconhecimento enquanto produtor, mas também pela sua posição sempre irreverente, sobretudo junto da administração central, pelo contributo dado no desenvolvimento e na promoção da agricultura portuguesa, mas também pelo trabalho desenvolvido em favor da Bairrada, da sua imagem. Como se sabe, Luís Pato tem sido um dos mais acérrimos defensores da casta Baga, no país, mas especialmente no mundo, sem esquecer o que tem feito pelo setor, enquanto dirigente da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e vice-presidente da ViniPortugal.

Diferenciação. Embora este seja um prémio carreira, um prémio pessoal, a região da Bairrada também sai vencedora, admite o produtor, para quem a casta Baga é de exceção para a produção de espumante. Por isso, reconhece que a aposta da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) na promoção e na dinamização do espumante de Baga é um importante passo para a região, “por não existir esta casta em mais nenhum ponto do mundo para a produção de espumante”.
Luís Pato admite que a Baga começa a dar passos importantes e a consolidar-se, ou seja a fazer-se notar e conhecer a nível mundial, concretizando-se, assim, um dos seus maiores sonhos.
Aliás, à nossa reportagem confessou que há 12 anos, quando inaugurou a sua adega, em Amoreira da Gândara, tinha um sonho que agora se torna realidade: “colocar a Baga como uma casta de reconhecimento mundial”. Hoje, este sonho começa a concretizar-se e, não restam dúvidas, que os Baga Friends (grupo de produtores bairradinos que integra) são um exemplo disso mesmo.
Daí que este grupo, a convite de Robert Parker (crítico de vinhos de renome internacional), vá apresentar esta casta emblemática da Bairrada, em Londres, no próximo dia 28 de fevereiro, durante o certame Vinhos Ícone do Mundo.
Por outro lado, admite que a viticultura melhorou bastante na região graças às novas plantações, mas também à existência de mais técnicos na vinha. “Hoje não é só o saber da experiência do produtor que conta, mas também o conhecimento dos técnicos sobre a vinha”, sublinhando que o vinho Bairrada “começa a ter uma boa imagem lá fora”. Por outro lado, salienta que para tal tem contribuído a aposta feita na diferenciação, na utilização de castas diferenciadoras, mas também na educação pela diferença: “temos de educar o consumidor para as características únicas das nossas castas, para que ele as passe a conhecer e a apreciar”, porque os vinhos portugueses são muito gastronómicos, de elevada qualidade e feitos com castas desconhecidas do consumidor comum.
Luís Pato acredita que nos EUA, por exemplo, dentro de dois ou três anos, o vinho português vá estar ao mais alto nível e que Portugal tem que se saber “vender diferente”, considerando ainda mercados de eleição para os vinhos nacionais o Canadá, Japão, Coreia do Sul, Macau e Hong Kong. “Não precisamos de muitos mercados, mas de bons mercados”, conclui.
Nesta 3.ª edição, foram também distinguidos: Jovem Agricultor: Lúcia Freitas, Magnum Vinhos; PME: Fundação Eugénio de Almeida; Associações/Cooperativas: Carmin, Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz; Novos Projetos: Terrius; Inovação: Francisco Olazabal; Produto Excelência: Tomate industrial; Grandes Empresas: Sugal.
Catarina Cerca

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Famalicão: Faleceu o Marquês da Graciosa

Famalicão: Faleceu o Marquês da Graciosa

Faleceu, com 90 anos, no passado dia 30 de dezembro, o Marquês da Graciosa. O seu funeral realizou-se no dia 31, pelas 15h, da Capela da Quinta da Graciosa para o jazigo de família, no cemitério do Monte Crasto.
Há vários anos afastado da vida pública e com a saúde bastante debilitada, Fernando Afonso de Melo Giraldes Sampaio Pereira de Figueiredo era viúvo de Maria José Raposo Sousa d’Alte Espargosa (Marquesa da Graciosa) e pai de Fernando Pereira de Figueiredo, Maria Joana Côrte-Real, Maria Teresa Pietra Torres, João Filipe Pereira de Figueiredo, Manuel Pereira de Figueiredo , Domingos Pereira de Figueiredo, Luís Pereira de Figueiredo e Pedro Pereira de Figueiredo. Era ainda pai de José Pereira de Figueiredo e de Francisco Pereira de Figueiredo (já falecidos).
Engenheiro agrónomo, dedicou a vida à lavoura. Foi deputado à Assembleia Nacional entre a VIII e XI legislaturas, provedor da Santa Casa de Misericórdia de Monsanto (Beira Baixa) e, em Idanha-a-Nova, desempenhou os cargos de Presidente da Câmara Municipal (1962 a 1966), Vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia e presidente da Casa do Povo, em cuja qualidade integrou a Câmara Corporativa, em representação dos trabalhadores. Foi também Presidente do Grémio da Lavoura de Anadia e um dos fundadores da Confraria dos Enófilos da Bairrada, de que foi o primeiro presidente.

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