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Tag Archive | "Anadia"

Pereiro (Av. Cima) assinala 500 anos de Foral


A freguesia de Avelãs de Cima continua a comemorar os 500 anos de atribuição do foral manuelino. Depois de, em junho, ter sido assinalada a efeméride, no lugar sede da freguesia, foi agora a vez do Pereiro se juntar às comemorações.

A sede da Associação Desportiva e Cultural do Pereiro (ADCP) foi o ponto de encontro para algumas dezenas de habitantes que, na quarta-feira, dia 27 de agosto, assistiram ao descerramento de uma placa comemorativa, com ilustração do Foral atribuído há cinco séculos. Foram também colocados, naquele largo principal da povoação, dois placards do Foral.

No dia 5 de outubro, será a vez de Boialvo se associar às comemorações, que só encerram, em Avelãs de Cima, em janeiro de 2015.

Depois do descerramento da placa, foi apresentado o mais recente livro de poesia de Armando Pereira.

Toda a reportagem na edição impressa do JB de 4 de setembro de 2014.

 

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Câmara de Anadia celebra Dia da Juventude com atividades culturais e desportivas


A Câmara Municipal de Anadia celebrou o “Dia Internacional Juventude” no dia 12 de agosto, com a oferta de diversos serviços culturais e desportivos aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos.
O Município de Anadia pretendeu, assim, proporcionar um dia diferente aos seus jovens, dando a oportunidade de, gratuitamente, usufruírem de espaços culturais e desportivos em horário alargado e com serviços extra.
O Museu do Vinho Bairrada e a Biblioteca Municipal de Anadia estiveram abertos até às 22h desse dia e, em sessão de cinema extra, o Cineteatro Anadia exibiu o filme “Aviões: Equipa de Resgate”, em 3D, também gratuito para os jovens.
O grande destaque deste dia teve lugar no Centro de Alto Rendimento – Velódromo Nacional, em Sangalhos, que esteve aberto aos jovens, das09h30 às 18h30, para receber todos os que pretenderam visitar estas instalações ou até mesmo experimentar a pista de ciclismo, acompanhados por um técnico da Federação Portuguesa de Ciclismo.

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Anadia: Município adere ao “Mayors Adapt”


O município de Anadia aderiu ao “Mayors Adapt”, uma iniciativa lançada pela Comissária Europeia, Connie Hedegaard, responsável pela Ação Climática e desenvolvida no contexto do Pacto de Autarcas (movimento europeu que conseguiu que mais de 5.500 cidades se comprometessem voluntariamente a reduzir até 2020 as suas emissões de gases com efeito de estufa, em pelo menos, 20% em relação aos níveis de 1990) e que convida os líderes autárquicos a comprometerem-se a tomar medidas de preparação para os desafios que os impactos adversos das alterações climáticas trarão às cidades europeias.
A decisão foi tomada em reunião de câmara, por unanimidade.
Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, avança que agora os municípios devem elaborar estratégias de adaptação local ou integrar ações (no domínio específico das suas competências, como o ambiente, ordenamento do território, saúde pública, proteção civil, gestão de riscos, abastecimento de água e energia) com vista a reduzir ou travar os impactos adversos das alterações climáticas, apresentar estratégias locais de adaptação às alterações climáticas, assim como elaborar relatórios sobre os progressos da implementação das estratégias locais, medidas estas que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promover o desenvolvimento urbano sustentável, estimular o investimento e a inovação.

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Anadia: “Corrida das cores” mobiliza escolas do concelho


A Câmara Municipal de Anadia vai organizar uma “corrida das cores”, destinada a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho de Anadia, na sequência de uma proposta apresentada pela Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada (EVEB).
Analisado na reunião extraordinária do passado dia 30 de julho, o documento da EVEB propõe a realização, em Anadia, de uma corrida destinada a fomentar o convívio entre os elementos da comunidade educativa do concelho, ao mesmo tempo que converge para a promoção de hábitos de vida saudáveis através da prática desportiva e da atividade física, indo, aliás, ao encontro da política da autarquia em matéria de desporto e saúde.
A prova, a realizar no dia 10 de outubro (a confirmar) decorrerá num trajeto urbano que levará os participantes a percorrer alguns dos principais espaços públicos da cidade de Anadia.
A Câmara Municipal de Anadia irá, assim, assumir a organização do evento e a articulação com as escolas e colégios, contando, ainda, com a colaboração de outras entidades.

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Anadia: José Luciano de Castro empresta nome a concurso escolar


A Câmara Municipal de Anadia vai promover um concurso escolar destinado a divulgar a vida e obra de José Luciano de Castro, no âmbito do programa de homenagem que a autarquia vem realizando neste ano em que se assinala o centenário da morte do estadista.
O certame, destinado a alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e do Ensino Secundário dos estabelecimentos de ensino do concelho de Anadia (Agrupamento de Escolas de Anadia, Colégio Nossa Senhora da Assunção, Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada e Salesianos de São João Bosco), surge integrado no conjunto de iniciativas que a Câmara Municipal de Anadia tem vindo a organizar com o intuito de dar a conhecer a figura de José Luciano de Castro, estimulando a curiosidade em torno da ação do estadista, bem como da época histórica em que viveu (1834-1914).
São quatro as secções a concurso: artes visuais (produção multimédia e projetos fotográficos), escultura e pintura, artes performativas (dança e música) e produções literárias (géneros narrativo e lírico), podendo cada estabelecimento de ensino apresentar, por cada nível de ensino, um máximo de 10 trabalhos (individuais ou coletivos) em cada um das referidas secções.
O prazo para a entrega dos trabalhos decorrerá entre 6 de outubro de 2014 e 20 de fevereiro de 2015, encontrando-se já aprovadas, pelo executivo municipal, as normas de participação, bem como o valor dos prémios a atribuir, que, no total, ascende a 2.400 euros, sendo atribuídos três prémios de 100 euros aos três melhores trabalhos apresentados em cada secção e por categoria, ou seja, um total de 24 prémios de 100 euros cada.
A homenagem prestada pelo município de Anadia teve início em 2013 e prolonga-se até 2015, e contempla a edição de monografias, exposições, palestras, espetáculos, um ciclo de cinema, provas desportivas, concursos e o lançamento de um espumante.

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Anadia: Construção da Escola Básica e Secundária retomada e obra concluída até ao final do ano letivo 2014/15


Vai ser retomada a construção da Escola Básica e Secundária de Anadia que, em 2011, tinha sido suspensa pela Parque Escolar.
A notícia é avançada pela própria edil anadiense, Teresa Cardoso, que admite saber da cedência de posição contratual a um novo empreiteiro que vai retomar e concluir a obra. O recomeço deverá acontecer antes do verão terminar.
“O que sei não é oficial, mas chegou-me ao conhecimento que estão a ser concluídas negociações para, muito em breve, ser retomada a obra da construção da Escola Básica e Secundária de Anadia”, diz a edil, acrescentando ainda que o prazo para a conclusão da mesma será também muito curto, ou seja, “até ao final do ano letivo de 2014/2015.”
Para a autarca anadiense esta é uma notícia há muito aguardada por si e por toda a comunidade escolar do concelho, já que o novo edifício cuja construção foi suspensa começa a acusar alguma degradação.
As obras do novo equipamento, inicialmente orçadas em 16,3 milhões de euros, foram suspensas em 2011 quando a Parque Escolar foi confrontada, pelo Ministério da Educação, com a necessidade de reduzir ao seu orçamento para 2012, cerca de 110 milhões de euros, uma situação que obrigou a um reajustamento das obras em curso, estabelecendo prioridades. A interrupção estava prevista por um ano, perspetivando-se a retomada em 2013, o que não veio a acontecer.
Neste meio tempo, associação de pais e encarregados de educação e associação de estudantes têm-se desdobrado em contactos para pressionar a retoma da obra, levando a cabo algumas manifestações e protesto contra a interrupção da construção da nova escola com capacidade para 1500 alunos, mas também pelo facto das atuais instalações, frequentadas por cerca de 700 alunos, estarem completamente degradadas, constituindo, nalgumas situações, perigo à integridade física de alunos e professores.
Já este ano, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova, respondendo a uma pergunta do deputado do PSD Paulo Cavaleiro, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, revelava que durante o verão as obras seriam retomadas.
Este novo equipamento escolar terá três pisos, 76 salas de aulas, ocupando 14 mil metros de área coberta.
Catarina Cerca

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Anadia: Despesas da Feira da Vinha e do Vinho superiores às receitas


A edição deste ano da Feira da Vinha e do Vinho de Anadia apresenta um saldo contabilístico negativo. Pela primeira vez em 10 edições o executivo, de uma forma “transparente e rigorosa”, apresentou as contas da Feira da Vinha e do Vinho, na última reunião de Câmara.
“Quisemos de uma forma clara dizer quais foram as receitas e as despesas”, avançou a autarca Teresa Cardoso, rejeitando falar em prejuízo, mas antes num “défice entre as receitas e as despesas”, uma vez que as contas revelam que as despesas (237.355 euros) foram muito superiores às receitas (126.600 euros) o que se traduziu num saldo negativo de 110.755 euros.
Números que não colocam, de forma alguma, em causa a viabilidade do certame, já que Teresa Cardoso considera terem sido plenamente alcançados os objetivos, quer ao nível da promoção, quer da divulgação do concelho e das suas mais valias. Embora seja o evento promovido pela autarquia que um maior orçamento envolve, Teresa Cardoso prefere falar num “ investimento que teve um saldo muito positivo” e que a par de outras realizações – Feira Social, Feira da Saúde, Feira Quinhentista – não tem em vista o lucro, mas sim mostrar o que o concelho tem de melhor para oferecer a quem cá reside ou está de visita.
Ainda que o modelo da feira possa, no futuro, vir a sofrer alguns ajustes, a edil admite que na edição de 2014 foi dado um “grande salto qualitativo”, já que o programa conjugou ações paralelas e vertentes de diversa índole, mas fortemente focalizadas na promoção do setor da vinha e do vinho e de tudo o que com ele se relaciona.
Por outro lado, o cartaz de animação foi também este ano ambicioso [Expensive Soul, Deolinda, Quim Barreiros, Amor Electro, Os Azeitonas, Pedro Abrunhosa e Ana Moura foram os cabeças de cartaz] e transversal, capaz de atrair diversos públicos.
“O salto qualitativo foi muito grande e os números valem o que valem”, disse, considerando ser necessário ter em atenção que o certame teve bilhetes a um preço simbólico; dois dias com entrada gratuitas; que todas as associações e grupos que atuaram no palco 2 não pagavam ingressos; que as crianças até aos 12 anos entravam gratuitamente e que o retorno e a visibilidade alcançada pelo certame foi muito grande.
Apesar das condições climatéricas não terem sido também as mais favoráveis, diz que os nove dias de feira corresponderam a outros tantos dias e noites de grande festa e de muito convívio, realçando ainda, que, apesar da dificuldade em atrair, por exemplo novos expositores, este ano o certame conseguiu ter um maior número de expositores presentes.
“Os comentários e apreciações foram extremamente positivos e permitem encarar com confiança e otimismo, mas também com grande sentido de responsabilidade, a próxima edição da Feira da Vinha e do Vinho”, avançou ainda, concluindo que “tudo o que se possa fazer pelos munícipes, no âmbito social, cultura e desportivo e a quem nos visita, é sempre um benefício e faz parte das competências da Câmara Municipal”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Entrada em funcionamento dos dois novos Centros Escolares permanece em aberto


É ainda uma incógnita se os dois novos Centros Escolares (Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho e Sangalhos) do concelho de Anadia vão abrir portas no arranque do novo ano letivo, já no próximo mês de setembro.
A autarca Teresa Cardoso admite não estarem reunidas as condições necessárias para iniciar o ano escolar 2014/15 naqueles dois novos centros escolares. Esta mesma indicação já foi dada por si ao Agrupamento de Escolas de Anadia e à Tutela que deverá, junto do Agrupamento de Escolas, verificar se existem condições para que todas as escolas básicas possam vir a funcionar em setembro.
A edil anadiense falava a respeito da Providência Cautelar que apresentou no Tribunal contra os encerramentos das Escolas Básicas de Samel e de Vilarinho do Bairro. Uma Providência Cautelar, em jeito de intimação, que pretendia travar a intenção da tutela que, só no concelho de Anadia, quer encerrar, de uma assentada, dez estabelecimentos de ensino.
Teresa Cardoso mostra-se, no mínimo, perplexa com a resposta que recebeu da DGestE: [foi dada a indicação de que na reorganização da rede escolar, na articulação com os municípios, a estes apenas cabe o título consultivo/opinativo e nada mais], já que “o município não tem legitimidade para se imiscuir em assuntos que não tem que decidir e que cabem ao Ministério da Educação.” Perante uma resposta tão contundente, a autarca deixa a questão no ar: “Então, em que ficamos? Somos chamados a opinar e depois não temos legitimidade para nos intrometer nesta decisão que só cabe ao Ministério da Educação?” Por isso, admite ter dúvidas quanto à abertura dos Centros Escolares em setembro: “O de Sangalhos não tem os arranjos exteriores concluídos, mas o de Avelãs ainda estamos a estudar”.
A seu ver “o Ministério da Educação deve analisar bem o processo”, revelando ainda ter solicitado uma audiência ao Secretário de Estado da Administração Escolar para aclarar estas situações, tendo agora sido encaminhada para um contacto com o Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares.
“Num tempo em que o Ministério da Educação quer fazer a transferência de competências e municipalizar setores como a Educação (1.º, 2.º e 3.º ciclos), quando vem dizer que a Câmara Municipal não tem legitimidade para se imiscuir em determinadas matérias, cabe-lhe, a ele, reunir condições para iniciar um novo ano letivo.”
Segundo o Ministério da Educação no próximo mês de setembro já não abrem as EB de Avelãs de Caminho (42 alunos); Avelãs de Cima e Pereiro (49) e Boialvo (13), na freguesia de Avelãs de Cima; Fogueira (11), Pista (31) e nº 1 de Sangalhos (64), na freguesia de Sangalhos; Ancas (2); Vilarinho do Bairro (19) e Samel (13), na freguesia de Vilarinho do Bairro. Mas a edil anadiense não se conforma, até porque, como explica, os pais das crianças que frequentam as escolas de Samel e de Vilarinho do Bairro “estão num enorme estado de ansiedade e tristeza”. A autarca sabe que é impossível às eventuais escolas de acolhimento (Poutena ou EB 2/3 de Vilarinho do Bairro) conseguirem criar as condições de excelência que existiam nas duas escolas que agora encerram. Teresa Cardoso lamenta ainda que devido a esta situação haja pais a retirar os filhos dos estabelecimentos de ensino do concelho, deslocando-os para concelhos limítrofes, assim como não percebe que nalguns concelhos se mantenham abertos e em funcionamento Centros Escolares com um número de alunos inferior ao destas escolas.
Catarina Cerca

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Anadia: Trabalhadores do Hospital José Luciano de Castro optam se ficam ou entram em mobilidade


Os 121 funcionários do Hospital José Luciano de Castro, em Anadia, estão a ser contactados, um a um, pelo Conselho de Administração do Hospital, para aferir quem quer ficar ou sair desta unidade hospitalar, que vai passar para as mãos do Grupo Misericórdias Saúde (GMS) da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
Na última semana, foi entregue a cada um dos trabalhadores, um ofício a informar que, até ao próximo dia 18 de agosto, todos aqueles que pretendam sair por mobilidade interna e voluntária para outro organismo do Sistema Nacional de Saúde (SNS) deverão informar o Conselho de Administração, indicando três lugares (por ordem de preferência) para onde querem ir.

Mobilidade voluntária. Maria João Passão, administradora do Hospital, confirma que o processo está a ser pacífico, num contacto franco e personalizado com todos os trabalhadores: “Sublinho que isto não é uma mobilidade obrigatória mas sim voluntária e que a vontade do funcionário prevalece sempre, seja ela qual for” e acrescenta que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro) tem em mãos, há mais de um ano, um conjunto de cerca de 30 pedidos de mobilidade desta unidade hospitalar. “Dada a elevada necessidade de recursos humanos na ARS Centro, face aos vários pedidos de mobilidade (funcionários que se querem aproximar das suas áreas de residência), foi decidido avançar agora com esta primeira fase para analisar e aceitar esses pedidos”, acrescentou, admitindo também que o facto do Hospital estar para passar para a UMP também pesou nesta decisão.
Ciente de que existe, neste momento, excesso de pessoal no Hospital, Maria João Passão aplaude a disponibilização pela ARS Centro de uma lista com 359 vagas, às quais as pessoas se podem candidatar. “São cerca de 360 vagas para os três hospitais – Anadia, Cantanhede e Ovar – que vão ser entregues à UMP, mas o pessoal de Anadia é o primeiro a escolher. Isso é um facto muito positivo.”

Excesso de funcionários.Admitindo que, no futuro, não serão necessários mais do que 80 funcionários dos 121 atuais, é praticamente certo que 41 podem optar pela mobilidade dentro da ARS Centro, que integra a área compreendida entre o Baixo Vouga e o Baixo Mondego. Todavia, JB sabe que numa segunda fase, os funcionários que não quiserem ir embora poderão ficar segundo três critérios de desempate: maior antiguidade na carreira, maior proximidade de residência ao novo posto de trabalho e melhor avaliação no último ano.
José Dias, do Sindicato da Função Pública do Centro, avançou que o Sindicato pretende que sejam salvaguardados todos os postos de trabalho. Contudo, não deixa de lamentar que o Ministério da Saúde tenha deliberadamente esperado pelos meses de férias para fazer estas mudanças: “Aproveitam que metade do pessoal está de férias e assim não há grande alarido, já que os funcionários não falam tanto uns com os outros”.
Refira-se também que esta unidade hospitalar integra um pacote de hospitais que o Ministério da Saúde pretende devolver às Misericórdias. Hospitais que foram “nacionalizados” no pós 25 de Abril de 1974, mas que agora regressa às mãos do Grupo Misericórdias Saúde (GMS), da União das Misericórdias Portuguesas.
Sendo mais que certa a saída da esfera do setor público para o setor das misericórdias, o Hospital José Luciano de Castro, em 2012, operou 863 pessoas, enquanto que, em 2011, tinham sido objeto de cirurgia 773 pessoas, traduzindo-se num aumento significativo de cirurgias em relação ao ano anterior. Esta unidade hospitalar integra ainda uma unidade de cuidados continuados, com 20 camas e apresentou, no final de 2012, um resultado líquido positivo.
Apesar das tentativas de contacto, não foi possível obter uma reação, nem da UMP nem da ARS-Centro.

Vagas por categorias profissionais
170 assistente operacional
57 assistente técnico
71 enfermagem
35 técnico de diagnóstico e terapêutica
16 técnicos superiores
10 médicos

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia:QUERCUS apresenta Providência Cautelar e suspende discussão pública do PDM


O Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro deu provimento à Providência Cautelar, apresentada pela Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), ao abrigo de uma ação popular, com vista à suspensão do período de discussão pública (que terminava a 5 de agosto) da Proposta de Revisão do PDM (Plano Diretor Municipal) de Anadia.
O Tribunal aceitou a Providência Cautelar e suspendeu a 25 de julho o período de discussão pública do PDM, dando indicação à Câmara Municipal de Anadia para, no prazo de 10 dias, contestar.

Atrasar processo. Um revés que a edil Teresa Cardoso lamenta e critica: “Os argumentos apresentados não são válidos e são deturpados porque estavam reunidos todos os pressupostos para avançar com a discussão pública da 1.ª revisão do PDM”.
Sublinhando não ter havido da parte da autarquia qualquer ilegalidade, lamenta que tenha havido “uma clara intenção de travar este processo”.
“A Câmara seguiu todas as indicações e avançou para a discussão pública porque estavam reunidas todas as condições, ou seja, seguimos todas as recomendações da Comissão Técnica de Acompanhamento, salvaguardando que algumas manchas estavam sujeitas a aprovação da CNREN”.
Embora diga desconhecer “os interesses” que estão na origem desta Providência Cautelar e rejeitando também a ideia de “perseguição” [nos últimos seis anos a Quercus apresentou no Tribunal perto de uma dezena de processos contra a Câmara de Anadia], a autarca de Anadia admite que estas situações partem de pessoas “que não estão verdadeiramente interessadas no desenvolvimento económico do concelho, embora se digam preocupadas.”
“Querem apenas obstar ao desenvolvimento económico e social do município”, acrescenta.

Argumentos da Quercus. Os ambientalistas solicitaram ao Tribunal a anulação da deliberação que “decidiu antecipar, ilegalmente, o período de discussão pública, obstruindo assim injustificadamente o direito de participação dos interessados”, mas também acusam a Câmara de ter “deliberado proceder à abertura do período de discussão pública da respetiva Proposta do PDM extemporaneamente e sem que se encontrassem reunidos os requisitos para que tal fosse legalmente admissível”.
A Quercus aponta o dedo ao executivo que terá, em reunião extraordinária pública, a 13 de junho, deliberado proceder à abertura do período de discussão pública de revisão do PDM, por 30 dias úteis.
“Pela lei, o período de discussão pública apenas poderá ter início após a emissão de Parecer da Comissão Nacional da REN”, uma vez que referem estar as propostas de delimitação da REN “em desfasamento notório e generalizado entre a cartografia de referência e a delimitação proposta”.
Os ambientalistas insurgem-se contra as sucessivas novas propostas de exclusão da REN apresentadas pelo município, e ainda que admitam que o processo de revisão do PDM seja um processo dinâmico, referem não ser sustentável que a discussão e a apreciação das propostas de exclusão da REN, iniciada em abril de 2002, se prolongue até hoje, com a sucessiva apresentação de novas propostas desgarradas da proposta global.
Em causa está, sobretudo, a falta da carta da REN. “Quem aprova a Carta da REN não é o município de Anadia mas sim o Estado e a Câmara Municipal salvaguardou essa situação indicando que a documentação aguardava um parecer final da CNREN”, explica a edil, acrescentando “a reunião da CNREN aconteceu no passado dia 24 e a decisão do Tribunal de suspensão da discussão pública chegou no dia seguinte, a 25 de julho”.
A Quercus, no ponto 25.º, argumenta que, “a Comissão Técnica de Acompanhamento não emitiu qualquer outro parecer desde 22 de novembro de 2012, pelo que a proposta de revisão do PDM de Anadia não se encontra em condições de ser posta à discussão pública, conforme deliberou o ato da Câmara Municipal cuja suspensão de eficácia se requer”. Por isso, defendem que ainda está em falta “a Comissão Técnica de Acompanhamento pronunciar-se novamente sobre a delimitação da REN (a última vez que o fizera foi em novembro de 2012)” e justificam que “sem que seja emitido o Parecer Final da Comissão Nacional da REN sobre a delimitação da REN, o qual apenas poderá ser dado após a Comissão Técnica de Acompanhamento se pronunciar novamente”.
Teresa Cardoso contesta os argumentos apresentados: “As alegações caem todas por terra porque não há nada que impeça o município de Anadia de colocar a proposta da 1.ª revisão do PDM a discussão pública”, por isso “vamos contestar”. A edil revelou ainda existirem no país vários PDM’s aprovados, sem carta de REN final “ou seja têm um PDM aprovado e uma carta de REN antiga”.

Oposição preocupada. Também os vereadores da oposição (PSD) na Câmara Municipal de Anadia manifestam a sua grande surpresa e preocupação com a suspensão da discussão pública de revisão do PDM.
A JB José Manuel Ribeiro avançou que o voto favorável dos vereadores do PSD foi no pressuposto que os trâmites legais estavam a ser integralmente cumpridos, garantia dada pela presidente da Câmara, aquando da reunião extraordinária pública onde a deliberação foi tomada a 13 de junho, mas também na última reunião de Câmara, a 30 de julho, garantindo a edil, uma vez mais, a inexistência de ilegalidades no processo. “Neste sentido, os vereadores do PSD aguardam que, no mais curto prazo possível, a situação seja cabalmente esclarecida e decidida, e que o processo de discussão pública e decisão final de aprovação de revisão do PDM seja concluído em atenção aos gravíssimos problemas causados aos munícipes pela sua não conclusão.”
Recorde-se que a Câmara Municipal de Anadia deliberou proceder à Revisão do PDM em 1998, um processo complexo que passado 16 anos ainda não está concluído.
Acrescente-se ainda que, por se tratar de uma Associação com estatuto de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, a Quercus está isenta do pagamento de preparos e custas judiciais tendo – na hipótese do Tribunal não julgar suficiente a prova documental – arrolado como testemunhas Tiago Castelo-Branco e João Filipe Côrte-Real, ligados ao CDS/PP Anadia e Domingos Patacho, da direção da Quercus.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Pergunta da semana

Vai a algum festival de verão este ano?

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