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Anadia: Feira Medieval tem como  ponto alto ópera cómica

Anadia: Feira Medieval tem como ponto alto ópera cómica

É com mais uma edição da Feira Medieval que a Câmara Municipal de Anadia comemora o feriado do concelho, evento que irá animar o centro da cidade de Anadia, nos próximos dias 4 e 5 de maio.
As Praças do Município e Visconde de Seabra, bem como os arruamentos envolventes, serão palco para as numerosas atividades previstas no programa do certame, que inclui teatro de rua, recriações históricas, espetáculos de malabares e música, a cargo dos grupos Viv’arte, Tradicionalis, Malatitsche e Mozárabes.
A feira, dedicada ao Vinho, terá início pelas 15h de quarta-feira, 4 de maio, com uma arruada no “burgo”, anunciando o começo dos festejos e a abertura do mercado, no qual os visitantes poderão deambular pelas tasquinhas e tendas das juntas de freguesia, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), dos mercadores e dos artesãos, com mostras de produtos comercializados na época recriada.

Ópera cómica. O ponto alto do primeiro dia de feira será a apresentação da ópera cómica “Livietta e Tracollo”, de Giovanni Battista Pergolesi, onde a inteligente camponesa Livietta contracena com o desajeitado ladrão Tracollo, na presença de Fulvia e Faccenda, dois criados silenciosos.
Em palco estarão, assim, uma cantora/atriz, um cantor/ator e dois mimos, acompanhados, no desenrolar da trama, por uma orquestra composta por três violinistas, uma viola de arco, uma guitarra barroca, um contrabaixo e um violoncelista. Esta produção de Ritornello – Associação Cultural sobe à cena pelas 21h30, na Praça do Município, seguindo-se “In taberna quando sumus”, um espetáculo de malabares de fogo.
No dia seguinte, e após a reabertura do mercado pelas 10h, são retomadas as festividades, estando prevista, uma hora depois, a realização do cortejo de receção a D. Afonso Henriques. A animação prosseguirá até ao final do dia.
À semelhança do ano anterior, os visitantes poderão participar ativamente nas atividades da feira. Assim, no Centro Cultural de Anadia estarão disponíveis trajes da época que poderão ser envergados pelos interessados, e, no recinto da feira, haverá uma área destinada a jogos medievais.
Como habitualmente, a Câmara Municipal de Anadia conta, nesta iniciativa, com a preciosa colaboração das Juntas de Freguesia, IPSS e de outras entidades do concelho.

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Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional

Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional

O Vinagre Moura Alves é produzido em Sangalhos, por método completamente artesanal, e acaba de vencer a 3.ª edição do Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais Portugueses que decorreu no passado dia 13 de abril, no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, promovido pela Qualifica/oriGIn Portugal.
Sobre este importante prémio, JB conversou com Isabel Alves, diretora comercial e filha do produtor e conhecido enólogo Rui Moura Alves.
“Foi a primeira vez que concorremos a este concurso. Como deve compreender, estamos muito felizes por vencer nas duas principais categorias”, avança.
O concurso realizou-se em Santarém, onde estiveram presentes a concurso 17 vinagres de vinho nacionais, completamente artesanais e produzidos apenas por pequenos produtores.
Um certame que visa premiar, promover, valorizar e divulgar os Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais, genuínos e exclusivamente produzidos em Portugal.
“O nosso vinagre ganhou a Medalha de Ouro na categoria de vinagres de vinho e ganhou o prémio Melhor dos Melhores de todas as categorias”, diz com orgulho a diretora comercial da Vinagreira Moura Alves, que produz atualmente dois tipos de vinagre: o vinagre que foi a concurso e que tem um estágio de 10 anos e o vinagre Reserva Especial que estagia entre 14 e 15 anos, produzido a partir de vinhos mais graduados. “O vinagre Reserva Especial ainda não está no mercado mas vai ser apresentado durante a Feira Nacional de Agricultura, que vai decorrer, em junho, em Santarém”, sublinha Isabel Alves, que a JB destaca o longo processo na produção deste vinagre único e tão exclusivo: “O nosso vinagre é feito por um processo inteiramente artesanal, pois demora 10 anos a transformar o álcool em ácido acético”.
Em estágio na vinagreira estão, neste momento, cerca de 50 mil litros de vinagre.
“Vendemos cerca de 2.500 litros de vinagre por ano, um valor que tem vindo a aumentar substancialmente, mas é preciso ter presente que vendemos garrafas de 100, 250 e 500 ml, o que significa que precisamos de vender milhares de garrafas”.
“Não existe segredo na produção deste vinagre. É um vinagre natural, feito apenas com vinho de qualidade. Não fazemos vinagre de vinho azedo. Isso é um erro”, destaca a responsável, para quem o prémio agora alcançado é “o reconhecimento de décadas de trabalho, uma vez que neste tipo de vinagre fomos os primeiros que, no país, iniciámos a comercialização”.
A zona de Lisboa e o Norte do país são os principais destinos deste nobre vinagre. “Os nossos clientes são muito garrafeiras, lojas gourmet, sendo o maior cliente o El Corte Inglés, que todas as semanas faz encomendas. Não vendemos para grandes superfícies, pois este é um produto delicado e muito seleto”, destaca, salientando ser este prémio “muito bom para a promoção do nosso vinagre”, mas porque o prémio lhes dá o direito de participar com stand próprio na 53.ª edição da Feira da Agricultura, que se realiza em Santarém, de 4 a 11 de junho, assim como, durante um ano, a rotulagem deste vinagre irá ser acompanhada por uma “medalha de ouro”.
Isabel Alves recorda ainda como começou a aventura da produção de vinagre: “o projeto foi iniciado na década de 80, por brincadeira. Como tínhamos o laboratório de análises enológicas e muito vinho de amostras, o meu pai decidiu começar a aproveitar o que sobrava das melhores amostras e tentar fazer vinagre. Uma experiência que ao fim dos primeiros 10 anos foi dada a provar a um leque de amigos, que ficou rendido à qualidade do vinagre. A aprovação foi de tal ordem que lhe ofereceram o rótulo (imagem) para o incentivar a comercializar. O grande amigo Luís Lopes, diretor da Revista de Vinhos, foi um dos maiores impulsionadores deste projeto, tal como mais tarde o chef Hélio Loureiro”.
Há uma década que o negócio assumiu uma dimensão séria e profissional. Neste momento, o vinagre Moura Alves é exportado para Canadá, França, China e Bélgica.
Catarina Cerca

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Anadia: Partidos e políticos debaixo de fogo

Anadia: Partidos e políticos debaixo de fogo

A revolução de Abril aconteceu há 42 anos e das várias conquistas, uma delas – a liberdade de expressão – foi vivida em pleno no passado dia 25 de Abril, durante a sessão extraordinária, solene e comemorativa da Assembleia Municipal.
Todos os líderes de bancada (CDS/PP, PS, PSD, MIAP), bem como o presidente de Câmara e Assembleia Municipal puderam livremente expor as suas opiniões e ideias, sem receios, em seis discursos, todos diferentes, mas todos proferidos de forma inteiramente livre.
Este ano, as intervenções estiveram mais centradas na conjuntura atual, nas desigualdades, na corrupção, mas sobretudo na crise de valores (os partidos e os políticos incluídos) e na falta de solidariedade.
A cerimónia contou com mais público do que habitualmente, não só pelo facto das comemorações decorrerem do lado da tarde, mas porque o bom tempo trouxe muitos anadienses à rua. No salão nobre não faltaram representantes de associações culturais, recreativas, desportivas e sociais, representantes de forças de segurança, dos Bombeiros Voluntários, entre muitos outros convidados.

“Abril está coxo”. Para Sidónio Simões, deputado do CDS/PP, o Dia da Liberdade exige uma “reflexão profunda”. E foi precisamente uma reflexão que o levou a recordar aspetos que nos mantêm numa “liberdade eternamente incompleta”. O deputado centrista focou-se nos sem abrigo, nos milhares de portugueses que vivem no limiar da pobreza, nas vítimas dos mais variados tipos de violência, na descriminação de género, na corrupção, nos comportamentos abusivos de gestores, políticos e banqueiros, mas também num poder local insuficientemente apoiado e sobrecarregado de competências, para concluir que “Abril está coxo e exige que se percorra ainda um longo caminho”.

Há políticos e políticos. António Alves, líder da bancada socialista, destacou aos presentes que os eleitos devem estar ao serviço do povo, ao serviço do país e “não para se servirem destes cargos para o seu bem pessoal e dos seus amigos”. Por isso, defende que “os políticos que são verdadeiramente democráticos sabem quando se devem retirar, exercem o cargo a pensar em todos e com transparência”. António Alves foi, em certa medida, ao encontro de algumas críticas proferidas, momentos mais tarde, pela edil Teresa Cardoso e pelo líder da bancada do MIAP, Luís Santos, quando criticou outro tipo de políticos que, “pensando apenas neles, tentam a todo o custo manterem-se ou voltar para cargos de decisão”. Políticos que “não trabalham com lealdade, julgam-se acima de todos; fazem uso da mentira e de outras estratégias para ludibriarem os eleitores”, disse António Alves. Por isso, conclui que ainda há muito a dizer sobre o 25 de Abril até porque estudos mostram o baixo índice de “cultura política” da população portuguesa o que é visível no concelho de Anadia, onde também é notório o desinteresse pela política.

“PSD abraçou a revolução”. José Carvalho, líder da bancada do PSD, destacou a presença do PSD no nascimento da democracia no país: “o PSD foi um alicerce e parte do novo processo político assente em eleições, tendo culminado na aprovação da Constituição e na reposição da autoridade administrativa e legal constitucional”.
Aos presentes, o deputado destacou importantes mudanças resultantes de Abril: aumento da esperança média de vida, a diminuição da taxa de mortalidade infantil, a criação do SNS, da Segurança Social, da rede de Escolas, de uma maior presença de mulheres em várias áreas. Mudanças positivas, fruto da ação do PSD, cujo contributo está também ancorado no poder local: “o número de câmaras municipais geridas sob a égide do PSD no país resultou na maior revolução vista e sentida pelos cidadãos”, diria ainda.

Críticas aos partidos, vivas aos movimentos de cidadãos. Luís Santos falou em nome da bancada do MIAP, movimento independente que lidera a autarquia anadiense desde as últimas autárquicas. Numa clara crítica aos partidos políticos, lamentou o “emaranhado de relações promíscuas entre quem detém o poder e quem o sustenta”, mas também do facto da “estrutura partidária se organizar em função de quem promete mais e melhor”. Aos presentes recordou que Anadia é um dos 13 concelhos portugueses que deu a vitória, nas últimas autárquicas, a um grupo independente de cidadãos, “pessoas cujo passado era garante de desprendimento de compromissos desviantes e de um ainda melhor concelho”.
Um concelho que “está melhor, porque mais livre e mais democrático”.

Farpas e recados. A intervenção da tarde e a mais longa caberia à edil Teresa Cardoso. As mudanças trazidas pelo 25 de Abril, os graves problemas que continuam a afetar o país, a busca de crescimento e progresso, a crise que se instalou no quotidiano foram apenas algumas das questões abordadas, uma vez que Teresa Cardoso centrou a sua intervenção na “crise de valores” que assola a sociedade: “um problema novo e preocupante quer nas formas em que se manifesta, quer no perfil de quem as protagoniza, quer ainda pelos artifícios de que se serve para iludir os mecanismos legais e policiais ou para escapar à justiça”. A edil falava de casos que envolvem os mais poderosos, da complexidade dos esquemas engendrados, pela argúcia e métodos utilizados. Por isso disse, uma série de vezes que: “Abril não acontece “…enquanto não houver justiça” (destacando os crimes de colarinho branco e as célebres offshores); “…enquanto o setor da Saúde estiver ameaçado” (lamentando os cortes orçamentais, o gradual encerramento de serviços hospitalares, situação caótica vivida nas Urgências, o aumento das listas de espera); “…enquanto a Educação for tratada como um capricho de cada novo governo que toma posse” (alterações constantes nas políticas educativas); “… enquanto a política não estiver ao serviço do interesse público”. E foi, precisamente na política que a autarca anadiense se debruçou com mais acutilância, apontando baterias ao “tráfico de influências” onde, à escala local, “se prometem e se trocam favores, onde se sobressaltam e se desinformam as pessoas, onde se compram militantes, onde a conquista do poder se faz de forma desonesta, desavergonhada, incongruente, imoral e anti-democrática”.
A terminar, Adriano Aires, presidente da Assembleia Municipal, recordou que embora tenhamos deixado de estar “orgulhosamente sós”, entramos para um mundo global onde temos de pagar o preço que todas as globalizações impõem. “Mas ganhamos a liberdade de expressão, de reunião, de associação, direito à igualdade de oportunidades, na educação, saúde e emprego, construímos um estado social mais justo, solidário e igualitário”. Também este responsável alertaria para “a ganância e o deslumbramento da classe política”, colocando em risco direitos fundamentais.

Catarina Cerca

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Anadia: Dia de São Jorge juntou mais de dois mil escuteiros na cidade

Anadia: Dia de São Jorge juntou mais de dois mil escuteiros na cidade

 

No passado domingo, dia 24 de abril, realizou-se, em Anadia, a atividade do Dia de São Jorge, o Patrono Mundial do Escutismo. Integrado nas comemorações dos 50 anos de atividade do Agrupamento 221 Anadia, o Dia de São Jorge trouxe este ano para a Anadia a grande família dos escuteiros da Região de Aveiro.
Logo pela manhã, começaram a chegar ao Parque Desportivo de Anadia dezenas de autocarros e veículos particulares que transportaram os escuteiros que participaram nesta atividade. Um tempo ótimo, um local de excelência, uma organização irrepreensível e a alegria de 2000 escuteiros foram ingredientes bastantes para uma magnífica festa escutista que todos contagiou, miúdos e graúdos, participantes, organizadores e também muitos outros que na altura por ali passavam.
A atividade iniciou-se com a receção dos contingentes e a abertura da atividade pelo Chefe do Agrupamento 221 Anadia, Luís Rocha e o Chefe Regional de Aveiro, José Carlos Santos, iniciando-se logo de seguida os Jogos Sem Videiras, com base no imaginário de que São Jorge teria provado de um famoso néctar produzido em terras da Bairrada e que lhe teria dado força para derrotar o terrível Dragão. A partir daí foi uma sequência de divertidíssimos jogos a simular o ciclo da vinha e do vinho, desde o seu plantio até à incontornável prova.
Após o almoço iniciou-se o tradicional desfile, que trouxe aquela pequena e engalanada multidão de escuteiros desde o Parque Desportivo, passando pela Praça do Município, até ao Anfiteatro do Vale Santo. Aqui realizou-se a Eucaristia presidida pelo Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro Ramos, com uma lindíssima moldura humana a lotar os degraus do anfiteatro e com a participação do Coro do Agrupamento 141 de Águeda.
No final procedeu-se à entrega dos prémios aos vencedores dos jogos e das lembranças aos agrupamentos participantes. Cantaram-se os parabéns ao Agrupamento 221 Anadia pela passagem dos seus 50 anos, tendo-se depois iniciado o encerramento da atividade, onde o Chefe do Agrupamento, o Chefe Regional, o Chefe Nacional do CNE, Norberto Correia e a Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, deixaram algumas palavras de agradecimento e de estímulo para a boa continuidade do projeto escutista em Anadia e na Região de Aveiro.
Decorreu desta maneira uma extraordinária e inesquecível jornada do escutismo de Aveiro, preparada por uma empenhada equipa de dirigentes, pais e amigos do Agrupamento 221 Anadia e da FNA – Núcleo de Anadia e protagonizada por dois mil dedicados escuteiros de toda a Região de Aveiro.

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Anadia:  Feira de Artesanato e Velharias no 1.º de Maio

Anadia: Feira de Artesanato e Velharias no 1.º de Maio

A Feira de Artesanato e Velharias vai regressar à Praça da Juventude, em Anadia, no próximo dia 1 de maio, entre as 9h e as 18h, numa organização da Câmara Municipal de Anadia.
Os artesãos e os vendedores de velharias vão ocupar este espaço do centro da cidade de Anadia, junto aos Paços do Município e ao Edifício de Proximidade, para um certame que visa dar a conhecer o trabalho desenvolvido por quem, na região, se dedica ao artesanato. Procura-se, ainda, contribuir para a dinamização da compra e venda de antiguidades e velharias, bem como de artigos de colecionismo.
Todos os espaços disponibilizados pela autarquia estão já reservados, prevendo-se a presença de cerca de meia centena de expositores. Aí, os visitantes poderão encontrar produtos representativos de artes e ofícios tradicionais e contemporâneos, bem como uma enorme variedade de antiguidades e velharias das mais distintas épocas e contextos.

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Anadia: Seniores partilham experiências vividas na primeira pessoa sobre a revolução de Abril

Anadia: Seniores partilham experiências vividas na primeira pessoa sobre a revolução de Abril

Foi no Cineteatro de Anadia que seniores e juniores se encontraram, pela terceira vez, para dar corpo a um debate em torno da revolução do 25 de Abril.
O evento realizou-se na última sexta-feira, dia 22, pelas 14h.
Organizada pela Câmara Municipal de Anadia, no âmbito do programa comemorativo do 42.º aniversário da revolução de Abril, esta é já a terceira edição do evento que, como habitualmente, juntou alunos e professores de estabelecimentos de ensino públicos e privados do concelho, e seniores provenientes de instituições particulares de solidariedade social que participam no projeto “Leituras sem Idade”.
A tarde começou com uma breve encenação levada a cabo pela professora Noémia Machado, professora bibliotecária na Escola Básica n.º2 de Vilarinho do Bairro e por seu marido Machado Lopes, figura do mundo da cultura e das artes de palco.
Ambos falaram do antes e do pós 25 de Abril: ele, “filho de um tempo velho que teve como mãe a Ditadura e como pai o Fascismo”; ela, “filha de um tempo novo que teve como mãe a Democracia e como pai o Futuro”.

Testemunhos emocionados. Durante o encontro, quatro seniores relataram, na primeira pessoa, a forma como viveram o 25 de Abril e o impacto da revolução nas suas vidas. No entanto, três deles partilharam sobretudo as experiências pessoais vividas enquanto “retornados”. Foi o caso de Guilhermina Brunido, de 81 anos, utente do Club de Ancas. Um testemunho sofrido pelo que perdera, do que fora obrigada a deixar para trás. Por isso, diz que o “25 de Abril foi mau. Os militares pretos ameaçavam os brancos. Era uma questão de sobrevivência. Viemos de Angola e começámos do zero”. A terminar desejou que os jovens de hoje “tenham melhor sorte do que aquela que eu tive na minha vida”.
Também Maria Alice Mota, utente da Associação Social de Avelãs de Caminho, centrou o seu testemunho nas mortes e massacres ocorridos com a descolonização de Angola: “não voltaríamos a Angola”. Contudo, reconhece que o 25 de Abril “trouxe muitas coisas boas”. Uma transição que a seu ver “valeu a pena; trouxe desenvolvimento em vários aspetos.”
Aos 83 anos, Manuel Pinho, utente da Casa do Povo de Amoreira da Gândara, ainda se comove quando fala deste tema tão sensível quanto sofrido.
“Fui para Angola em 1962.” A família juntou-se mais tarde e foi o negócio do peixe que fez prosperar esta família bairradina. “Tinha uma vida boa”, mas como tantos outros milhares de portugueses, para fugir da guerra, deixou tudo para trás: “livrei a pele” e recomeçou a vida por cá: “foi tudo muito difícil. Nunca mais lá voltei. Nem vale a pena lá voltar”, disse. Aos alunos presentes, disse que gostava de Salazar, que nunca fez mal à sua família, pelo contrário, “sempre foi bom para a minha família”.
O último testemunho da tarde caberia a Providência Moreira. Com 86 anos, esta utente da Clínica Belorizonte falou da miséria que se vivia em Portugal antes do 25 de Abril de 1974, sobretudo por causa dos racionamentos: “havia muita miséria”. Depois, a revolução dos cravos “foi fantástica, espetacular, porque era muito desejada.”
Reconhece que se o 25 de Abril não tivesse acontecido estaria pior, lamentando apenas que os ideais de Abril “tenham sido desvirtuados”.
Às muitas dezenas de jovens presentes deixou um conselho no sentido de ajudarem a construir um país e um mundo melhor porque “vós sois o futuro de Portugal”. E, porque o 25 de Abril está na cabeça de cada um de nós, devemos e temos obrigação de saber valorizar essa herança, com trabalho dedicado, esforçado e afinco, por forma a atingir o mérito, explicou.
“Considerem o próximo como vosso irmão para construir um mundo melhor”, concluiu Providência Moreira.
No final das intervenções, a palavra foi dada aos jovens, que questionaram os oradores acerca das experiências relatadas.
O encerramento da sessão fez-se ao som de um rap dedicado à efeméride, interpretado pelo autor, o jovem conimbricense João Nina.

Liberdade e respeito. Na ocasião, o presidente da Assembleia Municipal de Anadia, Adriano Aires, mostrou-se sensibilizado pelos testemunhos trazidos pelos quatro idosos, destacando aos presentes que o sonho, a revolução, a conquista da democracia trouxeram coisas boas mas também sofrimento a muitos portugueses, como foi o caso de todos aqueles que regressaram das ex-colónias.
A terminar, o vice-presidente da autarquia anadiense, Jorge Sampaio, também se mostrou bastante impressionado com os quatro testemunhos.
“Nem tudo foi bom para todos”, como ficou presente ao longo da tarde, mas é incontornável que são “testemunhos importantes da vida do nosso país”.
Aos seniores agradeceu pela partilha das suas vivências, mas também “o país que fizeram e que somos hoje”, enquanto que aos jovens recordou que o melhor do 25 de Abril é o facto de, hoje, se poder dizer no mesmo sítio que se é contra ou a favor, dizer livremente o que pensamos ou gostamos, ainda que se deva ter sempre presente a obrigatoriedade de respeitar o outro: “a nossa liberdade termina quando começa a do outro”.
Catarina Cerca

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Caves Central da Bairrada: Espumante m&m premiado com ouro em França

Caves Central da Bairrada: Espumante m&m premiado com ouro em França

O espumante m&m Gold Edition Branco Bruto, produzido pelas Caves Central da Bairrada (Anadia) foi medalhado com ouro na mais antiga competição internacional de vinhos, o Challenge International du Vin, em França.
A cada primavera, mais de 5.000 vinhos de 38 países são provados, ao longo de dois dias, em Bourg (Bordéus – França) por cerca de 700 profissionais e especialistas em vinho.
O Challenge International du Vin é a mais antiga e maior competição internacional de vinhos.
É também o maior concurso internacional de vinhos realizado em França e certificado com a ISO 9001 (versão 2008), uma certificação que atesta a sua abordagem de alta qualidade e a aplicação de normas rigorosas para as organizações.

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Vilarinho do Bairro: Caminhada pelo Coração é já a 4 de maio

Vilarinho do Bairro: Caminhada pelo Coração é já a 4 de maio

Vem aí a 10.ª Caminhada pelo Coração. A iniciativa tem lugar no próximo dia 4 de maio e é promovida pela Escola Básica de Vilarinho do Bairro, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde(PES). Envolve toda a comunidade educativa, adivinhando-se, por isso, muito participada.
Tendo como destino a Lagoa de Torres, todos os participantes (alunos, docentes, auxiliares, pais, encarregados de educação e ex-alunos) vão sair daquele estabelecimento de ensino e percorrer, a pé ou de bicicleta, o percurso, pelo meio dos vinhedos, até chegar ao parque de merendas, junto à Lagoa de Torres. Aí será servido um saudável almoço, onde a salada e a fruta são elementos obrigatórios.
Resta esperar que S. Pedro se junte à festa.

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Anadia: Agrupamento de Escolas volta a estar em festa em 2017

Anadia: Agrupamento de Escolas volta a estar em festa em 2017

“Festa molhada, festa abençoada”. Pois foi precisamente isto que aconteceu na última sexta-feira, em Anadia. O dia de chuva intensa não fez desistir ou mudar os planos e o Agrupamento de Escolas esteve em festa toda a tarde e noite.
Num evento inédito que começou por volta das 14h e que se prolongou para lá da meia-noite, todo o Agrupamento de Escolas de Anadia esteve em festa e viveu uma atividade cultural e recreativa única, designada por “… há Festa no Agrupamento”. Ao longo de 10 horas ininterruptas, tal como o JB anunciara na última edição, mais de cinco mil pessoas passaram pela Escola Sede do Agrupamento, muitas das quais pessoas da comunidade que não conheciam ainda este novo equipamento escolar. Por isso, Jorge Humberto Pereira, diretor do Agrupamento e Aníbal Marques, adjunto da direção, apesar do cansaço, não esconderam o contentamento, até porque as melhores expectativas foram ultrapassadas.
A festa, que envolveu toda a comunidade educativa, permitiu a troca de experiências, propiciando a interação entre todos, ao mesmo tempo mostrando as potencialidades e talentos desta comunidade educativa, que integra 2300 alunos, 217 professores e cerca de 70 funcionários. Todo o Agrupamento, desde o ensino Pré-Escolar ao Secundário, pais, encarregados de educação, familiares e amigos estiveram unidos numa tarde e noite diferentes, de muita animação e convívio. No palco, a música, as canções, a dança fizeram as delícias de todos.
Uma experiência piloto que, com toda a certeza, se vai repetir em 2017, pelo envolvimento que proporcionou. Ainda que correndo o risco de não elencar todos os intervenientes, foi notável o envolvimento de todos os departamentos, Escola Básica de Vilarinho do Bairro, mas também da Câmara Municipal de Anadia, que aproveitou para promover o Cartão Anadia Jovem e as bicicletas b-AND, da GNR – Escola Segura/SEPNA que alertou para questões ambientais, de segurança, animais de companhia e dos Bombeiros Voluntários de Anadia.
Numa visita ao espaço, a edil Teresa Cardoso destacou a mostra do trabalho realizado pelos vários departamentos ao longo do ano letivo, sublinhando ainda a presença de tantos familiares numa clara constatação de que valeu a pena e que o trabalho de proximidade entre a escola e a comunidade está a dar bons frutos. Por outro lado, é uma iniciativa que permite aos mais pequenos ficar a conhecer a escola grande. Daí que Teresa Cardoso tenha destacado que esta é “uma iniciativa a repetir” até porque a criatividade, o empenho e a dedicação são aspetos que caracterizam o Agrupamento.
Para o diretor Jorge Humberto Pereira, é indiscutível o empenhamento de todos, o envolvimento de pais e familiares. “Os mais novos vão levar daqui registos que lhes vão ficar na memória”.
A JB fez um balanço muito positivo, ficando a promessa de nova edição em 2017.
Catarina Cerca

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Anadia: Vem aí o Orçamento Participativo Jovem

Anadia: Vem aí o Orçamento Participativo Jovem

O município de Anadia vai ter um Orçamento Participativo Jovem. Esta proposta foi abordada na última reunião do executivo anadiense, que pretende implementar no Município o Orçamento Participativo Jovem “por ser um importante meio de atuação, potenciando a participação dos jovens na vida das comunidades locais”, justificou a edil Teresa Cardoso.
A proposta que servirá de base ao procedimento regulamentar para a criação do Regulamento do Orçamento Participativo Jovem foi apresentado ao executivo pela edil Teresa Cardoso: “a Câmara Municipal quer, com esta medida, proporcionar aos jovens um maior envolvimento e uma cidadania mais ativa através de uma maior participação nomeadamente através deste Orçamento Participativo.”
“Permitir adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expetativas dos jovens, promovendo a participação cívica dos mesmos na elaboração do orçamento municipal, estreitando a ligação entre os jovens e a autarquia”, são alguns dos objetivos desta medida.
“Anadia dá um passo em frente no apelo à cidadania e à participação da juventude na construção de um concelho com maior participação dos jovens em matérias que lhes dizem diretamente respeito”, destaca a presidente da Câmara Municipal, dando nota de que nos próximos 15 dias vão ser recolhidos eventuais contributos de todos, com vista à elaboração do Regulamento do Orçamento Participativo Jovem. A edil deseja que os contributos, ideias e projetos dos jovens possam já estar espelhados no próximo orçamento camarário para 2017.
Catarina Cerca

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