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Anadia: Concelhia do PSD retira confiança política a vereador


 

A Comissão Política do PSD Anadia retirou a confiança política ao seu vereador Jorge São José, eleito nas últimas autárquicas. Em carta enviada ao vereador, a Concelhia, liderada por Henrique Fidalgo, tece uma série de considerações e acusações para justificar esta tomada de posição.
Na última reunião pública de executivo, o vereador social-democrata deu a conhecer o conteúdo da missiva recebida na véspera, deixando a indicação de que tornava o conteúdo da carta público “porque foi enviada ao vereador” e que, “por uma questão de coerência, seriedade, transparência e solidariedade” com o executivo, se sentia na obrigação de a dar a conhecer a toda a vereação.
Jorge São José [membro da Comissão Política Permanente da Distrital do PSD] revelou que a retirada de confiança política reuniu a unanimidade da Comissão Política (13 votos). Por isso, mostrou-se “surpreso e triste”, até porque diz que, no seio da Comissão Política Concelhia do PSD, “existem pessoas por quem tenho muita estima e consideração”.
Certo é que irá permanecer no executivo, como vereador do PSD: “fui eleito e cumprirei o meu mandato até ao fim”, “votando sempre de acordo com a minha consciência e sempre tendo em conta o que são os superiores interesses do município”, disse a JB, ainda que tenha rejeitado tecer qualquer comentário ou alimentar polémicas.
Da leitura da carta, percebe-se que o vereador é acusado, por Henrique Fidalgo, de ter, em diversas reuniões, mostrado que não comunga dos ideais do partido, assim como não terá acatado as indicações da Comissão Política Concelhia, seja relativamente à indicação de voto, seja, por exemplo, na defesa das suas posições para o concelho.
Perante a atenção dos restantes vereadores, Jorge São José avançou ser também acusado de votar de forma contrária às indicações transmitidas e previamente definidas e que, “apesar de contactado via mail, nunca teve a amabilidade de acusar a receção dos mesmos, nem disponibilidade para dar qualquer contributo, sugestão ou comentário, nunca assumindo qualquer intenção de voto que pudesse antecipadamente informar”, assim como as poucas vezes que o fez, “fê-lo minutos antes da reunião de câmara, defendendo meramente as suas posições políticas pessoais.”
Henrique Fidalgo, que sucedeu a José Manuel Ribeiro (atual vereador do PSD, na Câmara Municipal de Anadia) na liderança da Concelhia, diz na carta que todas as reuniões de Câmara são preparadas e acompanhadas por si e que “é usual pedir os contributos, sugestões e comentários para a discussão das matérias”.
Sem querer entrar em polémicas, o vereador diz aguardar com serenidade a marcação de um plenário que acredita poderá realizar-se em breve, onde falará então abertamente sobre o conteúdo desta carta, refutando, ponto por ponto.
Após a leitura da missiva, apenas a edil anadiense Teresa Cardoso comentou o facto, dizendo que Jorge São José continuará a ser incluído e considerado por parte do executivo que lidera, como até aqui.
Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Anadia: Concelhia do CDS/PP demite-se em bloco


O presidente da Comissão Política do CDS-PP de Anadia e vogal do Conselho Nacional de Fiscalização, João Tiago Castelo Branco, e o presidente da Mesa da Assembleia do Plenário de militantes e Deputado Municipal, Sidónio Simões, ambos membros da Distrital de Aveiro, bem como os restantes elementos de todos os Órgãos Concelhios do CDS-PP de Anadia tomaram a decisão conjunta de apresentar a sua demissão.
Na base desta decisão dizem estar “as sucessivas políticas implementadas pelo governo, nas quais não nos revemos, e que em nada se coadunam com os compromissos e promessas eleitorais assumidos, contrariando os valores da Democracia Cristã, onde assenta a matriz do CDS-PP.”

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Aguim: Guinatos reivindicam sede da União de Freguesias


Mais uma (des)união no concelho de Anadia. Na União de Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro, a guerra está instalada, com os guinatos a reivindicarem a sede de freguesia para Aguim.
Américo Simões e Teresa Bandarra (PSD), José Lagoa e Carlos Lagoa (UTD), em comum têm o facto de, nas últimas eleições autárquicas, terem sido eleitos para esta União de Freguesias, ainda que em partidos diferentes. Agora, assumem uma posição de união e força no sentido de quererem forçar um outro guinato (quinto elemento, Francisco Fonte, eleito pelo MIAP, residente também em Aguim), entretanto escolhido para ocupar o lugar de tesoureiro da nova União de Freguesias, a suspender o cargo por um pequeno período de tempo, por forma a conseguirem “trazer” a sede da freguesia para Aguim.
Paralelamente, o candidato do PSD, Américo Simões já tomou a iniciativa de impugnar a tomada de posse, alegadamente devido a um conjunto de ilegalidades cometidas durante a instalação da Assembleia de Freguesia.

Explicações. Ao início da noite do passado dia 24, teve lugar no salão da Associação Recreativa Aguinense, uma reunião de esclarecimento com a população da freguesia, no sentido de dar conta de que Aguim pode ainda vir a sede da União de Freguesias.
Américo Simões explicou às mais de duas centenas de presentes ter, logo a seguir às eleições, procurado José Lagoa, cabeça da lista mais votada em Aguim, no sentido de o auscultar, de “conciliar esforços e definir estratégias para conseguir a sede da Junta para Aguim”.
“Iniciaram-se algumas reuniões com todos os eleitos residentes em Aguim, nas diversas listas concorrentes”, referiu, dando conta de que Francisco Fonte terá reconhecido e deixado transparecer ter sido enganado aquando da constituição da lista à qual pertencia.
Américo Simões diria ainda que “à medida que aclarava ideias, cresceu o sentimento de revolta e a vontade de nos apoiar no sentido de trazer a sede da União de Freguesias para Aguim”, mas que, todavia, “como já tinha aceite a proposta feita pelo cabeça da lista mais votada na União (MIAP) para ser proposto a tesoureiro, nunca se comprometeu com a nossa iniciativa, dizendo contudo, que lutaria connosco pelo nosso objetivo, desde que conseguíssemos vetar o seu nome na votação em Assembleia para o lugar de tesoureiro”.
Agora, os quatro elementos alegam que “bastaria que Francisco Fonte, em Assembleia de eleição para o cargo a que estava a ser proposto, votasse em branco, o que não fez”, para ter a sede em Aguim.
“A lealdade e união deste grupo era fundamental, e ele traiu a nossa lealdade”, disse Américo Simões.
Agora, numa derradeira tentativa, pretendem pressionar Francisco Fonte a pedir a suspensão temporária do cargo de tesoureiro, o que lhe permite regressar à Assembleia e votar na sede da Junta para Aguim, regressando depois ao seu lugar no executivo. “Apelamos a todos os verdadeiros guinatos que lhe sejam próximos, que o pressionem e influenciem a tomar uma decisão que sirva os interesses dos aguinenses”, referiu Américo Simões.

Ex-autarca diz que muda residência para a Mealhada. Também o ex-autarca de Aguim, José Lagoa, cabeça de lista pela União ,Trabalho e Dedicação – UTD) eleito para a UF sublinharia que, das três freguesias, Aguim era aquela que tinha mais elementos na Assembleia (cinco pessoas dos vários partidos, aos quais se soma Mário Matias que, sendo de Tamengos, defende a sede da União de Freguesias em Aguim).
Por isso, diz que “para Tamengos nunca irei. Nasci nesta freguesia e não vou morrer na Freguesia de Tamengos”, ameaçando mudar a residência para o concelho da Mealhada, onde possui uma habitação.
Revoltado com a situação, José Lagoa desabafou dizendo que, “embora Aguim seja conhecida como a terra de doutores, mais parece uma terra de atrasados mentais”, uma vez que entende ser a população responsável pela situação: “poderíamos estar à vontade. Quem votou no MIAP à espera de ver os interesses da freguesia defendidos, perdeu o seu tempo. Agora, só resta pressionar Francisco Fonte para que suspenda o mandato, para termos a maioria na Assembleia”.
Reforçando esta ideia, José Lagoa diz nunca ter visto, em 19 anos de vida política, uma tomada de posse como aquela, “de uma incapacidade total”. “Fiz uma série de interrupções senão seria tudo ilegal. Mas deixámos passar um ponto para poder impugnar a tomada de posse. A carta registada já seguiu”, adiantou aos populares.
José Lagoa desafiou ainda a população a manifestar-se, defendendo que esta deve estar presente na próxima Assembleia de Freguesia, em Tamengos e, “na hora certa, todos, de dedo em riste, apontar para o Francisco que nos vai roubar a freguesia”.
Ao JB, Francisco Fonte não quis prestar declarações, por considerar não ser oportuno. Por outro lado, disse apenas que assumiu uma posição, uma palavra que irá manter.

Autarca reage. Óscar Ventura, presidente da Junta de Freguesia da nova União, prefere não alimentar polémicas, que não conduzem a lado nenhum, até porque, como disse, “o tempo é de trabalho”. Todavia, admite que a data para a nova Assembleia ainda não foi marcada devido à necessidade de proceder alterações ao Regimento. “Houve uma reunião para proceder às alterações necessárias ao Regimento e não apareceu nenhum eleito por Aguim. Aliás, não conseguimos contactar o Sr. José Lagoa: não atende o telefone, já fomos à Junta e enviámos cartas”.
A JB diz que tudo não passa de “mau perder” e que “a única culpa de toda esta situação é da Assembleia da República e não da população de Tamengos”. A terminar, não deixaria de referir que “o país se constrói com gente séria, de trabalho e não com garotices, pressões e chantagens”.

Catarina Cerca

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PSD/ANADIA:Candidatura é apresentada sábado, dia 6


No próximo sábado, dia 6 de julho, às 21h, a Quinta do Encontro, em São Lourenço do Bairro, vai receber a apresentação pública da candidatura do PSD às eleições autárquicas que se realizam a 29 de setembro, sob o lema “Anadia Somos Todos”.
Durante a sessão vão ser apresentados os cabeças de lista candidatos à Câmara Municipal de Anadia, à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia. A cerimónia vai dar ainda a conhecer toda a estrutura e equipa da campanha.
A apresentação, que será aberta a toda a população, conta com a presença do eurodeputado Paulo Rangel e de José Cid, mandatário da candidatura. Presentes estarão também outras personalidades do PSD, bem como algumas figuras públicas do concelho de Anadia.
A sessão termina com um espumante de honra, servido nas varandas da Quinta do Encontro.

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Movimento Independente Anadia Primeiro: Apresentados candidatos às JF


O MIAP “Movimento Independente Anadia Primeiro” apresentou, na última segunda-feira, os cabeças de lista que são o rosto do Movimento nas próximas eleições autárquicas de setembro, nas várias freguesias do concelho de Anadia.
O evento, que decorreu na Estalagem de Sangalhos, contou com a presença de muitas dezenas de simpatizantes que não quiseram deixar de estar presentes nesta primeira ação de apresentação.
Nesta noite, a que se seguiu uma reunião de trabalho à porta fechada, foi dada a conhecer pelo mentor do Movimento, o atual presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, alguns dos cabeças de lista às freguesias. Ele que é, até ao momento, o rosto mais conhecido do MIAP, aos presentes deixou bem claro que o Movimento “não está contra ninguém”, e que é um Movimento que pretende liderar todos aqueles que, “de boa fé acreditam em quem quer fazer mais e melhor por Anadia”. Prova disso diz serem os vários ex-autarcas que se associaram a esta candidatura.
Aos presentes reafirmou que quem está com o Movimento “não perde os seus vínculos políticos aos partidos a que pertencem. “Eu sou do PSD e vou continuar a ser”, acrescentou.
“Esses vínculos não serão quebrados, pois não estamos contra os partidos, mas sim na defesa intransigente do concelho”, mas contra apenas as políticas governativas que têm lesado enormemente o concelho. “O Movimento é uma obstrução clara a estas políticas de um governo que nada resolve, que não dialoga, que impôs uma reorganização administrativa contra a vontade das populações”, mas que também tem prejudicado o concelho em áreas como Saúde, Justiça e Educação.
Quanto à elaboração das listas diz estarem a ser feitas com “serenidade e responsabilidade”, ainda que nas freguesias onde irá haver fusão, defenda que as listas devem resultar de um entendimento entre as partes: “é preciso procurar manter o equilíbrio nessas freguesias. Uma lista vencedora tem de ser agregadora, que mostre a união e que seja representativa das freguesias a aglutinar”, destacou.
Assim, nesta noite, para além dos cabeças de lista às freguesias que se mantêm independentes, Litério Marques explicou que relativamente às que serão agregadas (Arcos/Mogofores; Amoreira da Gândara/Paredes do Bairro e Ancas; Tamengos/Óis do Bairro e Aguim) o processo na elaboração das listas não está completamente fechado, uma vez que os coordenadores (um por freguesia) estão a trabalhar conjuntamente para apresentar as tais listas equilibradas e de união.

Candidatos. Av. Cima – Simão Pedro; Av. Caminho – Vitor Duarte; Sangalhos – António Floro, atual autarca; União das Freguesias de Arcos e Mogofores: coordenadores Lino Cardoso (Famalicão) e Joaquim Armindo (Mogofores); Vil. Bairro – Dinis Torres que tem o apoio do atual autarca Mário Heleno; S.L. Bairro – Mário Marinha (Mena) que é apoiado pelo autarca Leonildo Macedo; Moita – José Arlindo, apoiado pelo também autarca António Guilherme; V. N. Monsarros – António Carvalho que tem como n.º 2 o atual autarca António Duarte; União das Freguesias de Tamengos, Aguim e Óis do Bairro poderá ter como candidato o atual autarca de Tamegos, Óscar Ventura, sendo ainda elemento coordenador desta lista Francisco Fonte (Aguim) e o atual autarca do Óis Bairro; União das Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas: são coordenadores Paula Pato (Amoreira Gândara), João Ferreira (Paredes do Bairro) e Arménio Cerca (Ancas).

Catarina Cerca

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CDU Anadia: Ana Teresa Mamede candidata por Arcos e Mogofores


Ana Teresa Mamede é a candidata independente da CDU à presidência da Junta da “União de Freguesias de Arcos e Mogofores” para as eleições autárquicas de 2013.
Trata-se da junção de duas freguesias que, ao longo de muitos anos de história do concelho, sempre foram autónomas e independentes e que agora, afirma a CDU, “à revelia das populações, este governo pretende aglutinar”.
Em comunicado enviado à nossa redação, a CDU sublinha que “tem mostrado a sua profunda discordância em relação a essa medida”. “A voz da CDU, na Assembleia desta «União», como em todas as autarquias onde tem participação, será uma voz diferente, que faz falta e que assumirá as reais aspirações das populações.”
O partido comunista afiança que esta candidatura é “uma candidatura abrangente das duas freguesias, com pessoas credíveis e do conhecimento das populações”.

A candidata
Ana Teresa Mamede Almeida Correia tem 49 anos. Nasceu e vive em Arcos. É Licenciada e doutorada em Biologia. É professora do quadro do agrupamento de escolas “A Lã e a Neve”.
Encontra-se destacada pela Câmara de Anadia a desenvolver o projeto “Ciência ao Vivo”, no âmbito do ensino experimental das ciências, aplicado aos alunos do primeiro ciclo do concelho de Anadia.

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PSD Águeda: Paula Cardoso aposta nas pessoas e na humanização das políticas municipais


A candidata à Câmara Municipal de Águeda, Paula Cardoso assume que o seu projeto tem por base uma aposta nas pessoas e numa clara humanização das políticas municipais.
Na apresentação da sua candidatura, pela coligação PSD/ CDS-PP – “Todos somos Águeda”, elegeu como prioridades para o concelho a natalidade e as políticas de fixação de população; a necessidade de envelhecer com dignidade; modos e instrumentos de promoção à criação de emprego, com ações e projetos virados para as dinâmicas empresariais; o apoio à criança; o crescimento harmonioso do concelho; a juventude e implementação de uma estratégia e política desportiva.
Paula Cardoso lembrou ainda que é particularmente sensível às matérias dos menores, com provas dadas já que esteve durante oito anos à frente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Águeda.
Paula Cardoso terminou o seu discurso lembrando que “precisamos da manutenção e sustentabilidade da ligação viária e ferroviária a Aveiro, que temos que pressionar e reivindicar em definitivo a ligação à autoestrada”.
Também o acesso à saúde são preocupações que farão Paula Cardoso lutar pela manutenção de uma rede de cuidados adequada e eficiente. Apesar desta matéria ser definida a nível nacional, a candidata à Câmara Municipal de Águeda diz que irá travar os combates que forem necessários à manutenção dos mesmos, “nomeadamente para que tenhamos um Hospital digno e que sirva a população”, para isso enfrentará o que e quem quer que seja na defesa intransigente desta causa.

Qualidades humanas elogiadas. Manuela Ferreira Leite, antiga líder do PSD esteve presente na apresentação e assumiu que não hesitou um segundo quando Paula Cardoso a convidou para ser a presidente da Comissão de Honra da candidatura, pois conhece-a e sabe que “tem as qualidades que, neste momento, se exigem a um autarca, que passam pela sua capacidade humana de proximidade com as pessoas”.
Paula Cardoso foi também muito elogiada pelo líder do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República, Luís Montenegro, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’ávila.

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Candidatura PSD Anadia: “Anadia Somos Todos” é o lema escolhido pela Concelhia


“Anadia Somos Todos” é o lema que o PSD Anadia vai ostentar na sua candidatura às autárquicas. O lema, refere José Manuel Ribeiro, candidato à Câmara pelo PSD e líder da Concelhia, “corporiza o projeto de renovação e mudança para Anadia de uma nova geração de anadienses.” Em comunicado enviado à nossa redação, José M. Ribeiro acrescenta que este “é um projeto aberto, no qual todos os habitantes do concelho são chamados a participar”: “basta que queiram o melhor para Anadia, porque Anadia é dos anadienses, pertence a todos, independentemente da sua ideologia política, condição social ou situação económica.”

Três eixos principais. À comunicação social, o PSD refere que o projeto assenta em três eixos: desenvolvimento económico, ação social e juventude.
Quanto ao desenvolvimento económico, defende que Anadia necessita de empresas e de empregos para que os jovens e os adultos tenham um presente e um futuro. “O flagelo do desemprego no concelho também tem de ser combatido”. O que implica uma atitude proativa, ou seja, “tem de se ir à procura de empresários e investidores que acreditem em Anadia”. Por outro lado, destaca a importância da promoção turística, do estímulo ao comércio local e o apoio à agricultura, pecuária e floresta. “Nesta ótica é importante o PDM e um nó de ligação à A1.”
Ao nível da ação social, revela querer “apoiar as instituições de solidariedade social e criar serviços que facilitem o dia a dia da população sénior e intervir com apoios diretos aos mais necessitados, sejam crianças, idosos ou pessoas em idade ativa”.
Para José M. Ribeiro uma outra prioridade, já elencada há algumas semanas, é a juventude. Salienta que “é preciso fazer com que os jovens consigam residir, ter emprego e qualidade de vida no concelho.” Algumas das medidas defendidas pelo PSD Anadia deverão passar pelos “apoios à fixação de residência, ao associativismo juvenil, e a jovens empresários e empreendedores”, a par da criação do Conselho Municipal de Juventude.

Outras áreas. No comunicado, são ainda elencadas outras áreas determinantes em termos de intervenção, nomeadamente na criação de espaços verdes, parques de lazer, caminhos pedonais e ciclovias. Em matéria cultural, destaca a necessidade de apoiar as artes, os artistas e as associações, enquanto que na área desportiva quer “fomentar uma saudável prática desportiva e apoiar as coletividades de forma adequada e regulamentada, com especial enfoque no segmento da formação”, mas também colocar os equipamentos ao serviço da população, maximizando o seu uso.
José M. Ribeiro defende também, entre outros aspetos, a criação de um canil/gatil municipal; manter o abastecimento de água e saneamento na esfera público-municipal; garantir que os preços e os impostos se situem em valores mínimos; e estudar a possibilidade de Anadia se tornar um concelho “fiscalmente atrativo”.

“Afirmar Anadia”. O candidato “laranja” diz ser necessário “afirmar Anadia, defendendo intransigentemente a permanência e continuidade dos serviços descentralizados do Estado: serviços de saúde, tribunal, conservatórias, repartição de finanças, serviço local de segurança social, entre outros”. A procura de fundos comunitários é outro compromisso assumido.

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Cantanhede: PS e PSD com posições contrárias quanto ao futuro do Hospital no SNS


Os deputados do PS, eleitos por Coimbra Rui Duarte, Mário Ruivo e João Portugal, com o Presidente da Federação Pedro Coimbra estiveram em Cantanhede, em frente ao Hospital de Cantanhede com Carlos Ordens (candidato à Câmara Cantanhede), Pedro Carrana Presidente da Concelhia do PS local e alguns militantes e simpatizantes socialistas para uma conferência de imprensa.
Os deputados do PSD, eleitos pelo circulo de Coimbra, votaram contra na Assembleia da República as recomendações do PCP e BE para que “o Hospital de Cantanhede (em particular) se mantenha sob gestão pública e integrados no SNS, cujo edificado é da propriedade da Misericórdia. Que o hospital mantenha todas as valências que atualmente asseguram e eventualmente possam vir a ser reforçadas face às necessidades da prestação de cuidados de saúde às populações.”
O Deputado Rui Duarte referiu que “os deputados do PSD, eleitos pelo círculo de Coimbra, não defendem os interesses dos eleitores do distrito que os elegeu, optando por corroborar a desastrosa política do governo na Saúde”. “Enquanto que os deputados do PS por Coimbra votaram a favor desta recomendação, porque entenderam que esta é a melhor posição para a defesa do SNS e do Hospital de Cantanhede.”
Pedro Coimbra, Presidente da Federação de Coimbra do PS, refere que “só a gestão pública dos hospitais integrados no SNS cumpre os princípios da universalidade e a qualidade dos cuidados de saúde, independentemente das condições sociais e económicas dos utentes”.
Carlos Ordens, começa por referir que “o Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, deve assumir perante os munícipes a sua total incapacidade para influenciar as decisões do governo do seu partido, no que a Cantanhede diz respeito. Esta é mais uma situação a comprová-lo!”. Acrescentou ainda que “o senhor Presidente da Câmara devia instruir os deputados do PSD, eleitos por Coimbra, sobre o seu papel na Assembleia da República e as reais necessidades dos seus Munícipes.”
Carlos Ordens tem defendido desde a 1.ª hora que “o nosso Hospital de Cantanhede se mantenha sob gestão pública, integrado no Serviço Nacional de Saúde, para assegurar o direito à saúde para todos habitantes do concelho de Cantanhede”.
Carlos Ordens, na sua intervenção, reforçou a ideia de “defender um Novo Protocolo para os serviços de saúde em Cantanhede, envolvendo as partes interessadas, que defenda os interesses da população e reforce as valências prestadas”.
Pedro Carrana, Presidente da Comissão Política Concelhia informou os presentes que “a comissão política de Cantanhede do PS vai dirigir uma carta a estes deputados do PSD para os sensibilizar para a defesa da Manutenção do Hospital de Cantanhede no SNS”.

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Anadia: Mexidas no poder local marcam comemorações de Abril


A austeridade que o país atravessa, associada ao desemprego, diminuição do crescimento económico, agravamento da dívida pública e redução de direitos dos cidadãos marcaram as comemorações do 25 de Abril, em Anadia.
De igual forma, durante a sessão da Assembleia Municipal (AM) extraordinária, foram apontadas baterias às alterações no poder local que ditam, no concelho, mexidas em oito freguesias, e a fusão de cinco, passando o município, após as eleições autárquicas, a ter apenas 10 freguesias contra as atuais 15.
Numa manhã brindada pelo sol primaveril, poucos foram os anadienses que saíram à rua para assistir, em frente aos Paços do Concelho, à comemoração do 39.º aniversário da revolução de Abril. À exceção dos membros da AM, a verdade é que, de ano para ano, menos pessoas assistem ao evento, que teve como ponto alto as intervenções das várias forças partidárias naquela sessão extraordinária.

CDU quer a demissão do governo. A primeira intervenção caberia a João Morais, da CDU. O deputado comunista falou da revolução de Abril, do fim de um regime “sanguinário, da restauração da democracia e da liberdade, valores e conquistas essas, hoje postas em causa pelos sucessivos governos do PSD, PS e CDS/PP. “O povo está firme na defesa destas liberdades e conquistas”, disse, criticando ainda as imposições e restrições decretadas pela Troika, pelo FMI e pela União Europeia. Por isso, referiu que o PCP exige que ao Presidente da República que “demita o Governo e devolva a palavra aos portugueses”.

Importância das minorias. João Tiago Castelo-Branco, em nome da bancada do CDS/PP, centrou a sua intervenção no municipalismo, alertando para o perigo das maiorias que “não deve ser opressora, ou tirar os direitos e as liberdades às minorias”. Por outro lado, destacou que uma Assembleia Municipal “não se pode limitar a fazer uma vénia, aprovando decisões de um líder autoritário”, assim como os deputados municipais “devem chegar a consensos que beneficiem o bem-estar geral de todos e não apenas daqueles que lhes dão apoio político”, devendo, por isso, cada um “decidir sozinho como equilibrar o bem-estar geral com as necessidades de uma base eleitoral”.

Falta de sensibilidade social. Da bancada do PS, a voz que se fez ouvir nesta comemoração do 25 de Abril foi a de Manuel Cardoso Leal, que fez um apelo “ao fim da austeridade que foi além do acordado e que tem sido responsável para recessão e desemprego”.
“O PS critica o governo não só por dose excessiva de austeridade mas também por nada ter feito para mudar a política europeia germanizada”, frisou, acrescentando que “o governo português tem demonstrado uma tremenda falta de sensibilidade social”, dando nota de que o PS está disponível para consenso com novas políticas renegociadas: “por aqui se vê que a oposição pode ser quase tão importante como o governo, na medida em que está preparada para fornecer ao eleitorado alternativa de governo”. Na sua perspetiva, o PS é o único partido que poderá governar o país.

Críticas aos deputados da nação. Em nome da bancada do PSD, Dino Rasga sublinhou o facto de Portugal, na segunda metade da década de 90, ter entrado numa espiral que levou o país a viver “acima das suas possibilidades”, resultando tal facto no crescimento da dívida pública que, após 2007, se traduziu “num autêntico desastre” com a dívida a passar de 100 para 200 mil milhões de euros e pior, passou dos 60% do PIB para os 120%.
Dino Rasga mostrou-se ainda muito crítico em relação à classe política (deputados da Assembleia da República – AR, governantes atuais e passados, dirigentes partidários atuais) que não está disponível para unir esforços, por forma a dar volta à crise. “Uma classe política que decidiu reduzir os mandatos dos presidentes de Juntas e de Câmaras, a três”, enquanto que sublinhou existirem deputados na AR com quase tantos anos naquela casa como a democracia e que são verdadeiros experts em tudo: “basta ver a constituição das várias comissões”, concluiu.

Limite de mandatos é errada. O edil anadiense, Litério Marques, criticou o facto de ter surgido, com este Governo Social Democrata, uma lei que limita os mandatos aos presidente de JF e de CM.
Olhando para as várias instituições e coletividades concelhias que se fizeram representar nesta cerimónia, lamentou que no próximo 25 de Abril de 2014, as bandeiras de algumas Juntas de Freguesia possam já não estar presentes: “está tudo nas mãos da tal democracia que o 25 de Abril proporcionou”, mostrando-se absolutamente contra a extinção de freguesias. O autarca aproveitou a ocasião para dizer que Anadia tem sabido gerir, com grande rigor, as contas, assim como garantiu não transmitir dívidas aos seus sucessores.

Preocupações. A última intervenção caberia ao presidente da AM, que se mostrou muito crítico em relação ao limite de mandatos: “estranha democracia esta que deixa no limbo as interpretações do que são três mandatos seguidos”, assim como repudiou a fusão de freguesias: “em Lisboa, as freguesias foram agregadas pela vontade da população, enquanto que no resto do país a agregação foi feita por uma Comissão”, disse, referindo também que “em Lisboa, as decisões foram tomadas na igualdade da vontade dos fregueses, no nosso concelho uma das agregações não respeita as condições das outras”. Luís Santos questionou ainda em que condições votam os eleitores da nova freguesia, emergente da agregação, sem existência de uma comissão instaladora, assim como se “as atuais freguesias terminam como entidades jurídicas no dia das próximas eleições, quem tem legitimidade para gerir as novas entidades até à tomada de posse dos novos órgãos”. Dúvidas e preocupações, sem resposta e que levantam sérias críticas a um processo que para muitos no concelho é pouco claro e com contornos duvidosos.

Catarina Cerca

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