Recortes.pt Leia no Recortes.pt

Tag Archive | "Avelãs Cima"

Av. Cima: “Arte n’Aldeia” pela mão do Coletivo Nora recupera património e envolve população


Na freguesia de Avelãs de Cima (concelho de Anadia) foram recentemente realizadas duas intervenções que vieram dignificar dois locais próximos, um deles a Fonte da Costinha, há anos, caída no esquecimento.
As beneficiações estiveram a cargo do Coletivo Nora (Águeda) que, a convite da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, realizou duas intervenções artísticas neste meio rural.
A forte ligação da água com a Freguesia é já antiga e serviu de inspiração.
Esta oportunidade surgiu por mero acaso quando o autarca de Avelãs de Cima, Manuel Veiga, numa deslocação a Águeda, contactou com algumas das intervenções feitas pelo Coletivo Nora. “Achei piada e pensei que seria interessante realizar uma experiência do género na nossa freguesia”. O seu executivo apoiou a ideia e realizaram-se os contactos necessários.
As intervenções resultaram de várias conversações, de um estudo e projeto realizado pelo Coletivo Nora, que percorreu a freguesia para perceber os seus costumes, usos e tradições.

Fonte volta a ter água. A Fonte da Costinha obedeceu a um estudo e projeto. “Era uma fonte que estava abandonada e sem água ou com água residual que já não era potável”, recorda o autarca, sublinhando agora que a intervenção devolveu toda a dignidade a esta fonte que, em breve, terá também novamente água a correr na torneira. “Vai avançar a colocação da água da Fonte do Moleiro a correr nesta fonte, através de uma nova canalização que vai ser colocada em breve. A obra não é complexa. Para além da recuperação da fonte, dotamo-la novamente de água, indo ao encontro do desejo de muitas pessoas”, sublinha.
Assim, o velho e degradado muro de suporte à fonte foi transformado numa enorme tela onde foram pintadas videiras e apontamentos de água. Uma pintura que se enquadra perfeitamente com o espaço natural envolvente, nomeadamente com a vinha localizada nas traseiras do muro.
Uma iniciativa que teve uma particularidade digna de destaque: “o Coletivo Nora começou a pintar o muro a um sábado e pouco a pouco, ao longo do dia, foram-se juntando jovens voluntários que começaram a pintar juntamente com eles, despertando a sua responsabilidade cívica e solidária”, revela Manuel Veiga que, no futuro, gostaria que o Coletivo Nora pudesse dar alguma formação na freguesia a jovens que queiram localmente desenvolver um trabalho semelhante de arte, embelezando e intervindo em vários locais da freguesia. Intervenções de cariz cívico e social que gostaria de ver replicados noutros locais da freguesia.
Paralelamente, no dia da pintura do muro da fonte, o grupo Incantus – Grupo de Tocares e Cantares da Freguesia de Avelãs de Cima animou parte da tarde, no local, interpretando alguns temas do seu repertório e dando um outro sentido e dinâmica ao evento.

Recuperar e reutilizar. Em simultâneo, o Coletivo Nova desenvolveu, a escassos metros da fonte, um outro projeto que designam por “Fiel de Armazém”. Trata-se de uma abordagem artística a materiais menos óbvios existentes nos mais diferentes tipos de armazém. Neste caso, foi no estaleiro da Junta de Freguesia que encontraram duas antigas e degradadas paragens de autocarro. A ideia foi fazer a sua devolução ao espaço público, tornando-as úteis. A estrutura metálica vai ser preenchida por videiras, que por sua vez foram plantadas em velhos blocos de cimento transformados num banco e numa floreira.
“A recetividade da população foi muito positiva e a experiência acaba por ser gratificante”, diz Manuel Veiga.

Coletivo Nora, pela primeira vez com intervenção em meio rural. O Coletivo Nora nasceu pelas mãos de César Pereira, arquiteto, e João Balreira, estudante. Trata-se de um grupo de intervenção urbana iniciado há três anos com o desígnio de criar uma linguagem diferente e criativa entre a cidade e os seus habitantes.
“Queremos sempre que as nossas intervenções envolvam as pessoas, a comunidade para que, participando ativamente, elas façam mais sentido”, diz João Balreira.
Esta foi a primeira intervenção que realizam em contexto rural e aplaudem a forma como a população os recebeu: “as pessoas são de trato mais simples, mais fácil e foi uma experiência muito interessante”, diz César Pereira, que destaca, no meio rural, “a existência de recursos diferentes dos meios mais urbanos.”
“Depois, embora no meio urbano haja mais gente a ter contacto com as intervenções, a verdade é que nestes espaços há sempre muitas coisas a acontecer e as pessoas se dispersam. No meio rural é o contrário”, diz João Balreira.
A rua sempre foi e continua a ser o lugar onde as intervenções acontecem com mais frequência. Avelãs de Cima não foi exceção.
Agora, os jovens acreditam que Avelãs de Cima poderá ter sido uma porta que se abriu a novos trabalhos noutras freguesias da região, até porque se trata de beneficiações dentro das possibilidades dos orçamentos das juntas de freguesia.
“Isso também é fruto de uma história: começámos em Águeda, um meio urbano mas relativamente pequeno. Como começamos só os dois com o nosso próprio investimento, teve de ser reduzido porque nenhum de nós tinha disponibilidade financeira. Daí esse hábito de intervir com poucos recursos, mesmo quando trabalhamos com orçamentos”, avança João Balreira.
A terminar, reconhece que na freguesia existe um local onde gostavam de intervir “nem que fosse só com um apontamento”. JB sabe que é no Corgo de Cima.
No imediato vão ter um espaço físico (oficina) em Águeda, com apoio da Câmara Municipal.
“Este é um grande passo. Temos a oficina e os nossos projetos divididos entre as nossas casas. Será um ponto de viragem para desenvolver projetos e trabalharmos cada vez melhor”, diz César Pereira.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Avelãs de Cima: Jornal da Bairrada foi ao Centro Social


Falar sobre imprensa, jornais e sobretudo sobre o Jornal da Bairrada foi a tarefa da diretora do JB, Oriana Pataco que, na última quinta-feira, no âmbito da comemoração do “Dia da Imprensa”, celebrado pelo Centro Social de Avelãs de Cima, se deslocou àquela instituição de solidariedade social para abordar estes temas junto da população sénior das valências de Lar e de Centro de Dia.
Sendo alguns dos utentes conhecedores do JB (porque foram assinantes e leitores assíduos durante anos), algumas questões foram abordadas com mais pormenor: as secções que mais gostam de ler; as notícias que despertam mais interesse; a importância das notícias das terras e lugares (jornalismo de proximidade); o papel insubstituível e fundamental dos colaboradores e correspondentes locais.
Na ocasião, a animadora Ana Martins explicou que, por hábito, à quinta-feira, da parte da manhã, leem-se, na sala de estar, as notícias fresquinhas e acabadas de chegar do Jornal da Bairrada. “Pegamos em temáticas, em certos aspetos de algumas notícias para captar a atenção e cativar o interesse desta população”. Saúde, usos, costumes, tradições, mau tempo e até perigos que espreitam e em relação aos quais os idosos estão mais expostos, são temas que acabam por ser debatidos nestas manhãs de quinta-feira.
Ana Martins não deixou de sublinhar a forma interessada como alguns idosos se interessam pelo jornal, casos da D. Lucília, do Sr. Abílio, que foi carteiro em Anadia, do Sr. David que foi bombeiro sapador durante mais de três décadas. Todos têm um carinho pela leitura, pelo jornal e por se manterem atualizados e informados.
Oriana Pataco revelou ainda que o JB é um produto que semanalmente chega a 6 mil assinantes. Um jornal de âmbito regional, que cobre vários concelhos fruto de uma equipa composta por dez profissionais. O site e o facebook, assim como outros produtos: revistas, especiais, suplementos, jantares-conferências e galas foram também temas a que a diretora do JB aludiu.
No final, ficou a promessa da visita de um grupo de utentes da instituição ao JB.
Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Entrevista: “É o conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo”


Natural da freguesia de Avelãs de Cima (Anadia), Luís Coelho é um dos mais promissores enólogos do país.

Aos 37 anos, está ligado a quatro marcas DOC produzidas pela Prats & Symington (Douro), sendo, sem dúvida, o Chyseia (considerado em 2014 pela Wine Spectator como o 3.º melhor vinho do mundo) a “bandeira” da sua muito profícua carreira.
A JB falou de si, da sua paixão pela profissão e pelo Douro, mas também do orgulho que sente em ser bairradino, uma região que diz estar “renovada” e onde um dia, quem sabe, poderá fazer crescer um pequeno projeto seu.

Fale-nos um pouco de si.
Sou um bairradino nascido em 1978, natural da Candieira- Avelãs de Cima e a minha residência neste momento é no Douro, em Ervedosa do Douro, que fica perto do Pinhão.
Venho com bastante frequência à Bairrada para estar com a família e amigos, bem como para acompanhar um pequeno projeto “caseiro” que tenho desde 2008.

Qual foi o seu percurso académico? Sempre quis ser enólogo?
A minha curiosidade pela Enologia iniciou bastante cedo pelas mãos do meu avô, que sempre fez uma quantidade pequena de vinho. As idas constantes à adega com os seus amigos tornaram aquele espaço quase como social e eu adorava isso.
Após a conclusão do 9.º ano do liceu de Anadia, optei por ingressar na vertente mais especializada da enologia e inscrevi-me na Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada (EVEB) em 1997. Esse conhecimento adquirido na EVEB despertou ainda mais em mim a vontade de seguir para um nível mais avançado de conhecimento e foi quando decidi ingressar na Licenciatura em Enologia, na UTAD, em 2000, tendo terminado o curso em 2005.
O período em que andei na EVEB foi bastante importante para mim porque, de certa forma, foi lá que me foi demonstrado que a realidade ia muito de encontro às expetativas por mim criadas na área de enologia.
Obviamente que foi um período extremamente divertido e tenho memórias muito boas desde os colegas aos professores e empresas nas quais estagiei. Foi nesse período que defini um objetivo profissional e comecei a trabalhar para ele com mais “afinco”.

Quais os locais onde estagiou e já trabalhou?
Todo o meu trajeto profissional foi criado em empresas conceituadas, com profissionais bastante reconhecidos. Trabalhei com dois mestres da enologia, um dos quais na primeira vindima, em 1998, nas Caves Primavera com o Osvaldo Amado e a seguinte nas Caves Aliança com o Francisco Antunes, que também foi meu professor na EVEB. Ambos me incutiram profissionalismo e foram exigentes ao ponto de eu dizer para mim próprio que no futuro queria ser um deles.
Para eles, fui apenas mais um estagiário chato que por lá passou, mas para mim foram individualidades muito importantes e decisoras do meu futuro.
Posteriormente, passei pela Quinta do Sol no segundo ano do projeto da Prats & Symington onde estou a trabalhar de momento; Adega Cooperativa de Vila Real; Château des Laurets em Saint Emilion- Bordéus; Quinta de Roriz Vinhos SA, como enólogo assistente; Mount Barker e Margaret River na Austrália Ocidental para uma das maiores empresas de vinhos do mundo, a Constellation Wines AU, e finalmente, após 2009 até ao presente, ingressei no projeto da Prats & Symington com algumas viagens até à Africa do Sul, na Cidade do Cabo para trabalhar num projeto de Bruno Prats, que é um sócio da Prats & Symington (P&S).

Como foi integrar os quadros da empresa “Prats & Symington”? Como tem sido essa experiência?
Em 2005 comecei a trabalhar para a Symington- Vinhos SA como enólogo assistente na Quinta de Roriz, durante a vindima. Durante o restante período do ano estava responsável pela viticultura da Warre’s, que pertence também à família Symington e é detentora de quatro propriedades no Douro.
A P&S adquiriu, em 2009, a Quinta de Roriz, que é uma propriedade com bastante poder histórico na região do Douro e que tem uma adega que foi totalmente reconstruída em 2004 e está inteiramente focada para vinhos de consumo DOC.
Como eu já tinha conhecimento da propriedade, da adega e do projeto em si, a P&S convidou-me a trabalhar em conjunto com Bruno Prats e Charles Symington na enologia e viticultura deste projeto.
É muito gratificante e enriquecedor poder trabalhar numa equipa com este conhecimento técnico, bem como o reconhecimento nacional e internacional adquirido ao longo do tempo.

A que vinhos e projetos da “Prats & Symington” está ligado? Que vinhos lhe deram mais prazer fazer e quais os que o marcaram profissionalmente?
Estou ligado às quatro marcas DOC que a P&S produz desde 2009, ano que ingressei neste projeto e que são o Chryseia, o Post Scriptum, o Prazo de Roriz e o Quinta de Roriz Reserva. Obviamente que o Chryseia é o mais falado pelo reconhecimento e mediatismo que tem tido desde o início.
O prémio do Chryseia 2011 atribuído pela revista americana Wine Spectator em 2014 como o 3.º melhor vinho do mundo, foi como de esperar, a “bandeira” da minha carreira profissional.
No entanto, todos me dão prazer fazer porque é algo fascinante poder acompanhar todo o processo, desde a escolha do local para a plantação da videira, as necessidades nutricionais da planta, a decisão de colher as uvas no momento ideal, a vinificação adequada de cada casta, a evolução do estágio/envelhecimento de cada vinho e finalmente, após o engarrafamento, o prazer de ver o consumidor a degustar uma garrafa de vinho que tanta história por trás tem.

Como é, aos 37 anos, trabalhar num dos maiores projetos vínicos de Portugal, de projeção mundial, com tantos prémios conquistados e permanecer “na sombra”. É envergonhado, não gosta das luzes da ribalta?
Conhece a Raquel Carvalho? O Paulo Francisco? A Sandra Vieira? Posso-lhe dizer que são todos nomes de grandes enólogos bairradinos por trás de grandes projetos e grandes vinhos, mas que são, conforme refere, “ensombrados” pelos projetos para os quais estão a trabalhar.
O nosso trabalho é muito de “BackOffice” ou retaguarda e também administrativo, que requer muito tempo em escritório que não é tão apelativo para o jornalismo.
De qualquer forma, para mim, o reconhecimento é feito a nível pessoal com objetivos concretizados. Felizmente, tenho-os conseguido atingir e a cada dia que passa novos objetivos surgem.
Não sou envergonhado nem tenho medo das luzes da ribalta, neste projeto para o qual estou a trabalhar, existem nomes conceituados e dessa forma só tem de se aproveitar os recursos existentes. Um Charles Symington ou um Bruno Prats são nomes conhecidos e, na verdade, este projeto tem o nome deles.

O que é que o Douro tem de tão especial?
É uma região cuja indústria rodeia muito a viticultura e a enologia, dessa forma, as pessoas de lá respiram e vivem com muita intensidade todo o processo evolutivo que tem vindo a acontecer.
O Douro tem tido uma visibilidade internacional bastante grande, muito devido aos grandes vinhos lá produzidos.
É, sem dúvida, uma região que tem sido extremamente importante na projeção internacional dos vinhos portugueses aos quais nós, felizmente, temos vindo a fazer parte. Paisagisticamente é deslumbrante e ninguém fica indiferente.
É especial porque é único…

Sei que passou pela África do Sul e pela Austrália. Como vê essas experiências?
Quando iniciei os estudos em Enologia, uma experiência na Austrália, Nova Zelândia, Chile ou outro país do hemisfério sul, era uma estrela no currículo que era muito valorizada.
Hoje em dia, quem não realizar uma experiência dessas é questionado porque ainda não o fez. É quase como uma obrigação profissional e requisito de emprego.
No final de 2008 quando decidi “aventurar-me” para a Austrália, foi uma decisão difícil pois nesse momento já pertencia aos quadros da Symington e basicamente teria de prescindir de uma situação profissional estável por algo incerto. Pensei que se não aproveitasse essa oportunidade, nunca mais poderia surgir outra igual, então despedi-me da Symington e lá fui eu.
Enquanto estava na Austrália, a Symington contactou-me para abraçar o projeto deles com o Bruno Prats e como era algo com que me identificava, obviamente que aceitei e regressei.
Na África do Sul houve a magia de lá ter passado parte da minha infância e o poder regressar foi delicioso para mim.
Estive numa das cidades mais bonitas do mundo, a Cidade do Cabo, mais precisamente em Stellenbosch que é uma região vitivinícola no sul do país. Estive a fazer vinho em Anwilka que pertence também a Klein Constantia e que obteve este ano o 10.º melhor vinho do mundo pela mesma revista Wine Spectator com o seu “Vin de Constance”.
A nível de experiência, vejo com muita naturalidade e a meu ver, tem sido esse conhecimento internacional que nos tem colocado ao nível dos melhores do mundo.
O que aprendi? Aprendi que ainda podemos aprender mais, bastando para isso abrirmos mais as portas ao conhecimento externo, aprendi que temos todas as ferramentas para sermos grandes nesta área, apenas temos de as saber “manusear” que, felizmente e a meu ver, penso que estamos a ir no rumo certo.

Bairradino de corpo e alma

É um bairradino. Como vê, hoje, a região da Bairrada?
Hoje vejo a Bairrada como uma região renovada, que se está a mexer, inovar mas sem trair a sua forte identidade. A estratégia lançada de assentar muito da promoção da Bairrada nos seus espumantes, em particular os produzidos a partir da Baga, a meu ver revelou-se acertada.
Tem sido reconhecida e galardoada com prémios de excelência que não surgem por acaso ou porque alguém se lembrou que era a altura, surgem sim porque tem havido um trabalho bem alicerçado dos produtores em parceria com a Comissão Vitivinícola da Bairrada. Hoje sou um Bairradino orgulhoso pelo que se cá faz.

Existem já vários vinhos premiados e o espumante assume um papel cada vez mais preponderante na região. A região da Bairrada e os agentes estão a seguir o rumo certo?
Sem dúvida alguma. Além de estarem a seguir o rumo certo, estão a ser autocríticos, nota-se um querer melhorar em todos os sentidos. Um melhorar na qualidade das vinhas e consequentemente dos vinhos, um melhorar a imagem deles projetada, um melhorar na comunicação de cada um deles. A Bairrada, hoje em dia, não é só leitão, o enoturismo tem vindo a crescer e isso deve-se muito à estratégia que está a ser levada a cabo pelos produtores e pelos agentes.

Quais são as suas castas preferidas da região?
Eu sou um defensor acérrimo da casta Baga na Bairrada. São muito poucos os vinhos monovarietais que eu gosto e um Baga tinto, bem trabalhado na adega, com uvas no ponto de maturação ideal, é delicioso. Não é necessário “blends” com outras castas ou correções diversas para definir o que de melhor tem. Assim sendo, como casta tinta, sem dúvida que a Baga é a minha casta de eleição. Nos brancos, gosto especialmente do Bical e do Arinto pois definem bem a elegância que a acidez pode conferir a um vinho na Bairrada. Quando lidamos com gostos pessoais, é tudo muito relativo.

Qual a sua opinião pelos novos projetos que vão surgindo na Bairrada (Vadio, Carvalheira Wines, Kompassus, Quinta da Vacariça, entre outros)?
Têm sido fundamentais no sucesso e visibilidade que a região tem vindo a ter. Todos são projetos únicos e até acrescentava mais alguns à lista, no entanto e cingindo-nos a estes, posso dizer que conheço bem o Luis Patrão porque fomos colegas de curso e ele é, sem dúvida, um grande e excelente embaixador da nossa região com o seu projeto familiar Vadio. No projeto Carvalheira Wines, o José Carvalheira foi meu professor na EVEB e demonstra de facto do melhor que por cá temos. Todos transmitem uma imagem de elegância, excelência, qualidade e consistência que é o fundamental para o sucesso de uma marca e neste caso, de uma região.

Vê-se um dia a fazer vinho por cá?
Obviamente que como bairradino que sou, gostaria de fazer vinho na minha região. Tenho um pequeno projeto em que produzo aproximadamente 2 mil garrafas de uma vinha velha de Baga, da zona de Ancas. Infelizmente não tem dado para evoluir muito pois a disponibilidade é pouca e o projeto ainda não é autossustentável. Pode ser que um dia surja a oportunidade de vir trabalhar na Bairrada e aí, o meu pequeno projeto cresça e eu saia da “sombra”.

catarina cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (1)

Avelãs de Cima: Rota dos Moinhos tarda a chegar


Os 18 moinhos de água, existentes ao longo do rio que começa no lugar de Ferreirinhos (Avelãs de Cima), passando por Canelas, Póvoa do Gago, terminando em Ferreiros, junto ao Moinho Velho (Moita) são um património centenário que um grupo de canelenses (Canelas – Avelãs de Cima) quer recuperar para dar forma a um projeto único no concelho e na região, designado de Rota dos Moinhos.
O assunto já foi notícia neste semanário e agora regressou à reunião de câmara pela mão de Américo Tomás, morador em Canelas e um dos mentores do projeto que passa pela reconstrução dos moinhos e criação de um percurso pedonal numa extensão de aproximadamente 8 quilómetros (até ao Moinho do Pisco).
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso confirmou a importância da obra e da necessita de um projeto que “venha a ter enquadramento numa eventual candidatura a fundos comunitários que se começam agora a desenhar”. Por isso, referiu que este projeto até “pode ter viabilidade numa determinada medida”, deixando claro que “logo que haja essa possibilidade, ser-vos-á comunicado.”
Américo Tomás destacaria ainda que, com o apoio da Junta de Freguesia, foi recuperada uma represa existente no rio e que fornece água a um moinho já reconstruido, faltando abrir o caminho, assinalar o percurso e colocar sinalização. Obras que têm custos elevados e que necessitam de um apoio efetivo da autarquia.
A vontade dos promotores é abrir este trajeto a todos os amantes de caminhadas e da Natureza: “há muita gente a perguntar quando a Rota é aberta”, concluiu Américo Tomás.

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Autarca de Avelãs de Cima presente na Academia do Poder Local do PSD


Realizou-se, entre 21 e 23 de novembro, na cidade da Guarda, a Academia do Poder Local, da responsabilidade do Instituto Sá Carneiro e dos ASD (Autarcas Sociais Democratas), onde estiveram presentes o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, outros ministros e alguns membros do PSD nacional.
As temáticas abordadas foram: Ser Autarca, Agente de desenvolvimento económico e social; As leis que nos regem; O futuro do Poder Local em Portugal; Comunicar bem; Sustentabilidade do território; Políticas sociais; Orçamento: Finanças e Setor Empresarial Local e Descentralizar e as Novas Funções do Poder Local.
O concelho de Anadia fez-se representar por um único elemento, o presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima, Manuel Veiga, que destacou a importância de ter estado presente neste evento, pois considerou ser mais uma forma de receber contributos e aprender, para, no futuro, poder articular ainda melhor as políticas locais, sem esquecer a grande prioridade destas, que são a melhoria das condições de vida das populações.
O autarca Manuel Veiga realçou ainda a pertinência dos temas abordados, os oradores e a clareza com que os assuntos foram explanados. Avança que “todos os presentes ficaram a ganhar, e muito, com esta participação.”
No final, foram entregues diplomas de participação pela mão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
Foi proposto que este evento possa denominar-se de Universidade de Inverno, em analogia à Universidade de Verão, e que teria como anfitriã a cidade da Guarda.

Posted in Anadia, Por Terras da BairradaComments (0)

Avelãs de Cima: “Os Figueirenses” inauguram sede uma década após início da construção


Foi na década de 90 que a sede da associação “Cultura e Recreio – Os Figueirenses” começou a ser erguida.
No próximo domingo, dia 30, será inaugurada a sede e celebrado o 20.º aniversário da associação, com cerimónia inaugural às 12h30, seguida de almoço-convívio às 13h.
A obra demorou mais de uma década a erguer mas foi finalmente concluída este ano, com a construção de uma churrasqueira ao ar livre, fruto da dedicação, sacrifício e empenho das sucessivas direções, populares e muitos amigos que não deixaram morrer este sonho.
No passado dia 25 de novembro, a coletividade completou 20 anos de vida (de legalização), muito embora os primeiros passos tenham começado a ser dados na década de 60, altura em que uma Comissão de Festas local decidiu comprar terrenos anexos à capela de Santa Eufêmea para construir a sede da associação.
“Naquela altura havia dinheiro, compraram-se os terrenos mas ficou-se por aqui. Até porque, na altura, se optou, como forma de angariar verbas por explorar um café arrendado aqui na terra”, revela Amílcar Almeida, presidente da direção da Associação.
Mas as obra na sede só terminaram agora, há uns meses. Para trás ficaram muitos obstáculos, arrelias e dificuldades ultrapassadas graças à persistência, teimosia e determinação das direções.
“Foi muito difícil chegar até aqui. Há dois anos houve uma alteração grande na legislação e tivemos de fazer uma série de avultadas remodelações”, revelou o responsável, para quem o espaço agora terminado “é um orgulho para o lugar e para a freguesia”.
Na verdade, a pequena povoação da Figueira, na freguesia de Avelãs de Cima, não tem mais de seis dezenas de casas habitadas e os habitantes não ultrapassam as 150 almas. Mas não é menos verdade que, apesar do hiato de tempo, conseguiram erguer uma obra onde a população se reúne e convive. A sede possui café, por sinal o único na aldeia, sanitários, arrumos, sala de troféus e hall de entrada, sala de jogos, sala de reuniões/direção e ampla sala de festas e de convívio (1.º andar), disponível para alugar a particulares.
Amílcar Almeida não esquece que, ao longo destes anos, também a Câmara Municipal de Anadia e a Junta de Freguesia de Avelãs de Cima foram importantes aliados na execução de tamanha empreitada.
Simultaneamente, muitos populares, empresários e amigos do lugar têm ajudado a associação, que teve durante 12 anos seguidos Amílcar Almeida como presidente da direção e que, após alguns anos de interregno, está agora novamente no comando, terminando o seu mandato no final deste ano.
“Isto aqui funciona numa espécie de dança das cadeira. É um grupo de carolas, gente que vai rodando mas, de uma forma ou de outra, num lugar ou noutro estão sempre ligados à associação”, revela.
O pequeno café é a principal fonte de receita, mas só funciona porque existe uma “escala de pessoal” para que à hora de almoço e à noite tenha sempre as portas abertas. “Os dias melhores são ao final de semana. É quando mais gente se junta aqui”, pois à semana o movimento é bem mais reduzido.
As atividades que vão promovendo ao longo do ano são transversais a toda a população: passeios de bicicleta, caminhadas, torneios de futebol de 5, e celebrações de S. João e S. Martinho.
“Os convívios de S. João e S. Martinho são sempre repartidos com as Comissões de Festas. Existe uma excelente relação e, como somos sempre os mesmos, temos de manter o espírito de entreajuda”, admite, realçando o trabalho de equipa e a boa camaradagem.
O futuro passa por continuar a rentabilizar ao máximo o espaço, pelo que deixam um apelo à população e aos amigos para que se mantenham ao lado da associação, participando nos eventos.
Catarina Cerca

Posted in Avelãs de CimaComments (0)

Avelãs de Cima: Rota dos Moinhos só avança com o apoio da Câmara


Há quase um ano atrás, foi dado a conhecer um projeto inédito com vista à criação de uma Rota dos Moinhos, entre as freguesias de Avelãs de Cima e a Moita, que possibilitasse a preservação de um património centenário.
A ideia partiu de um grupo de canelenses (Canelas – Avelãs de Cima) que pretendia recuperar e dar corpo a um projeto único no concelho e na região.
Um ano depois do Jornal da Bairrada ter dado a conhecer o projeto, este grupo de canelenses regressou, no passado dia 26, à reunião do executivo para pedir ajuda, no sentido de concretizar tão ambicioso projeto, na medida em que é necessário recuperar uma represa.
Alberto Simões falou em nome do grupo e lembrou o executivo que, após a intervenção feita pelos populares, a expensas próprias, ficou a promessa, ainda do anterior executivo, de apoio que, até há data, não aconteceu.
“Queremos saber se estão ou não disponíveis para aprovar o projeto, até porque o moinho está recuperado”, avançou o popular, sublinhando que para este trabalhar é necessário que também a represa venha a ser igualmente recuperada. “Não é um projeto de grande vulto, fácil para a Câmara, mas difícil para nós”, disse.
Refira-se que na zona existem 18 moinhos de água, começando no lugar de Ferreirinhos (Avelãs de Cima), passando por Canelas, Póvoa do Gago, terminando em Ferreiros, junto ao Moinho Velho (Moita), numa extensão aproximada de cinco a seis quilómetros. Um percurso que pode vir a integrar ainda um moinho de vento, localizado na Cascalheira.
O projeto, que ainda não está no papel, pretende dar corpo a um sonho antigo das populações, mas só avança se houver um maior empenhamento da autarquia, já que os populares não podem suportar o custo das obras.
Na ocasião, a autarca Teresa Cardoso frisaria que, sendo um projeto que está apenas na ideia de um grupo de pessoas, é necessário passá-lo para o papel, já que existem muitas variáveis a ter em consideração.
A presidente de Câmara sublinhou ainda a necessidade de fazer um projeto, com suporte técnico, para recuperar caminhos pedonais e a represa, para depois ser orçamentado e eventualmente alvo de uma candidatura.
Contudo, a edil mostrou-se disponível para reunir, em breve, com o grupo, seja na Câmara Municipal ou no local.
Os promotores da ideia (Alberto Simões, Américo Tomás, João Figueiredo e João Simões) estão determinados, em levar o projeto a bom porto.
Sublinhe-se ainda que há um ano atrás, este grupo de populares já tinha a intenção de proceder à reconstrução dos moinhos que se encontrem menos degradados e preservar as ruínas dos restantes.
Até ao momento, já conseguiram reconstruir o de Canelas, faltando os da Póvoa do Gago e de Ferrerinhos. Paralelamente, foi construída uma levada e foram colocadas algumas manilhas em falta.
Recorde-se também que na zona existe um lagar de azeite de vara que, apesar do avançado estado de degradação, poderá vir a ser integrado nesta rota, dada a sua singularidade.
CC

Posted in Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Av. Cima: Sopas deliciosas foram atração do 6.º Festival do Agrupamento de Escuteiros


O 6.º Festival de Sopas do Agrupamento 836 de Avelãs de Cima, que se realizou no dia 28 de abril, voltou a surpreender com mais de 450 pessoas a passarem pela antiga Escola da Figueira/ Candeeira.
O Agrupamento agradece a todos quantos contribuíram para o êxito deste evento, pois mais uma vez se verifica o carinho que esta freguesia tem para com os escuteiros da sua terra. “Sabemos que nos apoiam para que possamos crescer, e para que os nossos projetos se concretizem” , referem os responsáveis do Agrupamento.
O Festival contou com 18 especialidades de sopas diferentes: sopas de peixe, de bacalhau, caldo verde, canja, de legumes, de carnes, confecionadas por gentes da freguesia, sem dúvida, muito apetitosas, logo todos manifestaram grande dificuldade na hora de votar na melhor.
As sopas vencedoras foram: 1.º prémio – Sopa à Lavrador; 2.º prémio – Canja da Avó Alice; 3.º prémio – Sopa XPTO – FACE.
Em cada festival há uma grande variedade de sopas e os participantes todos os anos gostam de inovar. Um dos fatores principais é a utilização de produtos da terra, que sempre fizeram parte da tradição desta região.
Foi uma tarde muito agradável, em que todos conviveram com muita alegria, e mais uma vez apoiaram o Agrupamento, para que continue a crescer e a realizar mais e melhores atividades e a proporcionar à freguesia momentos de confraternização.
O Agrupamento agradece a todas as pessoas que confecionaram e ofereceram as sopas, e todos os outros petiscos que deliciaram os participantes, pois só com a sua ajuda e colaboração este evento é hoje uma realidade.

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Anadia: Executivo entrega computador a criança com doença oncológica


Um computador portátil vai, com certeza, fazer as delícias do pequeno Diogo, de 12 anos.
O menino, doente oncológico, residente na Cerca, Avelãs de Cima, necessitava de um computador para o ajudar nas tarefas escolares e no tempo de lazer.
A “prenda” oferecida na última reunião de Câmara pelo executivo anadiense surgiu no seguimento de um apelo feito ao presidente da Câmara por Rosa Maria Gomes, mãe da criança.
O pequeno Diogo que, este ano, se encontra a frequentar o 5.º ano da Escola Básica 2/3 de Anadia, tinha um computador portátil, oferecido por familiares (tios), que ficara na escola durante as férias do carnaval, para colocação de novos programas e conteúdos. Mas como a escola foi alvo de um assalto, o computador do Diogo encontrava-se entre o material furtado.
Na carta enviada à Câmara, a mãe revela que, sendo a família de poucos recursos, não poderia adquirir um novo equipamento, apelando a uma ajuda por parte da autarquia.
Por outro lado, como o computador não fazia parte dos bens materiais/património da escola, também não poderia ser comprado por esta, ao abrigo do seguro.
O Diogo, que precisa de fisioterapia diária e já foi submetido a diversas cirurgias, assim como a inúmeros tratamentos de quimioterapia, tem no computador um amigo com que pode brincar e aprender, já que fisicamente apresenta grandes limitações de locomoção.
Rosa Maria Gomes diz que o computador “com jogos e programas adaptados à sua incapacidade” é o único hobby que o Diogo tem, para além de ser uma grande ajuda nas tarefas e trabalhos escolares.
“Como com a doença perdeu muita visão, o computador ajuda-o muito”, acrescenta.
A carta, que tocou todos os membros do executivo, levou a que fosse aprovada, por unanimidade, a aquisição de um novo computador que irá ajudar Diogo, daqui para a frente.
A entrega foi realizada na última quarta-feira, dia 24 de abril.

Catarina Cerca

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

Avelãs de Cima: Inquérito escolar mostra falhas na alimentação infantil


“Alguns alunos da nossa escola precisam de melhorar os seus hábitos alimentares”. Esta foi a conclusão a que chegaram as professoras e alunos da EB 1 de Avelãs de Cima, após a realização de um inquérito na escola, sobre “Saúde e Nutrição”.
No âmbito da “Assembleia de Alunos”, promovido pela Câmara Municipal de Anadia e realizado a 27 de abril, a EB 1 de Avelãs de Cima desenvolveu um pertinente trabalho sobre “Saúde e Nutrição”. Este foi, de resto, um dos trabalhos mais originais e de grande atualidade apresentados naquela Assembleia de Alunos e que colocou a descoberto algumas fragilidades e erros na alimentação infantil que urge colmatar.
Isso mesmo foi apontado pela docente Susana Rosmaninho, que a JB avançou a necessidade de, até final do ano, ser elaborado um panfleto que os meninos desta escola vão levar para casa, alertando pais e encarregados de educação para a necessidade de corrigir algumas falhas alimentares.
“A ideia deste trabalho está relacionado com o projeto do Agrupamento Escolar – Educação para a Saúde e devido à Assembleia de Alunos. Decidimos juntar a matemática (elaboração dos gráficos e tratamento de dados, matéria do 4.º ano) e realizar inquéritos em toda a escola. Os quatro anos colaboraram”.
O resultado foi um trabalho de grande atualidade que evidencia o que de mal se passa na alimentação de muitas crianças do concelho e do país. De resto, este inquérito espelha erros que urge ultrapassar no seio de muitas famílias.

Grande surpresa. “Ficámos surpresas pela negativa”, confessa a docente, dando conta de que na cantina escolar “já temos uma perceção daquilo que os meninos gostam ou não gostam e da dificuldade que constitui fazê-los comer determinados alimentos”.
Ao todo foram considerados 37 inquéritos, já que dois alunos não os devolveram. Os inquéritos realizados a crianças entre os 6 e os 11 anos mostram que a maioria toma pequeno-almoço e que a maior parte opta por comer cereais (20 alunos) ou leite com pão (12 alunos). Um outro alimento importante na infância, o leite, também é uma das bebidas mais consumidas – 23 crianças bebem um ou dois copos, mas apenas 14 bebem mais de 3 copos de leite por dia, que é a quantidade de leite recomendada para as crianças nestas idades.
Por outro lado, apenas 12 crianças toma seis refeições por dia. A maioria (14) toma cinco e há nove crianças que apenas tomam quatro refeições.
Sendo a sopa indispensável para uma alimentação equilibrada, 19 crianças comem-na sempre às refeições, mas 17 comem às vezes e um aluno raramente a come.
A maioria também come com mais frequência carne (30) e apenas 5 alunos comem mais vezes peixe. Já a comida rápida – fast food – não faz parte da ementa dos alunos, pois 28 consomem-na raramente, oito às vezes e apenas um frequentemente. De referir que 31 crianças come fruta diariamente (o ideal é consumir até 5 peças de fruta/dia). À questão “achas que tens uma alimentação saudável”, 33 responderam que sim e apenas 4 disseram que não.
A questão mais polémica “se bebes bebidas alcoólicas” a maioria diz que não (28), mas oito alunos dizem beber ainda que raramente.
De referir que não se deve oferecer álcool a uma criança, uma vez que o seu fígado não está preparado para metabolizar o álcool.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

Posted in Anadia, Avelãs de Cima, Por Terras da BairradaComments (0)

SFImobiliaria

Pergunta da semana

É assinante do Jornal da Bairrada?

View Results

Loading ... Loading ...
Newsletter Powered By : XYZScripts.com