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Mais um galardão ECO XXI para Anadia

Mais um galardão ECO XXI para Anadia

02O Município de Anadia recebeu, uma vez mais, o “Galardão ECOXXI”, distinção que foi entregue em cerimónia realizada no passado dia 25 de novembro, no auditório da ARH- Administração da Região Hidrográfica do Centro, em Coimbra.
Nesta cerimónia, que marcou os 10 anos do ECOXXI, o município esteve representado por Lino Pintado, vereador com o pelouro do ambiente, que, das mãos de José Archer, presidente da ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa, recebeu o diploma que comprova que Anadia continua a integrar o pelotão dos municípios mais sustentáveis do país, tendo, inclusivamente, ascendido ao escalão do índice 60% a 70%. Na ocasião, Lino Pintado recebeu ainda a bandeira ECOXXI e uma medalha, e, no sorteio dos prémios atribuídos pelos parceiros ECOXXI, viu o Município de Anadia ser premiado, pela Sogilub, com um reservatório para receção de óleos lubrificantes usados.
A presidir ao evento esteve Margarida Gomes, coordenadora nacional do ECOXXI, que salientou que “todos os 46 municípios que participam no ECOXXI merecem, independentemente dos resultados obtidos, ser reconhecidos pela “coragem” de se proporem a uma avaliação das suas práticas e políticas em termos de sustentabilidade. Ao longo dos 10 anos de implementação do Programa foram já atribuídas 238 bandeiras. Sessenta por cento foram atribuídas na Região Centro (74 bandeiras) e Norte (68 bandeiras)”. Diria ainda que estes municípios inspiram a ECOXI “não só a prosseguir e melhorar este Programa que tem sido reconhecido como uma importante ferramenta de gestão e planeamento interno nos municípios, como a inovar integrando novas dinâmicas e novas escalas”.
Nesta edição de 2016, candidataram-se ao Programa ECOXXI 46 municípios.

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Confraria dos Enófilos da Bairrada: Unir num setor onde a concorrência é brutal

Confraria dos Enófilos da Bairrada: Unir num setor onde a concorrência é brutal

O embaixador João de Vallera foi entronizado confrade de honra, durante o 38.º Grande Capítulo da Confraria dos Enófilos da Bairrada, realizado no passado dia 26, no Palace Hotel do Bussaco.
Um capítulo onde foram também entronizados três novos confrades efetivos: Ana Margarida Batista Valente, administradora e diretora de marketing das Caves Messias; Manuel Pinho Soares, enólogo da Aveleda SA e Vidal Agostinho da Silva Ferreira, mestre assador de Leitão da Bairrada.

Velhos e novos confrades apelam à união. Num capítulo que entronizou apenas quatro confrades, duas das intervenções da noite (velhos e novos confrades) fizeram um apelo à união dos vários agentes do setor, a bem do vinho Bairrada.
Cumprindo a tradição, pelos velhos confrades usou da palavra o confrade Adriano Aires que sublinhou o facto de naquela noite estarem todos reunidos “em torno de um sentimento que todos assumimos como um compromisso: honrar, homenagear e divulgar o vinho Bairrada.”
Aos presentes destacou como o vinho tem sido “um elemento aglutinador de sentimentos e de partilha de emoções”, concluindo que a melhor forma de homenagear o vinho, o grande vinho da Bairrada e todas as videiras da região é através da “união, na comunhão, na defesa, divulgação e valorização dos nossos vinhos, do néctar dos deuses que só os privilegiados têm a honra de disfrutar.”
Ouviu-se ainda Ana Margarida Valente, pelos novos confrades, acabados de entronizar.
Filha, neta e bisneta de vinhateiros bairradinos (Caves Messias – Mealhada), revelou que o seu percurso enófilo é bastante recente: “de facto a minha rebeldia, diga-se em abono da verdade “rebeldia controlada”, fez-me, em jovem, enveredar por bebidas refrigerantes, só para contrariar a minha família que sempre me incitou a beber moderadamente… vinho”.
Por isso, só há dois anos, quando assumiu cargos de liderança no negócio da família, “entrei neste maravilhoso mundo do vinho. Foi então que me apercebi do que perdi durante todos estes anos”.
Destacou a complexidade de aromas e sabores do vinho, as diferenças por região, por casta, por terroir, mas também salientou que a defesa dos vinhos da Bairrada “partirá sempre da união dos enófilos bairradinos como exemplo para união dos agentes económicos visando projetos de aperfeiçoamento da qualidade e a promoção dos vinhos bairradinos”, salientando a potencialidade do projeto Baga Bairrada, “de que sou uma fã incondicional”.

Apelo à união de esforços e de propósitos. Antes do encerramento de mais um grande Capítulo, os cerca de cem convivas presentes no Bussaco ouviram atentamente a intervenção do embaixador João de Vallera que, enquanto embaixador em Berlim, Washington e Londres, se destacou como uma das figuras que mais promoveu o vinho português além fronteiras.
No Bussaco, considerou a Confraria dos Enófilos da Bairrada “uma confraria de reconhecido e merecido prestígio, representante de uma das mais antigas regiões vitivinícolas do país”.
Sobre o “simpático e generoso gesto da Confraria”, admitiu ser o reconhecimento pelo gosto e empenho com que, ao longo da carreira, foi de uma forma espontânea e sucessivamente associando-se na medida dos seus conhecimentos à causa da promoção do vinho português.
Falou dos seus primeiros contactos com a região, desde a infância, das paragens na Bairrada quando a família rumava para o norte do país. Relembrou os almoços ainda menino e em família no Hotel Avenida, do Astória e do próprio Palace do Bussaco.
Por isso, admitiu que a Bairrada foi uma região “sempre muito presente nas atividades de diplomacia económica, em Londres”, até porque durante várias décadas passou férias na zona da Figueira da Foz.
Sem esquecer as várias iniciativas, jantares na embaixada, acontecimentos enológicos, seminários, condecorações de críticos de vinho internacionais, eventos com jornalistas da especialidade e do setor da distribuição/importadores, prémios conquistados pelos vinhos portugueses nos mais pretigiados concursos e certames internacionais, João de Vallera recordou com satisfação que “tudo isto deve satisfazer-nos, encorajar-nos e animar-nos”, ainda que não tenham sido suficientes [nem nunca serão] “para nos deixarem repousantes, nem para ultrapassar os desafios a que o vinho português está sujeito” nos mercados internacionais.
Porquê? Como explicou, “o setor do vinho é daqueles em que a concorrência se faz sentir de forma mais brutal”.
“E, se é verdade que os nossos vinhos melhoraram e muito ao nível da qualidade e sobem merecidamente nas escalas do valor e reconhecimento internacional, não é menos verdade que o mesmo fenómeno acontece noutras partes do mundo”, alertou.
Aos presentes avisou ainda que “persiste um enorme fosso entre o crescente grau de notoriedade alcançado ao nível do circuito da crítica, dos prémios, da imprensa de referência, dos wine writers e a menor visibilidade e disponibilidade que gozam os nossos vinhos nas cadeias de distribuição e nas listas da restauração, ou seja na proximidade com o consumidor final.”
Reconhecendo que Portugal não tem muitas marcas reconhecidas internacionalmente, a que acresce um problema de escala, considerou que “a notoriedade, o sucesso, a visibilidade e o binómio que o nosso país criou, e vem reforçando a nível mundial, se deve à riqueza e otimização das nossas castas, dos seus diversos terroirs e à sua autenticidade, capacidade de identificação como um produto distinto, com caraterísticas próprias e não na qualidade de um fabricante de genéricos lançados para o mercado”.
A sua vastíssima experiência no exterior levaram-no ainda a dizer que “o vinho faz parte do que mais espontâneo e facilmente se pode promover no decurso da atividade normal e quotidiana de uma embaixada.”
A terminar e à semelhança dos anteriores oradores, destacou que neste setor extremamente compectitivo e concorrencial, “o que prevalece nesta perspectiva de promoção externa é a sinergia positiva e não a subtração concorrencial”, ou seja, será sempre “através da união de esforços e de propósitos que será mais relevante e útil – do que as tentativas de afirmação individual -” singrar neste mercado global.

A importância das relações e dos novos mercados. De destacar também a mensagem de Fernando Castro, na brochura de saudação aos enófilos, onde refere que neste “caminho de afirmar as extraordinárias qualidades dos vinhos da região da Bairrada”, é necessário preservar as relações “que durante o percurso se vão construindo e se procura que sejam o mais sólidas possível”.
Porquê? “Porque, como destaca, “são as relações sólidas que proporcionam continuidade e longevidade aos projetos”.
Paralelamente, Fernando Castro defendeu que para além de ser necessário manter os mercados de outrora, é necessário procurar outros mercados “porque todos eles são necessários e porque os vinhos da Bairrada têm qualidades bastantes para competir e se afirmar”.
Catarina Cerca

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10.º aniversário da Rota da Bairrada: “Hoje temos uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora”

10.º aniversário da Rota da Bairrada: “Hoje temos uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora”

A Associação Rota da Bairrada está a completar uma década de existência.
Com dois Espaços Bairrada (um na Curia e outro em Oliveira do Bairro) e uma loja online, esta associação, liderada por Jorge Sampaio, vice-presidente da autarquia anadiense, prepara-se para, em 2017, abrir mais um Espaço Bairrada, na cidade de Aveiro.
Em paralelo, diz, o próximo ano será decisivo para recolocar e redesenhar a marca Bairrada no panorama nacional, dando-lhe mais força: “2017 será um ano de grandes desafios no sentido de sustentar, dar força à marca Bairrada”, sublinha em entrevista a JB.
Convicto de que de hoje a Bairrada é “uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, que sabe conciliar a inovação com a tradição”, faz ainda um balanço muito positivo do trabalho realizado pela Rota da Bairrada “naquilo que é unir a região e os diferentes players à volta de um mesmo projeto.”

A Rota da Bairrada está a completar uma década de existência. Que balanço faz?
O balanço é extremamente positivo porque a Rota surgiu do projeto de revitalização da antiga Rota dos Vinhos. Não é fácil pegar num projeto que existe, adaptá-lo e convencer as pessoas de que um novo modelo é melhor. Esse trabalho foi feito durante três anos (entre 2003-2006), até ao arranque efetivo da Rota da Bairrada.
O grande trabalho desta associação tem muito a ver com aquilo que é unir a região e os diferentes players da região, de várias áreas, à volta de um mesmo projeto. Este é um projeto que tem unido à sua volta, os municípios, os produtores vitivinicultores, a restauração, a hotelaria e todas as entidades ligadas ao turismo.
Este foi o grande contributo que a Rota da Bairrada deu ao longo destes 10 anos para este espírito de região. Depois, o facto de se ter implementado e fortalecido a marca, Bairrada. A Rota da Bairrada pegou nesta marca implementou-a na região e levou-a fora de portas. O resultado disto tudo é um pouco o que hoje temos na região – uma região mais forte, mais dinâmica, mais jovem e inovadora, mas que consegue e sabe conciliar a tradição.
Mas a Rota da Bairrada teve uma humilde participação nisto tudo. Este foi um trabalho feito muito pelos nossos agentes económicos, em especial pelos nossos produtores, pelos nossos municípios (com intervenções fantásticas no território), e pela nossa Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) que tem trabalhado cada vez mais nesta matéria. Aliás, desde que Pedro Soares entrou para a CVB trabalhamos de forma completamente sincronizada, muito mais articulada em todas as ações que se fazem.

Quais as principais conquistas da Rota da Bairrada?
A união da região. A criação deste conceito de região é, sem dúvida, o mais importante. Havia a marca Bairrada, que era associada aos vinhos e ao leitão, mas conseguimos nestes 10 anos criar um conceito de região mais abrangente, tanto dentro como fora de portas. Somos muito a qualidade e os excelentes vinhos que temos, mas também muito o leitão da Bairrada e a sua restante gastronomia, mas somos mais – uma região.

Com quantos associados começou a Rota da Bairrada e quantos são hoje os associados?
Os números cresceram muito. Começámos com 23 associados, hoje são 52. Com uma vantagem: crescemos bastante nos associados produtores, mas crescemos muito também nos associados da restauração, sobretudo nos últimos anos, o que para nós é uma conquista muito grande. A restauração é um meio primordial para a promoção dos nossos vinhos e conseguimos que a nossa região olhe mais para os nossos produtores e para os nossos vinhos.

Quando nasceu o portal da Rota da Bairrada, era feito um apelo no sentido de que fossem os agentes a “alimentarem” continuamente o portal, inserindo informação diversa. Que avaliação faz desse trabalho?
Estes processos nem sempre são fáceis. Entendo que os nossos produtores, restaurantes, hotéis são agentes económicos e a vida deles é focada naquilo que é a faturação. Hoje em dia os mercados obrigam a uma atenção constante por parte dos nossos agentes económicos – vender vinhos, alojamentos e refeições. Por vezes, não é fácil que eles tenham este cuidado de irem às ferramentas que estão à sua disposição e consigam eles próprios lá introduzir informação. Temos vindo a lutar muito nisto porque o portal é uma ferramenta fantástica. Contudo, a Rota da Bairrada tem uma pessoa que diariamente ali vai colocando informação de relevo e de nos substituirmos aos nossos agentes neste trabalho. Mas, de facto, uns dão mais importância do que outros a esta ferramenta.

Como está a loja online? Tem tido muita adesão?
Sim, tem havido uma forte adesão. Foi lançado este ano e estamos a trabalhar na área da promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma agradável surpresa. As pessoas que visitam os nossos espaços, sobretudo de outras regiões do país e estrangeiro, sentem que têm aqui uma forma de poderem, através desta ferramenta, continuar a adquirir os produtos de que gostaram. As vendas na loja online têm crescido todas as semanas e vamos lançar em 2017 uma forte campanha de promoção e divulgação deste espaço online. Foi uma aposta completamente ganha. Um passo que teríamos de fazer e está a ser um sucesso.

Relativamente ao setor vinícola, a Rota da Bairrada já integra a totalidade dos produtores da região?
Não. Dos dados que temos serão cerca de 100 os produtores inscritos na CVB, mas o nosso número de associados tem vindo a aumentar muito.
A Rota da Bairrada é uma entidade que promove a Bairrada como destino de enoturismo. E somos um exemplo para várias regiões, naquilo que é a separação clara na promoção de vinhos (a cargo da CVB) e aquilo que é a promoção do destino Bairrada, no enoturismo que cabe à Rota da Bairrada fazê-lo. Contudo, somos parceiros.
Temos essa separação bem feita e isto quer dizer que nem todos os produtores têm aptidão para receber turistas ou terem uma visão do que é o enoturismo, logo nunca teremos todos os produtores da região como associados. Tem de haver uma vontade do produtor para esta componente do turismo que é o enoturismo. Mas os mais importantes produtores da região nesta área do enoturismo estão quase todos na Rota.
Este ano crescemos muito já que a alteração nos Estatutos da Rota da Bairrada veio permitir que mesmo aqueles que não têm instalações para receber turistas podem usar as nossas instalações (Espaços Bairrada) para receber os seus turistas e seus clientes.
Creio que no próximo ano vamos consolidar a nossa proximidade com este tipo de produtor. Veja que temos produtores de menor dimensão com vinhos de uma qualidade incrível, fantástica, mas sem espaço destinado ao enoturismo ou para receber turistas.
E o número de associados da restauração, tem aumentado?
Sim e este aumento deixa-me muito satisfeito. Hoje, são os próprios agentes que vêm ter connosco. Começámos a Rota da Bairrada com o princípio que – quem quer entrar no comboio entra, mas o comboio tem que ser posto em andamento. Não se podiam adiar mais estas questões da Rota da Bairrada. Foi assim em 2006. Depois, passámos por uma fase em que fomos ao encontro das pessoas, falar com elas mostrando a importância do projeto. Hoje, felizmente, já estamos numa fase em que são os agentes a pedir para entrar. Isso deixa-nos muito satisfeitos. Em 2017 temos o objetivo de ter aqui um trabalho mais forte na área da hotelaria, à semelhança do que fizemos em 2015/16 com a restauração.

A CVB reelegeu recentemente Pedro Soares como presidente. Que relação é que a Rota da Bairrada tem com a CVB?
A relação é fantástica. O Pedro Soares foi uma lufada de ar fresco na região e na CVB. Tem feito um trabalho extraordinário naquilo que é a defesa e a promoção da região e dos seus produtos. Hoje, a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola trabalham diariamente em articulação. Raro é o dia em que não conversamos sobre os projetos. Depois, temos a particularidade de quando um sugere uma ideia, o outro diz para se fazer ainda mais. Há, portanto, um desafio constante entre a Rota da Bairrada e a Comissão Vitivinícola. Isto tem contribuído muito para o que tem sido o crescimento e evolução da nossa região.

O turismo é cada vez mais importante para a região da Bairrada. Qual é o seu peso na região?
Sentimos, de modo geral, que tem havido um crescimento de turismo e do enoturismo na região. Tem havido um crescimento enorme nas visitas às adegas da região, até porque estamos entre dois importantes polos – Aveiro e Coimbra.
Portugal e a região têm de apostar no turismo – esta é a área de futuro para o país. Só quando nos convencermos disto e trabalharmos em condições no turismo (não andar a mudar de políticas a cada quatro anos, sempre que há eleições) e virmos que este é estratégico para o país, ganharemos muito mais com o turismo.
Há aqui também um trabalho a outra escala (Rota de Vinhos de Portugal – a que presido) em que estamos, neste momento, a montar um observatório de enoturismo com o Turismo de Portugal para que no futuro possamos ter dados concretos das visitas às adegas.
Hoje, o facto da Rota da Bairrada ter a presidência da Rota dos Vinhos de Portugal é o reconhecimento pelas outras regiões do trabalho que tem sido desenvolvido pela Rota da Bairrada, ao longo destes 10 anos. Somos a primeira região a presidir à Rota dos Vinhos de Portugal.

Tem sentido o apoio necessário por parte das câmaras municipais?
As oito câmaras municipais contribuem muito para aquilo que é o projeto Rota da Bairrada. Primeiro, no que é o apoio institucional (não é só câmaras municipais), temos a felicidade de ter o envolvimento dos oito presidentes de câmara no projeto Rota da Bairrada, ou seja, temos tido o cuidado de periodicamente reunir com os oito presidentes de câmara, com o presidente do Turismo do Centro de Portugal e com a CVR. E é no seio deste grupo que vários projetos são discutidos.
As câmaras municipais, com as suas ações, cada uma delas, têm contribuído para o todo que é a promoção da Bairrada.

Catarina Cerca

(entrevista na integra na versão em papel)

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Centro Social de Aguim: Inaugurado pavilhão de 350 mil euros

Centro Social de Aguim: Inaugurado pavilhão de 350 mil euros

Dez anos depois do lançamento da primeira pedra, o Centro Social de Nossa Senhora do Ó de Aguim inaugurou, no último sábado, dia 26 de novembro, o seu pavilhão multiusos.
Uma obra edificada no espaço de um ano, orçada em cerca de 350 mil euros e que contou com uma preciosa ajuda de dois utentes beneméritos da instituição (o casal Nicolau e Lucinda Duarte que, ainda em vida, doaram 145 mil euros para esta obra). Por isso, este seu gesto seria recordado pelo presidente da direção, Agostinho Luís neste dia tão importante para o Centro Social.
Um evento que contou com inúmeros convidados (órgãos sociais, colaboradores, utentes, familiares de utentes, muitos amigos da comunidade) que celebraram a abertura deste novo espaço com um animado almoço-convívio.
Numa manhã fria mas solarenga, depois da bênção, a cargo do padre António Torrão, caberia à edil Teresa Cardoso e à presidente da Assembleia-geral, Teresa Bandarra, descerrar a placa inaugural.
Já dentro do pavilhão construído em terreno oferecido pela autarquia anadiense e após uma breve visita aos vários espaços (salão principal onde decorreu o almoço, sanitários, gabinete de fisioterapia e gabinete de atividade física e desportiva), Teresa Bandarra foi a primeira a usar da palavra.

Dia de grande significado. Na ocasião, diria ser um dia de grande significado para a instituição, já que a obra inaugurada é fruto do “trabalho árduo, difícil e nem sempre compreendido que a instituição há já vários anos vem desenvolvendo pelos mais necessitados”.
Uma obra que dispõe de “boas condições para a prática de atividades físicas, de reabilitação e de lazer, para os utentes, proporcionando-lhes mais qualidade de vida no processo de envelhecimento”, salientou. Por isso, não deixou de agradecer a todos os sócios e amigos que têm ajudado no crescimento desta obra social.
Em dia de inauguração, Agostinho Luís, presidente da direção, era um homem feliz e emocionado. Porquê? Era disponibilizado um espaço que, como sublinhou, “vem enriquecer ainda mais a nossa instituição, a freguesia e o concelho”.
Numa breve referência ao percurso desta obra reconheceu ser o resultado de “um longo trajeto, de difíceis etapas”, ultrapassadas graças à “perseverança, querer e fé”. Daí ter também frisado que a partir de agora estão reunidas as condições para “prestarmos ainda mais e melhores serviços, quer aos nossos utentes, quer à comunidade, nas diversas atividades culturais, desportivas e de lazer”.
De facto, após 35 anos de vida desta obra social, este novo pavilhão, com uma área de 480 m2,  marca uma nova etapa na vida da instituição que, ao longo destas três décadas e meia, se posicionou como uma das melhores IPSS’s do concelho em matéria de oferta de espaços de qualidade.
“Este pavilhão é um espaço bonito, acolhedor, com uma área de boa capacidade que, depois de devidamente equipado, irá enriquecer a qualidade dos serviços prestados aos utentes e à comunidade”, diria ainda, revelando a vontade de rentabilizar este espaço de forma a contribuir para a sustentabilidade financeira da instituição, quer através do aluguer do espaço, quer através da realização de eventos.
Paralelamente,  dava conta de que a sala de fisioterapia será reforçada com novos equipamentos adquiridos através de um prémio concedido pelo programa BPI Senior, no montante de 8.770 euros.

“Um espaço simples, funcional, simpático e bonito”. Na ocasião, a edil Teresa Cardoso congratulou-se por ver mais uma obra concluída no concelho: “enche de orgulho, sobretudo pela causa e fim a que se destina.” Destacaria o grande esforço realizado pela instituição para levar a bom porto a edificação desta obra.
Um espaço que diz ser simples, funcional, simpático e bonito, que será bem utilizado por esta IPSS, mas também como  complemento (agora) à EB 1 de Aguim, uma vez que as crianças estão, este ano,  instaladas em espaços do Centro Social porque a escola está em obras, podendo a partir de agora aqui ter as aulas de educação física.
Uma mudança fruto de uma parceria que realçou  ser importante para que o ano letivo decorra dentro da maior normalidade.  Uma obra multiusos à disposição da instituição, da comunidade e de outras iniciativas e desafios que aqui possam ser lançados para dar uso e rentabilizar este espaço.
Deixaria a nota de que o arranjo do espaço exterior será realizado fruto de apoio da câmara municipal de Anadia.
Catarina Cerca

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Sangalhos: Misericórdia encerra hospital a 31 de dezembro

Sangalhos: Misericórdia encerra hospital a 31 de dezembro

O plano de ação, de atividades e o orçamento para 2017 da Misericórdia de Sangalhos já não contempla a unidade de saúde que a Misericórdia possui e estava a explorar em Sangalhos.
Na última assembleia-geral de irmãos, realizada na noite de sexta-feira, dia 25, foi revelado que o prejuízo de aproximadamente 300 mil euros, nos dois anos em que funcionou sob a alçada da Misericórdia, inviabilizam que continue aberto em 2017, ainda que tenha sido esta a valência que há mais de oito décadas fez nascer e crescer a Misericórdia.
A decisão da mesa administrativa de cessar a atividade do hospital, a 31 de dezembro próximo, foi explicada pelo provedor Manuel Gamboa às várias dezenas de irmãos presentes.
“Há cerca de um ano prometi, em nome da mesa administrativa, não só viabilizar a continuação da unidade de saúde do hospital da Misericórdia, mas também fazer um esforço para se vir a tornar sustentável”, deixando, na altura, a indicação de que “se não se verificasse uma linha ascendente de recuperação económica e financeira, no final do atual exercício em curso de 2016 poderíamos equacionar a possibilidade de cessar a atividade exploratória do hospital”.

Lutar pela melhor solução. De facto, ao longo dos dois últimos anos e sobretudo deste, “fomos avaliando passo a passo a vida da unidade de saúde com crescente preocupação”, isto porque pese embora o acréscimo de atividade diária, registou-se igualmente uma evolução constante nos prejuízos quando se esperava precisamente o contrário.
A meio do ano em curso, revelou o provedor, terá alertado o diretor clínico, a administradora do hospital e outros colaboradores afetos ao hospital para a situação, numa tentativa de a inverter, apelando ainda ao corpo clínico para a sua boa-vontade, abdicando de parte dos seus honorários. “Poucos o fizeram e por valores insignificantes”, acrescentou.
Por isso, entende que continuar com a atividade exploratória do hospital conduziria, nos próximos dois ou três anos, ao colapso financeiro da instituição, colocando em situação de elevado risco as restantes respostas sociais”.
“Respostas sociais que se têm revelado deficitárias mas que, mesmo juntas, não atingem valores negativos evidenciados pelo hospital”, disse ainda sobre as valências direcionadas para o apoio à infância, juventude e terceira idade que é preciso preservar: “o hospital tem uma enorme concorrência nas proximidades.”
Aos irmãos, avançou ser vontade da mesa que as instalações e equipamentos do hospital possam continuar a ser úteis à comunidade, sob a exploração de outra entidade “credível e que mereça a confiança da Misericórdia”. Revelou estar já em negociações com potenciais interessados (Hospital da Misericórdia da Mealhada): “gente séria, honesta, conhecedora do ramo e com capacidade económica e financeira que suporte o investimento a médio/longo prazo que nós não temos”.
Mas, caso não seja possível dar este rumo àquela unidade de saúde, é certo que ser-lhe-á dado outro destino, ao edifício com alienação dos equipamentos para os quais já haverá um grupo na área da saúde interessado.
“O nosso desejo é que no dia 2 de janeiro esteja lá uma entidade a dar continuidade ao nosso projeto”, frisou o provedor, não descartando a hipótese de dar dar outro rumo ao hospital.
Na ocasião, Emanuel Maia, presidente da assembleia-geral, disse ser necessário encontrar soluções para o futuro daquele espaço, mas também que considerava a decisão da mesa administrativa relativa à cessação da valência “uma decisão lúcida”, uma vez que está em causa a vida da Misericórdia, até porque esta (saúde) é uma valência que esteve sujeita a várias pressões, já que na região existe uma grande oferta de unidades privadas de saúde: “não podemos querer ter – só por querer – uma unidade de saúde que consome o que a Misericórdia tem e que deve servir para outros fins”, avançou. “Esta decisão talvez só peque por tardia, uma vez que está em causa a falência a médio prazo da instituição”, sublinhou Emanuel Maia, reforçando que a decisão da mesa administrativa não invalida que haja um esforço para encontrar soluções para aquela unidade de saúde.
Também o irmão Amândio Albuquerque destacou que, sem desvalorizar quem ali trabalha, aquele espaço não era nenhum hospital, mas sim um mero centro de consultas, logo não sendo uma valência lucrativa, não é prioritária para os princípios da Misericórdia.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Bombeiros de Anadia: Aprovada candidatura das obras de remodelação do Quartel

Bombeiros de Anadia: Aprovada candidatura das obras de remodelação do Quartel

Na tarde fria do passado domingo, dia 27, realizou-se, na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, uma Assembleia Geral Extraordinária, onde foram analisados os seguintes pontos: apresentação, discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento para o ano de 2017; discussão e votação de uma proposta da Direção da Associação no sentido de ser aprovado um voto de agradecimento a todos aqueles que colaboraram com a A.H.B.V. de Anadia e restantes Corpos de Bombeiros durante o incêndio ocorrido na área deste concelho no quentíssimo mês de agosto.
Antes do período da ordem de trabalhos e por sugestão do Presidente da Assembleia Geral, Emanuel Maia, guardou-se um minuto de silêncio em memória do sócio Luís Ventura, recentemente falecido, no qual foi salientado e destacado o seu ilustre trabalho, desempenho e dedicação, em prol da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia.
Para o primeiro ponto em discussão, usou da palavra o Presidente da Direção, Mário Teixeira, que fez uma breve análise sobre a documentação entregue aos sócios no início da reunião, respondendo a qualquer dúvida surgida pelos presentes. Esta documentação também esteve patente, para consulta dos sócios interessados, na Secretaria da Associação, alguns dias antes desta Assembleia. Informou que a candidatura das obras de remodelação e ampliação do Quartel aos Fundos Comunitários – POSEUR, foi aprovada, conforme carta e comunicação da Secretaria de Estado. Uma boa e merecida prenda de Natal dirigida aos nossos Bombeiros em particular e aos anadienses em geral. Ainda neste ponto foi dada a palavra ao Vice-presidente da Direção, José Cruz, que adiantou alguns pormenores sobre as obras de requalificação/ampliação do quartel, fazendo para o efeito uma resenha das reuniões com entidades, dos processos produzidos e diligências efetuadas para o culminar deste processo. Foi excelente. O início das obras está previsto para janeiro de 2017. Segundo as suas palavras, “o sonho agora começa a tornar-se realidade” e muito há ainda por fazer. Quis também elogiar a colaboração da CM Anadia, em especial na pessoa da Presidente Teresa Cardoso, e de todos os funcionários, associados e elementos dos corpos Diretivos da Associação Humanitária dos BVA.

Voto de agradecimento

No que diz respeito ao segundo ponto da ordem de trabalhos, a Direção apresentou uma proposta, no sentido de formular um voto de agradecimento a todos os que colaboraram na ajuda ao combate ao incêndio ocorrido entre 10 e 15 de agosto.
A Direção da AHBVA quis deixar bem vincado em ata, um voto profundamente sentido de agradecimento, por todas as manifestações de solidariedade ativa de que foi alvo, em especial no decurso do combate a este incêndio, “por parte do Corpo Ativo desta Associação, dos diversos Corpos de Bombeiros que estiveram connosco no teatro das referidas operações de combate, dos diversos Agrupamentos de Escuteiros, da Câmara Municipal de Anadia, das Juntas de Freguesia, das diversas empresas e demais entidades, restaurantes, supermercados, e demais pessoas civis que espontaneamente se voluntariaram e disponibilizaram de dia e de noite para organizar com especial cuidado e proficiente eficiência as refeições e a respetiva distribuição pelos Corpos de Bombeiros que abnegadamente se encontravam empenhados no combate ao referido incêndio”.
Nas palavras do Presidente da Assembleia Geral, tratou-se de um movimento ímpar de solidariedade manifestado por particulares, associações e empresas, acompanhado pelo heroísmo e esforço de todos os bombeiros, que trabalharam no teatro das operações. Como não poderia deixar de ser, esta proposta foi aprovada por unanimidade.
A reunião finalizou-se com os votos de um bom Natal em família, a todos os sócios, em virtude das festas que se aproximam.

Paulo Cardoso

 

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10.º aniversário: Rota da Bairrada consolida-se como projeto de sucesso

10.º aniversário: Rota da Bairrada consolida-se como projeto de sucesso

Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, das Florestas e do Desenvolvimento Rural, presidiu na última segunda-feira, 28 de novembro, às celebrações do 10.º aniversário da Associação Rota da Bairrada.
Entre os muitos elogios ao trabalho realizado ao longo da última década pela Rota da Bairrada, o aniversário ficou marcado pelo apelo feito pela edil anadiense Teresa Cardoso ao ministro, para que medeie e esteja disponível “para se despoletarem os procedimentos da avaliação que o processo de negociação possa envolver, em particular com a DGPE, tutelada pelo Ministério das Finanças”, por forma a que o Centro de Investigação Nacional de Espumante seja uma realidade em Anadia, nas instalações da Estação Vitivinícola da Bairrada.
O ministro Capoulas Santos começou por se referir à celebração da “consolidação de um projeto que percorreu um caminho e trajeto de sucesso”, mostrando-se ainda disponível (em relação ao Centro de Investigação) “para encontrar soluções que valorizem o património e que contribuam para o desenvolvimento regional”.
O evento contou com a presença de vários presidentes de Câmara dos municípios da região da Bairrada; Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal; Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada; e representantes dos setores vitivinícola e gastronómico.

Rota da Bairrada uniu a região. Após o descerramento da placa comemorativa, Jorge Sampaio, presidente da Rota da Bairrada, fez o resumo deste projeto, que arrancou em 2003, no sentido de revitalizar a Rota dos Vinhos. Recordou que na sua criação estiveram 23 associados que passaram, nos dias de hoje, a 52, não só produtores de vinho mas também outro tipo de agentes – restauração e hotelaria, bem como os oito municípios da Bairrada.
A Associação possui, hoje, dois espaços Bairrada, na Curia e em Oliveira do Bairro, que têm crescido imenso: “de 2014 para 2015 triplicámos as vendas neste espaço [Curia] e no ano de 2015 tivemos 8 mil visitantes, dos quais 1800 eram estrangeiros” .
Destacou o facto de já em 2017, a Rota da Bairrada se preparar para abrir mais Espaços Bairrada, sendo o objetivo a médio-longo prazo de ter um em cada município da Bairrada.
Jorge Sampaio salientaria ainda que, em 10 anos, o número de visitantes a adegas e caves da região aumentou 700%, fruto do trabalho e investimentos dos vários agentes da região, “sobretudo produtores vitivinicultores que apostaram e investiram na criação de infraestruturas para receber turismo e enoturismo de grande qualidade”.
Quanto ao futuro, revelou que, nos próximos anos, o trabalho da Rota da Bairrada será feito na valorização e requalificação da marca Bairrada; na defesa dos produtos endógenos (certificação dos vinhos e do leitão, projeto Baga Bairrada); qualificação e investigação, através da criação do Centro de Investigação Nacional de Espumantes, e promoção e divulgação dos produtos da região.
Trabalho elogiado. Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, destacou “a inexcedível colaboração da Associação Rota da Bairrada” e no facto de apostar de forma contínua na qualificação do produto e da oferta turística. Um desafio que tem em vista consolidar a atratividade turística.
Daí, destacar que a “Rota da Bairrada tem sido um aliado fortíssimo”, na base do trabalho turístico, mas também no posicionamento e competitividade. “Hoje, o consumidor mais e melhor informado procura diversidade e qualidade e esta região tem essa capacidade de poder servir vários públicos – um turista que é mais cultural, outro que é mais gastronómico, ou mais adepto do turismo de natureza”.
Na ocasião, destacou anda a importância da paisagem rural para o turismo: “a paisagem rural é um ativo extraordinariamente importante para a atratividade turística dos nossos territórios e das nossas regiões”.
Também Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, sublinharia o trabalho realizado pela Rota da Bairrada, “pelo valor acrescentado que adicionou àquilo que já era a Bairrada antes de nascer a Rota.”
Sublinhou igualmente a necessidade de se avançar com o processo de certificação do leitão, para que este “mantenha a sua qualidade, que se vai perdendo, de vez em quando”, deixando ainda a nota de que um dos novos Espaços Bairrada (em Aveiro) ficará sediado no antigo edifício da Estação da CP e irá juntar três produtos/marcas identitárias do território – ovos moles, sal e os espumantes e vinhos Bairrada, que “vão fazer uma grande casa, bonita”, concluiu.

Autarca lança repto ao ministro. Na ocasião, a edil anadiense Teresa Cardoso reconheceu que a Associação Rota da Bairrada tem “a difícil tarefa de projetar este território, de afirmar as suas potencialidades, de valorizar os seus recursos endógenos”, não deixando de sublinhar o facto da Rota “ter consolidado os seus propósitos, unindo a região e convidando os seus associados a trabalhar num projeto comum, dando primazia à certificação, à inovação e à excelência dos produtos e do seu território.”
Aproveitando a presença do ministro, reforçou, uma vez mais, a preocupação com as instalações da Estação Vitivinícola da Bairrada, património do Ministério da Agricultura, hoje tutelado pela Direção Geral do Património do Estado: “um belíssimo tesouro arquitetónico, com mais de um século”, mas que se tem vindo a esvaziar por falta de recursos, mas também a degradar-se a olhos vistos. Daí ter apelado, uma vez mais, à criação de um Centro de Investigação Nacional de Espumante na região.
A deslocação do ministro à Bairrada terminou com um almoço comemorativo do 10.º aniversário da Rota da Bairrada, nas Caves Aliança, onde os vinhos e espumantes da região e o leitão foram os reis à mesa.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Anadia: Freguesia da Moita homenageia seus combatentes

Anadia: Freguesia da Moita homenageia seus combatentes

Decorreram com grande brio e solenidade as cerimónias de homenagem aos combatentes da freguesia da Moita, no passado dia 19 de novembro.
Presidiu ao ato o Presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes, Ten. Gen. Chito Rodrigues, acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso.
Estiveram presentes ainda Maj. Rui Santos em representação do Comandante do RI10-Regimento de Infantaria de Aveiro; Comandante do Destacamento de Anadia da GNR, Ten. José Carlos Magalhães; Presidente do Núcleo de Oliveira do Bairro da Liga dos Combatentes, Victor Pinto; Presidente da Junta da Freguesia da Moita, José Arlindo; Professor António Ferreira Gomes pela Universidade Sénior de Anadia; Ten. Cor. Pires Martins e Arquiteto José Eduardo Varandas, vogais da Direção Central da Liga dos Combatentes; bem como representantes de associações locais, combatentes e público.
Após a concentração no largo Alto da Feira, o presidente da Junta de Freguesia fez uma breve intervenção para agradecer a presença das entidades convidadas, e o significado do ato em si mesmo, a que se seguiu a inauguração e bênção do Monumento ao Combatentes da Freguesia de Anadia. Seguiu-se a evocação dos mortos em combate, com deposição de flores pelas associações locais, uma coroa de flores depositada pelo TGen Chito Rodrigues acompanhado por Teresa Cardoso e as honras militares devidas, prestada por uma força militar do RI10.
Seguiu-se a imposição de Medalhas das Campanhas das FAP a uma dezena de Combatentes do Ultramar, sócios da Liga dos Combatentes, núcleo de Oliveira do Bairro. Para encerrar, usaram da palavra Ferreira Gomes, na qualidade de familiar de um combatente da GG e estudioso da temática da guerra, e os Presidentes da Liga e do Executivo Municipal.

Respeito e gratidão.Ferreira Gomes afirmou que ficava bem à sociedade civil e às autarquias colaborarem no resgate merecido das memórias daqueles nossos antepassados que contra todas as adversidades acabaram heróis, independentemente das prestações militares de cada um.
O General Chito Rodrigues começou por afirmar que aquela iniciativa se destinava a homenagear aqueles, que sempre que a nossa identidade esteve em perigo, pegaram em armas para defender Portugal. Comparou a situação vivida, pelos combatentes da Guerra do Ultramar, durante os primeiros 30 anos após o 25 de Abril, com a dos combatentes da Grande Guerra, também eles abandonados e esquecidos como se em ambas as situações não fossem chamados a cumprir ordens do poder político.
Referiu que existem em todo o país 100 monumentos evocativos da 1.ª Guerra Mundial e 305 erigidos em memória dos que participaram na Guerra do Ultramar. A homenagem que se prestava com a construção daquele monumento era pois um justo tributo aqueles que partiram e não chegaram, no cumprimento de um dever.
Por último, a presidente da autarquia anadiense referiu que era com muito orgulho e grande honra que participava naquela cerimónia de homenagem em memória dos combatentes da Moita que deram o seu melhor por diversas causas. Saudou a Junta de Freguesia pela iniciativa tomada, ao prestar homenagem aos combatentes vivos e às suas famílias, não se esquecendo de ter uma palavra de respeito e gratidão por aqueles que não viram os seus filhos regressar. Felicitou também a Liga dos Combatentes pela forma empenhada e dedicada como vem desenvolvendo a sua atividade na defesa dos valores do nosso país. As cerimónias terminaram com a entoação do Hino da Liga dos Combatentes.
À tarde, enquadrada no Programa do XI Aniversário do Núcleo de Oliveira do Bairro, seguiu-se uma visita à exposição, patente na Biblioteca Municipal de Anadia, referente ao espólio do soldado anadiense Manuel Ribeiro, condecorado com a Ordem da Torre Espada, por feitos militares em África, em 1902.

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ACIB promove Sorteios e Concursos de Natal

natal_acibA ACIB está a preparar os sorteios e concursos de Natal para os concelhos de Anadia e de Oliveira do Bairro.
Em Anadia, a ACIB, a Câmara Municipal e o Invest em Anadia vão promover, de 1 a 31 de dezembro, o Sorteio de Natal do Comércio Local 2016 e, de 14 a 25 de dezembro, o Concurso de Montras de Natal. O objetivo destas iniciativas é promover e dinamizar o comércio tradicional, incitando os consumidores a fazerem compras no comércio local de Anadia.
O Concurso de Montras de Natal de Anadia vai decorrer de 14 a 25 de dezembro, pelo que a decoração das montras deverá estar concluída às 9h do primeiro dia.
As inscrições deverão ser efetuadas até ao dia 5 de dezembro, através da entrega da Ficha de Inscrição nas instalações da ACIB presencialmente, via correio, fax ou e-mail. As inscrições são gratuitas.
Em Oliveira do Bairro, a ACIB, em parceria com a Câmara Municipal, promove, de 1 a 31 de dezembro, o Sorteio de Natal do Comércio Local 2016 e, de 8 a 25 de dezembro, o Concurso de Arcos de Natal. O objetivo destas iniciativas é, à semelhança de Anadia, promover e dinamizar o comércio tradicional incitando os consumidores a fazerem compras no comércio local de Oliveira do Bairro.
Haverá também um Concurso de Arcos de Natal em Oliveira do Bairro, que visa promover o comércio tradicional, sendo de âmbito concelhio e abrangendo todos os estabelecimentos comerciais.
Os arcos devem ser alusivos ao Natal e devem ser colocados na entrada dos estabelecimentos comerciais
O concurso vai decorrer de 8 a 25 de dezembro, pelo que a colocação dos mesmos deverá estar concluída às 9h do primeiro dia.
As inscrições deverão ser efetuadas até ao dia 2 de dezembro, através da entrega da Ficha de Inscrição nas instalações da ACIB presencialmente, via correio, fax ou e-mail. As inscrições são gratuitas.
Para mais informações e/ou inscrições, contacte a ACIB através dos telefones: 234 730 320 ou 231 516 761 ou via o e-mail: relacoespublicas@acib.pt

Sorteio de Natal em ambos os concelhos
Em relação ao Sorteio de Natal, quer em Anadia, quer em Oliveira do Bairro, por cada 10 euros de compras, de 1 a 31 de dezembro, será entregue, pelas lojas aderentes, ao comprador, no momento do pagamento, uma senha de participação que o habilitará ao sorteio, num máximo de dez senhas por compra. Esta senha terá que ser validada com o carimbo do estabelecimento aderente.
As inscrições deverão ser efetuadas através da entrega da Ficha de Inscrição nas instalações da ACIB presencialmente via correio, fax ou e-mail. As inscrições e o Kit do Sorteio (constituído por pack de 300 senhas, dístico do sorteio e tômbolas) são gratuitos.
Todos os estabelecimentos aderentes ostentarão, no decorrer do concurso, de forma visível, uma marca indicativa a fornecer pela organização.
Os concorrentes/clientes do concelho de Anadia deverão depositar as senhas, depois de devidamente preenchidas na Tômbola do Sorteio, que se encontrará localizada junto da Pista de Gelo e Quinta do Natal, na Praça da Juventude. Em Oliveira do Bairro, as tômbolas deverão ser entregues pelos comerciantes nas instalações da ACIB, no Espaço Inovação, na Zona Industrial de Vila Verde, até ao dia 6 de janeiro.

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Sangalhos: Marco Paulo em espetáculo solidário no velódromo

Sangalhos: Marco Paulo em espetáculo solidário no velódromo

A festejar os seus 50 anos de carreira, Marco Paulo estará em Sangalhos, no próximo dia 3 de dezembro, pelas 21h30, no Centro de Alto Rendimento de Anadia / Velódromo Nacional, para brilhar na edição 2016 do Concerto Solidário de Anadia.
Considerando as caraterísticas muito especiais deste evento, torna-se fácil compreender a escolha de Marco Paulo para estrela deste Concerto Solidário de Natal, pois, para além de se tratar de um artista sobejamente conhecido e com um repertório familiar ao grande público, é também uma personalidade que, durante a sua vasta carreira, tem participado em diversas atividades de cariz solidário, auxiliando as mais diversas instituições e causas.
O espetáculo, organizado pela Câmara Municipal de Anadia, tem como objetivo a angariação de fundos que permitam às 18 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho ampliar a sua capacidade de intervenção junto dos mais desfavorecidos. Tal como na primeira edição, o evento com a colaboração ativa das IPSS do concelho de Anadia, que estão envolvidas no trabalho de divulgação e de dinamização, cabendo-lhes a venda de parte dos bilhetes e a animação do recinto do espetáculo. Em contrapartida, para elas reverte a totalidade da receita.
Mais uma vez, o concerto foi agendado para a quadra natalícia, decorrendo no Velódromo de Sangalhos, um espaço que tem dado provas da sua adequação a este tipo de atividades e cujas excelentes condições irão proporcionar uma grande noite de festa e de animado convívio.
Os bilhetes, com preço único de cinco euros, podem ser adquiridos na Tesouraria dos Paços do Município, nas Piscinas Municipais, na Biblioteca Municipal e no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, no Centro de Alto Rendimento / Velódromo Nacional, em Sangalhos, na Rota da Bairrada, na Curia, e, ainda, nas instalações das IPSS do concelho. A entrada será gratuita para crianças com idade até aos 12 anos (inclusive).

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