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Tanoaria e espumante em fotografia no Museu do Vinho


A fotografia estará em destaque no novo ciclo de exposições do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, cuja inauguração está marcada para o próximo sábado, 20 de dezembro, pelas 16h, com entrada livre.

Na ocasião, abrirão portas ao público as mostras “A arte da tanoaria – os últimos”, de José Fangueiro, e “Bairrada, a musa do espumante”, de Pedro Nóbrega. Serão ainda apresentados um Espumante Bairrada em homenagem a José Luciano de Castro e o documentário “A Arte da Tanoaria” do realizador Roger Nicolau, num evento onde estará presente Carlos Alberto Moniz, que interpretará alguns temas do seu último trabalho discográfico “O Vinho dos Poetas”.

Neste novo ciclo expositivo, o Vinho continua a dar o mote para a criação artística, sendo a fotografia a técnica escolhida para revelar dois novos conjuntos de perspetivas sobre o universo vinícola da Bairrada. José Fangueiro traz-nos “A arte da tanoaria – os últimos”, uma mostra concebida para o Museu do Vinho Bairrada, contemplando uma vasta coleção de imagens resgatadas de algumas tanoarias portuguesas, homenageando os homens que dão vida a esta arte ancestral. Resgatam-se expressões, habilidades e saberes do passado, culminando com imagens captadas nalgumas caves emblemáticas da Bairrada. A exposição é complementada pelo documentário “A Arte da Tanoaria”, realizado por Roger Nicolau, e tem como pano de fundo uma trilha sonora da autoria de Fernando Alves, jornalista da TSF. Será ainda exposto, pela primeira vez, um vasto conjunto de equipamentos e de ferramentas de associados à tanoaria, que o Museu do Vinho Bairrada tem vindo a integrar nas suas coleções e que não haviam sido ainda apresentados ao público.

Bairrada, a musa do espumante”, de Pedro Nóbrega, foi igualmente idealizada a pensar no Museu do Vinho Bairrada. Trata-se de um conjunto de fotografias dedicado aos Espumantes Bairrada, e que, segundo o seu autor, “recria um círculo entre o espumante e a sua musa”, sendo sua intenção “mostrar, em cada peça, uma fase distinta da sua produção em que a sua musa a influencia”.

Para além deste tributo ao Espumante Bairrada, que, no próximo ano celebra o seu 125º aniversário, esta inauguração dá ensejo a uma outra homenagem. No ano em que se completa o primeiro centenário da morte de José Luciano de Castro (n. 1834 – m. 1914), a Câmara Municipal de Anadia tem vindo a promover uma série de atividades evocativas da vida e da obra desta influente personalidade da história de Portugal, que deixou profundas na história de Anadia e da região, nomeadamente no que respeita às origens do próprio Espumante Bairrada. Estadista, deputado, chefe do Partido Progressista, por várias vezes ministro e em três ocasiões presidente do conselho de ministros, jurisconsulto e jornalista, José Luciano de Castro é recordado pelos anadienses como grande benemérito. Ligado à criação da Escola de Viticultura e Pomologia da Bairrada (atual Estação Vitivinícola da Bairrada), acabou por ser um dos pioneiros no fabrico de vinhos espumantes em Portugal, na qualidade de associado da “Associação Vinícola da Bairrada”, fundada no seu palacete de Anadia. Esta sucessão de efemérides justificou, no entender da Câmara Municipal de Anadia, a criação de um Espumante Bairrada em homenagem ao estadista, contando, na concretização deste projeto, com a colaboração da Comissão Vitivinícola da Bairrada.
A tarde encerra com a atuação do maestro e compositor Carlos Alberto Moniz, que traz à Bairrada o seu disco “O Vinho dos Poetas”, que, segundo João Paulo Guerra, “tem castas, tem canções frutadas, tem canções com regiões demarcadas, tem aromas, elegância, perfil, equilíbrio, estrutura, complexidade e definição. Um disco com bouquet”.
As exposições estarão patentes até 10 de maio de 2015, de terça a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 18h, e aos fins-de-semana, das 10h às 19h.

Programa do evento:

Inauguração da exposição de fotografia “A Arte da Tanoaria – Os últimos”. Autoria: José Fangueiro

Inauguração da exposição de fotografia “Bairrada, a Musa do Espumante” – Autoria: Pedro Nóbrega

Apresentação oficial do Espumante Bairrada José Luciano de Castro – projeto da Câmara Municipal de Anadia em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada

Apresentação do documentário “A Arte da Tanoaria”. Autoria: Roger Nicolau.

Atuação de Carlos Alberto Moniz – interpretação de temas do seu último trabalho discográfico “O Vinho dos Poetas”

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Anadia recebe o escritor António Vilhena


A Praça da Juventude, em Anadia recebe, no próximo dia 21 de dezembro (domingo), pelas 16h, a sessão de apresentação de obras da autoria de António Vilhena.
O evento, inserido no programa de animação natalícia promovido pelo Município de Anadia, dará a conhecer a mais recente obra poética deste escritor alentejano radicado em Coimbra: “Cartas a um amor ausente”. Trata-se de um conjunto de 40 cartas de amor, com prefácio de Nair de Nazaré Castro Soares, que o autor descreve como “textos poéticos que remetem para um diálogo amoroso entre duas pessoas que não se conhecem e que cultivam a relação através da leitura”.
Na ocasião, António Vilhena apresentará também o seu 12.º livro e mais recente trabalho. Trata-se de uma obra para crianças – “A Orquestra da Formiga Barriguda e os Sons da Água” – a terceira aventura do simpático inseto que, desta vez, resolve aprender música e formar uma orquestra com os seus amigos, para imitar os sons da natureza. O livro foi ilustrado por Inês Massano e traz consigo um CD de canções (músicas de José Luís Madeira e letras de António Vilhena).

 

 

 

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Cooperativa de Anadia: Instituição sólida, focada nos associados


Com 64 anos de vida, a Cooperativa Agrícola de Anadia tem, neste momento, 1500 associados, provenientes dos concelhos de Anadia, Mealhada e Águeda.
Manuela Ferreira, que dirige a Cooperativa há 12 anos, vai recandidatar-se ao cargo no próximo dia 18 de dezembro e faz um balanço muito positivo destes últimos 12 anos. Por quê? Os objetivos que estavam delineados foram, praticamente todos cumpridos. Reconhecendo terem sido anos de grande exigência e desafios constantes, é com orgulho e satisfação que olha para trás e verifica que o esforço e sacrifício valeram a pena.
Manuela Ferreira revela que a equipa foi capaz de implementar uma restruturação geral, no sentido de agilizar os serviços e dar à Cooperativa uma sustentabilidade financeira. “Quisemos que os recursos da Cooperativa fossem direcionados na ajuda dos associados e não consumidos pela própria estrutura”, explica, recordando que, ao nível das instalações, a Cooperativa foi remodelada com a criação de uma Loja Agrícola, uma Farmácia de Fitofármaco, assim como foi melhorado o espaço onde é ministrada a formação profissional (apoio do IAPMEI).
Por outro lado, a Cooperativa foi dotada de um corpo técnico que tem permitido ajudar e aconselhar os associados a tomar as melhores opções, principalmente ao nível da utilização dos produtos fitofarmacêuticos, área que tem vindo a exigir uma maior e melhor qualificação de todos.
Melhorias e uma evolução constantes que conduziram a grandes mudanças. Com estas remodelações, foram criadas as condições necessárias para ter os produtos expostos e organizados por secções e proporcionar um atendimento mais personalizado. Permitiu apostar numa maior diversidade de produtos, que têm tido imensa rotação, nomeadamente os produtos da terra, do lavrador, entre outros. Estas alterações resultaram numa maior aproximação dos agricultores à Cooperativa e conquista de novos clientes.
“Implementamos e aprofundamos projetos de ajuda ao agricultor, é exemplo disso na área administrativa o parcelário agrícola, apoio na área da vitivinicultura e suinicultura. Na área comercial, contamos com parceiros muito credíveis, o que nos tem permitido disponibilizar aos nossos associados produtos de qualidade a preços bastante competitivos. Do ponto de vista da produção, dedicámos especial atenção à comercialização dos produtos dos nossos associados, ajudando ao escoamento da batata, cereais, legumes, mel e outros”, revela a responsável, dando conta de que “esta é uma área que teremos de aprofundar e aperfeiçoar no futuro”, desafiando os associados a dirigirem-se à Cooperativa com os seus produtos por forma a que a Cooperativa os possa valorizar, colocando-os no mercado, ao melhor preço possível.

Recandidatura. Com eleições na próxima semana, Manuela Ferreira vai recandidatar-se ao cargo: “a Cooperativa é ainda uma obra inacabada e, mais do que nunca, sinto-me preparada e motivada para enfrentar novos desafios”.
A JB revela que, no próximo mandato, se os associados lhe derem o voto de confiança, pretende, acima de tudo, estreitar e reforçar os laços entre a Cooperativa e os agricultores, por forma a tornar ambos mais fortes. “Esta instituição só tem razão de existir se estiver permanentemente ao serviço dos seus associados”, sublinha. Mas, como em qualquer instituição, nem tudo são rosas, pelo que os obstáculos que tem encontrado pelo caminho têm sido variados. No entanto, como revela, “com coragem, profissionalismo e dedicação de toda a equipa, com maior ou menor dificuldade, conseguimos trazer o barco a bom porto, manter a estabilidade financeira.”
Do seu ponto de vista, estão criadas as condições necessárias e suficientes para a instituição, de uma forma sustentável, se projetar no futuro e focar toda a atenção naquilo que realmente mais interessa, que é ajudar os associados. “Queremos que considerem este espaço também deles, que o frequentem como se da sua casa se tratasse”, destaca.

Aposta na formação. A Cooperativa tem vindo a apostar fortemente na Formação Profissional, em parceria com a Confagri (Confederação Nacional das Federações Cooperativas Agrícolas de Portugal). Uma das grandes apostas da Cooperativa, que começou em 2005 e de lá para cá tem vindo a crescer cada vez mais. Uma experiência muito positiva, que tem trazido e fidelizado muitos agricultores à Cooperativa. Os cursos são gratuitos para o agricultor e os mais procurados são os de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, pois, são obrigatórios por Lei para quem pretender comprar e aplicar agroquímicos. Está previsto mais uma vaga de cursos, estando a direção a reunir esforços para que sejam no início de 2015.
Manuela Ferreira acredita também que o setor agrícola é cada vez mais um setor onde se deve apostar. No caso concreto do concelho de Anadia, a agricultura teve e terá, na sua opinião, um lugar fundamental no desenvolvimento da região. Caso do setor vitivinícola, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e económico da região e no modo como projeta o nome do concelho. “No caso concreto da Cooperativa, para além desta agricultura de escala como é o vinho e a vinha, queremos olhar também com muita atenção para a agricultura familiar, que tem um peso enorme na região e no país e que tão maltratada tem sido”. Por isso, defende que a agricultura agro-familiar desempenha um papel fulcral do ponto de vista económico e social, como seja a produção de produtos e criação de animais para consumo. “Tem-se a vantagem de consumir produtos de melhor qualidade, de origem nacional. Contribui ainda para a criação de emprego, a preservação do ambiente e, por que não, até como atividade lúdica e de lazer. Muitos de nós procuram nas nossas hortas refúgio para o stress do dia a dia”, frisa.
A responsável defende ainda que a agricultura deve ser valorizada, assim como devem criar-se incentivos e medidas para colocar o país a produzir os seus próprios produtos, apostar mais nos produtos nacionais e não estar dependente de outros países.
A terminar, Manuela Ferreira diz que, nesta altura, as maiores preocupações dos agricultores têm sido o grande dilema dos baixos preços dos produtos à produção e a dificuldade em escoar, devido à entrada de produtos vindos de outros países a preços mais baixos. “É necessário fixar os preços e controlar a margem de lucro dos intermediários, de modo a que o agricultor possa fazer face às suas despesas. É urgente que se tomem medidas a fim de resolver esta questão”, conclui.

Catarina Cerca

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Anadia: Assembleia Municipal aprova alteração ao modelo de atas


A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, por unanimidade, as alterações ao modelo de atas das sessões da Assembleia Municipal.
Após uma conferência de líderes com António Alves, do PS, Luís Santos, do MIAP, José Carvalho, do PSD e Sidónio Simões, do CDS/PP, também a Assembleia Municipal de Anadia aprovou a alteração ao seu modelo de atas.
A proposta foi feita pela Mesa, liderada por Adriano Aires. Foi explicado aos presentes que as atas, embora sejam lavradas por um funcionário da Câmara Municipal designado para o efeito, que transpõe a gravação audio para suporte de papel, muitas vezes, devido à extensão de algumas sessões, têm dificultado o cumprimento do ponto que diz que estas “são postas a aprovação de todos os membros no final da respetiva sessão ou no início da seguinte”. Isto porque são demasiado extensas, demoram a elaborar (chegam a ter mais de 80 páginas) e a colocar à aprovação. Por outro lado, o excessivo número de páginas “impossibilita uma análise crítica e construtiva por parte dos deputados, dado que as mesmas lhes são disponibilizadas com poucos dias de antecedência da sessão onde serão aprovadas”.
Segundo o presidente da Mesa, Adriano Aires, o funcionário da Câmara chega, algumas vezes, a precisar de dois meses para fazer a audição e transposição para papel das gravações.
Durante a sessão, foram ainda enumeradas mais dificuldades que levaram à realização desta proposta que aprova um novo modelo de ata “que contém um resumo do que de essencial nela se tiver passado, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os deputados municipais e os membros do executivo presentes e ausentes, os assuntos apreciados, as decisões e deliberações tomadas e o resultado das respetivas votações e bem assim o facto de a referida ata ter sido lida e aprovada”, como determina o Regimento da AM. Devem incluir ainda o período antes da Ordem do Dia, nome dos interveniente, a hora de intervenção e o assunto tratado, assim como o período da Ordem do Dia e em cada ponto deverá constar o nome dos intervenientes e respetiva hora de intervenção.
“O atual modelo de atas vai muito para além do que a própria lei exige”, disse, destacando ainda que, para que as mesmas tenham o maior rigor e transparência, será disponibilizada a gravação audio integral da sessão na página web da AM para consulta e audição livre, depois de juntamente com a ata ser enviada a todos os deputados para aprovação. A gravação manter-se-á “online” por um período nunca inferior a um ano e enquanto a capacidade técnica a suportar.
Catarina Cerca

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Anadia: Associações sociais e culturais recebem subsídios


A Câmara Municipal de Anadia procedeu à atribuição, no passado dia 27 de novembro, dos subsídios financeiros destinados a apoiar a atividade regular das associações culturais e sociais do concelho.
Face ao relevante interesse municipal do trabalho desenvolvido por estas entidades, a Câmara Municipal havia aprovado, na sua reunião de 12 de novembro, a atribuição de apoios financeiros a 20 entidades socioculturais e a 18 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho.
Agora, em cerimónia realizada no salão nobre dos Paços do Município, a presidente da Câmara Municipal, Maria Teresa Cardoso, transmitiu, aos representantes das instituições, o reconhecimento, pela autarquia, do importante papel desempenhado pelas associações na dinamização da vida do concelho, assim como na melhoria da qualidade de vida da população.
Falando da ação desenvolvida pelos associados destas coletividades, a autarca lembrou o seu papel ativo, criativo e socialmente comprometido com a comunidade, bem como, no caso das IPSS em particular, a sua capacidade de intervenção junto das camadas mais desfavorecidas da população, a prestação de serviços de apoio às famílias, crianças, jovens, idosos, e, ainda, o trabalho em prol da integração social.

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Autarca de Avelãs de Cima presente na Academia do Poder Local do PSD


Realizou-se, entre 21 e 23 de novembro, na cidade da Guarda, a Academia do Poder Local, da responsabilidade do Instituto Sá Carneiro e dos ASD (Autarcas Sociais Democratas), onde estiveram presentes o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, outros ministros e alguns membros do PSD nacional.
As temáticas abordadas foram: Ser Autarca, Agente de desenvolvimento económico e social; As leis que nos regem; O futuro do Poder Local em Portugal; Comunicar bem; Sustentabilidade do território; Políticas sociais; Orçamento: Finanças e Setor Empresarial Local e Descentralizar e as Novas Funções do Poder Local.
O concelho de Anadia fez-se representar por um único elemento, o presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, Manuel Veiga, que destacou a importância de ter estado presente neste evento, pois considerou ser mais uma forma de receber contributos e aprender, para, no futuro, poder articular ainda melhor as políticas locais, sem esquecer a grande prioridade destas, que são a melhoria das condições de vida das populações.
O autarca Manuel Veiga realçou ainda a pertinência dos temas abordados, os oradores e a clareza com que os assuntos foram explanados. Avança que “todos os presentes ficaram a ganhar, e muito, com esta participação.”
No final, foram entregues diplomas de participação pela mão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Foi proposto que este evento possa denominar-se de Universidade de Inverno, em analogia à Universidade de Verão, e que teria como anfitriã a cidade da Guarda.

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PSD Anadia: Colóquio discute Desenvolvimento Rural


No passado dia 28 de novembro, o Gabinete de Estudos Distrital do PSD/Aveiro, promoveu, em parceria com a Comissão Política do PSD/Anadia, uma palestra subordinada ao tema “Desenvolvimento Rural e Agrícola – Distrito de Aveiro e Programas de Apoio”, que ocorreu no auditório do Museu do Vinho, em Anadia.
Este colóquio abordou, entre outros aspetos, o Programa de Desenvolvimento Rural 2020, e respetivas linhas orientadoras, estratégias e medidas de apoio, a importância do setor vitivinícola para a região e para o país, e o futuro do Baixo Vouga Lagunar.
A iniciativa contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, Pedro do Ó Ramos, Ulisses Pereira, para além de diversos dirigentes nacionais e distritais do Partido, de dirigentes do Ministério da Agricultura, de vários autarcas e deputados do distrito.
Numa sessão aberta pelo presidente da Concelhia do PSD de Anadia, Henrique Fidalgo, que se mostrou bastante satisfeito pela escolha de Anadia para a realização desta iniciativa, foram as palavras do Secretário de Estado que marcaram o encontro que deu a conhecer a estratégia na implementação dos diferentes programas de apoio ao mundo rural.
A implementação do Programa Portugal 2020 (novo quadro comunitário de apoio) assim o exige. O quadro de programação Portugal 2020 está assente em quatro eixos temáticos essenciais: competitividade e internacionalização, capital humano, inclusão social e emprego, e sustentabilidade e eficiência no uso dos recursos. O Programa Portugal 2020 adota os princípios de programação estabelecidos para a implementação da Estratégia Europa 2020 e consagra a política de desenvolvimento económico, social, ambiental e territorial necessária para apoiar, estimular e assegurar um novo ciclo nacional de crescimento, tendo como prioridade as exportações e o emprego.
Na opinião do Secretário de Estado, Portugal necessita, com urgência, de se tornar autossuficiente em termos agroalimentares. Os défices produtivos terão que findar. O advento recente de jovens agricultores é uma boa notícia. No entanto, a produção terá que se diversificar. Referiu ainda que, neste momento, Portugal é o primeiro país da União com candidaturas abertas ao programa LEADER (ligações entre ações de desenvolvimento da economia rural). Concluiu, afirmando que as políticas agrícolas europeias terão que passar por um modificação de paradigma – a aposta na agricultura amiga do ambiente.
Mário Sérgio Nuno, da Quinta das Bágeiras (recentemente distinguido pelo Presidente da República com a medalha da Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola), num périplo pelos seus já 25 anos de história na vinha, realçou que o setor agrícola nacional e, particularmente o vitivinícola, padecem de um problema, que se objetiva na falta de uma imagem forte, que alavanque uma conveniente promoção internacional. Atualmente, cada região produtora pensa apenas na sua “capelinha”. Na sua opinião, deveria ser o Governo a investir na tarefa de dar a conhecer a riqueza e diversidade enológica do País. Salientou também, que a majoração dada a associações de produtores no apoio à produção e/ou investimento, não deve ser reservada apenas a este segmento e deve também, no mesmo sentido ser direcionado para produtores individuais, porque ambos, potenciam o setor nacional, e têm objetivos diferentes.
Sobre o Baixo Vouga, Magalhães Crespo, da DRAP (Direção Regional de Agricultura e Pescas) Centro, deu a conhecer os mais de 40 anos de história, de avanços e de recuos para potenciar uma área tendencionalmente agrícola – o Baixo Vouga Lagunar, uma área que graças à coragem e persistência dos agricultores é hoje uma área, capaz de um contributo importante para o PIB nacional no setor. É necessário e imperativo para que tal aconteça, um último investimento forte e estratégico para dotar o Baixo Vouga, de competências agrícolas definitivas, o que só se vai conseguir quando vencermos de vez o avanço da água salgada por terras com apetência agrícola pura.

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Curia: Rota da Bairrada celebra Natal com animação e surpresas


A Rota da Bairrada, durante este mês de dezembro, celebra o Natal Bairrada e promove diversas iniciativas, com muita animação e surpresas.
Com horário alargado e reabertura aos domingos, o Espaço Bairrada, na estação da Curia, deu início a uma programação de atividades, ao fim de semana.
Durante todo o mês, há descontos e ofertas em compras no Espaço Bairrada.
Nos dias 13 e 20, há “Artesanato ao vivo” das 15h às 17h. No dia 13, São Rosmaninho levará ao Espaço Bairrada a modelagem em barro e, no dia 21, a artesã Isaura Marques ensinará as crianças a pintar azulejos. Estas atividades são gratuitas.
A Animação infantil é no dia 14 de dezembro das 15h30 às 17h30, uma atividade gratuita para crianças com mais de três anos. Será um domingo de brincadeira, com teatro de fantoches, modelagem de balões e pinturas faciais.
Estas atividades de Natal são todas gratuitas.

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Anadia: Instituições do concelho juntas no Bengal’arte


Os Centros Sociais de Pedralva, Avelãs de Cima e Poutena, juntamente com o Clube de Ancas, participaram no V Encontro de Teatro Sénior – Bengal’arte, organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro, no passado dia 29 de novembro. O evento decorreu durante todo o dia, com início às 10h, tendo participado idosos de seis concelhos do distrito de Aveiro, num total de 16 instituições e cerca de 72 atores séniores. O evento pretende promover o convívio entre idosos de diversas instituições, dinamizando o trabalho em parceria.
O concelho de Anadia fez-se representar pelas instituições de Ancas, Pedralva, Poutena e Avelãs de Cima, que participaram em conjunto pela 4.ª ocasião, tendo apresentado nesta última edição, o teatro “O Serramento da velha”, uma peça humorística. Esta encenação foi de encontro ao que se passa na quarta-feira a meio da Quaresma, designada por “Micarene”, sendo costume os mais novos criticarem os mais velhos pelos seus comportamentos menos bem aceites socialmente, o que provoca irritabilidade aos lesados devido às circunstâncias serem dadas a conhecer a todas as pessoas da aldeia. Os séniores participantes estão, uma vez mais, de parabéns!

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Anadia: PSD abstém-se em Orçamento “estratégico” para 2015


A maioria (MIAP/PS) aprovou, com 22 votos favoráveis, o Orçamento e Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal de Anadia para o ano de 2015, na última Assembleia Municipal realizada no passado dia 28 de novembro. Registaram-se ainda oito abstenções, da bancada do PSD e um voto contra, do deputado do CDS/PP.
Na apresentação do ponto, a edil Teresa Cardoso sublinhou ser “um orçamento estratégico”, ainda que dependente das receitas, dos impostos municipais e das comparticipações dos fundos comunitários. Um orçamento que vale 19,456 milhões de euros e que a presidente de Câmara classificou “de rigoroso, assente em quatro eixos estratégicos: coesão social; economia e emprego; cultura e desenvolvimento e meio ambiente”.
Sublinhando tratar-se de um orçamento “equilibrado entre os vários setores de intervenção”, com investimento forte na Função Social, que arrecada a maior fatia, mais de 6 milhões e meio de euros. Teresa Cardoso destacaria que, “face às receitas estimadas para 2015, este é o orçamento onde estão elencadas as nossas prioridades e o seu enquadramento nos vários eixos e medidas do próximo Quadro Comunitário.”

Orçamento não convence PSD. Para José Carvalho, líder da bancada do PSD, “há um claro desinvestimento nas funções sociais, em detrimento das funções económicas”.
O deputado apresentou ainda duras críticas às Funções Sociais, onde diz existir uma diminuição no investimento da importância destas funções a nível municipal, superior à diminuição global em todas as funções. “A redução prevista é de menos 5.440.405 euros nesta, enquanto a global (que reúne todas) é reduzida em menos 5.065.828 euros. Para um município que assenta a sua estratégia num eixo base denominado de Coesão Social, parece-me pouco esclarecedora a forma como vai suportá-la”, justificou.
José Carvalho apontou ainda o dedo ao desinvestimento no Saneamento e Proteção do Meio Ambiente e Natureza, mas também ao Ordenamento do Território, no valor de menos 434.000 euros, na sub-função Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Caça e Pesca, com zero euros. “Num município agrícola e florestal parece-nos que deixar à margem esta atividade, não é boa opção nem técnica, nem política”, referiu, acrescentando que a diminuição da dotação nos Transportes Rodoviários, comparativa a 2014, é de menos 237.500 euros. “Uma vez que não há transportes municipais, nem estamos a ver o município a diminuir o apoio ao transporte escolar, resta-nos aludir que esta dotação vai deixar as pequenas associações locais do concelho mais longe de poderem contratar os serviços dos transportes municipais para as suas atividades, ficando estes restritos às grandes associações do concelho.” O deputado “laranja” lamentou que em 2015 também as freguesias sejam fortemente penalizadas: “está previsto para as freguesias 218 mil euros, quando o acordo de execução de 2014 dotou-as com um valor total de 347.863,80 euros.
Também a deputada Graciete Castro, do PSD, lamentou que, em quatro anos, o orçamento do município de Anadia tenha sido reduzido drasticamente, quase a metade, realçando que em 2015, o orçamento será de gestão, a aguardar por verbas do Governo Central, no âmbito do novo quadro comunitário de apoio (Portugal 2020).” Assim, defendeu que “os documentos refletem as escolhas políticas da maioria” e que em 2015 “o concelho não irá ter desenvolvimento, não criará riqueza e emprego, não conseguindo fixar as populações, nem captar pessoas de fora nem investimentos, tornando-se um concelho cada vez mais envelhecido, sem oportunidades e sem futuro”.
Da mesma bancada, o deputado Ricardo Manão, referindo-se às Grandes Opções do Plano, lamentou que em 2015, na rubrica da Agricultura, o executivo não tenha tomado em consideração qualquer dotação orçamental, “facto que não se compreende dada a ruralidade do concelho, marginalizando completamente este setor de atividade”. Já na Ação Social, defendeu que o município deveria fazer mais em termos de política social, nomeadamente para auxiliar a população mais desfavorecida, enquanto que em matéria de Indústria defendeu que “urge captar investimento, dinamizar o parque industrial, criar postos de trabalho e fixar as populações”. As suas críticas estenderam-se ainda à necessidade de fazer uma maior aposta no Turismo; no abastecimento de Água, na Juventude e nas Freguesias.

MIAP e PS aplaudem documentos para 2015. Dino Rasga, do lado da bancada do MIAP, sublinharia serem documentos de grande rigor e qualidade, estando o MIAP confiante na boa qualidade de gestão e capacidade das pessoas que o vão executar, pelo que o voto da bancada seria favorável. Da mesma bancada, Luís Santos, sublinharia tratar-se de um documento económico e político que reflete as opções políticas do executivo. Contudo, lamentou, que no meio de tantas críticas e intervenções, a principal bancada da oposição não tenha referido num único ponto o que faria de diferente e como o faria. “O documento vai até onde a senhora presidente pode ir, com os recursos que tem”, diria, na ocasião.
Já André Henriques, líder da bancada socialista, elogiou a qualidade da apresentação do documento. Um orçamento que reflete “uma adaptação a menores receitas, a maior rigor orçamental e diversas imposições legais, adaptação a uma estratégia e forma de governar diferentes, que apostam em várias áreas fundamentais, tais como a educação, ação social, economia e emprego, cultura, juventude e ambiente.”
O deputado do PS salientou ainda o baixo valor dos impostos cobrados em Anadia: “a taxa de IMI de 0,3% em vez da máxima de 0,5%; Taxa de Derrama de 0,5% em vez da máxima de 1,5%; e o preço da água, que reconhecidamente é muito mais barata que na maioria dos concelhos vizinhos.”

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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