Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Tag Archive | "Anadia"

Anadia: Feira Medieval tem como ponto alto ópera cómica


É com mais uma edição da Feira Medieval que a Câmara Municipal de Anadia comemora o feriado do concelho, evento que irá animar o centro da cidade de Anadia, nos próximos dias 4 e 5 de maio.
As Praças do Município e Visconde de Seabra, bem como os arruamentos envolventes, serão palco para as numerosas atividades previstas no programa do certame, que inclui teatro de rua, recriações históricas, espetáculos de malabares e música, a cargo dos grupos Viv’arte, Tradicionalis, Malatitsche e Mozárabes.
A feira, dedicada ao Vinho, terá início pelas 15h de quarta-feira, 4 de maio, com uma arruada no “burgo”, anunciando o começo dos festejos e a abertura do mercado, no qual os visitantes poderão deambular pelas tasquinhas e tendas das juntas de freguesia, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), dos mercadores e dos artesãos, com mostras de produtos comercializados na época recriada.

Ópera cómica. O ponto alto do primeiro dia de feira será a apresentação da ópera cómica “Livietta e Tracollo”, de Giovanni Battista Pergolesi, onde a inteligente camponesa Livietta contracena com o desajeitado ladrão Tracollo, na presença de Fulvia e Faccenda, dois criados silenciosos.
Em palco estarão, assim, uma cantora/atriz, um cantor/ator e dois mimos, acompanhados, no desenrolar da trama, por uma orquestra composta por três violinistas, uma viola de arco, uma guitarra barroca, um contrabaixo e um violoncelista. Esta produção de Ritornello – Associação Cultural sobe à cena pelas 21h30, na Praça do Município, seguindo-se “In taberna quando sumus”, um espetáculo de malabares de fogo.
No dia seguinte, e após a reabertura do mercado pelas 10h, são retomadas as festividades, estando prevista, uma hora depois, a realização do cortejo de receção a D. Afonso Henriques. A animação prosseguirá até ao final do dia.
À semelhança do ano anterior, os visitantes poderão participar ativamente nas atividades da feira. Assim, no Centro Cultural de Anadia estarão disponíveis trajes da época que poderão ser envergados pelos interessados, e, no recinto da feira, haverá uma área destinada a jogos medievais.
Como habitualmente, a Câmara Municipal de Anadia conta, nesta iniciativa, com a preciosa colaboração das Juntas de Freguesia, IPSS e de outras entidades do concelho.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Partidos e políticos debaixo de fogo


A revolução de Abril aconteceu há 42 anos e das várias conquistas, uma delas – a liberdade de expressão – foi vivida em pleno no passado dia 25 de Abril, durante a sessão extraordinária, solene e comemorativa da Assembleia Municipal.
Todos os líderes de bancada (CDS/PP, PS, PSD, MIAP), bem como o presidente de Câmara e Assembleia Municipal puderam livremente expor as suas opiniões e ideias, sem receios, em seis discursos, todos diferentes, mas todos proferidos de forma inteiramente livre.
Este ano, as intervenções estiveram mais centradas na conjuntura atual, nas desigualdades, na corrupção, mas sobretudo na crise de valores (os partidos e os políticos incluídos) e na falta de solidariedade.
A cerimónia contou com mais público do que habitualmente, não só pelo facto das comemorações decorrerem do lado da tarde, mas porque o bom tempo trouxe muitos anadienses à rua. No salão nobre não faltaram representantes de associações culturais, recreativas, desportivas e sociais, representantes de forças de segurança, dos Bombeiros Voluntários, entre muitos outros convidados.

“Abril está coxo”. Para Sidónio Simões, deputado do CDS/PP, o Dia da Liberdade exige uma “reflexão profunda”. E foi precisamente uma reflexão que o levou a recordar aspetos que nos mantêm numa “liberdade eternamente incompleta”. O deputado centrista focou-se nos sem abrigo, nos milhares de portugueses que vivem no limiar da pobreza, nas vítimas dos mais variados tipos de violência, na descriminação de género, na corrupção, nos comportamentos abusivos de gestores, políticos e banqueiros, mas também num poder local insuficientemente apoiado e sobrecarregado de competências, para concluir que “Abril está coxo e exige que se percorra ainda um longo caminho”.

Há políticos e políticos. António Alves, líder da bancada socialista, destacou aos presentes que os eleitos devem estar ao serviço do povo, ao serviço do país e “não para se servirem destes cargos para o seu bem pessoal e dos seus amigos”. Por isso, defende que “os políticos que são verdadeiramente democráticos sabem quando se devem retirar, exercem o cargo a pensar em todos e com transparência”. António Alves foi, em certa medida, ao encontro de algumas críticas proferidas, momentos mais tarde, pela edil Teresa Cardoso e pelo líder da bancada do MIAP, Luís Santos, quando criticou outro tipo de políticos que, “pensando apenas neles, tentam a todo o custo manterem-se ou voltar para cargos de decisão”. Políticos que “não trabalham com lealdade, julgam-se acima de todos; fazem uso da mentira e de outras estratégias para ludibriarem os eleitores”, disse António Alves. Por isso, conclui que ainda há muito a dizer sobre o 25 de Abril até porque estudos mostram o baixo índice de “cultura política” da população portuguesa o que é visível no concelho de Anadia, onde também é notório o desinteresse pela política.

“PSD abraçou a revolução”. José Carvalho, líder da bancada do PSD, destacou a presença do PSD no nascimento da democracia no país: “o PSD foi um alicerce e parte do novo processo político assente em eleições, tendo culminado na aprovação da Constituição e na reposição da autoridade administrativa e legal constitucional”.
Aos presentes, o deputado destacou importantes mudanças resultantes de Abril: aumento da esperança média de vida, a diminuição da taxa de mortalidade infantil, a criação do SNS, da Segurança Social, da rede de Escolas, de uma maior presença de mulheres em várias áreas. Mudanças positivas, fruto da ação do PSD, cujo contributo está também ancorado no poder local: “o número de câmaras municipais geridas sob a égide do PSD no país resultou na maior revolução vista e sentida pelos cidadãos”, diria ainda.

Críticas aos partidos, vivas aos movimentos de cidadãos. Luís Santos falou em nome da bancada do MIAP, movimento independente que lidera a autarquia anadiense desde as últimas autárquicas. Numa clara crítica aos partidos políticos, lamentou o “emaranhado de relações promíscuas entre quem detém o poder e quem o sustenta”, mas também do facto da “estrutura partidária se organizar em função de quem promete mais e melhor”. Aos presentes recordou que Anadia é um dos 13 concelhos portugueses que deu a vitória, nas últimas autárquicas, a um grupo independente de cidadãos, “pessoas cujo passado era garante de desprendimento de compromissos desviantes e de um ainda melhor concelho”.
Um concelho que “está melhor, porque mais livre e mais democrático”.

Farpas e recados. A intervenção da tarde e a mais longa caberia à edil Teresa Cardoso. As mudanças trazidas pelo 25 de Abril, os graves problemas que continuam a afetar o país, a busca de crescimento e progresso, a crise que se instalou no quotidiano foram apenas algumas das questões abordadas, uma vez que Teresa Cardoso centrou a sua intervenção na “crise de valores” que assola a sociedade: “um problema novo e preocupante quer nas formas em que se manifesta, quer no perfil de quem as protagoniza, quer ainda pelos artifícios de que se serve para iludir os mecanismos legais e policiais ou para escapar à justiça”. A edil falava de casos que envolvem os mais poderosos, da complexidade dos esquemas engendrados, pela argúcia e métodos utilizados. Por isso disse, uma série de vezes que: “Abril não acontece “…enquanto não houver justiça” (destacando os crimes de colarinho branco e as célebres offshores); “…enquanto o setor da Saúde estiver ameaçado” (lamentando os cortes orçamentais, o gradual encerramento de serviços hospitalares, situação caótica vivida nas Urgências, o aumento das listas de espera); “…enquanto a Educação for tratada como um capricho de cada novo governo que toma posse” (alterações constantes nas políticas educativas); “… enquanto a política não estiver ao serviço do interesse público”. E foi, precisamente na política que a autarca anadiense se debruçou com mais acutilância, apontando baterias ao “tráfico de influências” onde, à escala local, “se prometem e se trocam favores, onde se sobressaltam e se desinformam as pessoas, onde se compram militantes, onde a conquista do poder se faz de forma desonesta, desavergonhada, incongruente, imoral e anti-democrática”.
A terminar, Adriano Aires, presidente da Assembleia Municipal, recordou que embora tenhamos deixado de estar “orgulhosamente sós”, entramos para um mundo global onde temos de pagar o preço que todas as globalizações impõem. “Mas ganhamos a liberdade de expressão, de reunião, de associação, direito à igualdade de oportunidades, na educação, saúde e emprego, construímos um estado social mais justo, solidário e igualitário”. Também este responsável alertaria para “a ganância e o deslumbramento da classe política”, colocando em risco direitos fundamentais.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Dia de São Jorge juntou mais de dois mil escuteiros na cidade


 

No passado domingo, dia 24 de abril, realizou-se, em Anadia, a atividade do Dia de São Jorge, o Patrono Mundial do Escutismo. Integrado nas comemorações dos 50 anos de atividade do Agrupamento 221 Anadia, o Dia de São Jorge trouxe este ano para a Anadia a grande família dos escuteiros da Região de Aveiro.
Logo pela manhã, começaram a chegar ao Parque Desportivo de Anadia dezenas de autocarros e veículos particulares que transportaram os escuteiros que participaram nesta atividade. Um tempo ótimo, um local de excelência, uma organização irrepreensível e a alegria de 2000 escuteiros foram ingredientes bastantes para uma magnífica festa escutista que todos contagiou, miúdos e graúdos, participantes, organizadores e também muitos outros que na altura por ali passavam.
A atividade iniciou-se com a receção dos contingentes e a abertura da atividade pelo Chefe do Agrupamento 221 Anadia, Luís Rocha e o Chefe Regional de Aveiro, José Carlos Santos, iniciando-se logo de seguida os Jogos Sem Videiras, com base no imaginário de que São Jorge teria provado de um famoso néctar produzido em terras da Bairrada e que lhe teria dado força para derrotar o terrível Dragão. A partir daí foi uma sequência de divertidíssimos jogos a simular o ciclo da vinha e do vinho, desde o seu plantio até à incontornável prova.
Após o almoço iniciou-se o tradicional desfile, que trouxe aquela pequena e engalanada multidão de escuteiros desde o Parque Desportivo, passando pela Praça do Município, até ao Anfiteatro do Vale Santo. Aqui realizou-se a Eucaristia presidida pelo Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro Ramos, com uma lindíssima moldura humana a lotar os degraus do anfiteatro e com a participação do Coro do Agrupamento 141 de Águeda.
No final procedeu-se à entrega dos prémios aos vencedores dos jogos e das lembranças aos agrupamentos participantes. Cantaram-se os parabéns ao Agrupamento 221 Anadia pela passagem dos seus 50 anos, tendo-se depois iniciado o encerramento da atividade, onde o Chefe do Agrupamento, o Chefe Regional, o Chefe Nacional do CNE, Norberto Correia e a Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso, deixaram algumas palavras de agradecimento e de estímulo para a boa continuidade do projeto escutista em Anadia e na Região de Aveiro.
Decorreu desta maneira uma extraordinária e inesquecível jornada do escutismo de Aveiro, preparada por uma empenhada equipa de dirigentes, pais e amigos do Agrupamento 221 Anadia e da FNA – Núcleo de Anadia e protagonizada por dois mil dedicados escuteiros de toda a Região de Aveiro.

Posted in Anadia, Destaque, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Feira de Artesanato e Velharias no 1.º de Maio


A Feira de Artesanato e Velharias vai regressar à Praça da Juventude, em Anadia, no próximo dia 1 de maio, entre as 9h e as 18h, numa organização da Câmara Municipal de Anadia.
Os artesãos e os vendedores de velharias vão ocupar este espaço do centro da cidade de Anadia, junto aos Paços do Município e ao Edifício de Proximidade, para um certame que visa dar a conhecer o trabalho desenvolvido por quem, na região, se dedica ao artesanato. Procura-se, ainda, contribuir para a dinamização da compra e venda de antiguidades e velharias, bem como de artigos de colecionismo.
Todos os espaços disponibilizados pela autarquia estão já reservados, prevendo-se a presença de cerca de meia centena de expositores. Aí, os visitantes poderão encontrar produtos representativos de artes e ofícios tradicionais e contemporâneos, bem como uma enorme variedade de antiguidades e velharias das mais distintas épocas e contextos.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Seniores partilham experiências vividas na primeira pessoa sobre a revolução de Abril


Foi no Cineteatro de Anadia que seniores e juniores se encontraram, pela terceira vez, para dar corpo a um debate em torno da revolução do 25 de Abril.
O evento realizou-se na última sexta-feira, dia 22, pelas 14h.
Organizada pela Câmara Municipal de Anadia, no âmbito do programa comemorativo do 42.º aniversário da revolução de Abril, esta é já a terceira edição do evento que, como habitualmente, juntou alunos e professores de estabelecimentos de ensino públicos e privados do concelho, e seniores provenientes de instituições particulares de solidariedade social que participam no projeto “Leituras sem Idade”.
A tarde começou com uma breve encenação levada a cabo pela professora Noémia Machado, professora bibliotecária na Escola Básica n.º2 de Vilarinho do Bairro e por seu marido Machado Lopes, figura do mundo da cultura e das artes de palco.
Ambos falaram do antes e do pós 25 de Abril: ele, “filho de um tempo velho que teve como mãe a Ditadura e como pai o Fascismo”; ela, “filha de um tempo novo que teve como mãe a Democracia e como pai o Futuro”.

Testemunhos emocionados. Durante o encontro, quatro seniores relataram, na primeira pessoa, a forma como viveram o 25 de Abril e o impacto da revolução nas suas vidas. No entanto, três deles partilharam sobretudo as experiências pessoais vividas enquanto “retornados”. Foi o caso de Guilhermina Brunido, de 81 anos, utente do Club de Ancas. Um testemunho sofrido pelo que perdera, do que fora obrigada a deixar para trás. Por isso, diz que o “25 de Abril foi mau. Os militares pretos ameaçavam os brancos. Era uma questão de sobrevivência. Viemos de Angola e começámos do zero”. A terminar desejou que os jovens de hoje “tenham melhor sorte do que aquela que eu tive na minha vida”.
Também Maria Alice Mota, utente da Associação Social de Avelãs de Caminho, centrou o seu testemunho nas mortes e massacres ocorridos com a descolonização de Angola: “não voltaríamos a Angola”. Contudo, reconhece que o 25 de Abril “trouxe muitas coisas boas”. Uma transição que a seu ver “valeu a pena; trouxe desenvolvimento em vários aspetos.”
Aos 83 anos, Manuel Pinho, utente da Casa do Povo de Amoreira da Gândara, ainda se comove quando fala deste tema tão sensível quanto sofrido.
“Fui para Angola em 1962.” A família juntou-se mais tarde e foi o negócio do peixe que fez prosperar esta família bairradina. “Tinha uma vida boa”, mas como tantos outros milhares de portugueses, para fugir da guerra, deixou tudo para trás: “livrei a pele” e recomeçou a vida por cá: “foi tudo muito difícil. Nunca mais lá voltei. Nem vale a pena lá voltar”, disse. Aos alunos presentes, disse que gostava de Salazar, que nunca fez mal à sua família, pelo contrário, “sempre foi bom para a minha família”.
O último testemunho da tarde caberia a Providência Moreira. Com 86 anos, esta utente da Clínica Belorizonte falou da miséria que se vivia em Portugal antes do 25 de Abril de 1974, sobretudo por causa dos racionamentos: “havia muita miséria”. Depois, a revolução dos cravos “foi fantástica, espetacular, porque era muito desejada.”
Reconhece que se o 25 de Abril não tivesse acontecido estaria pior, lamentando apenas que os ideais de Abril “tenham sido desvirtuados”.
Às muitas dezenas de jovens presentes deixou um conselho no sentido de ajudarem a construir um país e um mundo melhor porque “vós sois o futuro de Portugal”. E, porque o 25 de Abril está na cabeça de cada um de nós, devemos e temos obrigação de saber valorizar essa herança, com trabalho dedicado, esforçado e afinco, por forma a atingir o mérito, explicou.
“Considerem o próximo como vosso irmão para construir um mundo melhor”, concluiu Providência Moreira.
No final das intervenções, a palavra foi dada aos jovens, que questionaram os oradores acerca das experiências relatadas.
O encerramento da sessão fez-se ao som de um rap dedicado à efeméride, interpretado pelo autor, o jovem conimbricense João Nina.

Liberdade e respeito. Na ocasião, o presidente da Assembleia Municipal de Anadia, Adriano Aires, mostrou-se sensibilizado pelos testemunhos trazidos pelos quatro idosos, destacando aos presentes que o sonho, a revolução, a conquista da democracia trouxeram coisas boas mas também sofrimento a muitos portugueses, como foi o caso de todos aqueles que regressaram das ex-colónias.
A terminar, o vice-presidente da autarquia anadiense, Jorge Sampaio, também se mostrou bastante impressionado com os quatro testemunhos.
“Nem tudo foi bom para todos”, como ficou presente ao longo da tarde, mas é incontornável que são “testemunhos importantes da vida do nosso país”.
Aos seniores agradeceu pela partilha das suas vivências, mas também “o país que fizeram e que somos hoje”, enquanto que aos jovens recordou que o melhor do 25 de Abril é o facto de, hoje, se poder dizer no mesmo sítio que se é contra ou a favor, dizer livremente o que pensamos ou gostamos, ainda que se deva ter sempre presente a obrigatoriedade de respeitar o outro: “a nossa liberdade termina quando começa a do outro”.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Agrupamento de Escolas volta a estar em festa em 2017


“Festa molhada, festa abençoada”. Pois foi precisamente isto que aconteceu na última sexta-feira, em Anadia. O dia de chuva intensa não fez desistir ou mudar os planos e o Agrupamento de Escolas esteve em festa toda a tarde e noite.
Num evento inédito que começou por volta das 14h e que se prolongou para lá da meia-noite, todo o Agrupamento de Escolas de Anadia esteve em festa e viveu uma atividade cultural e recreativa única, designada por “… há Festa no Agrupamento”. Ao longo de 10 horas ininterruptas, tal como o JB anunciara na última edição, mais de cinco mil pessoas passaram pela Escola Sede do Agrupamento, muitas das quais pessoas da comunidade que não conheciam ainda este novo equipamento escolar. Por isso, Jorge Humberto Pereira, diretor do Agrupamento e Aníbal Marques, adjunto da direção, apesar do cansaço, não esconderam o contentamento, até porque as melhores expectativas foram ultrapassadas.
A festa, que envolveu toda a comunidade educativa, permitiu a troca de experiências, propiciando a interação entre todos, ao mesmo tempo mostrando as potencialidades e talentos desta comunidade educativa, que integra 2300 alunos, 217 professores e cerca de 70 funcionários. Todo o Agrupamento, desde o ensino Pré-Escolar ao Secundário, pais, encarregados de educação, familiares e amigos estiveram unidos numa tarde e noite diferentes, de muita animação e convívio. No palco, a música, as canções, a dança fizeram as delícias de todos.
Uma experiência piloto que, com toda a certeza, se vai repetir em 2017, pelo envolvimento que proporcionou. Ainda que correndo o risco de não elencar todos os intervenientes, foi notável o envolvimento de todos os departamentos, Escola Básica de Vilarinho do Bairro, mas também da Câmara Municipal de Anadia, que aproveitou para promover o Cartão Anadia Jovem e as bicicletas b-AND, da GNR – Escola Segura/SEPNA que alertou para questões ambientais, de segurança, animais de companhia e dos Bombeiros Voluntários de Anadia.
Numa visita ao espaço, a edil Teresa Cardoso destacou a mostra do trabalho realizado pelos vários departamentos ao longo do ano letivo, sublinhando ainda a presença de tantos familiares numa clara constatação de que valeu a pena e que o trabalho de proximidade entre a escola e a comunidade está a dar bons frutos. Por outro lado, é uma iniciativa que permite aos mais pequenos ficar a conhecer a escola grande. Daí que Teresa Cardoso tenha destacado que esta é “uma iniciativa a repetir” até porque a criatividade, o empenho e a dedicação são aspetos que caracterizam o Agrupamento.
Para o diretor Jorge Humberto Pereira, é indiscutível o empenhamento de todos, o envolvimento de pais e familiares. “Os mais novos vão levar daqui registos que lhes vão ficar na memória”.
A JB fez um balanço muito positivo, ficando a promessa de nova edição em 2017.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Vem aí o Orçamento Participativo Jovem


O município de Anadia vai ter um Orçamento Participativo Jovem. Esta proposta foi abordada na última reunião do executivo anadiense, que pretende implementar no Município o Orçamento Participativo Jovem “por ser um importante meio de atuação, potenciando a participação dos jovens na vida das comunidades locais”, justificou a edil Teresa Cardoso.
A proposta que servirá de base ao procedimento regulamentar para a criação do Regulamento do Orçamento Participativo Jovem foi apresentado ao executivo pela edil Teresa Cardoso: “a Câmara Municipal quer, com esta medida, proporcionar aos jovens um maior envolvimento e uma cidadania mais ativa através de uma maior participação nomeadamente através deste Orçamento Participativo.”
“Permitir adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expetativas dos jovens, promovendo a participação cívica dos mesmos na elaboração do orçamento municipal, estreitando a ligação entre os jovens e a autarquia”, são alguns dos objetivos desta medida.
“Anadia dá um passo em frente no apelo à cidadania e à participação da juventude na construção de um concelho com maior participação dos jovens em matérias que lhes dizem diretamente respeito”, destaca a presidente da Câmara Municipal, dando nota de que nos próximos 15 dias vão ser recolhidos eventuais contributos de todos, com vista à elaboração do Regulamento do Orçamento Participativo Jovem. A edil deseja que os contributos, ideias e projetos dos jovens possam já estar espelhados no próximo orçamento camarário para 2017.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Executivo aprova contas por maioria


A Prestação de Contas do Município de Anadia relativas ao Exercício de 2015 foi aprovada, por maioria, na última reunião do executivo anadiense. Com a abstenção dos vereadores José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra (PSD), e com o voto contra do vereador Litério Marques (MIAP), as contas foram aprovadas com os votos favoráveis da edil Teresa Cardoso, do vice-presidente Jorge Sampaio (MIAP), e dos vereadores Lino Pintado (PS) e Jorge São José (PSD). Vão agora ser discutidas e votadas em assembleia municipal, a realizar no próximo dia 29 de abril.
As Contas de 2015 suscitaram várias críticas por parte do PSD, ainda que a edil anadiense Teresa Cardoso tenha sublinhado que em termos do exercício de 2015, “foram alcançadas as mais altas taxas de execução dos últimos anos, quer na receita, quer na despesa”.
“A receita ultrapassou uma taxa de 100% e a despesa rondou os 76% na globalidade do orçamento”, disse, sublinhando que em termos dos compromissos assumidos, no ano de 2015, representam respetivamente uma taxa de 82% e de 91,5% em relação aos exercícios futuros”.
Recorde-se que o orçamento de 2015, de 19 milhões e 456 mil, corrigido para 20.999.045 euros, registou uma redução significativa de dívida a fornecedores, mas também uma redução do endividamento bancário (-12,25%), de quase um milhão de euros. “Estes resultados permitem aferir a nossa capacidade de endividamento, que aumentou significativamente”, avançou a edil, realçando ainda que “a capacidade de endividamento aumentou, sendo de 3 milhões e 282 mil euros.”
Em relação aos compromissos assumidos, Teresa Cardoso destaca o valor das despesas pagas (cerca de 15 milhões de euros) e o fornecimento e serviços externos que também cresceu. “Terminamos o exercício de 2015 com um saldo de gerência de 6 milhões e meio de euros. Todos os resultados foram positivos aumentando os nossos indicadores de liquidez e de solvabilidade e os resultados líquidos também foram positivos”, frisou.
Por isso, “graças ao saldo alcançado”, avançou, “foi possível fazer a 1.ª proposta de revisão às grandes opções do plano para 2016. Foi realizada então uma distribuição de cerca de 5 milhões e meio de euros para reforço de algumas rubricas: ordenamento do território (860 mil euros); cultura (680 mil euros); desporto (624 mil euros); indústria e energia (530 mil euros); transportes rodoviários (500 mil euros); proteção ao meio ambiente (450 mil euros); abastecimento de água (420 mil euros); administração geral (395 mil euros); ensino superior (350 mil euros); saneamento (250 mil euros); agricultura (149 mil euros); turismo (110 mil euros).”

Críticas do PSD. Para os vereadores do PSD, José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra, “a prestação de contas reflete, não as previsões, mas as escolhas políticas e o desempenho do poder executivo municipal”, logo “as posições aqui tomadas, não refletem uma discordância com a vertente técnica dos documentos, mas sim, quando se justifica, com as opções políticas assumidas e desenvolvidas, bem como com o caminho prosseguido.”
Segundo os vereadores do PSD “as escolhas efetuadas e o caminho traçado não servem a estratégia de desenvolvimento que todos os anadienses reclamam e que Anadia necessita. Acusam que “Anadia permanece sem uma estratégia de desenvolvimento global. A inexistência prática de um modelo de desenvolvimento económico que permita capacitar mecanismos de criação de riqueza e emprego no concelho, que possibilite fixar as populações, nomeadamente os mais jovens é um erro grave, de dimensão histórica, com consequências nefastas para todos os anadienses e gerações futuras.” Ambos destacam que a “gestão autárquica em 2015 mais pareceu uma “navegação à vista” e uma gestão do dia-a-dia, assente numa governação em compasso de espera, à espera dos fundos comunitários.”

Voto contra do “pai” do MIAP. O vereador Litério Marques explicou o seu inédito sentido de voto (nunca antes tinha votado contra as Contas) dizendo que embora as contas apresentadas estejam corretas, em matéria de receita e despesa, o que o preocupa não são os números apresentados, mas “a forma como se conseguem esses números”, ou seja, “as contas não refletem a verdade dos factos”. “As contas resultam de uma prática seguida ao longo do ano. Trata-se de dinheiros públicos e é preciso ter muito cuidado com a forma como ele é gasto”, disse, destacando que o seu voto contra “é uma reflexão sobre a forma como se conseguem obter determinados resultados e não tanto o resultado em si”.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Caves da Montanha lança Friday Chic Gin


FRIDAY CHIC GIN é um (novo) gin português recentemente chegado ao mercado nacional, depois de um soft launch em Londres, o feroz palco dos mais famosos gins.
Provado e aprovado pela crítica, é chic, cosmopolita e contemporâneo.
A suavidade no palato e a elegância na imagem conferem-lhe um perfil eclético, capaz de agradar aos mais acérrimos gin lovers, mas também a quem agora se inicia no gin.
São cinco os botânicos que o compõem: zimbro, cardamomo, pétalas de rosa, flor de laranjeira, infusão de frutas tropicais e folha de videira de Baga, a casta rainha da Bairrada, berço do FRIDAY CHIC GIN. Nota para o facto de ser produzido em ambiente vitivinícola e com recurso às excelentes águas que brotam nas Termas da Curia, em Anadia.
O FRIDAY CHIC GIN é floral e frutado, revelando ligeiras notas cítricas que advêm da flor de laranjeira e nuances de frutas tropicais, como maracujá, manga e papaia. Elaborado pelas Caves da Montanha (Anadia), a empresa conta com mais de 70 anos de história e é detentora de uma vasta experiência na destilação de bebidas, entre elas o gin.
Alberto Henriques, diretor geral das Caves da Montanha, afirma que “só agora encontrámos a “fórmula” com a qualidade procurada! Foram vários os anos experimentação, até conseguirmos alcançar o conceito desejado”. O gestor acrescenta ainda que “foi uma coincidência, mas o timing de lançamento, o ano de 2016, parece adivinhar bons auspícios, sendo enaltecido o número 6, presente na identidade como símbolo de representação do dia da semana”.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Feira de Artesanato e Velharias na Praça da Juventude


A Feira de Artesanato e Velharias regressa à Praça da Juventude, em Anadia, no próximo dia 1 de maio, entre as 9h e as 18h.
Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Anadia também inserida no programa “Sentir Anadia”.
Nesta terceira edição, são aguardados artesãos do concelho e de muitas outras regiões do país.
A autarquia vai disponibilizar cerca de 60 lugares, sendo aguardados várias dezenas de artesãos.
De acordo com informação camarária, todos os interessados em participar neste certame promovido pela Câmara Municipal de Anadia devem inscrever-se, até 22 de abril, mediante o preenchimento da ficha que é disponibilizada no website do município (www.cm-anadia.pt), e que deverá ser entregue no edifício dos Paços do Município, no balcão de atendimento do hall de entrada.
O número de participações é limitado a 58 e a distribuição pelos espaços disponíveis será aleatória (a respetiva localização será atribuída à medida que as fichas de participação vão dando entrada na Câmara Municipal). A participação é gratuita.
A JB, a edil Teresa Cardoso destaca a presença de artesãos de bem longe: “na edição do ano anterior tivemos artesãos vindos deArganil e de Santarém”, sublinhou.
Pessoas que vivem estes eventos de corpo e alma e que se dedicam com grande paixão ao artesanato e às velharias, podendo encontrar-se neste tipo de feiras peças únicas, de coleção. Por isso, Teresa Cardoso destaca que os artesãos presentes estão neste tipo de iniciativas participam por dedicação e nem tanto pelo dinheiro que realizam.
Certo é que se o bom tempo o permitir, são esperados também muitos visitantes.
“Há pessoas que vêm à procura de peças únicas, diferentes, alguns são colecionadores”, avança o vice-presidente da autarquia Jorge Sampaio, dando conta de que este tipo de evento se realiza mensalmente na estância termal da Curia, mas num formato mais reduzido.
Aqui, nesta zona central, na Praça da Juventude, a presença de artesãos será mais forte. “Por vontade deles, a Câmara Municipal promovia uma feira uma vez por mês”, revela a edil Teresa Cardoso.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Pergunta da semana

É assinante do Jornal da Bairrada?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com