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JB recebe Prémio Gazeta 2013

O Jornal da Bairrada foi um dos galardoados nos Prémios Gazeta 2013, atribuídos pelo Clube dos Jornalistas, com o patrocínio exclusivo da Caixa Geral de Depósitos. Os prémios serão entregues em breve, numa cerimónia conduzida pelo Presidente da República.
O JB recebeu o Prémio na categoria de Imprensa Regional, tendo o júri considerado que o nosso semanário “tem, a par de uma informação cuidada, plural e de proximidade, uma moderna e atrativa apresentação gráfica, com uma vasta tiragem impressa”.
O Júri dos Prémios Gazeta analisou, em maio e junho, mais de uma centena de trabalhos concorrentes.
O Prémio Gazeta Revelação foi atribuído a Catarina Fernandes Martins, pelo trabalho “Homem que matou um Homem e encontrou Saramago na prisão”, publicado no jornal “Público”.
O Prémio Gazeta Multimédia foi atribuído ao trabalho “Filhos do Vento”, de Catarina Gomes, Ricardo Rezende, Manuel Roberto, Dinis Correia e Andreia Espadinha.
A reportagem “Verdade Inconveniente”, de Ana Leal, transmitida pela TVI, recebeu o Prémio Gazeta de Televisão.
Já o Prémio Gazeta de Imprensa foi atribuído a Paulo Pena, por trabalhos publicados na revista “Visão”.
O Prémio Gazeta de Rádio foi para Maria Augusta Casaca, pelo trabalho “Catarina é o meu nome”, transmitido na TSF.
José Carlos Carvalho recebeu o Prémio Gazeta de Foto-Reportagem, pelo trabalho “Triscaidecafobia”, publicado no jornal i.
O Prémio Gazeta de Mérito foi atribuído a Helena Marques, que finalizou a sua carreira no Diário de Notícias.
O júri dos Prémios Gazeta 2013 foi composto por Eugénio Alves (CJ), Elizabete Caramelo (docente universitária), Eva Henningsen (Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal), Fernando Cascais (docente universitário), Fernanda Bizarro (free-lancer), Fernando Correia (jornalista e docente universitário), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão) e José Rebelo (docente universitário).

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Biblioteca Municipal de Anadia: Entrega de prémios em dia de aniversário da Biblioteca

Biblioteca Municipal de Anadia: Entrega de prémios em dia de aniversário da Biblioteca

No passado dia 5 de julho, a Biblioteca Municipal de Anadia celebrou o 6.º aniversário, numa tarde repleta de momentos especiais, com enfoque para a entrega de prémios aos vencedores da 5.ª edição do Concurso Escolar “Ler & Aprender” e da 6.ª edição do Concurso de Poesia “Letras da Primavera”.
Relativamente ao concurso escolar, todos os trabalhos vencedores conferiram ao respetivo estabelecimento de ensino, a possibilidade de receberem um prémio pecuniário, previsto no Regulamento do Concurso. Já o concurso de poesia “Letras da Primavera”, uma singela homenagem ao cruzamento do Dia Mundial da Poesia com o início da Primavera, este ano, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, foi dedicada ao tema da Liberdade.
Na ocasião, a edil anadiense Teresa Cardoso referiu que “celebrar o aniversário da Biblioteca Municipal é celebrar todos aqueles que dão sentido ao nosso trabalho: os nossos utilizadores. Não os podemos ter todos connosco, pois precisaríamos de um espaço bem maior, por isso, de uma forma simbólica, prestaremos uma homenagem àqueles que, no último ano, mais frequentemente nos visitaram e usaram os nossos recursos e serviços”, não deixando de destacar também que a Biblioteca Municipal tem desenvolvido vários projetos de aproximação à comunidade.
“A nossa grande preocupação é as pessoas. É nelas que centramos o nosso trabalho. Tudo quanto fazemos só tem sentido se, de alguma forma, contribuir para tornar a vida das pessoas melhor, mais fácil, e, quem sabe, mais feliz!”, disse, deixando ainda uma palavra de elogio aos mais jovens, aos seus encarregados de educação e aos seus professores, pela dedicação espelhada nos resultados alcançados em todos os desafios propostos.
No projeto BiblioSocial, a Biblioteca Municipal de Anadia elegeu o Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores como a instituição que, ao longo do último ano, mais empenho demonstrou na promoção do livro e da leitura junto dos seus utentes. Já no Projeto BiblioEscola, houve lugar a duas distinções: uma para o 1.º CEB, atribuída à professora Anabela Ferreira Santos e outra para o Pré-escolar, atribuída à Educadora Ana Paula Silva, ambas do Centro Escolar de Arcos. Seguiu-se a distinção dos utilizadores individuais e, na categoria Infanto-Juvenil, foram agraciados Anna Sofia Kravets Boklach (5 anos), de Anadia, Francisco Marques Santos (5 anos) da Malaposta e Gabriel Bizarro Monteiro (5 anos) de Tamengos. No que respeita aos Adultos, foram distinguidos: Alice da Costa Duarte Trindade, de Sangalhos, Maria Elizabete Lopes Martins, de Vila Nova de Monsarros e Sílvia Margarida Batista Ferreira, de Óis do Bairro.
De realçar também as atuações que abrilhantaram a cerimónia, protagonizadas por alunos da Secundária de Anadia, EB n.º 2 de Anadia e EB n.2 de Vilarinho do Bairro, Colégio Nossa Senhora da Assunção, e Colégio Salesiano de São João de Bosco.

Vencedores
“Ler & Aprender”
Género Lírico
1.º CEB: 1.º Margarida Cruz, CNSA “A amizade”; Menção Honrosa, Pedro Duarte, CNSA, “Um pedacinho de amor”.
2.º CEB: 1.º Dinis Costa, CSSJB “O mar”; Menção Honrosa, Henrique Ferreira, EB n.º 2 de Anadia “O que há nos livros”.
3.º CEB: 1.º Maria Rocha, CSSJB “Os Livros”; Menção Honrosa, Ana Neta Pereira, EB n.º 2 de Anadia, “Saudade”.
Secundário: 1.º, Inês Figueira, CNSA. “Amor impossível”; Menção Honrosa, Afonso Pereira, CNSA, “Avenida da minha cidade”.
Género Narrativo
1.º CEB: 1.º Hugo Almeida, CNSA “No reino da imaginação”; Menção Honrosa, Constança Seabra, CNSA “O capacete azul”.
2.º CEB: 1.º João Patrão, CNSA, “Encontros de Primavera”; Menção Honrosa, Carolina Fontes, CNSA, “Férias na lua”.
3.º CEB: 1.º Beatriz Duarte, EB n.º 2 de Vilarinho do Bairro, “Ups…”; Menção Honrosa, Filipa Cerca, CSSJB, “O pequeno pintor”.
Secundário: 1.º Catarina Alves, ESA, “Uma viagem”; Menção Honrosa, Sara Cunha, CNSA, “A ilha mágica”.

Concurso “Letras da Primavera”
1.º Maria Celeste Torres, Sangalhos, com o poema “Liberdade”; 2.º Joaquim Armindo, Mogofores, com o poema “Retrato em branco e negro”; 3.º João Pereira, do Outeiro de Baixo, com o poema “O preço do berço”.

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Anadia: “Ser bombeiro por uma semana” ensina valores aos mais jovens

Anadia: “Ser bombeiro por uma semana” ensina valores aos mais jovens

Chegou ao fim a atividade “Ser Bombeiro por uma semana”, realizada entre os dias 30 de junho e 4 de julho, pela Escola de Infantes e Cadetes do Corpo de Bombeiros Voluntários de Anadia.
Foi uma semana cheia de atividades, nas quais jovens entre os 6 e os 16 anos puderam experimentar vários exercícios e ações próximas da profissão de Bombeiro.
A discussão e a instrução de temas sérios foi feita sempre em ambiente de brincadeira e boa disposição. “Estamos certos que, nesta semana, todos os jovens partilharam os valores do altruísmo, ajuda ao próximo e responsabilidade e foram proporcionadas novas experiências e contacto com outros jovens”, avança a comandante Ana Matias.
Durante a semana, os jovens tiveram a oportunidade de assistir a sessões teóricas relativas aos temas “O voluntariado”, “A Floresta”, “Direitos e Deveres dos Bombeiros”, bem como a sessões práticas, tais como “Salvamento na água”, “Utilização de extintores”, “Salvamento em grande ângulo”, “AVC” e técnicas praticadas em emergência pré-hospitalar.
Foram feitas visitas ao CODU a Coimbra e com a colaboração do INEM – Coimbra realizou-se a montagem de um PMA (Posto Médico Avançado) e instrução de Suporte Básico de Vida.
A todos os jovens foi ensinado a “Ordem Unida”, conjunto de conhecimentos base, de modo a executar de forma correta os movimentos como a marcha, continência e a disciplina em termos similares à atividade militar.
Segundo ainda a comandante da corporação anadiense, as brincadeiras e o convívio estiveram presentes em vários jogos e caminhadas, assim como a corporação contou com o apoio da Câmara Municipal de Anadia “como parceira fundamental e sempre disponível nesta atividade e no apoio total das refeições e transportes necessários”.
A iniciativa contou igualmente com o apoio total da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia.
“A reunião destes dois parceiros permitiu proporcionar aos participantes uma semana sem custos para os encarregados de educação e permitiu ainda a ocupação dos jovens em tempo de férias escolares”, acrescentou Ana Matias, acrescentando que “a semana não teria sido possível sem a presença e coordenação de todos os Bombeiros e funcionários da Câmara Municipal de Anadia (com funções de monitores) que estiveram presentes durante toda a semana e que foram incansáveis no apoio e ensinamento a todos os jovens.”
Uma experiência que classifica de “fantástica para quem esteve presente”, sendo certo que será para continuar num futuro próximo. “Por agora mantemos a Escola de Infantes e Cadetes com atividades ao longo do ano e que funciona aos sábados”, concluiu.

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Litério Marques absolvido do crime de poluição

O Tribunal de Anadia absolveu, na penúltima quarta-feira, Litério Marques, ex-presidente da Câmara Municipal de Anadia e atual vereador, da alegada prática de um crime de poluição, no âmbito de um processo movido pela Quercus, relacionado com operações que visavam uma nova zona industrial na freguesia de Arcos.
Em causa estavam as intervenções realizadas pela autarquia, no ano de 2005, em 21 hectares de terrenos situados no Vale do Salgueiro, que à data se encontravam inseridos na Reserva Ecológica Nacional (REN).
Segundo a juíza, não se provou que a Câmara Municipal de Anadia tenha abatido dezenas de milhares de árvores e tenha despejado várias toneladas de entulho naquele local, como constava na pronúncia.
A juíza deu ainda conta que “as quantidades recolhidas de saibro foram sempre em termos de estimativa, o que não pode ser considerado como meio de prova”. “Seria sempre impossível saber a quantidade de saibro extraída, já que a quantidade que vem na pronúncia é um absurdo”, referiu a magistrada durante a leitura da sentença.
A magistrada salientou ainda que no local havia entulho que tinha sido depositados pelos moradores.

“A justiça funcionou”. À saída da sala de audiências, Litério Marques começou por se remeter ao silêncio, no entanto, instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a sentença, acabaria por dizer que “estava satisfeito com a decisão”, afirmando que a “justiça funcionou”. “Finalmente terminou o poder dos fortes em Anadia. Ganhou a razão”, desabafou o autarca, bastante emocionado e com as lágrimas nos olhos.

Perseguição. O autarca afirmou ainda estar a ser alvo de uma perseguição por parte da associação ambientalista Quercus, garantindo, no entanto, não ter nada contra os ambientalistas. “Eu também sou um ambientalista, pois fui o primeiro a fazer  requalificação de uma zona  de extração de inertes. Mas vejam à volta a quantidade de buracos que existem”, afirmou. Referiu ainda que vai continuar a contar com o apoio da população, adiantando que o povo de Anadia “vai regozijar-se por ter saído ileso desta situação”.
Acrescentou ainda que os fortes – referindo-se a uma grande família de Anadia, que “também tem pessoas boas” – foram colocando areia na engrenagem, fazendo com que o PDM estivesse estes anos todos sem andar”.
Durante o julgamento, o ex-presidente da Câmara disse que se fosse “um homem poluidor”, não teria sido eleito tantas vezes. “Não me sinto culpado. Sinto que cumpri a minha missão. Sou autarca ainda antes do 25 de Abril. Se fosse um homem poluidor, este povo não me teria eleito tantas vezes”, afirmou o autarca.

Alegações. Recorde-se que, nas alegações finais, a advogada da Quercus pediu a condenação do arguido, sustentando que “este é um crime em que todos nós somos vítimas e o presidente agiu de forma consciente”. A advogada da Quercus disse ainda, não concordar com as alegações do Ministério Público, que “continua a não querer ler o que está nos autos”, sublinhando que “não há tradição em Portugal de punir pessoas pela prática de crimes contra o ambiente”. “Se a Quercus não tivesse intervindo no município de Anadia, hoje, tínhamos umas termas numa zona industrial.”
O Ministério Público esclareceu, desde logo, que o processo começou por ser arquivado em fase de inquérito por não estarem preenchidos os pressupostos de crime. No entanto, Litério Marques acabaria por ser pronunciado pelo juiz de instrução de Águeda.
O Ministério Público, não obstante ter arquivado a queixa, fundamentou porque não existiam indícios: “O Ministério Público tem de ser objetivo e procurar a verdade material, e neste julgamento não se demonstrou aquilo que vem descrito na pronúncia”. “Não se logrou demonstrar qualquer dos valores que vêm na acusação, ficando sempre a dúvida, assim como não sabemos o que foi feito no local.”

Pronúncia. Segundo o despacho de pronúncia, o ex-presidente da Câmara “ordenou aos serviços camarários que procedessem a escavações nos referidos terrenos, tendo mandado abater dezenas de milhares de árvores, maioritariamente pinheiros”.
A mando do então presidente da Câmara, teriam ainda sido retiradas daquele local dezenas de toneladas de saibro e, no seu lugar, despejadas várias toneladas de entulho que incorporavam substâncias como crómio, chumbo e outros metais pesados utilizados em tintas e materiais de construção.
No âmbito deste caso, a autarquia já tinha sido condenada em 2010 pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu por violação de diversa legislação ambiental, incluindo o regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional, a Lei de Bases do Ambiente e o próprio Plano Diretor Municipal da Anadia.
O tribunal ordenou então à autarquia que procedesse à limpeza daquela área e retirasse todo o entulho que ali tinha sido enterrado em área de REN, bem como procedesse a todos os trabalhos necessários à correta drenagem dos terrenos.
Pedro Fontes da Cost

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Curia Tecnoparque: Empresa de Anadia entre as finalistas de concurso de design

Curia Tecnoparque: Empresa de Anadia entre as finalistas de concurso de design

A Tekna Creative, sediada na Incubadora de Empresas do Curia Tecnoparque, viu o seu projeto “O Luso” reconhecido como um dos 45 finalistas do concurso de design promovido pela Galp. A empresa bairradina conseguiu destacar-se entre as mais de 1100 candidaturas recebidas a nível nacional.
O desafio lançado pela Galp a estudantes universitários e a profissionais na área do design passava pelo desenvolvimento de uma nova imagem para as garrafas de gás butano. A Tekna Creative respondeu ao desafio com o projeto “O Luso”, um personagem criado com linhas simples, inspiradas em personagens estilo Lego, em grande parte “guiado” pelas linhas da garrafa.
A garrafa foi decorada com pasta de papel, e tinta acrílica, e tem um misto de trajes típicos de Portugal, com as suas cores garridas, e um padrão estilo filigrana aplicado no seu colete dando-lhe um toque mais artístico. Pasta de papel, papel de feltro, cartão, plástico usado, fimo e tinta acrílica foram os materiais escolhidos pela Tekna Creative.
“O Luso” quer demonstrar a amistosidade do povo português, com o seu ar engraçado e amigável, a sua relação com a tradição e costumes e a sua habilidade e inteligência. Quer ainda representar os trajes garridos do folclore português, a filigrana tão bonita quanto complexa, e, ao mesmo tempo, a simplicidade que há em nós… Afinal, “O Luso” é construído com pouco mais do que pasta de papel e muita imaginação.

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Empresário de leitões condenado a 14 anos de prisão

O Tribunal de Anadia condenou, na terça-feira, a 14 anos de prisão um antigo empresário de leitões da Bairrada acusado de, em 2008, ter matado a tiro um seu concorrente, de 29 anos. Fernando Ribeiro foi ainda condenado a dois anos de prisão por um crime de detenção de arma proibida. Em cúmulo jurídico, o tribunal aplicou-lhe uma pena única de 14 anos de prisão. Além da pena de prisão, o arguido terá de pagar aos familiares do falecido uma indemnização de 250 mil euros.

Desentendimento. Fernando Ribeiro, 46 anos, baleou mortalmente Carlos Trancho, 29 anos, na noite de 6 de março de 2008, na rua principal de Alpalhão, em Anadia, tendo fugido para o estrangeiro.
O tribunal deu como provado que Fernando Ribeiro agiu de forma livre e consciente, querendo matar Carlos Trancho motivado por um desentendimento entre ambos e para tentar evitar pagar uma dívida de dez mil euros.
Durante a leitura do acórdão, o juiz presidente disse que nenhuma prova foi produzida sobre as alegadas ameaças de morte feitas aos arguido e aos seus familiares por parte da vítima. “Não ficou provado que esteja arrependido e que recebeu ameaças de morte”, acrescentou o magistrado, ressalvando não ser possível concluir, ainda assim, que o arguido persistiu no crime com antecedência, pois este “agiu num impulso numa discussão”, o que levou a optar por homicídio simples e não qualificado.

Legítima defesa. O Tribunal também não deu credibilidade à tese do arguido que dizia ter agido em legítima defesa, julgando que a vítima estava a pegar numa arma para disparar contra si.
“Atendendo que Carlos Trancho pesava 119 quilos, nunca este iria fazer o gesto que o arguido descreveu”, disse o magistrado, explicando ainda que “não foi possível determinar o momento em que o arguido decidiu matar Carlos Trancho. O que não se pode concluir é que foi uma decisão calculada e pensada, mas fruto de um impulso gerado numa discussão”.
Não ficou provado que “o arguido tenha disparado para qualquer zona do corpo e que depois do disparo tenha entrado em pânico e sem saber o que fazer e que só tenha saído do local quando verificou que o mesmo estava vivo”. Assim como não ficou provado, como parte da contestação, que “o arguido se tenha arrependido”.

Desculpas. No final, o juiz presidente, dirigindo-se ao arguido, afirmou que “a sua atitude é muito reprovável e censurável e colocou em causa o sentimento de arrependimento demonstrado durante o julgamento”. “É profundamente reprovável o ato que cometeu e não há nada que justifique matar uma pessoa, ainda para mais quando havia um bom relacionamento entre ambos”.
“Impunha-se que o arguido se entregasse à justiça, mesmo que não o fizesse no início, esperava-se que o fizesse num curto espaço de tempo, mas não foi o que fez. O arguido resolveu fugir e reconstruir a sua vida, perfeitamente indiferente ao sofrimento que causou a esta pessoa e aos seus familiares.” “Quem se arrepende, apresenta-se à justiça e pede desculpas. Não foge”, acrescentou.
“Não pode o Tribunal aceitar o arrependimento de quem não se arrependeu, nem sequer pediu desculpas. Esperemos, neste tempo em que vai estar em reclusão que reflita no mal que causou a estas pessoas”, finalizou o magistrado.
O arguido, que se encontra em prisão preventiva, vai manter-se nessa situação até ao trânsito em julgado da decisão.

Acusação. Segundo o despacho de acusação do MP, a vítima mortal encontrava-se naquele local, dentro do seu carro, à espera de um indivíduo que lhe devia dinheiro, quando o suspeito chegou e parou a sua viatura, em sentido contrário.
Na ocasião, gerou-se uma discussão entre os dois homens, tendo o arguido, a dado momento, sacado de uma arma de fogo e disparado um tiro em direção à cabeça da vítima, que teve morte quase imediata.
Segundo a acusação, o arguido agiu por “avidez” e “com frieza de ânimo”, procedendo à limpeza das armas que possuía na manhã do crime e aproveitando o conhecimento do paradeiro da vítima no dia e hora em que desferiu o tiro fatal, atuando assim em circunstâncias que revelam especial censurabilidade.
Após o crime, o arguido fugiu para Espanha e seguiu para França, antes de viajar para Cabo Verde, onde foi localizado em 2013, sendo depois extraditado para Portugal para ser julgado.

Recurso. A defesa vai recorrer – já que alega legítima defesa – e os advogados da família Trancho admitem também o recurso por considerariam estar preenchidos os requisitos para a condenação por homicídio qualificado, como inicialmente vinha acusado, e não simples como foi condenado.
Pedro Fontes da Costa
pedro@jb.pt

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V N Monsarros: Feira/festa Quinhentista

No próximo domingo, dia 20 de julho, Vila Nova de Monsarros vai estar em festa com a comemoração dos 500 anos de foral manuelino.

As comemorações vão ter lugar nas instalações do Centro de Apoio Social (CAS) da freguesia e contam com o seguinte programa:
11h – Abertura da feira
21h30 – Atuação da marcha popular da Freguesia
Refira-se ainda que durante todo o dia haverá animação de rua com o grupo “Popularis” e “muitas surpresas”.
Esta iniciativa conta com organização da Junta de Freguesia local e a colaboração das associações e instituições da freguesia.

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Anadia: Rotary Club inaugura marco rotário na Curia e nova direção toma posse

Anadia: Rotary Club inaugura marco rotário na Curia e nova direção toma posse

O Rotary Club Curia Bairrada esteve em festa na última sexta-feira, dia 4 de julho. No dia em que inaugurou um marco rotário na estância Termal da Curia, procedeu ainda à transmissão de tarefas. Filomena Morais sucede, assim a Jorge São José na liderança deste Club.
Um evento muito participado que contou com a presença da autarca de Anadia, Teresa Cardoso, mas também do presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro, Óscar Ventura, dos representantes de vários clubes rotários, bem como a presença maciça dos membros deste Rotary Club, seus familiares e amigos.

Alegoria à União e à Paz. O novo marco rotário foi descerrado na principal rotunda da Curia. Trata-se de uma peça escultórica, da autoria do artista bairradino, Carlos do Amaral, sendo uma alegoria à União, à Paz, à Concórdia, à Solidariedade e ao Servir, bem como à Família e à Entreajuda.
Na ocasião, o presidente do Rotary Club Curia Bairrada, Jorge São José, referiu que, embora não sendo importante para o desenvolvimento da sua ação, este marco “visa assinalar a existência do Rotary na comunidade onde se insere, bem como manifestar a toda a população a sua disponibilidade para fazer jus a um dos seus princípios: dar de si antes de pensar em si”. Este responsável destacou ainda o papel importante que o membro do Rotary Club, Manuel Fernandes, teve na concretização deste objetivo.
Jorge São José recordou aos presentes que o lema rotário do ano que agora termina “Viver Rotary, Transformar Vidas”, foi plenamente praticado pelo Clube, tendo referido ajudas importantes que, em parte, transformaram a vida de quem as recebeu, assegurando ainda que o Clube irá continuar a sua ação de ajuda à comunidade e que, em colaboração com a Câmara Municipal de Anadia, pretende ter um papel ainda mais ativo nesta sua missão.
Também Teresa Cardoso destacou todo o trabalho que o Rotary presta ao concelho e, elogiando o autor da peça pela beleza da obra que criou, disse que será um bom testemunho da presença do Clube, no entanto, mais importante do que o marco, é a obra que o Rotary realiza e as suas ações.
A edil referiu ainda que é muito importante para o concelho ter a presença dos rotários, bem como de outras organizações similares, pois assim a ação no município será mais eficaz.
Na ocasião lembraria que, além de ser presidente da Câmara, tem também a responsabilidade da Ação Social e que pretende estreitar relações com o Rotary, de modo a poder ser dada resposta mais urgente a algumas situações sociais, em que por vezes a burocracia não permite uma ajuda tão rápida, por parte dos serviços municipais.
No final deste momento único na vida do Rotary Club Curia Bairrada, teve lugar, no Hotel das Termas da Curia, o jantar de Transmissão de Tarefas, deste Rotary Club.

Transmissão de tarefas. Foi durante o jantar que o presidente cessante Jorge São José fez um balanço da ação desenvolvida durante o ano rotário, que agora termina, referindo alguns casos concretos de ajudas a pessoas mais desfavorecidas e a vários setores da sociedade.
“Foi um ano muito positivo na missão que o Rotary Club Curia Bairrada desenvolve na comunidade, tendo consolidado a sua ação e reforçado a sua interligação com vários agentes da ação social”, disse, terminando com um agradecimento a todos os membros do Rotary Club, pois sem eles não teria sido possível o bom desempenho efetuado.
Já Filomena Morais, presidente que lhe sucede, resumiu os objetivos que pretende atingir no próximo ano rotário, destacando a permanente ação social e ajuda à comunidade como preocupação fundamental. Referiu ainda uma parceria que já está em curso com o Rotary Coimbra-Santa Clara, que irá permitir a realização de um Ryla em Anadia. “Com a cooperação que pretende manter e reforçar com outros clubes rotários, surgirá também uma consolidação e um desenvolvimento do que será possível efectuar em prol de todos, nomeadamente dos mais necessitados”, acrescentou.
Durante o jantar, teve também lugar a entrada de um novo membro para o Rotary Club Curia Bairrada, Mimi Alvim, sendo apadrinhada por Margarida Matos.
Na ocasião, a presidente de Câmara Municipal, Teresa Cardoso, destacou o papel importante que este Rotary Club tem desempenhado no município e na ajuda que tem dado à comunidade, manifestando igualmente a sua vontade e disponibilidade para que uma colaboração mais próxima, de modo “a todos poderem ser mais eficazes a colmatar as necessidades e a desenvolver a sua ação junto das populações mais carenciadas”.
Segundo a edil anadiense, a consolidação destes laços e o reforço desta parceria possibilitará “um trabalho em rede mais produtivo”. Terminaria elogiando o trabalho desenvolvido pelo presidente cessante e todos os membros, desejando felicidades no desempenho da sua missão para os novos elementos que agora iniciam as suas funções.
Seguiram-se mais algumas intervenções de realce pelo trabalho desenvolvido, bem como, pela continuidade e reforço da missão que se pretende manter no apoio à Comunidade, nomeadamente do Past Governador, Álvaro Gomes e dos Governadores Assistentes, Luís Ribeiro e Carlos Marques.

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D.António Ramos, novo bispo de Aveiro, toma posse a 13 de setembro

D.António Ramos, novo bispo de Aveiro, toma posse a 13 de setembro

O Papa Francisco nomeou como bispo da Diocese de Aveiro D. António Manuel Moiteiro Ramos, até agora bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga.
O prelado de 58 anos toma posse diante do Colégio dos Consultores no dia 13 de setembro, dia em que se celebra a memória de S. João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja.
Por vontade própria este ato privado decorrerá junto do túmulo da Princesa Santa Joana. A entrada oficial na Sé decorrerá às 16h, do dia 14 de setembro (domingo), em que ocorre a festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz.
O administrador da diocese de Aveiro, Mons. João Gonçalves Gaspar, em nota enviada à comunicação social, congratula-se “pessoalmente nesta escolha, porque D. António Manuel é um bispo simples, próximo, acolhedor, com experiência em diversas alíneas apostólicas e com sensibilidade para os problemas atuais”.
Entretanto, sabe-se que D. António Manuel irá passando pela Diocese de Aveiro, para ir conhecendo pessoas e instituições e se aperceber das realidades locais.
De acordo com a Agência Ecclesia o novo bispo de Aveiro, já afirmou que o “horizonte pastoral” da diocese é continuar o “dinamismo criado pela Missão Jubilar”, onde deseja promover “a cultura da proximidade”.
“Para os próximos anos, o nosso horizonte pastoral deve ser o dinamismo criado pela Missão Jubilar que celebrou os 75 anos da restauração da Diocese”, avança aquela Agência com base na mensagem que o novo bispo dirigiu à diocese de Aveiro, sustentando ainda que “sem comunidades cristãs vivas não há Igreja de Jesus”.
Para o até agora bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga, “a missão da Igreja não é outra senão a de propor a toda a humanidade a alegria do Evangelho”, avança a Ecclesia.

Origens em Castelo Branco. O novo bispo da Diocese de Aveiro nasceu na aldeia de João Pires, do concelho de Penamacor, do Distrito de Castelo Branco e Diocese da Guarda,a 17 de maio de 1956. Frequentou os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda, sendo ordenado presbítero a 8 de abril de 1982, iniciando o ministério pastoral como vigário paroquial das paróquias de S. Vicente e de S. Miguel da Guarda.
Desde 1987, foi professor de catequética no Seminário Maior da Guarda e professor de teologia pastoral no Instituto Superior de Teologia Beiras e Douro, com sede em Viseu. Foi nomeado bispo-auxiliar da Arquidiocese de Braga a 8 de junho de 2012 pelo papa Bento XVI, com o título de bispo-titular de Cabarsussi, recebendo a ordenação episcopal em 12 de agosto de 2012, na sé da Guarda, presidida pelo cardeal D. José Saraiva Martins, tendo como bispos ordenantes D. Manuel da Rocha Felício e o arcebispo D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

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Fotógrafo Miguel Rolo distinguido durante inauguração da exposição “Olhar Anadia”

O fotógrafo anadiense Miguel Rolo – recentemente distinguido em Riga como Master QEP – mestre fotógrafo europeu pela Federação Europeia de Fotógrafos foi homenageado na última sexta-feira, dia 4 de julho, pela Câmara Municipal de Anadia.
A homenagem aconteceu durante a inauguração da exposição com os melhores trabalhos que concorreram à II Edição do Concurso Municipal de Fotografia “Olhar Anadia”.
O evento teve lugar na Biblioteca Municipal de Anadia e coincidiu com a entrega de prémios aos vencedores e certificados a todos os participantes.
Refira-se que esta mostra surgiu no âmbito das comemorações do 5.º Centenário dos Forais Manuelinos das terras de Anadia, tendo a Câmara Municipal de Anadia decidido dedicar a II Edição do Concurso Municipal de Fotografia “Olhar Anadia” à temática.
O II Concurso Municipal de Fotografia “Olhar Anadia” foi aberto a todos os fotógrafos profissionais e amadores, abrangendo duas secções: cor e preto e branco, podendo cada participante apresentar até um máximo de três fotografias por secção.
Foram apresentadas a concurso 53 fotografias, da autoria de 12 fotógrafos, tendo as mesmas sido apreciadas por um júri selecionado pela Câmara Municipal, presidido por Jorge Sampaio, vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia, coadjuvado pelos fotógrafos Miguel Rolo, e Ana Jesus Ribeiro (fotojornalista).

Vencedores
Secção Cor:
1.º Hélder Miguel da Rocha Coelho, de Anadia, com a fotografia “ENTARDECER” – 300 euros.
2.º Hélder Miguel da Rocha Coelho, de Anadia, com a fotografia “ESCONDIDA” – 200 euros.
3.º António Costa Pinto, de Condeixa-a-Nova, com a fotografia “PARAÍSOS” – 100 euros.
Menção Honrosa – José Costa Pinto, de Coimbra, com a fotografia “LUGAR SAGRADO ”.

Secção Preto e Branco:
1.º Hélder Miguel da Rocha Coelho, de Anadia, com a fotografia “VIGILANTES”– 300 euros.
2.º António Augusto Lopes Rilo, de Ílhavo, com a fotografia “LARGO NOSSA SENHORA DOS CAMINHOS”– 200 euros.
3.º Lugar – Cátia Sofia Martins Ferreira “NÃO HÁ SANTO SEM PASSADO, NÃO HÁ PECADOR SEM FUTURO”– 100 euros.
1.ª Menção Honrosa – Maria Raquel Simões Malho Costa Pinto, de Coimbra, com a fotografia “IGREJA”.
2.ª Menção Honrosa – António Alves Tedim, da Maia, com a fotografia “O PELOURINHO (RÉPLICA RIGOROSA DO ORIGINAL DO SÉC. XVI)”.

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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