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Anadia: Orçamento municipal para o último ano de mandato vale 20 milhões de euros


Foram aprovados, por maioria, em reunião de executivo extraordinária, realizada no passado dia 28 de outubro, os documentos previsionais do município de Anadia para o ano de 2017.
Para o último ano de mandato, o executivo liderado por Teresa Cardoso tem pouco mais de 20 milhões de euros para trabalhar.
Neste que foi o último Orçamento e Plano de Atividades (OPA) do mandato, os vereadores do PSD, José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra, na hora da votação, abstiveram-se tal como o vereador e ex-presidente da autarquia anadiense, Litério Marques. Acompanharam Teresa Cardoso nos votos favoráveis, o vice-presidente Jorge Sampaio (MIAP) e os vereadores Jorge São José (PSD) e Lino Pintado (PS).

Plano de continuidade. O plano de atividades que encerra o ciclo autárquico de 2013- 17 faz uma aposta em áreas como Ordenamento do Território, Desporto, Recreio e Lazer e ainda no Abastecimento de Água.
Numa breve retrospetiva sobre os três anos passados, a edil recorda as dificuldades encontradas, destacando a aposta feita na continuidade de alguns investimentos iniciados e na conclusão de muitos outros, casos do Centro Escolar de Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho e requalificação da ETAR de Sangalhos.
Já em matéria de Ordenamento do Território, o destaque vai para o trabalho realizado na requalificação urbana e de diversas zonas industriais existentes, bem como para a remodelação das infraestruturas básicas de abastecimento de água.
Foi sob o seu mandato que deu continuidade à elaboração do Plano de Pormenor da ZI de Amoreira da Gândara e à definição das áreas de reabilitação urbana.
A edil não deixa de destacar ainda o estabelecimento de novas medidas de apoio social às famílias e a instituições, tendo sido também reforçado o apoio às coletividades e associações culturais.
Por isso, sublinha que as “nossas crianças e os nossos séniores continuarão a estar sob a nossa atenção, na escola, no desporto, na cultura, no recreio, no lazer, no social, enfim, nas muitas ações que no quotidiano se vão desenvolvendo.”
Teresa Cardoso sublinha igualmente a aproximação feita às pessoas e às instituições, envolvendo a comunidade e empresas “num trabalho conjunto e de apoio recíproco entre associações e entidades, reforçando as relações de cooperação e de envolvimento nas áreas culturais, desportivas, sociais e de desenvolvimento económico”.
Apostas em várias frentes. De acordo com a edil anadiense, para 2017, as áreas da Educação, do Ordenamento do Território (áreas de reabilitação urbana, nomeadamente do PARU), do Desporto (associada à eficiência energética nas Piscinas Municipais e às pistas de BMX, XCO), do Abastecimento de Água (renovação de redes de distribuição), do Saneamento, dos Transportes Rodoviários e Mercados e Feiras (com destaque para as obras no mercado de Vilarinho do Bairro) absorvem as maiores importâncias deste Orçamento.
Contudo, haverá também um aumento nas transferências para as dez Juntas de Freguesia, as quais serão aplicadas nos investimentos que pretendem realizar, e que se traduzirão nos acordos pontuais a celebrar.
Para as rubricas da Proteção Civil, dos investimentos associados à Defesa e Proteção da Floresta contra Incêndios, espera reforçar os investimentos para além dos previstos, pelos instrumentos de comparticipação que entretanto se aguardam, tal como para a requalificação dos Caminhos Agrícolas, contando, ainda, nesta área, com a intervenção por administração direta da autarquia.
Já em matéria de Indústria e Energia pretende realizar investimentos na requalificação de outras zonas com aptidão industrial, bem como na aquisição de terrenos e na realização de infraestruturas de ampliação dos parques industriais existentes que considera serem “imprescindíveis ao desenvolvimento económico do concelho.”
Da mesma forma, a Requalificação das Vias e a Prevenção Rodoviária, com a substituição e o reforço na sinalização, serão também outra das prioridades neste último ano de mandato.
Sem esquecer o Turismo, diz que nesta área será também reforçado o investimento e terá como prioridade as ações de marketing, de animação, de sinalização de roteiros e de participação em eventos ou feiras de promoção e valorização dos recursos endógenos do concelho.
Rejeita por completo que se diga ser este “um orçamento eleitoralista”, até porque diz “não perceber onde está esse eleitoralismo, já que as obras não são de montante tão significativo como no passado.
A JB destaca que até final do mandato “gostaria de ter todas as obras concluídas, tanto as que estão já adjudicadas como as que estão em vias de adjudicação”.
Embora existam investimentos que gostaria de concretizar de uma forma mais imediata, destaca que as novas regras de financiamento dentro do novo Quadro Comunitário Portugal 2020 não o permitem: “para candidatar uma obra aos Fundos Comunitários ela não pode estar encerrada física e financeiramente, sob pena de se perder o financiamento para a mesma”.
Ao JB clarifica ainda que “o rigor e a transparência, a redução do serviço da dívida, a assunção de compromissos assumidos, o equilíbrio das contas públicas, as comparticipações que se preveem alcançar no âmbito do Portugal 2020, serão, no dia a dia, objetivos a trabalhar e a alcançar”.
Paralelamente, recorda que as reduzidas percentagens dos impostos que serão cobrados no Município, os apoios e incentivos fiscais aos empreendedores e às empresas, as reduzidas tarifas de água, saneamento, resíduos sólidos, a ação social escolar, as diversas medidas de apoio social incrementadas no Município, a que acresce a implementação do Cartão Anadia Jovem e do Cartão Anadia Sénior, entre outras, contribuirão para uma melhor qualidade de vida dos anadienses e a todos aqueles que aqui se possam vir a instalar, viver e usufruir das infraestruturas disponíveis.
A terminar, deixou ainda a nota da criação do Conselho Municipal de Juventude, mas também que em 2017 os jovens serão desafiados, pela primeira vez, pelo Município, a apresentar as suas propostas “para um determinado valor de orçamento que dedicamos, em exclusivo”, no âmbito do Orçamento Participativo Jovem.

20.139.600,00 euros é o orçamento para 2017

Nas grandes opções do plano, para as quais estão alocados 10.633.194 euros, destaca-se:
Funções gerais: Administração geral – 287.667 euros; Proteção Civil e luta contra incêndios – 211.000 euros
Funções sociais: Ensino Superior – 484.500 euros; Serviços Auxiliares de ensino – 916.000 euros; Ação Social – 202.000 euros; Ordenamento do território – 2.103.000 euros; Saneamento – 338.500 euros; Abastecimento de água – 1.008.000 euros; Resíduos sólidos – 264.000 euros; Proteção meio ambiente e conservação natureza – 224.500 euros; Cultura – 851. 000 euros; Desporto, Recreio e Lazer – 1.371.000 euros; Outras atividades cívicas e religiosas – 32.000 euros
Funções económicas: Agricultura, pecuária, silvicultura, caça e pesca – 120.000 euros; Indústria e energia – 270.000 euros; Transportes rodoviários – 497.500 euros; Mercados e feiras – 530.000 euros; Turismo – 321.100 euros; Outras funções económicas – 40.000 euros
Outras funções: Operações da dívida autárquica – 133.290 euros; Transferências entre administrações – 428.137 euros

Vereadores do PSD acusam executivo de “ausência de um projeto global e estratégico para o concelho”. Para os vereadores José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra, do PSD, os documentos refletem as escolhas políticas da maioria MIAP/PS, constituindo a sua expressão financeira, “sem qualquer margem de dúvida, a inexistência de uma estratégia adequada à realidade do concelho.”
Apesar de notarem alguns pontos positivos, dizem que o caminho traçado pelo executivo MIAP/PS “é passivo e redutor, e tem dado provas de que os grandes projetos e obras de regime não passam de meras intenções e escondem a incapacidade técnica e política que objetivam a sua concretização.” Por isso, dizem que “urge a implementação de uma estratégia de desenvolvimento económico, social e cultural que coloque Anadia no mapa”.
De resto, obras como a requalificação do Rio Serra, construção de circuito pedonal e ecovia de ligação Curia, Anadia, Sangalhos, bem como a requalificação do Rio Cértoma não passam de “ um repositório de obras já inscritas em GOP anteriores e não concretizadas”.
Ao contrário do que se passa nos concelhos vizinhos, defendem que Anadia “assiste à diminuição da sua população, ao abandono dos mais jovens que saem para estudar e não voltam, porque o concelho pouco ou nada tem para lhes oferecer.”
Daí dizerem que o modelo defendido nos documentos “condiciona as gerações futuras, não potencia os recursos materiais e imateriais do concelho e não capacita os diversos mecanismos de criação de riqueza interna, seja através da criação de mais e melhor emprego, seja pelo investimento público estratégico que alavanque, cative e fixe o investimento privado.”
E continuam: “os documentos previsionais para 2017, não dão qualquer garantia da concretização de obras propostas para o concelho, algumas delas inscritas exercício após exercício, que pese embora representem as prioridades de uma maioria, não chegam sequer a colidir com as expectativas dos anadienses porque simplesmente não passam do papel, ora porque os fundos do Portugal 2020 tardam, ora porque ainda não é o tempo certo, ora porque lá surge uma qualquer desculpa para justificar a incapacidade e o insucesso.”
José Manuel Ribeiro e Lígia Seabra lamentam ainda que em final de mandato não seja possível concretizar os projetos que deveriam ter acontecido. Por quê?
Segundo defendem, “o documento apresentado deixou de evidenciar um exercício de mera gestão orçamental, para passar a ser um documento de gestão eleitoral, onde os projetos e os prazos parecem encaixar perfeitamente numa dinâmica que só por si poderá não ser suficiente”, concluindo que nos últimos três anos, “o concelho esteve submerso num marasmo económico e social.”
Acusam ainda a maioria MIAP/PS da “ausência de um projeto global e estratégico para o concelho.”
Ainda que o orçamento para 2017 seja ligeiramento superior ao do ano transato (+1,638 milhões de euros) sublinham, por exemplo, que a “Ação Social” tenha sofrido uma diminuição face às GOP de 2016, continuando sem expressão. “Uma faixa considerável de famílias anadienses continuará desapoiada pela autarquia, com especial ênfase para os mais desfavorecidos e desprotegidos”.
Já em matéria de “Juventude”, embora reconheçam a implementação de algumas medidas, defendem que “urge a implementação de uma estratégia e a aprovação de um Plano Municipal de Juventude, que consiga fixar no nosso concelho os jovens anadienses”.
No âmbito da “Indústria e Energia” e “Outras Funções Económicas”, sublinham ser “cada vez mais evidente a inadiável necessidade de implementar uma real e efetiva estratégia de desenvolvimento económico do concelho garantindo a permanência das atuais empresas instaladas, mas sobretudo, conquistando novos investidores, empreendedores e industriais, criando postos de trabalho e gerando riqueza”, não deixando de criticar o programa Invest em Anadia: “até ao momento é muito papel e pouca ação, sem resultados reais e palpáveis.”
Mas as críticas dos vereadores social-democratas vai ainda para o fraco investimento no “Turismo”, área que dizem estar em “subaproveitamento”, e para as rubricas “Proteção Civil e Luta contra Incêndios” , “Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Caça e Pesca”, “Proteção do Meio Ambiente e Conservação da Natureza”, que representam cerca de 5% do total das GOP, o que é “claramente insuficiente.”
Também o valor consagrado à “Cultura” deixa muito a desejar, não só devido à “ausência de visão e estratégia”, mas porque “a atividade cultural ainda não é significativa e a população anadiense continua relativamente afastada de uma oferta cultural minimamente condigna e multifacetada”.
Em matéria de “Desporto, Recreio e Lazer”, os vereadores do PSD avançam que os equipamentos a construir são “de relativo pouco impacto financeiro (construção da pista de XCO BTT (290 mil euros) e a reinscrição da (continuação da) construção da pista de BMX em Sangalhos (330 mil euros) , obra com permanentes e sistemáticos adiamentos e protelamentos.”
Destacam ainda que deveria ser feito um maior investimento no “Abastecimento de Água”, uma vez que a rede de abastecimento de água está, em larga medida, obsoleta, sendo a renovação e remodelação urgentes.
Consideram ainda importante na rubrica “Transportes Rodoviários” que antes dos alcatroamentos que se pretendem efetuar se possam requalificar, precedentemente, as redes de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e águas pluviais.
Críticas ainda às verbas a transferir para as Juntas de Freguesias, que poderiam ser reforçadas: “deve-se salientar que o valor consagrado nas GOP de 2017 representam uns escassos 4% do total das GOP, quando há concelhos de dimensão e circunstâncias idênticas a Anadia cujo valor se aproxima dos 10%.” Em matéria de política fiscal municipal, os vereadores do PSD entendem que o concelho poderia ser ainda fiscalmente mais atrativo.

(ler artigo completo na edição em papel)

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Anadia: Partidos e políticos debaixo de fogo


A revolução de Abril aconteceu há 42 anos e das várias conquistas, uma delas – a liberdade de expressão – foi vivida em pleno no passado dia 25 de Abril, durante a sessão extraordinária, solene e comemorativa da Assembleia Municipal.
Todos os líderes de bancada (CDS/PP, PS, PSD, MIAP), bem como o presidente de Câmara e Assembleia Municipal puderam livremente expor as suas opiniões e ideias, sem receios, em seis discursos, todos diferentes, mas todos proferidos de forma inteiramente livre.
Este ano, as intervenções estiveram mais centradas na conjuntura atual, nas desigualdades, na corrupção, mas sobretudo na crise de valores (os partidos e os políticos incluídos) e na falta de solidariedade.
A cerimónia contou com mais público do que habitualmente, não só pelo facto das comemorações decorrerem do lado da tarde, mas porque o bom tempo trouxe muitos anadienses à rua. No salão nobre não faltaram representantes de associações culturais, recreativas, desportivas e sociais, representantes de forças de segurança, dos Bombeiros Voluntários, entre muitos outros convidados.

“Abril está coxo”. Para Sidónio Simões, deputado do CDS/PP, o Dia da Liberdade exige uma “reflexão profunda”. E foi precisamente uma reflexão que o levou a recordar aspetos que nos mantêm numa “liberdade eternamente incompleta”. O deputado centrista focou-se nos sem abrigo, nos milhares de portugueses que vivem no limiar da pobreza, nas vítimas dos mais variados tipos de violência, na descriminação de género, na corrupção, nos comportamentos abusivos de gestores, políticos e banqueiros, mas também num poder local insuficientemente apoiado e sobrecarregado de competências, para concluir que “Abril está coxo e exige que se percorra ainda um longo caminho”.

Há políticos e políticos. António Alves, líder da bancada socialista, destacou aos presentes que os eleitos devem estar ao serviço do povo, ao serviço do país e “não para se servirem destes cargos para o seu bem pessoal e dos seus amigos”. Por isso, defende que “os políticos que são verdadeiramente democráticos sabem quando se devem retirar, exercem o cargo a pensar em todos e com transparência”. António Alves foi, em certa medida, ao encontro de algumas críticas proferidas, momentos mais tarde, pela edil Teresa Cardoso e pelo líder da bancada do MIAP, Luís Santos, quando criticou outro tipo de políticos que, “pensando apenas neles, tentam a todo o custo manterem-se ou voltar para cargos de decisão”. Políticos que “não trabalham com lealdade, julgam-se acima de todos; fazem uso da mentira e de outras estratégias para ludibriarem os eleitores”, disse António Alves. Por isso, conclui que ainda há muito a dizer sobre o 25 de Abril até porque estudos mostram o baixo índice de “cultura política” da população portuguesa o que é visível no concelho de Anadia, onde também é notório o desinteresse pela política.

“PSD abraçou a revolução”. José Carvalho, líder da bancada do PSD, destacou a presença do PSD no nascimento da democracia no país: “o PSD foi um alicerce e parte do novo processo político assente em eleições, tendo culminado na aprovação da Constituição e na reposição da autoridade administrativa e legal constitucional”.
Aos presentes, o deputado destacou importantes mudanças resultantes de Abril: aumento da esperança média de vida, a diminuição da taxa de mortalidade infantil, a criação do SNS, da Segurança Social, da rede de Escolas, de uma maior presença de mulheres em várias áreas. Mudanças positivas, fruto da ação do PSD, cujo contributo está também ancorado no poder local: “o número de câmaras municipais geridas sob a égide do PSD no país resultou na maior revolução vista e sentida pelos cidadãos”, diria ainda.

Críticas aos partidos, vivas aos movimentos de cidadãos. Luís Santos falou em nome da bancada do MIAP, movimento independente que lidera a autarquia anadiense desde as últimas autárquicas. Numa clara crítica aos partidos políticos, lamentou o “emaranhado de relações promíscuas entre quem detém o poder e quem o sustenta”, mas também do facto da “estrutura partidária se organizar em função de quem promete mais e melhor”. Aos presentes recordou que Anadia é um dos 13 concelhos portugueses que deu a vitória, nas últimas autárquicas, a um grupo independente de cidadãos, “pessoas cujo passado era garante de desprendimento de compromissos desviantes e de um ainda melhor concelho”.
Um concelho que “está melhor, porque mais livre e mais democrático”.

Farpas e recados. A intervenção da tarde e a mais longa caberia à edil Teresa Cardoso. As mudanças trazidas pelo 25 de Abril, os graves problemas que continuam a afetar o país, a busca de crescimento e progresso, a crise que se instalou no quotidiano foram apenas algumas das questões abordadas, uma vez que Teresa Cardoso centrou a sua intervenção na “crise de valores” que assola a sociedade: “um problema novo e preocupante quer nas formas em que se manifesta, quer no perfil de quem as protagoniza, quer ainda pelos artifícios de que se serve para iludir os mecanismos legais e policiais ou para escapar à justiça”. A edil falava de casos que envolvem os mais poderosos, da complexidade dos esquemas engendrados, pela argúcia e métodos utilizados. Por isso disse, uma série de vezes que: “Abril não acontece “…enquanto não houver justiça” (destacando os crimes de colarinho branco e as célebres offshores); “…enquanto o setor da Saúde estiver ameaçado” (lamentando os cortes orçamentais, o gradual encerramento de serviços hospitalares, situação caótica vivida nas Urgências, o aumento das listas de espera); “…enquanto a Educação for tratada como um capricho de cada novo governo que toma posse” (alterações constantes nas políticas educativas); “… enquanto a política não estiver ao serviço do interesse público”. E foi, precisamente na política que a autarca anadiense se debruçou com mais acutilância, apontando baterias ao “tráfico de influências” onde, à escala local, “se prometem e se trocam favores, onde se sobressaltam e se desinformam as pessoas, onde se compram militantes, onde a conquista do poder se faz de forma desonesta, desavergonhada, incongruente, imoral e anti-democrática”.
A terminar, Adriano Aires, presidente da Assembleia Municipal, recordou que embora tenhamos deixado de estar “orgulhosamente sós”, entramos para um mundo global onde temos de pagar o preço que todas as globalizações impõem. “Mas ganhamos a liberdade de expressão, de reunião, de associação, direito à igualdade de oportunidades, na educação, saúde e emprego, construímos um estado social mais justo, solidário e igualitário”. Também este responsável alertaria para “a ganância e o deslumbramento da classe política”, colocando em risco direitos fundamentais.

Catarina Cerca

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Anadia: JSD toma posse e apresenta nova estratégia de comunicação


No passado sábado, dia 12, tomou posse a nova equipa da JSD Anadia. A cerimónia foi acompanhada de um jantar onde participaram cerca de 150 pessoas, entre militantes, pessoas independentes e membros da JSD de todo o distrito, numa sala bastante composta e repleta de jovens.
De destacar que durante a cerimónia foi apresentada a nova estratégia de comunicação da JSD Anadia, que conta com um novo logotipo e uma presença reforçada nas redes sociais, estando agora presentes no facebook, instagram, twitter e snapchat. Daniel Silva, secretário geral da JSD Anadia, adianta que “esta aposta, deve-se ao facto de ser importante para a JSD estar presente nos meios que os jovens usam para comunicar, só assim conseguiremos que a nossa mensagem chegue a mais pessoas”.
O discurso da noite coube ao recém-empossado presidente da JSD Anadia, Filipe Sério, que começou por agradecer à sua equipa por o ter acompanhado neste percurso, referindo as qualidades humanas presentes nos seus membros, dizendo que tem a certeza que esta equipa lutará sempre por Anadia e pela juventude. Ficou claro para os presentes que a vitória do PSD nas eleições autárquicas é um dos grandes objetivos do mandato. Sobre este tema, Filipe Sério avançou que “o PSD Anadia pode contar com a JSD para ser o motor da campanha, seremos a jota que agita bandeiras e carrega os púlpitos, mas não nos cingiremos apenas a isso, sabemos que esta comissão política do PSD tem na juventude um dos seus pilares, assim queremos ser parte integrante da estratégia que conduzirá o PSD à vitória.”
Por fim, apelou à união dos militantes da JSD Anadia, em torno da sua equipa dizendo “…esta comissão política por mim encabeçada, contará com todos aqueles que tenham vontade de arregaçar as mangas e lutar por Anadia. Neste momento não existe lista A nem lista L, existe a JSD de Anadia e a Jota conta e precisa de todos. É tempo de aceitar a derrota e mostrar vontade de realmente ligar Anadia”.
Entre os convidados destaca-se a presença de Henrique Fidalgo, presidente do PSD Anadia, Simão Ribeiro, presidente da Comissão Política Nacional da JSD, André Neves, presidente da JSD Distrital de Aveiro, Bruno Coimbra, deputado na Assembleia da República e Salvador Malheiro, recém-eleito presidente da Distrital de Aveiro do PSD, sendo esta a sua primeira cerimónia oficial após a eleição.

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Assembleia Municipal da Mealhada: Pampilhosa exige mais da Câmara


Alguns populares da Pampilhosa e o presidente da Junta local reivindicaram uma maior atenção da Câmara da Mealhada para com a freguesia. As reclamações surgiram no decorrer da última sessão da Assembleia Municipal, na penúltima quarta-feira, dia 30, que se realizou na Pampilhosa ao abrigo da medida descentralizadora proposta por aquele órgão para estas reuniões. Os pampilhosenses aproveitaram o espaço reservado ao público para reclamar pequenos investimentos, exigindo também solução para obras há tanto ansiadas, como é o caso da requalificação da baixa da freguesia e resolução para o mercado municipal.
O presidente da Câmara, Rui Marqueiro, respondeu e disse “assumir todas as queixas feitas ao executivo”, informando que a capacidade financeira da Câmara não é ilimitada, pois está “sujeita a um garrote financeiro e de recursos humanos”. Mesmo assim, anunciou que no próximo ano a Câmara avançará com o concurso público para uma das grandes obras esperadas, a requalificação da baixa de Pampilhosa.
Perante algumas críticas, o edil mealhadense fixou-se naquela obra para garantir que quando tomou posse, há dois anos, não havia qualquer projeto para a requalificação da baixa. “Eram só ideias base, intenções e estudos prévios, mas agora vamos abrir concurso publico para avançar para o projeto de execução”, o que nas suas previsões pode acontecer já para o próximo ano.
Rui Marqueiro referiu, no entanto, que mesmo que houvesse projeto, era difícil avançar com a obra por falta de capacidade financeira e por indefinição da antiga REFER quanto aos terrenos para esta obra. “Há toda a vantagem de fazermos esta obra, para já só há apoio para investimentos deste tipo nas sedes de concelho, mas vamos procurar a melhor forma de arranjar recursos para a Pampilhosa”, disse.
A falta de capacidade financeira da autarquia e o “insuficiente” número de funcionários são razões que o autarca aponta para a ausência de obras, “não só na Pampilhosa como em todas as freguesias”, recordando, como já fez em outras ocasiões, que herdou do anterior executivo uma série de obras e investimentos avultados, entre eles os dois polos escolares (Luso e Mealhada), Espaço Inovação e Posto 4 Maravilhas, terminando que “foi opção do executivo anterior de não fazer nenhuma obra na Pampilhosa” e “nós vamos acabar o que está projetado e depois faremos outras obras”.
“Com o quadro financeiro que tínhamos à partida não era possível fazer mais nada, depois tivemos que repor 700 mil euros de verbas que recebemos do Ministério da Educação por engano e por tudo isto não fizemos nada em lado nenhum, não foi só na Pampilhosa”, disse Rui Marqueiro, prometendo, em seguida, que para além da requalificação da baixa, o mercado vai entrar em obras ainda neste mandato.

“Pampilhosa anda a ver passar comboios” . Foi o presidente da Junta de Pampilhosa que abriu as reclamações da noite, logo no início da sessão e depois de congratular-se com a realização daquela reunião na freguesia, nas instalações da Filarmónica Pampilhosense, queixando-se que neste mandato autárquico, “a Pampilhosa anda a ver passar comboios”. Seguiram-se, no período do público, algumas intervenções de populares sobre pequenos melhoramentos locais, a começar pelo deficiente escoamento de águas pluviais, por falta de valetas, na Pampilhosa Alta, assim como a falta de policiamento local e a situação do pontão sobre o caminho de ferro a sul da freguesia, que se encontra com sinalética limitadora de velocidade. A ausência de obras apontadas no Orçamento Participativo, a remodelação do mercado e a intervenção necessária para a conservação do Chalet Suisso que ameaça derrocada foram outros dos assuntos aflorados pelos populares.
Em resposta, o presidente da Câmara argumentou que quanto ao “Chalet Suisso” a autarquia vai avançar com processo de contraordenação “porque há leis para cumprir e não podemos obrigar ninguém a fazer obras”, informando que, para as antigas fábricas cerâmicas da freguesia, a Câmara vai avançar com candidatura a fundos comunitários para a descontaminação daqueles terrenos para depois avançar com os projetos previstos.
Em relação ao policiamento, Rui Maqueiro comprometeu-se a levar o assunto à próxima reunião do Conselho Municipal de Segurança, prometendo resolver, parcialmente para já, a questão da ausência de valetas na Pampilhosa Alta.
Quanto ao viaduto a sul da vila, o edil lembrou que o problema do viaduto prende-se com as águas pluviais e citou informações de técnicos da área, que garantem a segurança daquela obra, não vendo a necessidade de fazer qualquer intervenção.

Câmara com falta de funcionários. Já no período de antes da ordem do dia, o presidente da Junta de Pampilhosa, Vítor Matos, alertou o executivo municipal para “uma série de pequenos problemas” que “causam revolta nas pessoas da freguesia”. “Pouco ou nada se tem feito aqui e a população sente que há algo errado”, concluiu.
Depois de receber elogios por parte dos presidentes das restantes Juntas por investimentos feitos nas respetivas freguesias, o presidente da Câmara acabaria por receber lamentos semelhantes aos da Pampilhosa por parte da freguesia vizinha de Vacariça, com o presidente Carlos Rocha a sugerir “uma melhor ligação entre a Junta e a Câmara para que pequenas e médias obras não deixem de ser feitas no futuro”.
Rui Marqueiro, que agradeceu os elogios e assumiu as críticas, reiterou a existência de “um garrote financeiro e de recrutamento de recursos humanos, que impede outro tipo de intervenção da Câmara”. “Não conseguimos ter gente suficiente e acredito que se pudéssemos contratar meia dúzia de operacionais, resolvíamos os problemas que aqui foram levantados”.
João Paulo Teles

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Anadia: Henrique Fidalgo chocado com divulgação da vida interna da Concelhia do PSD


Henrique Fidalgo, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, diz-se chocado com a postura do vereador Jorge São José (PSD) que, na última reunião pública do executivo de Anadia, tornou pública uma carta pessoal que lhe fora enviada por si, retirando-lhe a confiança política.
Henrique Fidalgo diz agora que foi “uma falta a todos os níveis” já que nunca terá sido intenção da Concelhia que lidera tornar público um assunto que diz ser “exclusivamente uma matéria interna da Concelhia”.
“É uma questão do foro interno, temos estatutos e regras que dizem quem dá as orientações políticas, neste caso a Comissão Política Concelhia”.
Ainda que reconheça haver tensões dentro da Concelhia desde janeiro, após as eleições que o elegeram para líder da Concelhia, Henrique Fidalgo lamenta que nessa altura não tenha aparecido nenhuma lista. “Ninguém teve coragem para dar a cara, para ir a votos”, criticando veemente que, agora, um “grupo tente causar ruído porque nas autárquicas nunca aceitou a derrota como sua, tentando arranjar alvos”.
Reconhecendo também que a Concelhia não promove um plenário de militantes desde janeiro (devem acontecer de três em três meses), diz que nenhuma Concelhia leva a calendarização dos plenários à risca e que isso é coisa que não o preocupa: “Quem define a agenda política local é a Comissão Política Concelhia do PSD”. Por isso, defende haver “um grupo de pessoas que quer perturbar a Concelhia, movidos por interesses individuais e que, esquecendo-se da lógica de grupo, estão à margem das orientações da Comissão Política do PSD”.
Admitindo existir matéria para avançar com um processo disciplinar contra o vereador Jorge São José (por ter revelado o conteúdo de uma carta com informações relacionadas com a forma de trabalhar, de preparar reuniões, de discutir e escolher assuntos), Henrique Fidalgo diz que esse não será o caminho a seguir: “o vereador continuará a ser vereador do PSD, embora lhe tenha sido retirada a confiança política”.
Catarina Cerca

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Anadia: Concelhia do PSD retira confiança política a vereador


 

A Comissão Política do PSD Anadia retirou a confiança política ao seu vereador Jorge São José, eleito nas últimas autárquicas. Em carta enviada ao vereador, a Concelhia, liderada por Henrique Fidalgo, tece uma série de considerações e acusações para justificar esta tomada de posição.
Na última reunião pública de executivo, o vereador social-democrata deu a conhecer o conteúdo da missiva recebida na véspera, deixando a indicação de que tornava o conteúdo da carta público “porque foi enviada ao vereador” e que, “por uma questão de coerência, seriedade, transparência e solidariedade” com o executivo, se sentia na obrigação de a dar a conhecer a toda a vereação.
Jorge São José [membro da Comissão Política Permanente da Distrital do PSD] revelou que a retirada de confiança política reuniu a unanimidade da Comissão Política (13 votos). Por isso, mostrou-se “surpreso e triste”, até porque diz que, no seio da Comissão Política Concelhia do PSD, “existem pessoas por quem tenho muita estima e consideração”.
Certo é que irá permanecer no executivo, como vereador do PSD: “fui eleito e cumprirei o meu mandato até ao fim”, “votando sempre de acordo com a minha consciência e sempre tendo em conta o que são os superiores interesses do município”, disse a JB, ainda que tenha rejeitado tecer qualquer comentário ou alimentar polémicas.
Da leitura da carta, percebe-se que o vereador é acusado, por Henrique Fidalgo, de ter, em diversas reuniões, mostrado que não comunga dos ideais do partido, assim como não terá acatado as indicações da Comissão Política Concelhia, seja relativamente à indicação de voto, seja, por exemplo, na defesa das suas posições para o concelho.
Perante a atenção dos restantes vereadores, Jorge São José avançou ser também acusado de votar de forma contrária às indicações transmitidas e previamente definidas e que, “apesar de contactado via mail, nunca teve a amabilidade de acusar a receção dos mesmos, nem disponibilidade para dar qualquer contributo, sugestão ou comentário, nunca assumindo qualquer intenção de voto que pudesse antecipadamente informar”, assim como as poucas vezes que o fez, “fê-lo minutos antes da reunião de câmara, defendendo meramente as suas posições políticas pessoais.”
Henrique Fidalgo, que sucedeu a José Manuel Ribeiro (atual vereador do PSD, na Câmara Municipal de Anadia) na liderança da Concelhia, diz na carta que todas as reuniões de Câmara são preparadas e acompanhadas por si e que “é usual pedir os contributos, sugestões e comentários para a discussão das matérias”.
Sem querer entrar em polémicas, o vereador diz aguardar com serenidade a marcação de um plenário que acredita poderá realizar-se em breve, onde falará então abertamente sobre o conteúdo desta carta, refutando, ponto por ponto.
Após a leitura da missiva, apenas a edil anadiense Teresa Cardoso comentou o facto, dizendo que Jorge São José continuará a ser incluído e considerado por parte do executivo que lidera, como até aqui.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Concelhia do CDS/PP demite-se em bloco


O presidente da Comissão Política do CDS-PP de Anadia e vogal do Conselho Nacional de Fiscalização, João Tiago Castelo Branco, e o presidente da Mesa da Assembleia do Plenário de militantes e Deputado Municipal, Sidónio Simões, ambos membros da Distrital de Aveiro, bem como os restantes elementos de todos os Órgãos Concelhios do CDS-PP de Anadia tomaram a decisão conjunta de apresentar a sua demissão.
Na base desta decisão dizem estar “as sucessivas políticas implementadas pelo governo, nas quais não nos revemos, e que em nada se coadunam com os compromissos e promessas eleitorais assumidos, contrariando os valores da Democracia Cristã, onde assenta a matriz do CDS-PP.”

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Aguim: Guinatos reivindicam sede da União de Freguesias


Mais uma (des)união no concelho de Anadia. Na União de Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro, a guerra está instalada, com os guinatos a reivindicarem a sede de freguesia para Aguim.
Américo Simões e Teresa Bandarra (PSD), José Lagoa e Carlos Lagoa (UTD), em comum têm o facto de, nas últimas eleições autárquicas, terem sido eleitos para esta União de Freguesias, ainda que em partidos diferentes. Agora, assumem uma posição de união e força no sentido de quererem forçar um outro guinato (quinto elemento, Francisco Fonte, eleito pelo MIAP, residente também em Aguim), entretanto escolhido para ocupar o lugar de tesoureiro da nova União de Freguesias, a suspender o cargo por um pequeno período de tempo, por forma a conseguirem “trazer” a sede da freguesia para Aguim.
Paralelamente, o candidato do PSD, Américo Simões já tomou a iniciativa de impugnar a tomada de posse, alegadamente devido a um conjunto de ilegalidades cometidas durante a instalação da Assembleia de Freguesia.

Explicações. Ao início da noite do passado dia 24, teve lugar no salão da Associação Recreativa Aguinense, uma reunião de esclarecimento com a população da freguesia, no sentido de dar conta de que Aguim pode ainda vir a sede da União de Freguesias.
Américo Simões explicou às mais de duas centenas de presentes ter, logo a seguir às eleições, procurado José Lagoa, cabeça da lista mais votada em Aguim, no sentido de o auscultar, de “conciliar esforços e definir estratégias para conseguir a sede da Junta para Aguim”.
“Iniciaram-se algumas reuniões com todos os eleitos residentes em Aguim, nas diversas listas concorrentes”, referiu, dando conta de que Francisco Fonte terá reconhecido e deixado transparecer ter sido enganado aquando da constituição da lista à qual pertencia.
Américo Simões diria ainda que “à medida que aclarava ideias, cresceu o sentimento de revolta e a vontade de nos apoiar no sentido de trazer a sede da União de Freguesias para Aguim”, mas que, todavia, “como já tinha aceite a proposta feita pelo cabeça da lista mais votada na União (MIAP) para ser proposto a tesoureiro, nunca se comprometeu com a nossa iniciativa, dizendo contudo, que lutaria connosco pelo nosso objetivo, desde que conseguíssemos vetar o seu nome na votação em Assembleia para o lugar de tesoureiro”.
Agora, os quatro elementos alegam que “bastaria que Francisco Fonte, em Assembleia de eleição para o cargo a que estava a ser proposto, votasse em branco, o que não fez”, para ter a sede em Aguim.
“A lealdade e união deste grupo era fundamental, e ele traiu a nossa lealdade”, disse Américo Simões.
Agora, numa derradeira tentativa, pretendem pressionar Francisco Fonte a pedir a suspensão temporária do cargo de tesoureiro, o que lhe permite regressar à Assembleia e votar na sede da Junta para Aguim, regressando depois ao seu lugar no executivo. “Apelamos a todos os verdadeiros guinatos que lhe sejam próximos, que o pressionem e influenciem a tomar uma decisão que sirva os interesses dos aguinenses”, referiu Américo Simões.

Ex-autarca diz que muda residência para a Mealhada. Também o ex-autarca de Aguim, José Lagoa, cabeça de lista pela União ,Trabalho e Dedicação – UTD) eleito para a UF sublinharia que, das três freguesias, Aguim era aquela que tinha mais elementos na Assembleia (cinco pessoas dos vários partidos, aos quais se soma Mário Matias que, sendo de Tamengos, defende a sede da União de Freguesias em Aguim).
Por isso, diz que “para Tamengos nunca irei. Nasci nesta freguesia e não vou morrer na Freguesia de Tamengos”, ameaçando mudar a residência para o concelho da Mealhada, onde possui uma habitação.
Revoltado com a situação, José Lagoa desabafou dizendo que, “embora Aguim seja conhecida como a terra de doutores, mais parece uma terra de atrasados mentais”, uma vez que entende ser a população responsável pela situação: “poderíamos estar à vontade. Quem votou no MIAP à espera de ver os interesses da freguesia defendidos, perdeu o seu tempo. Agora, só resta pressionar Francisco Fonte para que suspenda o mandato, para termos a maioria na Assembleia”.
Reforçando esta ideia, José Lagoa diz nunca ter visto, em 19 anos de vida política, uma tomada de posse como aquela, “de uma incapacidade total”. “Fiz uma série de interrupções senão seria tudo ilegal. Mas deixámos passar um ponto para poder impugnar a tomada de posse. A carta registada já seguiu”, adiantou aos populares.
José Lagoa desafiou ainda a população a manifestar-se, defendendo que esta deve estar presente na próxima Assembleia de Freguesia, em Tamengos e, “na hora certa, todos, de dedo em riste, apontar para o Francisco que nos vai roubar a freguesia”.
Ao JB, Francisco Fonte não quis prestar declarações, por considerar não ser oportuno. Por outro lado, disse apenas que assumiu uma posição, uma palavra que irá manter.

Autarca reage. Óscar Ventura, presidente da Junta de Freguesia da nova União, prefere não alimentar polémicas, que não conduzem a lado nenhum, até porque, como disse, “o tempo é de trabalho”. Todavia, admite que a data para a nova Assembleia ainda não foi marcada devido à necessidade de proceder alterações ao Regimento. “Houve uma reunião para proceder às alterações necessárias ao Regimento e não apareceu nenhum eleito por Aguim. Aliás, não conseguimos contactar o Sr. José Lagoa: não atende o telefone, já fomos à Junta e enviámos cartas”.
A JB diz que tudo não passa de “mau perder” e que “a única culpa de toda esta situação é da Assembleia da República e não da população de Tamengos”. A terminar, não deixaria de referir que “o país se constrói com gente séria, de trabalho e não com garotices, pressões e chantagens”.

Catarina Cerca

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PSD/ANADIA:Candidatura é apresentada sábado, dia 6


No próximo sábado, dia 6 de julho, às 21h, a Quinta do Encontro, em São Lourenço do Bairro, vai receber a apresentação pública da candidatura do PSD às eleições autárquicas que se realizam a 29 de setembro, sob o lema “Anadia Somos Todos”.
Durante a sessão vão ser apresentados os cabeças de lista candidatos à Câmara Municipal de Anadia, à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia. A cerimónia vai dar ainda a conhecer toda a estrutura e equipa da campanha.
A apresentação, que será aberta a toda a população, conta com a presença do eurodeputado Paulo Rangel e de José Cid, mandatário da candidatura. Presentes estarão também outras personalidades do PSD, bem como algumas figuras públicas do concelho de Anadia.
A sessão termina com um espumante de honra, servido nas varandas da Quinta do Encontro.

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Movimento Independente Anadia Primeiro: Apresentados candidatos às JF


O MIAP “Movimento Independente Anadia Primeiro” apresentou, na última segunda-feira, os cabeças de lista que são o rosto do Movimento nas próximas eleições autárquicas de setembro, nas várias freguesias do concelho de Anadia.
O evento, que decorreu na Estalagem de Sangalhos, contou com a presença de muitas dezenas de simpatizantes que não quiseram deixar de estar presentes nesta primeira ação de apresentação.
Nesta noite, a que se seguiu uma reunião de trabalho à porta fechada, foi dada a conhecer pelo mentor do Movimento, o atual presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, alguns dos cabeças de lista às freguesias. Ele que é, até ao momento, o rosto mais conhecido do MIAP, aos presentes deixou bem claro que o Movimento “não está contra ninguém”, e que é um Movimento que pretende liderar todos aqueles que, “de boa fé acreditam em quem quer fazer mais e melhor por Anadia”. Prova disso diz serem os vários ex-autarcas que se associaram a esta candidatura.
Aos presentes reafirmou que quem está com o Movimento “não perde os seus vínculos políticos aos partidos a que pertencem. “Eu sou do PSD e vou continuar a ser”, acrescentou.
“Esses vínculos não serão quebrados, pois não estamos contra os partidos, mas sim na defesa intransigente do concelho”, mas contra apenas as políticas governativas que têm lesado enormemente o concelho. “O Movimento é uma obstrução clara a estas políticas de um governo que nada resolve, que não dialoga, que impôs uma reorganização administrativa contra a vontade das populações”, mas que também tem prejudicado o concelho em áreas como Saúde, Justiça e Educação.
Quanto à elaboração das listas diz estarem a ser feitas com “serenidade e responsabilidade”, ainda que nas freguesias onde irá haver fusão, defenda que as listas devem resultar de um entendimento entre as partes: “é preciso procurar manter o equilíbrio nessas freguesias. Uma lista vencedora tem de ser agregadora, que mostre a união e que seja representativa das freguesias a aglutinar”, destacou.
Assim, nesta noite, para além dos cabeças de lista às freguesias que se mantêm independentes, Litério Marques explicou que relativamente às que serão agregadas (Arcos/Mogofores; Amoreira da Gândara/Paredes do Bairro e Ancas; Tamengos/Óis do Bairro e Aguim) o processo na elaboração das listas não está completamente fechado, uma vez que os coordenadores (um por freguesia) estão a trabalhar conjuntamente para apresentar as tais listas equilibradas e de união.

Candidatos. Av. Cima – Simão Pedro; Av. Caminho – Vitor Duarte; Sangalhos – António Floro, atual autarca; União das Freguesias de Arcos e Mogofores: coordenadores Lino Cardoso (Famalicão) e Joaquim Armindo (Mogofores); Vil. Bairro – Dinis Torres que tem o apoio do atual autarca Mário Heleno; S.L. Bairro – Mário Marinha (Mena) que é apoiado pelo autarca Leonildo Macedo; Moita – José Arlindo, apoiado pelo também autarca António Guilherme; V. N. Monsarros – António Carvalho que tem como n.º 2 o atual autarca António Duarte; União das Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro poderá ter como candidato o atual autarca de Tamegos, Óscar Ventura, sendo ainda elemento coordenador desta lista Francisco Fonte (Aguim) e o atual autarca do Óis Bairro; União das Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas: são coordenadores Paula Pato (Amoreira Gândara), João Ferreira (Paredes do Bairro) e Arménio Cerca (Ancas).

Catarina Cerca

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