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Sangalhos: Dia da Hipertensão Pulmonar comemorado no Velódromo


Decorreram no sábado, dia 7 de maio, no Centro de Alto Rendimento- Velódromo Nacional, em Sangalhos, as comemorações do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar (HP), envolvendo mais de 70 atletas de ginástica rítmica, ginástica artística, ciclismo de pista e de karaté.
À semelhança dos anos anteriores, estas comemorações tiveram como lema “Perca o fôlego pela HP”. Estiveram presentes mais de 150 pessoas durante o evento, tendo o almoço de convívio sido servido na Estalagem de Sangalhos.
Enquadradas nas atividades comemorativas, houve conferências, uma visita ao Museu das Caves Aliança, uma aula de relaxamento e demonstrações de vários desportos em simultâneo: ginástica rítmica e acrobática (pela Escola de Ginástica de Aveiro e pela Escola de Ginástica de Bad Düben, da Alemanha), ciclismo de pista (pela Seleção Nacional de Cadetes) e karaté (pelo Núcleo de Karate de Sangalhos).
O evento, organizado pela Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP) em colaboração com o Grupo Sunlive, contou com o apoio da Câmara Municipal de Anadia e teve como objetivo assinalar o Dia Mundial da HP, uma doença rara e mortal que afeta os pulmões e o coração.
Quem apadrinhou o evento foi Filipa Martins, atleta de Ginástica Artística do Sport Club do Porto e que vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos do Brasil já este ano. A atleta refere que “é com muito orgulho que me associo a esta causa tão nobre e que perco o fôlego pela hipertensão pulmonar”.

Sintomas. Teresa Carvallho, colaboradora da APHP, refere que “um dos sintomas mais debilitantes da HP e o que melhor caracteriza esta doença é a falta de ar, o que dificulta muito a realização de tarefas diárias tão simples como caminhar pequenas distâncias ou subir escadas. Todos os anos, no âmbito do Dia Mundial da HP, organizamos atividades desportivas para que os participantes (que são pessoas comuns, saudáveis) se cansem, que percam o fôlego, para que se sintam como um doente de HP se sente habitualmente: cansado, com falta de ar. Para além de ter sido um evento memorável, o Dia Mundial da HP foi uma excelente forma de unir a comunidade de doentes de HP, que vieram de vários pontos do país, e que também nos permitiu divulgar a doença à população local que se demonstrou muito participativa”.

Impacto da doença. Em Portugal existem cerca de 300 doentes diagnosticados com a doença, que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. A APHP acredita que estejam dezenas de casos por diagnosticar, dado que é uma condição que reúne vários sintomas inespecíficos e que tornam o diagnóstico muito difícil. É uma doença que afeta pessoas de todas as raças e idades e que, e não for tratada, a taxa de mortalidade pode ser superior a alguns cancros, como o da mama ou o colo-retal.
Esta doença grave e progressiva pode dificultar as tarefas do dia-a-dia e ter um impacto muito grande na qualidade de vida dos doentes. Existem 5 tipos de HP e cada um afeta de forma diferente os doentes, uma vez que existem várias causas da doença e diferentes formas desta se expressar. Não há cura para esta doença, mas existem várias opções de tratamento que ajudam a controlar a doença: fármacos, terapia com oxigénio e transplante de pulmões (nos casos mais graves).

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Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional


O Vinagre Moura Alves é produzido em Sangalhos, por método completamente artesanal, e acaba de vencer a 3.ª edição do Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais Portugueses que decorreu no passado dia 13 de abril, no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, promovido pela Qualifica/oriGIn Portugal.
Sobre este importante prémio, JB conversou com Isabel Alves, diretora comercial e filha do produtor e conhecido enólogo Rui Moura Alves.
“Foi a primeira vez que concorremos a este concurso. Como deve compreender, estamos muito felizes por vencer nas duas principais categorias”, avança.
O concurso realizou-se em Santarém, onde estiveram presentes a concurso 17 vinagres de vinho nacionais, completamente artesanais e produzidos apenas por pequenos produtores.
Um certame que visa premiar, promover, valorizar e divulgar os Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais, genuínos e exclusivamente produzidos em Portugal.
“O nosso vinagre ganhou a Medalha de Ouro na categoria de vinagres de vinho e ganhou o prémio Melhor dos Melhores de todas as categorias”, diz com orgulho a diretora comercial da Vinagreira Moura Alves, que produz atualmente dois tipos de vinagre: o vinagre que foi a concurso e que tem um estágio de 10 anos e o vinagre Reserva Especial que estagia entre 14 e 15 anos, produzido a partir de vinhos mais graduados. “O vinagre Reserva Especial ainda não está no mercado mas vai ser apresentado durante a Feira Nacional de Agricultura, que vai decorrer, em junho, em Santarém”, sublinha Isabel Alves, que a JB destaca o longo processo na produção deste vinagre único e tão exclusivo: “O nosso vinagre é feito por um processo inteiramente artesanal, pois demora 10 anos a transformar o álcool em ácido acético”.
Em estágio na vinagreira estão, neste momento, cerca de 50 mil litros de vinagre.
“Vendemos cerca de 2.500 litros de vinagre por ano, um valor que tem vindo a aumentar substancialmente, mas é preciso ter presente que vendemos garrafas de 100, 250 e 500 ml, o que significa que precisamos de vender milhares de garrafas”.
“Não existe segredo na produção deste vinagre. É um vinagre natural, feito apenas com vinho de qualidade. Não fazemos vinagre de vinho azedo. Isso é um erro”, destaca a responsável, para quem o prémio agora alcançado é “o reconhecimento de décadas de trabalho, uma vez que neste tipo de vinagre fomos os primeiros que, no país, iniciámos a comercialização”.
A zona de Lisboa e o Norte do país são os principais destinos deste nobre vinagre. “Os nossos clientes são muito garrafeiras, lojas gourmet, sendo o maior cliente o El Corte Inglés, que todas as semanas faz encomendas. Não vendemos para grandes superfícies, pois este é um produto delicado e muito seleto”, destaca, salientando ser este prémio “muito bom para a promoção do nosso vinagre”, mas porque o prémio lhes dá o direito de participar com stand próprio na 53.ª edição da Feira da Agricultura, que se realiza em Santarém, de 4 a 11 de junho, assim como, durante um ano, a rotulagem deste vinagre irá ser acompanhada por uma “medalha de ouro”.
Isabel Alves recorda ainda como começou a aventura da produção de vinagre: “o projeto foi iniciado na década de 80, por brincadeira. Como tínhamos o laboratório de análises enológicas e muito vinho de amostras, o meu pai decidiu começar a aproveitar o que sobrava das melhores amostras e tentar fazer vinagre. Uma experiência que ao fim dos primeiros 10 anos foi dada a provar a um leque de amigos, que ficou rendido à qualidade do vinagre. A aprovação foi de tal ordem que lhe ofereceram o rótulo (imagem) para o incentivar a comercializar. O grande amigo Luís Lopes, diretor da Revista de Vinhos, foi um dos maiores impulsionadores deste projeto, tal como mais tarde o chef Hélio Loureiro”.
Há uma década que o negócio assumiu uma dimensão séria e profissional. Neste momento, o vinagre Moura Alves é exportado para Canadá, França, China e Bélgica.
Catarina Cerca

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Sangalhos: Parque infantil do Passal regressou à Câmara


O mau estado de conservação em que se encontra o parque infantil no jardim do Passal, junto à Igreja Matriz de Sangalhos, não é a primeira vez que é abordado em reunião de câmara.
A vereadora Lígia Seabra, do PSD, justificou a necessidade urgente de intervir naquele local porque aquele equipamento, já com muitos anos, não é seguro para as crianças, para além de não cumprir a legislação em vigor.
Embora esteja localizado num sítio privilegiado, a vereadora diz que não é usufruído dado o piso ser em areia e já ter os equipamentos antiquados e degradados.
Por isso, também o autarca António Floro, em entrevista a JB, tenha já defendido a requalificação deste equipamento, ainda que, na altura, tenha referido que tal só será possível com apoio da Câmara Municipal.
Agora, na reunião de executivo Lígia Seabra questionou a edil Teresa Cardoso sobre esta intervenção: “Para quando a requalificação do mesmo?”, lembrando que “da última vez respondeu-me que no Orçamento de 2016 estava verba aprovada para os parques infantis, dependeria das conversas com os presidentes de junta”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso admitiu estar nos planos da Câmara Municipal requalificar os parques infantis que exigem uma verificação devido à legislação em vigor, tendo, por isso, solicitado o reforço de equipas técnicas nesta área.
A substituição do equipamento e requalificação do parque infantil aguarda orçamentos para depois se poder avançar com este melhoramento tão desejado pelos casais da freguesia com filhos pequenos.
CC

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Sangalhos: Onda solidária a favor da Paula para ajudar a custear tratamentos e recuperação


 

“A Paula não quer desistir! Então não sejamos nós a cruzar os braços. Não vamos virar as costas à Paula.” É desta forma que familiares e amigos falam da Paula Alexandra Martins, de 38 anos, através da página criada no facebook para dar a conhecer o seu caso, mas também para divulgar as inúmeras iniciativas em curso que visam angariar fundos para ajudar os pais a suportar os tratamentos dispendiosos que está a realizar numa clínica privada, na cidade do Porto.
Melhorar o mais possível a qualidade de vida da Paula é o objetivo último, ainda que todos estejam cientes de que a jovem jamais voltará a ser como era.

Paragem cardiorrespiratória. A vida da Paula Alexandra foi, até aos 36 anos, perfeitamente normal. Casada, com dois filhos, tratava da casa, da família, assim como colaborava nas tarefas administrativas da empresa do marido. Tinha uma vida pela frente, com projetos e sonhos, como qualquer outra pessoa. Uma vida interrompida de forma abrupta quando, em janeiro de 2014, na preparação para uma intervenção cirúrgica, sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
As sequelas deixaram-na num estado praticamente vegetativo: sem conseguir falar ou comunicar, tetraplégica, a usar fraldas, a ser alimentada por uma sonda e a ter de ser submetida a uma traqueostomia para respirar.
Nestes últimos dois anos, tem estado presa a uma cama, sem qualquer perspetiva de melhorar. O seu corpo é a sua prisão e depende 24h/dia da ajuda de terceiros. Passou por um Centro de Reabilitação, por uma Unidade de Cuidados Continuados, por uma Clínica, mas nos últimos 15 meses é a mãe que trata da Paula a tempo inteiro.

Recuperação lenta. Apesar do tempo que já passou, familiares e um grupo de amigos não desistem e fazem tudo por um sinal de melhoras. Como se diz, “enquanto há vida, há esperança” e é essa máxima que os impele a procurar soluções que, se não podem trazer a “velha” Paula de volta, lhe proporcione, ao menos, mais qualidade de vida.
Assim, através da amiga Susana Santiago, proprietária do comércio Girassol do Futuro, em Sangalhos, a família teve conhecimento da existência de uma Clínica de Reabilitação Neurológica situada no Hospital da Ordem do Carmo, no Porto, especializada em tratar pessoas com doenças neurológicas. Um espaço onde uma equipa mista de médicos, terapeutas e outros profissionais de saúde, com vasta experiência pluridisciplinar tratam de várias patologias do foro neurológico.
A equipa é coordenada pelo médico cubano Lázaro Álvarez que, depois de realizar uma avaliação em novembro de 2015, confirmou a possibilidade de alguma recuperação vista pelos mais próximos de Paula como a derradeira tentativa para a resgatar do estado em que se encontra.
Lurdes Martins, mãe de Paula, sublinha que estão a tentar estimular algumas funções cerebrais, mas reconhece que este é um processo muito lento. A acompanhar a filha no Porto, garante que irá até onde as suas forças permitirem, pois é a única filha que tem. Nunca se conformou com o destino e juntamente com o marido, Amadeu Martins, (residentes em Recardães, Águeda) têm sido os principais responsáveis na luta pela recuperação de Paula, juntamente com outros familiares e muitos amigos, aos quais se começam agora a juntar muitos anónimos, numa enorme onda solidária.
“A recuperação é lenta, mas já é visível. A Paula reagiu muito bem ao primeiro ciclo de tratamentos (estímulos cerebrais, ozono, terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia), mas precisa continuar os tratamentos”, diz Susana Santiago, amiga e grande impulsionadora da campanha “Um donativo pela Paula”.
Neste momento, a Paula está no segundo mês de um ciclo de mais 28 sessões de tratamento. O único senão é o custo mensal (6.350 euros), que os pais não podem suportar.

Onda solidária. De boca em boca ou através das redes sociais, a verdade é que se está a formar uma onda solidária na recolha de material vário para reciclar. Familiares, amigos e voluntários pedem a todos que recolham tampinhas das garrafas de plástico, latas de sumos, rolhas de cortiça, jornais, revistas, cartão. Tudo isto vale dinheiro que pode ajudar a suportar os custos com os tratamentos da Paula. “É só dizerem que têm que vou recolher. Não vamos desistir da Paula”, diz Susana Santiago, que fala de ideias e projetos a desenvolver em 2016, entre os quais um jantar concerto solidário, já no próximo dia 20 de maio, no restaurante D. Rogério (Oiã), seguindo-se uma caminhada solidária, em data a marcar.

Como pode ajudar

Conta solidária a favor da Paula
IBAN PT50003502850007465690091 BIC CGDIPTPL

Locais de recolha de material para reciclar
Centro Paroquial de Aguada de Cima, de preferência ao sábado à tarde (quando se encontra alguém), durante a semana se não tiver ninguém pode-se deixar à porta; Bombeiros Voluntários de Vagos; Café “Aposta Aqui”, fica atrás do ginásio Knock-Out Health Club, Edifício a Torre, em Aveiro, perto do Jumbo; Imobiliária GuiaImóvel em frente ao ginásio Knock-Out Health Club, Aveiro e em Sangalhos, no Girassol do Futuro e também na sede do Jornal da Bairrada, em Oliveira do Bairro.

Facebook
“Um donativo para a Paula” é o nome da página criada por familiares e amigos da Paula no Facebook. Ali é feito um apelo à generosidade de todos, mas também que todos visitem e partilhem esta página, por forma a chegarem mais longe, nesta rede solidária.

Catarina Cerca

 

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Sangalhos: Projeto do Velódromo em análise na Holanda


O Centro de Alto Rendimento (CAR) de Anadia / Velódromo Nacional, em Sangalhos, uma infraestrutura do Município de Anadia, vai estar em destaque num workshop a realizar em Haia, nos Países Baixos, no próximo dia 8 de março, no âmbito de um estudo encomendado pela União Europeia ao Centre for Strategy & Evaluation Services LLP (CSES – Centro para Estratégia e Avaliação de Serviços).
A importância, para o desenvolvimento regional, dos investimentos feitos na área do desporto, com recurso aos Fundos Estruturais, é o que a União Europeia pretende ver demonstrado no estudo que vem sendo realizado pelo CSES. Neste sentido, os responsáveis por este trabalho estão a analisar a forma como o desporto e a atividade física vêm sendo apoiados pelos Fundos Estruturais dos quadros de 2007-2013 e 2014-2020, estando também a delinear os contributos que poderão ser dados a quem pretenda desenvolver projetos similares no futuro. Estão já disponíveis os dados preliminares deste estudo, mas a equipa pretende agora conhecer melhor os casos de sucesso e de boas práticas, de que o CAR de Anadia é exemplo.
A Câmara Municipal de Anadia estará, assim, representada em Haia, onde irá ser explicada a natureza do contributo deste investimento para o desenvolvimento socioeconómico do concelho, os resultados do projeto e os seus impactos.
O CAR de Anadia foi considerado um bom exemplo de apoio a uma entidade com competências na área do desporto, com vista à promoção das suas oportunidades de negócio, ao mesmo tempo que demonstra de que modo o investimento público suportou o desenvolvimento de uma infraestrutura com objetivos que ultrapassam o mero apoio a atividades desportivas.
O investimento fez parte de uma estratégia mais alargada, destinada a criar um equipamento de dimensão nacional e internacional, a fim de atrair competições e eventos, e a servir como ponto de partida para outros desenvolvimentos. Recordamos que o CAR representou um investimento na ordem dos 15 milhões de euros.

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Bairrada é palco de grandes e reputados eventos vínicos


Os gloriosos tempos estão a voltar à Bairrada. Mas como nada se faz sem trabalho, há que caminhar trabalhando… Prova de que o pior já era, são as várias distinções que o sector vitivinícola tem trazido para a região. Este ano é também marcado pela realização de grandes eventos na Bairrada, o que revela o seu enorme potencial, não apenas no vinho. A região vai ser palco de três grandes eventos vínicos. O primeiro é já amanhã, com a realização da 19.ª Gala da Revista de Vinhos, na qual são consagrados ‘Os Melhores do Ano de 2015’. Seguem-se o concurso Portugal Wine Trophy e a Gala de Entrega dos Prémios do Concurso Vinhos de Portugal.
A Revista de Vinhos elegeu a Bairrada para a realização da 19.ª edição da Gala ‘Os Melhores do Ano 2015’. Este é um evento épico onde a publicação distingue os melhores vinhos provados durante o ano findo, ao mesmo tempo que atribui cerca os tão aguardados ‘Prémios Especiais’ a um conjunto de empresas e personalidades, galardoadas com as “famosas” estatuetas prateadas. A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, acontece amanhã no coração da Bairrada, tendo como palco o Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, no concelho de Anadia, reunindo cerca de 1000 pessoas do sector do vinho e da gastronomia portuguesa, sendo a maior concentração de profissionais do ramo em Portugal, conta com o apoio do Município de Anadia.
Anadia, mas desta vez a cidade, vai também ser palco de outro evento, desta vez de âmbito internacional. Referimo-nos ao ‘Wine Trophy’ – que este ano se intitula de ‘Portugal Wine Trophy 2016’ porque se realiza no nosso país –, considerado um dos mais importantes e maiores concursos mundiais de vinhos. Este ano Portugal foi o país escolhido, tendo como centro de operações o Museu do Vinho Bairrada, entre os dias 05 e 08 de Maio. Habitualmente realizado em Berlim, a edição anterior teve lugar na Coreia do Sul, em Daejeon.
Durante o mês de Maio a Bairrada volta a receber um importante acontecimento: a última prova, na qual são eleitos as Grandes Medalhas de Ouro, e a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Vinhos de Portugal. O primeiro momento conta com a presença de sonantes nomes da crítica internacional – Dirceu Viana Júnior, Jancis Robinson e Joshua Greene – e vai ter lugar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e o segundo no Bussaco Palace Hotel, situado na Mata do Bussaco, no Luso.

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Bicicletas contam história da freguesia e das profissões


Quem diz que a brincar não se aprende? No Centro Escolar de Sangalhos as crianças que frequentam, o Jardim de Infância e da Escola Básica têm aprendido (e muito) sobre as bicicletas, a sua ligação à freguesia e até sobre algumas profissões que, no passado, elegeram as duas rodas como meio de transporte dos seus profissionais.
Na véspera do desfile de carnaval, que juntou na tarde da última sexta-feira, crianças do Centro Escolar e utentes da Misericórdia de Sangalhos, estivemos no Centro Escolar onde Amílcar Costa, coordenador daquele estabelecimento de ensino, falou do sucesso do projeto que envolveu a comunidade educativa local. Em exposição, durante uma semana (que deveria ser alargada, dada a originalidade e beleza dos trabalhos elaborados), estiveram 33 bicicletas decoradas por alunos e pelos seus familiares.
Serviu de mote ao projeto “O uso da bicicleta, em Sangalhos, ao longo dos tempos”.  E porque o uso da bicicleta está, nos dias que correm, cada vez mais na moda, a partir daqui foi só dar asas à imaginação. O resultado esteve patente no átrio do Centro Escolar: 33 bicicletas decoradas com muita originalidade, a maioria retratando profissões que em tempos idos usavam este meio de transporte.
Integrando o Plano Anual de Atividades do Centro Escolar, esta iniciativa procurou dar a conhecer às crianças a importância que a bicicleta teve e ainda tem na freguesia.
Amílcar Costa revela que “boa parte da história da freguesia está intimamente ligada à indústria das duas rodas”, recordando a importância que teve na economia local as muitas dezenas de fábricas e armazéns que aqui existiram e que tiveram como tempos áureos as décadas de 40 a 70. Décadas em que o ciclismo era uma modalidade de grande peso projetando o clube da terra (que tinha pista) no panorama desportivo nacional e internacional, graças a ciclistas como Alves Barbosa, Antonino Baptista, Venceslau Fernandes, Joaquim Andrade, Herculano Oliveira e Celestino Oliveira.
O docente destaca ainda que muitas crianças ficaram a saber que a sede da Associação de Ciclismo de Aveiro (ACA) está instalada precisamente nesta freguesia; que o Centro Escolar se localiza junto ao Velódromo Nacional (único no país), não deixando de reconhecer que a intenção de construir uma ciclovia que ligue a Curia ao Velódromo, a Pista de BMX, a criação do Museu das Duas Rodas (a inaugurar no verão, no Velódromo), o aparecimento das b-AND – bicicletas públicas de Anadia e a entrada em funcionamento do projeto “O Ciclismo vai às Escolas” através de uma parceria entre a Câmara Municipal de Anadia e o Clube de Ciclismo da Bairrada, foram alguns dos assuntos e temas dados a conhecer aos alunos.
Depois de sabida a lição, em casa, com ajuda dos pais, os pequenos deram largas à imaginação. A originalidade e empenho na decoração das bicicletas superou as melhores expectativas. Usando materiais recicláveis, recriaram profissões que na freguesia (padeiro, amolador de tesouras, polícia, vendedor de jornais, carteiro, florista) elegeram a bicicleta como meio de transporte, numa época em que o era também para a maioria das pessoas da terra.
“Os trabalhos estão excelentes e têm recebido rasgados elogios. Todos eles mostram a envolvência da comunidade educativa no projeto”, diz o docente.

Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Livros: “Sangalhos de Ontem e de Hoje, a monografia que faltava


“Esta obra vem dar um excelente contributo para a construção de um futuro risonho para a freguesia e para as suas gentes. Benício Miguéis ama a sua terra e acaba de dar uma eloquente prova desse amor. Merece a nossa gratidão.” Foi desta forma que o investigador e historiador sangalhense, Luís Seabra Lopes (a quem coube a apresentação da obra) se referiu à monografia “Sangalhos de Ontem e de Hoje” e ao seu autor, o igualmente sangallhense Benício Miguéis.
A apresentação e lançamento desta monografia teve lugar no sábado, dia 12, no auditório da Junta de Freguesia de Sangalhos que se encheu de amigos e conterrâneos do autor.
Na ocasião, Luís Seabra Lopes falou das origens bastante remotas da vida de Sangalhos (séculos IX). Os presentes ficaram a saber que a referência mais antiga a Sangalios é do ano de 957 e que Sangalhos é uma vila cuja “história tem vindo a ser objeto de vários estudos e monografias desde o início do século XX”, referindo-se mais concretamente ao sangalhense Joaquim da Silveira, amante dos temas históricos e prestigiado a nível nacional sobretudo como toponimista; e de Bento Lopes, outro sangalhense, que em 1978 incluiu algumas páginas sobre Sangalhos num estudo etnográfico sobre a Bairrada e numa monografia, publicada dois anos depois, sobre o concelho de Anadia. Falou ainda dos inúmeros escritos do pároco Padre Miguel Ferreira que “publicou na sua folha dominical, entre 1984 e 1988 uma sequência de pequenos e despretensiosos estudos” sobre a história da freguesia, recorrendo sobretudo aos registos paroquiais, mas também a Luís Malheiro que, em 1997, publicou os resultados de pesquisas arqueológicas por si realizadas em Sangalhos.
O próprio Luís Seabra Lopes tem sido um estudioso sobre a freguesia, responsável por várias investigações e estudos. Nas últimas décadas as suas investigações sobre a freguesia deram origem à publicação: “A longa história de Sangalhos: uma síntese documentada”, publicada em 2011.
Sobre o autor Benício Miguéis diria ter-se debruçado sobre a história mais recente, do século XX. “Tem vindo a acumular ao longo dos anos jornais publicados em Sangalhos e recortes de jornais relativos a Sangalhos, entre outro material”.
Um livro com 510 páginas e mais de 300 fotografias que obrigou à consulta de diversas fontes. “Estamos perante o trabalho de um memorialista”, disse, avançando que nesta obra Benício Miguéis “teceu a sua narrativa partindo da sua própria vivência e das suas próprias memórias. Complementou depois essas memórias com recurso a notícias contemporâneas encontradas principalmente nos jornais e recortes que foi colecionando metodicamente ao longo de décadas”.
São 25 capítulos onde o autor fala de tudo um pouco: um resumo sobre o meio físico e as origens de Sangalhos; os órgãos autárquicos e os seus protagonistas; a Igreja Matriz, as capelas e os padres; atividades económicas; vias de comunicação, infraestruturas públicas, ensino primário e secundário, instituições de saúde e assistência social, etnografia, vida cultural e artística; desporto e associativismo; pessoas notáveis; casas e quintas com interesse. Pelo meio aparecem incontornáveis detalhes, curiosidades e pequenas estórias.
Um livro com o qual se aprende que “a primeira metade do século XX foi, tudo o indica, um ponto alto na história da freguesia, fruto talvez da construção do caminho-de-ferro, da criação da cadeira de ensino primário na freguesia, desenvolvimento do comércio e da indústria, dos setores das duas rodas e dos vinhos, do desenvolvimento social, cultural e desportivo (Teatro Paraíso, Éden Teatro, Santa Casa de Misericórdia de Sangalhos, Colégio Nacional, Sangalhos DC”.
Na ocasião António Floro, presidente da Junta de Freguesia local, destacou a importância da obra que “nasce de um sonho” e foi “concretizado pelo engenho e arte do nosso muito estimado Benício Miguéis”, autor de “um livro que é um suporte importantíssimo de conhecimento que se partilha e se dá ao mundo para os nossos filhos e os filhos deles.”
Um dia “que fica para a história da nossa freguesia”, referiu o autarca.
Parco em palavras, o autor agradeceu à Junta de Freguesia, na pessoa de António Floro e a Luís Seabra Lopes, assim como a Armor Pires Motas (amigo de longa data, que ajudou a corrigir o livro).
Catarina Cerca

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Sangalhos: Monografia “Sangalhos de ontem e de hoje”, apresentada sábado, no auditório da JF


No próximo sábado, dia 12, vai ser apresentada a monografia, “Sangalhos de ontem e hoje”, da autoria de Benício Miguéis, cerimónia que terá lugar no auditório da Junta de Freguesia de Sangalhos, com início às 15h30. Será apresentador o historiador, investigador e docente universitário Engº. Seabra Lopes.
Benício Miguéis cumpre assim um desejo: “como sangalhense gostava que ficasse para os vindouros tudo o que tivesse possibilidade de registar sobre esta minha amada terra”, como realça na abertura do livro, que não é um livro qualquer, é enorme no formato, A4, na densidade dos temas abordados, na quantidade de páginas, exactamente 510, no número de fotografias, mais de 300.
É um registo que abarca grande diversidade de assuntos e mostra bem quanto trabalho exaustivo, quanto denodado esforço e quanta salutar coragem o autor teve para recolher em livro muita história da grande freguesia de Sangalhos, fazer memória de usos e costumes, de figuras, iniciativas, comércio e indústria.
Se Benício Miguéis de Sangalhos antigo se limita a transcrever o que algumas pessoas foram buscar a fontes a que ele não teve acesso, já o mesmo não acontece com Sangalhos no séc. XX. Para chegar onde chegou e concluir este levantamento importante para a memória futura, o autor andou muitos anos pesquisando em jornais e revistas e fazendo recorte de tudo o que falasse da freguesia.
Com paixão, com coragem, mas houve também desalentos e suportou alguns sorrisos desencorajadores. Muita coragem mesmo, pois abalançou-se a publicar esta obra sem quaisquer ajudas oficiais. Para bem da comunidade.
São 24 os capítulos: Território e Povoamento, Agricultura, Comunicações e Transportes, Luz do progresso, Sangalhos e a política, Usos e Costumes, Indústria Comércio, Etnografia, Vida cultural e artística, Publicações diversas, Ensino, Santa Casa da Misericórdia, Associativismo, Sangalhos Desporto Clube, Recordando, Profissões extintas ou em vias de extinção, à volta da igreja, Igreja de S. Vicente e capelas dos lugares, Quintas, Casas antigas, Figuras em destaque, Assuntos polémicos, Curiosidades e “Estórias” de Sangalhos do século XX – enfim, um manancial de informação para quem quer saber alguma coisa da vila de Sangalhos, um roteiro notável sob muitos aspectos.
Assim saiba entender a população este esforço, a riqueza deste trabalho que era necessário ser feito e que deve ser reconhecido pela população, marcando presença massiva neste evento no próximo sábado.
Armor Pires Mota

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Centro Escolar Sangalhos: Oitenta chapéus “de gritos” exibem criatividade de alunos


No âmbito da celebração do “Dia das Bruxas”, o Centro Escolar de Sangalhos, do Agrupamento de Escolas de Anadia, organizou o I Concurso/Exposição de Chapéus de Bruxa(o).
A exposição esteve patente ao público de 28 a 30 de outubro, reuniu cerca de 80 chapéus elaborados pelos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo, em conjunto com as suas famílias.
Os trabalhos expostos foram feitos em materiais reciclados, alusivos com o “Dia das Bruxas” e expostos junto à Biblioteca Escolar.
A atribuição dos prémios teve em consideração a criatividade, originalidade, a diversidade dos materiais utilizados e respeito pelo tema. A votação decorreu durante os três dias do evento, através de um boletim do voto preparado para o efeito e utilizado pelo visitante.
Esta atividade pretendeu introduzir do vocabulário alusivo ao tema, convidando os alunos a fazerem um exercício de “brainstorming” no qual aprenderam o vocabulário sobre o mesmo.
Salientamos ainda a socialização e promoção do convívio respeitando as normas estabelecidas e as regras de segurança. Finalmente, dar a conhecer a origem do “Dia das Bruxas” e explorar a criatividade e a promoção do domínio das línguas inglesa e portuguesa. Agradecemos a cooperação de todas as turmas e o envolvimento e participação de toda a comunidade escolar.
Alunos da turma E do C.E. Sangalhos

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