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Candidatura PSD Anadia: “Anadia Somos Todos” é o lema escolhido pela Concelhia


“Anadia Somos Todos” é o lema que o PSD Anadia vai ostentar na sua candidatura às autárquicas. O lema, refere José Manuel Ribeiro, candidato à Câmara pelo PSD e líder da Concelhia, “corporiza o projeto de renovação e mudança para Anadia de uma nova geração de anadienses.” Em comunicado enviado à nossa redação, José M. Ribeiro acrescenta que este “é um projeto aberto, no qual todos os habitantes do concelho são chamados a participar”: “basta que queiram o melhor para Anadia, porque Anadia é dos anadienses, pertence a todos, independentemente da sua ideologia política, condição social ou situação económica.”

Três eixos principais. À comunicação social, o PSD refere que o projeto assenta em três eixos: desenvolvimento económico, ação social e juventude.
Quanto ao desenvolvimento económico, defende que Anadia necessita de empresas e de empregos para que os jovens e os adultos tenham um presente e um futuro. “O flagelo do desemprego no concelho também tem de ser combatido”. O que implica uma atitude proativa, ou seja, “tem de se ir à procura de empresários e investidores que acreditem em Anadia”. Por outro lado, destaca a importância da promoção turística, do estímulo ao comércio local e o apoio à agricultura, pecuária e floresta. “Nesta ótica é importante o PDM e um nó de ligação à A1.”
Ao nível da ação social, revela querer “apoiar as instituições de solidariedade social e criar serviços que facilitem o dia a dia da população sénior e intervir com apoios diretos aos mais necessitados, sejam crianças, idosos ou pessoas em idade ativa”.
Para José M. Ribeiro uma outra prioridade, já elencada há algumas semanas, é a juventude. Salienta que “é preciso fazer com que os jovens consigam residir, ter emprego e qualidade de vida no concelho.” Algumas das medidas defendidas pelo PSD Anadia deverão passar pelos “apoios à fixação de residência, ao associativismo juvenil, e a jovens empresários e empreendedores”, a par da criação do Conselho Municipal de Juventude.

Outras áreas. No comunicado, são ainda elencadas outras áreas determinantes em termos de intervenção, nomeadamente na criação de espaços verdes, parques de lazer, caminhos pedonais e ciclovias. Em matéria cultural, destaca a necessidade de apoiar as artes, os artistas e as associações, enquanto que na área desportiva quer “fomentar uma saudável prática desportiva e apoiar as coletividades de forma adequada e regulamentada, com especial enfoque no segmento da formação”, mas também colocar os equipamentos ao serviço da população, maximizando o seu uso.
José M. Ribeiro defende também, entre outros aspetos, a criação de um canil/gatil municipal; manter o abastecimento de água e saneamento na esfera público-municipal; garantir que os preços e os impostos se situem em valores mínimos; e estudar a possibilidade de Anadia se tornar um concelho “fiscalmente atrativo”.

“Afirmar Anadia”. O candidato “laranja” diz ser necessário “afirmar Anadia, defendendo intransigentemente a permanência e continuidade dos serviços descentralizados do Estado: serviços de saúde, tribunal, conservatórias, repartição de finanças, serviço local de segurança social, entre outros”. A procura de fundos comunitários é outro compromisso assumido.

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Cantanhede: PS e PSD com posições contrárias quanto ao futuro do Hospital no SNS


Os deputados do PS, eleitos por Coimbra Rui Duarte, Mário Ruivo e João Portugal, com o Presidente da Federação Pedro Coimbra estiveram em Cantanhede, em frente ao Hospital de Cantanhede com Carlos Ordens (candidato à Câmara Cantanhede), Pedro Carrana Presidente da Concelhia do PS local e alguns militantes e simpatizantes socialistas para uma conferência de imprensa.
Os deputados do PSD, eleitos pelo circulo de Coimbra, votaram contra na Assembleia da República as recomendações do PCP e BE para que “o Hospital de Cantanhede (em particular) se mantenha sob gestão pública e integrados no SNS, cujo edificado é da propriedade da Misericórdia. Que o hospital mantenha todas as valências que atualmente asseguram e eventualmente possam vir a ser reforçadas face às necessidades da prestação de cuidados de saúde às populações.”
O Deputado Rui Duarte referiu que “os deputados do PSD, eleitos pelo círculo de Coimbra, não defendem os interesses dos eleitores do distrito que os elegeu, optando por corroborar a desastrosa política do governo na Saúde”. “Enquanto que os deputados do PS por Coimbra votaram a favor desta recomendação, porque entenderam que esta é a melhor posição para a defesa do SNS e do Hospital de Cantanhede.”
Pedro Coimbra, Presidente da Federação de Coimbra do PS, refere que “só a gestão pública dos hospitais integrados no SNS cumpre os princípios da universalidade e a qualidade dos cuidados de saúde, independentemente das condições sociais e económicas dos utentes”.
Carlos Ordens, começa por referir que “o Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, deve assumir perante os munícipes a sua total incapacidade para influenciar as decisões do governo do seu partido, no que a Cantanhede diz respeito. Esta é mais uma situação a comprová-lo!”. Acrescentou ainda que “o senhor Presidente da Câmara devia instruir os deputados do PSD, eleitos por Coimbra, sobre o seu papel na Assembleia da República e as reais necessidades dos seus Munícipes.”
Carlos Ordens tem defendido desde a 1.ª hora que “o nosso Hospital de Cantanhede se mantenha sob gestão pública, integrado no Serviço Nacional de Saúde, para assegurar o direito à saúde para todos habitantes do concelho de Cantanhede”.
Carlos Ordens, na sua intervenção, reforçou a ideia de “defender um Novo Protocolo para os serviços de saúde em Cantanhede, envolvendo as partes interessadas, que defenda os interesses da população e reforce as valências prestadas”.
Pedro Carrana, Presidente da Comissão Política Concelhia informou os presentes que “a comissão política de Cantanhede do PS vai dirigir uma carta a estes deputados do PSD para os sensibilizar para a defesa da Manutenção do Hospital de Cantanhede no SNS”.

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Anadia: Mexidas no poder local marcam comemorações de Abril


A austeridade que o país atravessa, associada ao desemprego, diminuição do crescimento económico, agravamento da dívida pública e redução de direitos dos cidadãos marcaram as comemorações do 25 de Abril, em Anadia.
De igual forma, durante a sessão da Assembleia Municipal (AM) extraordinária, foram apontadas baterias às alterações no poder local que ditam, no concelho, mexidas em oito freguesias, e a fusão de cinco, passando o município, após as eleições autárquicas, a ter apenas 10 freguesias contra as atuais 15.
Numa manhã brindada pelo sol primaveril, poucos foram os anadienses que saíram à rua para assistir, em frente aos Paços do Concelho, à comemoração do 39.º aniversário da revolução de Abril. À exceção dos membros da AM, a verdade é que, de ano para ano, menos pessoas assistem ao evento, que teve como ponto alto as intervenções das várias forças partidárias naquela sessão extraordinária.

CDU quer a demissão do governo. A primeira intervenção caberia a João Morais, da CDU. O deputado comunista falou da revolução de Abril, do fim de um regime “sanguinário, da restauração da democracia e da liberdade, valores e conquistas essas, hoje postas em causa pelos sucessivos governos do PSD, PS e CDS/PP. “O povo está firme na defesa destas liberdades e conquistas”, disse, criticando ainda as imposições e restrições decretadas pela Troika, pelo FMI e pela União Europeia. Por isso, referiu que o PCP exige que ao Presidente da República que “demita o Governo e devolva a palavra aos portugueses”.

Importância das minorias. João Tiago Castelo-Branco, em nome da bancada do CDS/PP, centrou a sua intervenção no municipalismo, alertando para o perigo das maiorias que “não deve ser opressora, ou tirar os direitos e as liberdades às minorias”. Por outro lado, destacou que uma Assembleia Municipal “não se pode limitar a fazer uma vénia, aprovando decisões de um líder autoritário”, assim como os deputados municipais “devem chegar a consensos que beneficiem o bem-estar geral de todos e não apenas daqueles que lhes dão apoio político”, devendo, por isso, cada um “decidir sozinho como equilibrar o bem-estar geral com as necessidades de uma base eleitoral”.

Falta de sensibilidade social. Da bancada do PS, a voz que se fez ouvir nesta comemoração do 25 de Abril foi a de Manuel Cardoso Leal, que fez um apelo “ao fim da austeridade que foi além do acordado e que tem sido responsável para recessão e desemprego”.
“O PS critica o governo não só por dose excessiva de austeridade mas também por nada ter feito para mudar a política europeia germanizada”, frisou, acrescentando que “o governo português tem demonstrado uma tremenda falta de sensibilidade social”, dando nota de que o PS está disponível para consenso com novas políticas renegociadas: “por aqui se vê que a oposição pode ser quase tão importante como o governo, na medida em que está preparada para fornecer ao eleitorado alternativa de governo”. Na sua perspetiva, o PS é o único partido que poderá governar o país.

Críticas aos deputados da nação. Em nome da bancada do PSD, Dino Rasga sublinhou o facto de Portugal, na segunda metade da década de 90, ter entrado numa espiral que levou o país a viver “acima das suas possibilidades”, resultando tal facto no crescimento da dívida pública que, após 2007, se traduziu “num autêntico desastre” com a dívida a passar de 100 para 200 mil milhões de euros e pior, passou dos 60% do PIB para os 120%.
Dino Rasga mostrou-se ainda muito crítico em relação à classe política (deputados da Assembleia da República – AR, governantes atuais e passados, dirigentes partidários atuais) que não está disponível para unir esforços, por forma a dar volta à crise. “Uma classe política que decidiu reduzir os mandatos dos presidentes de Juntas e de Câmaras, a três”, enquanto que sublinhou existirem deputados na AR com quase tantos anos naquela casa como a democracia e que são verdadeiros experts em tudo: “basta ver a constituição das várias comissões”, concluiu.

Limite de mandatos é errada. O edil anadiense, Litério Marques, criticou o facto de ter surgido, com este Governo Social Democrata, uma lei que limita os mandatos aos presidente de JF e de CM.
Olhando para as várias instituições e coletividades concelhias que se fizeram representar nesta cerimónia, lamentou que no próximo 25 de Abril de 2014, as bandeiras de algumas Juntas de Freguesia possam já não estar presentes: “está tudo nas mãos da tal democracia que o 25 de Abril proporcionou”, mostrando-se absolutamente contra a extinção de freguesias. O autarca aproveitou a ocasião para dizer que Anadia tem sabido gerir, com grande rigor, as contas, assim como garantiu não transmitir dívidas aos seus sucessores.

Preocupações. A última intervenção caberia ao presidente da AM, que se mostrou muito crítico em relação ao limite de mandatos: “estranha democracia esta que deixa no limbo as interpretações do que são três mandatos seguidos”, assim como repudiou a fusão de freguesias: “em Lisboa, as freguesias foram agregadas pela vontade da população, enquanto que no resto do país a agregação foi feita por uma Comissão”, disse, referindo também que “em Lisboa, as decisões foram tomadas na igualdade da vontade dos fregueses, no nosso concelho uma das agregações não respeita as condições das outras”. Luís Santos questionou ainda em que condições votam os eleitores da nova freguesia, emergente da agregação, sem existência de uma comissão instaladora, assim como se “as atuais freguesias terminam como entidades jurídicas no dia das próximas eleições, quem tem legitimidade para gerir as novas entidades até à tomada de posse dos novos órgãos”. Dúvidas e preocupações, sem resposta e que levantam sérias críticas a um processo que para muitos no concelho é pouco claro e com contornos duvidosos.

Catarina Cerca

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Autárquicas 2013: CDU quer eleger um vereador em Anadia


 

A professora aposentada Maria de Fátima Flores é a candidata escolhida pela CDU para concorrer à liderança da Câmara Municipal de Anadia nas próximas eleições autárquicas. Juntamente com ela, o sangalhense e deputado na Assembleia Municipal desde 2005, João Morais, será o candidato à Assembleia Municipal de Anadia.
Para as Juntas de Freguesia, a CDU, em Anadia, concorre com Joaquim Mota, a Sangalhos e com Teresa Mamede, a Arcos.
Para já estes foram os candidatos conhecidos durante um jantar comemorativo do 25 de Abril, que decorreu no passado sábado, em Sangalhos. Um evento que reuniu mais de meia centena de militantes, simpatizantes e amigos.

Eleger um vereador para a Câmara de Anadia. O grande objetivo da candidatura da CDU em Anadia passa por conseguir o número de votos suficiente para eleger um vereador para o executivo anadiense. Na ocasião, Maria de Fátima Flores mostrou-se “muito grata” por ter sido escolhida pela CDU para esta candidatura às autárquicas de Anadia.
Membro do partido Ecologista “Os Verdes” e nos últimos anos professora na Secundária de Anadia (também lecionou em Coimbra, Viseu e Figueira da Foz) dá a cara pela CDU nas autárquicas de 2013 porque defende que “Anadia precisa de uma voz de esquerda na Câmara Municipal. Uma voz que lute pelo bem-estar das populações do concelho”.
Na sua perspetiva, o concelho precisa de criar melhor acesso à Educação: “os estabelecimentos de ensino EB 2/3, Secundária e algumas EB 1 precisam de obras urgentes devido ao avançado estado de degradação”; e à Cultura, mas também que “pugne pela melhoria dos serviços públicos de Saúde e por mais e melhores apoios sociais”.
Por outro lado, Maria de Fátima Flores considera que ainda existe muito por fazer no concelho, no âmbito da defesa do meio ambiente: “é preciso prestar mais atenção à qualidade da água das fontes, aos espaços verdes, muito maltratados e à limpeza de contentores e de ecopontos”, mas também trabalhar para um crescimento sustentável.
A candidata, que é membro do executivo distrital de Aveiro do SPRC e professora em regime de voluntariado na Universidade Sénior da Curia, considera vital continuar a “defender os interesses e a lutar pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores, desempregados, reformados e jovens, contra a prepotência das classes dominantes que controlam o governo atual deste país”.
Ao JB, Maria de Fátima Flores acrescentaria que a eleição de um vereador é, de facto, um resultado possível, até porque o PSD e o CDS/PP, no Governo, “têm criado anticorpos que podem ser benéficos à CDU”, contudo reconhece que no concelho existe uma tradição de eleitorado de direita, difícil de combater.
Diametralmente contra a fusão de freguesias, diz que as populações serão altamente penalizadas até porque são as Juntas de Freguesia “o apoio político e social de proximidade”, assim como “o que se alega poupar com estas fusões não justifica a perda de qualidade de vida para as populações, sobretudo para os mais idosos”.

Passar a palavra e votar na CDU. Na ocasião, João Morais confirmou assumir este compromisso com enorme satisfação, porque a luta neste país de contrastes tem de continuar e ser feita: “temos, de um lado, o povo oprimido, o aumento da taxa de desemprego, aumento de suicídios, da pobreza e, por outro, temos gestores e ex-gestores da banca nacional a ganhar milhões”. Por isso, entende que neste país “onde não há diálogo, onde a vida é cada vez mais difícil, é preciso travar e vencer a batalha”, por isso fez um apelo aos presentes “para que passem a palavra uns aos outros para votarem na CDU e acabar com este tipo de governação que continua a beneficiar apenas os muito ricos”.
“O voto é a arma que o povo tem”, disse.

Candidatos vencedores. Miguel Viegas, da DORAV, conhecedor do trabalho da CDU em Anadia, considerou os candidatos “uma sólida garantia de bons resultados eleitorais, e de uma sólida batalha autárquica”.
“Tenho confiança redobrada e conto convosco para encarar esta batalha com confiança”, acrescentou.
Este responsável lembrou ainda aos presentes que a força da CDU reside em aspetos basilares: no trabalho coletivo, no projeto e propostas nacionais e no exercício do poder local democrático, numa gestão democrática participada, orientada para o desenvolvimento e incremento da qualidade de vida das populações.
Por outro lado, combater as políticas de direita, como são exemplo a extinção de freguesias, o ataque à democracia, ingerência no poder local e a diminuição de transferências para o poder local.
Este responsável recordaria aos presentes que Litério Marques, atual presidente da Câmara Municipal de Anadia, “tem responsabilidade nestas décadas todas de políticas de direita” e que “não pode sacudir agora a água do capote só porque entrou em divergências com o PSD”.

Honestidade, competência e respeito. Miguel Martins, do PEV Aveiro, começou por saudar todos os que estão com a coligação do PCP e PEV “para criar uma sociedade melhor e verdadeiramente democrática.”
Aos presentes disse ainda que as medidas encetadas pelo governo e pela Troika “são um ataque às funções sociais do Estado”, até porque a austeridade recai sempre sobre os mesmos, o que conduziu ao descrédito do governo, cuja “demissão é inevitável”.
Por isso, a melhor alternativa é votar na CDU que apresenta, em Anadia, “candidatos certos que permitirão encontrar soluções mais adequadas, com honestidade, respeito e competência, para lutar pelo desenvolvimento do concelho”.
Refira-se ainda que o mandatário da CDU para o concelho de Anadia é o professor reformado, José Ferraz Diogo.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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“Anadia Primeiro” é o slogan do Movimento Independente


Movimento Independente – Anadia Primeiro (MIAP) é a designação do movimento de independentes que se está a formar no concelho de Anadia para concorrer às autárquicas de outubro.
Em comunicado enviado à nossa redação, o Movimento reitera tratar-se de “um movimento totalmente independente de partidos políticos, aberto a todas as correntes políticas ou sociais”. Contudo, é de todos sabido que o Movimento foi criado pelo autarca Litério Marques, que atinge o limite de mandatos previstos na Lei.
O comunicado avança que se “encontram em fase final, a elaboração das listas às freguesias, assim como também já foi iniciado o processo de recolha de assinaturas para apresentação da candidatura do Movimento Anadia Primeiro”, que darão a conhecer posteriormente os candidatos do Movimento à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de Anadia.
Refira-se que o MIAP surgiu depois de ser tornada pública a candidatura de José Manuel Ribeiro, pelo PSD. Sendo conhecidas as divergências políticas que afastaram os dois social-democratas, Litério Marques, que cumpre o quinto mandato à frente dos destinos do concelho, apadrinha, pela primeira vez, no concelho, um Movimento que se intitula defensor do atual mapa administrativo, “pois reconhece-se que as freguesias agregadas irão perder a sua identidade, bem como conquistas importantes alcançadas ao longo do tempo, nomeadamente na área social”.
Por outro lado, o MIAP pretende “manter a realização de obras públicas a um ritmo adequado; a boa saúde financeira do Município; o apoio às Associações Culturais, Sociais e Desportivas e garantir a coesão social, mantendo os impostos municipais nos valores mínimos”.
Litério Marques, que é o rosto mais visível deste Movimento, do qual se desconhecem, para já, os restantes elementos, tem como linhas orientadoras “a defesa do Tribunal e o Serviço Nacional de Saúde em Anadia”, assim como “a aposta na juventude” e criar condições para “melhorar a qualidade de vida dos cidadãos em geral”.
Aos órgãos de comunicação social, Litério Marques deixa a certeza de que a proposta será apresentada aos cidadãos de Anadia, em tempo oportuno, já que se trata de “um projeto ambicioso, que será implementado por gente cujo interesse não é pessoal, mas sim a defesa do concelho”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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JSD Anadia aprova apoio à candidatura de José Manuel Ribeiro à Câmara Municipal


A JSD de Anadia aprovou por unanimidade e aclamação, no sábado, 16 de fevereiro, o apoio à candidatura de José Manuel Ribeiro a presidente da Câmara Municipal de Anadia pelo PSD. A votação decorreu no final de reunião plenária, onde o candidato expôs as suas ideias e projeto à juventude anadiense.
Henrique Fidalgo, presidente da JSD Anadia, garantiu aos militantes, num plenário que terá sido o mais concorrido de que há memória, que com José M. Ribeiro “a juventude do concelho vai ter uma voz”.
Foi a primeira vez que um candidato do PSD à Câmara de Anadia se deslocou a um plenário da JSD para apresentar as bases fundamentais da sua candidatura, “numa clara manifestação de respeito e consideração pela juventude concelhia”, reconheceu Henrique Fidalgo.
O candidato do PSD começou por apresentar um diagnóstico que revelou números que prenderam a atenção de todos os jovens. Baseando-se nos censos de 2011, falou numa perda de população no concelho, em 10 anos, na ordem dos 7,62% (equivalente a 2.400 pessoas). “Há 10 anos vivíamos uma situação de pleno emprego no concelho. Hoje estaremos acima dos 12%, sendo na maioria jovens”, sublinhou. “Numa população que envolve 29.142 residentes no concelho, apenas 22% corresponde a população até aos 24 anos. Não estamos a conseguir fixar juventude e temos a 3.º pior taxa de crescimento de população na Região do Baixo Vouga. Temos de inverter rapidamente estas situações, com medidas concretas dirigidas à juventude”, continuou.
O projeto da equipa de José M. Ribeiro é “muito rico para a juventude e esta oportunidade deve ser agarrada pelos jovens”, sublinhou Henrique Fidalgo. Na sua opinião, “José M. Ribeiro trouxe ao plenário da Jota de Anadia um projeto de juventude como ainda não existiu até hoje”. Esta opinião foi corroborada por vários jovens que intervieram no frutífero momento de debate.
Henrique Fidalgo terminaria referindo que, “ao contrário do que alguns apregoam, este não é de todo um projeto vazio, antes pelo contrário. O futuro próximo demonstrará exactamente isto”.

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Anadia: Movimento Independente diz-se preparado para ganhar


O Movimento de Cidadãos Independentes diz-se preparado para “vencer” as próximas autárquicas de outubro, em Anadia. Embora o nome dos candidatos permaneça no segredo dos deuses, é certa que esta candidatura terá como homem forte e rosto mais visível, o atual presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, impedido de se recandidatar ao cargo de presidente por ter atingido o número de mandatos permitidos por lei. Eleito, ao longo de cinco mandatos, sempre pelo PSD, tornou público que irá encabeçar um Movimento, inédito no concelho, já que de todos são conhecidas as divergências que o separam da Concelhia do PSD e do seu presidente, José Manuel Ribeiro.
Aliás, esta candidatura está a ser vista por muitos como a resposta de Litério Marques à candidatura de José Manuel Ribeiro, mas também uma reação à postura do Partido, na escolha dos candidatos aos órgãos autárquicos.
“Como militante e presidente da Câmara, há mais de duas décadas, contactei as estruturas do Partido para manifestar a minha total disponibilidade para colaborar na escolha de pessoas experientes como candidatos aos diversos órgãos autárquicos do concelho. Sem qualquer resposta, tomo conhecimento através dos jornais que a Distrital do PSD homologou uma candidatura de um cidadão que há precisamente quatro anos recusou. Imagine-se, por unanimidade e aclamação”, diz, em tom crítico. Por isso, adivinha-se uma “guerra” política entre aqueles que estão com a Concelhia do PSD, liderada por José Manuel Ribeiro e aqueles que, embora sociais-democratas ou não, não se reveem nessa mesma candidatura.
Certo é que vão acompanhar Litério Marques nesta corrida à Câmara alguns dos atuais membros do executivo anadiense, bem como outros autarcas do concelho, que começam também a escolher de que lado vão estar.
Litério Marques garante que o Movimento não é seu, mas sim “de todos os cidadãos que não se revêem nas pessoas que estão na Concelhia e que desejam para o concelho o caminho de progresso e sucesso que começámos a trilhar há alguns anos atrás”. Por isso, mostra-se muito agradado com as manifestações de apoio recebidas, “são pessoas que não reivindicam qualquer lugar na lista, apenas nos apoiam por nos conhecerem e acreditarem no nosso trabalho”. A candidatura, que diz ser “apartidária”, nasce de um movimento cívico de cidadãos, que procuram exercer a sua cidadania em plena democracia. Perante a acusação de estar a pressionar alguns presidentes de Junta a ficarem do seu lado, nega determinantemente tal acusação, ainda que admita que estes e outros boatos comecem a aparecer, como já vem sendo hábito: “já se sabe que, de quatro em quatro anos, surgem cartas anónimas e boatos sobre a minha pessoa, numa tentativa de desacreditar e denegrir a minha pessoa”.
Convites recusados. Embora não possa ser candidato à presidência da Câmara Municipal por ter atingido o limite de mandatos, não nega ter sido sondado e até convidado a encabeçar candidaturas noutros concelhos limítrofes, graças à longa experiência de vida autárquica que possui. “Não aceitei, por uma questão de princípio. O limite de mandatos é para todos e para cumprir”, refere.

Rutura com o PSD. Embora continue a afirmar que o PSD é e será sempre o seu Partido, lamenta a rutura instalada com a Comissão Política local do PSD, liderada por José Manuel Ribeiro e com a Comissão Política Distrital do PSD Aveiro, liderada por Ulisses Pereira.
Litério Marques diz mesmo que, ao longo destes 20 anos de vida autárquica deu mais ao partido do que recebeu dele, contrariando, assim, algumas afirmações de que estaria, com esta lista de independentes, a desafiar o PSD, mas também a deitar por terra um apoio inequívoco que recebera sempre por parte do Partido Social Democrata. “Nunca me servi do PSD, pelo contrário, o PSD é que se tem servido de mim todos estes anos”, refere, dando nota de que parte para uma nova campanha política, sem receios: “levo a votos uma equipa de pessoas de vários quadrantes políticos, que se revêem no nosso projeto de desenvolvimento e progresso para o concelho”.
Quanto à Concelhia “laranja”, lamenta nunca ter havido uma crítica positiva ou negativa ao trabalho do executivo que lidera. “Fomos desprezados ao longo deste mandato. Nunca foram solidários ou críticos em relação ao nosso trabalho, o que lamento profundamente”. Por isso, entende que o PSD é que afrontou uma equipa eleita democraticamente pelo povo e não o contrário.
Contactado por Jornal da Bairrada, José Manuel Ribeiro não se quis pronunciar.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Litério Marques integra Movimento de Independentes na corrida à Câmara


O atual autarca de Anadia, Litério Marques, vai integrar uma lista de cidadãos independentes na corrida à Câmara Municipal de Anadia.
Embora não se possa recandidatar ao cargo que vem ocupando nos últimos cinco mandatos (a Lei estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes de órgãos autárquicos), a verdade é que Litério Marques vai dar corpo a uma situação inédita no concelho. Pela primeira vez, vai surgir nas eleições autárquicas de outubro, um Movimento de Cidadãos Independentes, candidatos à Câmara e Assembleia Municipais, mas também às Assembleias de Freguesias do concelho.
O edil anadiense, que fora sempre eleito pelo PSD, está disponível para concorrer como independente, (não só porque atingiu o limite de mandatos), mas porque são de todos conhecidas as divergências que o separam da Comissão Política Concelhia do PSD, liderada por José Manuel Ribeiro, candidato do PSD à Câmara Municipal de Anadia (ver notícia na pág. 11).

Razões da candidatura. Em comunicação enviada ao Jornal da Bairrada, Litério Marques avança que irá liderar um Movimento de Independentes, devendo, por isso, ser o rosto mais visível deste Movimento na corrida aos órgãos autárquicos. Litério Marques aponta como primeira razão para integrar a lista de independentes o facto de considerar o projeto do PSD Anadia “vazio.”
A segunda razão prende-se com o facto de estar preocupado que “o município se afaste do caminho traçado nos últimos anos, que levou a Câmara a ser autossuficiente financeiramente, conseguindo, assim, levar a efeito os inúmeras projetos e obras que estão à vista”.
O edil sublinha que foi graças a esta forma de gestão que “os munícipes continuam a usufruir do pagamento de taxas ou tarifas socialmente justas, num progresso contínuo e desenvolvimento sustentado do concelho.”
Litério Marques mostra-se ainda desagradado com as estruturas do PSD, dizendo que, embora tenha manifestando, em dezembro de 2012, a sua total disponibilidade para colaborar na escolha de pessoas experientes e profissionais como candidatos aos diversos órgãos autárquicos do concelho, não obteve qualquer resposta.

Autarca critica partido. “Tomo conhecimento através dos jornais que a própria Comissão Política Distrital de Aveiro do PSD homologou, em 21 do corrente mês, a candidatura dum cidadão que precisamente há quatro anos recusou. Imagine-se por unanimidade e aclamação”, diz, concluindo que o PSD “não tem em devida conta o trabalho executado, durante décadas, por tantos autarcas, nomeadamente o atual presidente da Câmara”.
Por isso, explica que não lhe resta outra alternativa senão “a criação do Movimento que irá rapidamente contactar as pessoas do município para organizar as listas das quais eu próprio também farei parte”.
O edil anadiense afirma que a sua equipa já está no terreno e em breve serão anunciadas as candidaturas aos diferentes órgãos.
“Somos conhecidos, damos a cara por tudo o que está feito mesmo em tempo de crise”, sublinha.
De referir que Litério Marques é autarca nas estruturas da Câmara Municipal há mais de duas décadas.

Reação da Distrital do PSD. Ulisses Pereira, presidente da Distrital do PSD Aveiro, relembrou que o candidato escolhido pelo Partido (José Manuel Ribeiro) foi aprovado, primeiro no plenário de militantes, depois pela Comissão Política Distrital de Aveiro do PSD “por unanimidade e aclamação” e homologado pela Comissão Política Nacional do PSD. Por outro lado, sublinhou que na altura do plenário de militantes, realizado na Curia, não apareceu qualquer voz discordante, tendo sido portanto “um processo claro e completamente transparente”, recusando-se fazer qualquer comentário sobre eventuais ações individuais. “As pessoas são livres, mas há quem se esqueça do apoio recebido do partido durante mais de duas décadas”, disse ainda, deixando bem claro que Litério Marques não se pode recandidatar a presidente da Câmara Municipal por ter atingido o limite de mandatos permitidos por lei.

Catarina Cerca

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Anadia: José Ribeiro é o candidato do PSD à Câmara Municipal


O líder da Concelhia do PSD Anadia, José Manuel Ribeiro, será o candidato do Partido Social Democrata à Câmara Municipal de Anadia.
A escolha de José Manuel Ribeiro aconteceu no último sábado, em plenário de militantes, realizado na Curia.
Um evento que reuniu quase duas centenas de militantes, que aprovaram, “por unanimidade e aclamação”, o nome proposto pelas atuais estruturas da Concelhia do PSD.
O atual líder da Concelhia “laranja” vai, assim, concorrer à presidência do município nas autárquicas de outubro, sucedendo ao atual presidente da Câmara Municipal, Litério Marques, que não se pode recandidatar, por ter atingido o limite de mandatos previstos na lei.
JB confirmou que o nome do candidato foi ratificado, no sábado, em plenário de militantes que compareceram em grande número, tendo este sido mesmo um dos plenários mais concorridos de sempre. Também na noite da última segunda-feira, a Distrital de Aveiro do PSD aprovaria por “unanimidade e aclamação” o nome de José Manuel Ribeiro. O nome proposto pelo PSD à Câmara Municipal de Anadia já seguiu para a Nacional (em Lisboa), para ser homologado.
Fonte próxima confirmou ainda que a Concelhia do PSD está já a trabalhar as autárquicas de outubro, nas freguesias do concelho, onde está a ter “boa recetividade” e que em breve vão ser fechados os primeiros processos e dados a conhecer os primeiros candidatos das Freguesias, às autárquicas.

Percurso. José Manuel Ribeiro, formado em Contabilidade e Administração, com especialização em Gestão, assumiu apenas com 26 anos o lugar de vereador em regime de não permanência (1995/1996), tendo em 2001 sido eleito vereador em regime de não permanência para o mandato de 2002-2005.
No quadriénio 2006-2009 foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Anadia, tendo sido responsável pela introdução de profundas alterações regimentais e de funcionamento daquele órgão.
Foi ainda deputado à Assembleia da República e membro de diversas comissões parlamentares. José Manuel Ribeiro foi o subscritor do Projeto de Lei que propôs a elevação de Anadia à categoria de cidade.
Acrescente-se ainda que esta é a segunda vez que José Manuel Ribeiro é escolhido pelo PSD de Anadia para cabeça de lista do partido às eleições locais.
Todavia, em 2009, a sua candidatura acabou por ser rejeitada pela Comissão Política Distrital alargada do PSD de Aveiro, que optou pela recandidatura de Litério Marques, atual presidente da autarquia, que entrou em rutura com a Comissão Política local do PSD.
De referir ainda que Litério Marques presidiu à Câmara, pela primeira vez, entre 1995 e 1996, na sequência dos pedidos de suspensão do então autarca Sílvio Cerveira, tendo sido reeleito nos quadriénios de 1998-2001, 2002-2005 e 2006-2009 e agora 2009-2013. Foi durante o seu segundo mandato que a vila de Anadia foi elevada à categoria de cidade.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Câmara Municipal manda retirar cartazes do CDS-PP


 

O CDS-PP de Anadia acusa o presidente da Câmara, Litério Marques, de, “sem olhar a meios, silenciar a oposição”. A acusação foi feita após terem sido retirados, por ordem do presidente da Câmara, de quatro locais do município de Anadia, cartazes onde se lia: “Neste Natal, a sua Câmara oferece-lhe 50 milhões de euros em dívidas. É isto que pretende para o seu concelho?”
A retirada dos cartazes aconteceu por duas vezes, sendo que à segunda o material ficou apreendido pela GNR de Anadia.
O presidente da Câmara Municipal justificou a retirada imediata da publicidade porque a autarquia deveria ter sido informada. Em plena Assembleia Municipal, onde o assunto foi abordado pelo deputado João Tiago Castelo Branco (líder da concelhia do CDS-PP), o presidente da autarquia afirmou que, “ao fazer isto, a Câmara quis proteger o próprio CDS-PP, pois aqueles cartazes, com uma mentira tão escandalosa e vergonhosa, prejudicavam a própria imagem” do partido.

GNR apreende material. Os cartazes foram colocados, pela primeira vez, na penúltima segunda-feira, dia 17 de dezembro, em quatro locais: na Praça do Município de Anadia, na Curia, em Sangalhos e outra numa das entradas da cidade, junto a um hipermercado. “Na terça-feira de manhã, os cartazes foram retirados pelos serviços camarários. O CDS-PP apresentou queixa na GNR de Anadia e foi buscá-los à tarde aos estaleiros da Câmara, voltando a colocá-los, por volta das 21h. Na quarta-feira de manhã, os cartazes estavam a ser de novo retirados e foram apreendidos pela GNR, que até apanhou os funcionários da Câmara em flagrante, em Sangalhos”, adiantou ao JB o presidente da concelhia do CDS-PP, João Tiago Castelo Branco.
Aquando da denúncia, por parte do CDS-PP Anadia, no posto da GNR local, a Comissão Política do CDS-PP “foi confrontada com um comunicado do Presidente da Câmara, Litério Marques, dando conta que tinha mandado remover a propaganda política por não ter sido informado previamente”.
O líder da concelhia centrista garante que “tanto os cartazes como as estruturas são do CDS e estão devidamente autorizadas”, com base “no princípio constitucional, da Liberdade de Expressão e do Direito à Informação”. João Tiago Castelo Branco afirma que “o próprio regulamento da Câmara Municipal é omisso quanto à propaganda partidária” e frisa que estes cartazes “não estão inseridos em campanha eleitoral”, para a qual há regras próprias.
A concelhia do CDS-PP “enviou o processo ao Procurador de Anadia e apresentou um requerimento para que seja libertado o material, de forma a não perder o efeito útil da iniciativa partidária”. Entretanto, entrou também, na penúltima quarta-feira, uma providência cautelar no Tribunal administrativo de Aveiro, “no sentido de intimar a Câmara Municipal a recolocar os cartazes e de não os voltar a retirar”.

Câmara tem superavit, frisa Litério Marques. Quanto à informação que consta dos cartazes – de que o município terá 50 milhões de euros em dívidas – o líder da concelhia do CDS-PP diz basear-se “no balanço apresentado no primeiro semestre deste ano, na Assembleia Municipal. Se somarmos os montantes em dívida, que constam nesse balanço, montantes apresentados pelo executivo, são estes os montantes.
Litério Marques defendeu-se durante o debate na Assembleia Municipal, afirmando que o saldo de caixa àquela data era de “4 milhões e 488 mil euros”. “A margem de endividamento líquido é de 5 milhões e 325 mil euros; a dívida a 1 de janeiro era de 7 milhões e 507 mil euros e a 31 dezembro será de 6 milhões e 673 mil euros.”
O presidente da Câmara garante que não vai processar o CDS-PP, pois “seria valorizar demais estas atitudes. Não vale a pena perder tempo”.

“É preciso dizer onde estão os 50 milhões que a Câmara deve”
Os deputados do PSD, Dino Rasga e Carlos Oliveira, saíram em defesa de Litério Marques, durante a Assembleia Municipal (AM).
“Perante tais cartazes (50 milhões de dívida), esta AM e os organismos do país devem andar todos cegos. Quando ouvimos dizer que Anadia é um município exemplar e a imitar, com contas que são exemplo para o país, eis que se faz transparecer uma dívida de 50 milhões; ou é para atirar areia aos olhos ou para chamar pouco inteligentes aos organismos que supervisionam as contas da CMA.” Dino Rasga considerou que se tratou de uma “atitude espalhafatosa deste senhor deputado [Tiago Castelo Branco], que anda aqui aos saltos para ver se alguém o vê”. Para fazer tal acusação, “é preciso dizer onde estão os tais 50 milhões que a CMA deve. É preciso provar ou responder por essa afirmação nos locais próprios. Ou são palhaçadas…”
Já Carlos Oliveira, acusou Tiago Castelo Branco de “estar a misturar conceitos que não se misturam”. “O senhor deputado não tem formação contabilística e mistura alhos com bugalhos. Revela grande ignorância e mete-se a discutir uma matéria para a qual não está habilitado.”

Oriana Pataco
oriana@jb.pt

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