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Sangalhos recebe Festa das Clássicas, dia 28


Promete ser um verdadeiro regresso ao passado. No próximo dia 28 de junho, Sangalhos será palco de uma mostra inédita da indústria das duas rodas. Uma mostra que promete fazer descobrir e reviver tempos em que Sangalhos viveu os anos de ouro da indústria das duas rodas.
Assim, no dia 28 (domingo), numa organização da “SóClássicas” realiza-se a “Festa das Clássicas de Sangalhos”, com o seguinte programa:
Concentração na Junta de Freguesia;
Passeio pela zona com paragens por antigas fábricas e armazéns emblemáticos da zona;
Visita ao Velódromo de Sangalhos, e às futuras instalações do Museu das Duas Rodas;
Almoço de leitão assado e vinho espumante da região;
Gincana à antiga com rampa, pinos e prova de equilíbrio “parado”;
Concurso de elegância com sete categorias;
Sorteio duma motorizada clássica, capacetes, seguros e outros prémios.

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Sangalhos: Viagem a França, no âmbito da geminação


Entre os dias 15 e 21 de julho, um grupo de sangalhenses (que se espera e deseja numeroso) vai estar por terras de França, no âmbito da geminação com La Chaize le Vicomte.
A JB, o autarca António Floro faz um apelo à adesão dos sangalhenses a esta deslocação, já que a geminação tem aproximado estas duas localidades que periodicamente se encontram através de deslocações de populares. “Sempre que o grupo francês se desloca a Sangalhos a comitiva integra sempre cerca de quatro dezenas de participantes, mas a portuguesa nunca ultrapassa as 15 ou 17 pessoas”. Por isso, diz que esta é uma boa oportunidade para se conhecer esta região francesa a custos bastante reduzidos, já que a estadia e alimentação vão estar por conta dos amigos franceses. “Só terão de pagar a deslocação”.
Todos os interessados devem contactar Silvana Marques (934155281), Hipólito Santos (962369179) ou Manuel Almeida (919272089).

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Sangalhos: Convívio organizado pela ADASFES envolve 800 dadores


Um enorme sucesso. Este é o balanço do convívio nacional e internacional que trouxe no último sábado, dia 6 de junho, cerca de 800 dadores de sangue a Sangalhos.
Numa organização da ADASFES (Associação de Dadores de Sangue da Freguesia de Sangalhos), em parceria com a FAS (Federação das Associações de Dadores de Sangue de Portugal), a vila de Sangalhos foi palco, durante o dia de sábado, do convívio que ficará para a história da associação, não só pela forma organizada em que decorreu, mas sobretudo pela moldura humana que trouxe uma outra vida e colorido diferente à localidade.
Cerca de 800 dadores, em representação de 25 associações de sangue do país, a que se juntou uma delegação de 11 dadores de sangue espanhóis, tiveram em Sangalhos um dia de confraternização de grande qualidade, marcado por diversas iniciativas de índole cultural (arruada, atuações da Banda de Música dos Covões, Grupo Coral Oásis, Orquestra Desigual da Bairrada e dos ranchos folclóricos de Vila Franca das Neves – Trancoso e da Casa do Povo de Vilarinho do Bairro).
Com um programa vastíssimo e com vários momentos altos ao longo do dia (visita ao Velódromo Nacional e ao Aliança Underground Museum, arruada entre o Jardim do Passal e a sede da Junta de Freguesia, onde decorreu o almoço e os vários momentos de animação), o maior destaque vai para a sessão solene de boas-vindas, que decorreu no Jardim do Passal.

Festa de todos os dadores. Armando Costa, presidente da ADASFES, lembrou que o convívio só é possível porque no país existem dadores de sangue, sendo esta a festa de todos os dadores do país. Um evento só possível de realizar a uma pequena associação como a ADASFES graças ao apoio da Câmara Municipal de Anadia e da Junta de Freguesia de Sangalhos que, desde a primeira hora, abraçaram o evento.
Aos muitos convidados presentes, traçou resumidamente o historial da ADASFES, que nasceu na década de 90, graças a um pequeno grupo de dadores, não deixando de reconhecer o esforço da delegação espanhola presente no evento.
Na ocasião, Mário Martinho, secretário da Junta de Freguesia de Sangalhos, destacou a causa nobre que juntou no local tantas centenas de dadores, “pessoas que dão um pouco da sua vida pelos outros”.
Por seu turno, o padre Manuel Melo, perante tão elevado número de participantes, convidou a uma passagem pela casa que todos acolhe, a belíssima Igreja Matriz de Sangalhos, procedendo ainda à bênção da bandeira da ADASFES. Na ocasião, homenageou os dadores de sangue falecidos, assim como deixou palavras de apreço e gratidão a cada um dos presentes: “dão uma lição de vida ao contribuir com as vossas dádivas para que outros possam viver”, fazendo votos que todos continuem a caminhar dentro do espírito altruísta com que abraçaram esta missão.
Martin Mansenido Fuentes, presidente da Federação de Donantes de Sangre de Espanha e presidente Honorário da FIODS – Federação Internacional das Organizações de Dadores de Sangue, mostrou-se muito agradado com o facto dos dadores espanhóis poderem estar a compartilhar esta jornada e agradável e significativa encontro para as estruturas associativas dos dadores de sangue.
Joaquim Silva, presidente da FAS, mostrou-se bastante sensibilizado para a forma como uma pequena associação abraçou a realização de tão grande e importante evento, retomando estes encontros. “Um desafio que eles conseguiram realizar”, deixando ainda a nota do que é intenção da direção da FAS visitar as associações de dadores do país e perceber, no terreno, as necessidades e angústias de cada uma delas.
A edil anadiense Teresa Cardoso destacou “a forma voluntária como todas as associações se dedicam a esta causa tão meritória e tão nobre”, já que “são dádivas de sangue que salvam vidas, de forma anónima, num verdadeiro sentimento de respeito e de amor ao próximo”.
Por fim, Luís Negrão, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, centrou as suas palavras no doente e que podem ter a certeza de que “o sangue que chega aos hospitais é de qualidade, seguro e eficaz”.
Foram ainda entregues duas gotas de cristal, uma a Augusto Mateus Silva, de Grândola e outra a Carlos Ribeiro, de Tomar, por terem completado mais de 100 dádivas.
Catarina Cerca

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PARAIMO: Ponte pedonal sobre a variante à EN 235 não avança


A pretensão da população do Paraimo (Sangalhos) em ver construída uma ponte pedonal sobre a variante à EN 235 não será concretizada.
Isso mesmo foi explicado pela edil anadiense na última reunião de câmara, realizada no passado dia 27 de maio. Instada pela vereadora Lígia Seabra, do PSD, a pronunciar-se sobre esta questão, a presidente de Câmara avançou que “na altura ficou a promessa no ar” e que “não existe nenhum compromisso escrito”. Ou seja, depois de contactos com as Estradas de Portugal, ter-lhe-á sido explicado não fazer sentido realizar este tipo de investimento porque ali bem próximo existe uma passagem inferior.
“As entidades agarram-se a esta justificação porque também não têm disponibilidade financeira para fazer este investimento nesta altura”, explicou.
A vereadora Lígia Seabra recordou que esta pretensão foi feita aquando da “inauguração da variante, em 2005”. Uma obra prometida à autarquia pelas Estradas de Portugal”, sublinhando existir indicação de que a obra iniciaria em 2006. “Foi comprado terreno para o efeito, terreno esse que se mantém lá disponível e nada nele foi feito, com prejuízos diários para a população do Paraimo, que ficou dividida pela variante e com danos de vida provocados pelo atravessamento da via a pé, como os que tivemos recentemente em trágico acidente”, explicou. Por isso, questionou: “quais os contactos e pressão feitos por este executivo e que respostas tiveram?”.
A edil acrescentou ainda que “existem vedações e que são frequentemente vandalizadas por populares” que teimam em atravessar a variante (o que é proibido), e que uma equipa vem com frequência corrigir as vedações danificadas.

CC

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Anadia: Lions Clube da Bairrada distingue personalidade e instituição do ano


Foi efetivamente uma “Grande Noite”, de grandes emoções, de expressivas palavras de respeito, de admiração e reconhecimento dirigidas aos galardoados, Albano Jorge e Sangalhos Desporto Clube, mas também de manifestações de arte musical, a que se viveu no passado sábado, dia 23 de maio, no Cineteatro de Anadia. Uma noite que certamente ficará gravada nos anais do Lions Clube da Bairrada e mesmo do município de Anadia.
Foi em silêncio, perante uma plateia repleta de pessoas vindas de todo o município, nomeadamente de Sangalhos, Mogofores e Amoreira Gândara, e num palco ainda sem luz, que os “pequenos cantores de Cluny”, do Colégio de Nossa Senhora da Assunção tomaram lugar para, com a sua extraordinária atuação, iniciarem o enquadramento musical programado para tornar ainda mais agradável esta grande festa.
Sob a batuta do maestro professor Celestino Ortet, que acompanhou com o órgão as várias composições de música coral adaptadas aos muito jovens intérpretes, os pequenos cantores encantaram uma sala rendida à harmonia das suas vozes, ao seu entusiasmo e ao ritmo dos seus movimentos, tributando-lhes um nunca acabar de aplausos.
Antes da sua retirada do palco foi o momento de lhes ser dirigida pela presidente do Lions Clube da Bairrada, Isilda Alves, uma saudação de admiração e agradecimento, que simbolizou na entrega de flores à diretora pedagógica do Colégio, Irmã Idalina Faneca.
Não sabemos se foi ou não premeditado, mas aqueles momentos de silêncio que se registaram na entrada e antes da atuação dos “pequenos cantores”, levaram-nos a pensar que estávamos perante um vazio ou uma grande tela branca, onde algo se iria desenhar e pintar.
Assim aconteceu, pois a seguir às primeiras pinceladas de graça e cor dos “ pequenos cantores” foi a vez da “Orquestra Desigual da Bairrada” , desigual, não por ser desafinada, mas sim por ter como presidente uma senhora, Esmeralda Ferreira, e cada músico vestir a seu modo e cor, além de interpretar composições musicais de géneros e raízes bem diversas.
De resto, o facto de serem diversos os instrumentos utilizados e dispor de um grupo de vozes femininas e masculinas intérpretes de diversas melodias, que constam do seu reportório, fazem deste grupo musical bairradino um caso exemplar de dedicação à música e espírito inovador.

Personalidade do Ano – Albano Jorge. Logo após primeira parte da atuação da Orquestra, chegamos ao primeiro ponto alto do evento, com a atribuição do galardão “Personalidade do Ano”, a Albano Jorge, que não sendo bairradino de nascimento, aqui se radicou há muitos anos, por razões de ordem profissional.
Em virtude da sua inclinação desde muito novo para a representação, iniciou, com o grupo “Baluarte”, de Amoreira da Gândara , um trabalho cultural multifacetado, com relevância para o teatro e para a dança, dedicando especial atenção à juventude da terra.
De caráter profundamente solidário, tornou-se mais tarde elemento ativo da ADABEM – Associação de Dadores Benévolos de Mogofores, promovendo dádivas de sangue , mas fazendo também ação cultural nas áreas do teatro e da música.
A sua biografia foi traçada em “powerpoint” organizado pelo C.L. Alexandre Pereira.
Na ocasião, Albano Jorge, no seu jeito informal, mas sempre com toque de artista, falou do seu percurso de vida familiar e profissional, numa quase conversa em família que motivou alguns sorrisos e aplauso de toda a plateia.
Depois, foi a entrega de placa representativa do galardão, feita pela presidente Isilda Alves e pelo Secretário Alexandre Pereira do Lions Clube da Bairrada, momento sublinhado pela plateia que se levantou para um aplauso emocionante, perante o agradecimento da Personalidade do Ano.

Instituição do Ano – Sangalhos D.C. Seguiu-se a segunda parte do programa da “Orquestra Desigual”, após o que se chegou ao segundo ponto alto do evento, com a entrega do galardão “Instituição do Ano” ao Sangalhos Desporto Clube.
A rica história de 75 anos de vida, completados em 2 de maio passado, desta associação desportiva, foi traçada em “powerpoint” que focou os aspetos mais relevantes da sua atividade, realçando a extraordinária popularidade das equipas de ciclismo e de basquetebol, modalidades de grandes êxitos a nível nacional.
Não deixou de assinalar-se a importância do Clube na formação da juventude de Sangalhos e de toda a região bairradina, dando relevo, através de imagens, de todas as equipas que o representaram desde a sua fundação , em todas as modalidades.
No palco, a instituição foi representada por Feliciano Neves, antigo atleta, hoje, presidente da Assembleia-Geral e por Sérgio Santos, presidente da direção, que receberam das mãos da direcção do Lions Clube da Bairrada a placa representativa do galardão, após o que ambos, em emocionadas palavras, agradeceram em nome do Sangalhos D.C.
Já com a “Orquestra Desigual” em palco para uma atuação de despedida, Isilda Alves agradeceu a todos os que gratuitamente quiseram colaborar nesta festa, à Câmara Municipal e a todas as pessoas que quiseram nela participar.
A terminar, a autarca Teresa Cardoso expressou também a sua satisfação por ter podido estar presente no ponto final desta iniciativa do Lions Clube , desejando felicidades futuras e garantindo estar sempre pronta para novas parcerias.
LV/ ME

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Paraimo/Sangalhos: Acidente com moto na variante faz 4 mortos


 

O trágico acidente ocorrido na madrugada do primeiro dia de maio deixou a Bairrada em choque. Dois irmãos que moravam há vários anos no Paraimo e um casal que seguia de moto e que residia no concelho de Oliveira do Bairro perderam a vida num acidente ocorrido por volta da 1h da manhã, na variante à EN 235, no Paraimo (Sangalhos). Joaquim Ramos, de 38 anos e o irmão Augusto Ramos, de 47, foram colhidos mortalmente por uma moto, quando tentavam atravessar a variante. Do acidente resultou ainda a morte dos ocupantes da moto, Telmo Silva, de 39 anos e Paula Outerelo, de 45.
Os dois irmãos tinham passado a noite juntos num café no Paraimo a conviver com os amigos. Por volta da 1h saíram e Joaquim (irmão mais novo) decidiu acompanhar o irmão a casa. Com eles seguia a cadela pastor-alemão “Rita”, companhia inseparável de Augusto.
Ambos fizeram o que é frequente outras pessoas da localidade fazerem – atravessar a variante num local vedado a peões – e que lhes foi fatal.
Os irmãos acabariam por ser colhidos por uma moto (Honda CBR 1000) que circulava no sentido Oliveira do Bairro/Anadia. O casal de namorados também não resistiu à colisão, falecendo no local.
O estrondo do acidente foi de tal forma violento que se ouviu a vários metros de distância.
Ana Matias, comandante da corporação de bombeiros anadiense, conta que foi “um choque brutal” e que os bombeiros, ao chegarem ao local, se depararam com “um cenário muito violento”. Os corpos das quatro vítimas estavam espalhados por vários metros, nas duas faixas de rodagem. O corpo de Joaquim Ramos estava pendurado no separador central da variante. Era também aí, na berma, junto ao separador, que se encontrava o corpo da cadela de raça pastor-alemão. Já o do seu irmão, Augusto, fora projetado para a faixa de rodagem contrária.
O jovem que seguia de moto, Telmo Silva, natural de Aguim, foi arrastado algumas dezenas de metros, enquanto que a namorada foi projetada para fora da estrada, encontrando-se o corpo numa zona de vegetação, junto à valeta.
A comandante Ana Matias avança que para o local foram chamadas as corporações de Anadia, Oliveira do Bairro e Águeda, a que se juntou a VMER de Aveiro. O posto territorial de Sangalhos da GNR tomou conta da ocorrência e o Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação (NICAV) da GNR recolheu elementos para clarificar o acidente.
A circulação de trânsito só foi restabelecida perto das 6h da manhã.

Testemunhos

“Disse-me ‘Adeus, Costa’ e morreu
Eduardo Costa reside no Paraimo e era amigo de longa data dos dois irmãos. Foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do acidente. É com lágrimas nos olhos e a voz embargada que fala do que viu. Tinha estado com ambos no café Estafeta, no Paraimo, “a ver a bola”. Assim que ouviu o estrondo, dirigiu-se imediatamente para o local. “Tinha combinado ficar à espera do Quim, no café. Mas quando não apareceu e ouvi o estrondo tive um mau pressentimento”, disse. “Fiquei em choque mas fui ter com o Quim. Pus-lhe a mão na cara mas não reagiu. Já estava morto. Depois, vi o Augusto. Ajoelhei-me e perguntei-lhe se estava bem. Falou-me, num tom de voz muito baixinho, e tentou dar-me a mão. Disse-me ‘Adeus, Costa’ e morreu”.

“Trabalhador, brincalhão, condutor cauteloso”
Vítor Andrade, amigo da família, recorda Telmo Silva como um jovem trabalhador, humilde, sempre com um sorriso nos lábios e muito brincalhão. “Bem disposto, amigo de toda a gente”, especialmente dos familiares, aos quais fazia questão de cuidar pessoalmente dos carros, já que esta era a sua profissão (mecânico/bate-chapas).
De igual forma, o cunhado de Telmo, Carlos Nogueira, lembra um jovem de excelente caráter, amigo de toda a gente. “Simples, brincalhão e com um enorme coração”, mas também um condutor cauteloso e experiente, que cresceu no seio de uma família muito unida. “Eram 10 irmãos e perderam os pais muito cedo. Tornaram-se muito unidos”.

Junta de Freguesia quer medidas urgentes
Dez anos depois da inauguração da variante, a povoação do Paraimo continua dividida ao meio e sem a prometida ponte pedonal sobre aquela via.
Em 2005, a Junta de Freguesia, então liderada pelo autarca Sérgio Aido, recebia a promessa das Estradas de Portugal (EP), de que a obra seria concretizada. Os anos passaram, os ofícios da JF e os abaixo-assinados a solicitar reuniões e a pressionar para a realização da obra sucederam-se, mas a verdade é que, até ao momento, tudo permanece igual.
Por diversas vezes o ex-autarca criticou o facto deste processo se encontrar parado. Agora, perante este trágico acidente, lamenta que “a povoação e famílias inteiras continuem divididas porque a EP não fez o prometido. O terreno existe. Está lá junto à cabine e à antiga churrascaria do Teófilo. Este acidente poderia ter-se evitado”, dando como exemplo a CP que, no caminho de ferro, construiu uma passagem aérea e elevadores, conforme prometido, aquando da remodelação da linha do Norte que dividiu a povoação ao meio.
Agora, o atual autarca António Floro deseja que sejam tomadas medidas urgentes para melhorar a segurança no local. Avança estar em contacto com a Câmara Municipal de Anadia no sentido de voltar a pressionar a EP para a necessidade da passagem pedonal, mas também para a rápida recolocação das redes (cortadas pelos populares que atravessam a variante naquele local), com reforço das mesmas.
Recorde-se que este troço entre Oliveira do Bairro e Sangalhos, inaugurado em julho de 2005, foi construído para afastar o tráfego rodoviário entre estas povoações.

Catarina Cerca

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SANGALHOS Solidariedade vale nova viatura para o Apoio Domiciliário da Misericórdia


Integrado no programa de comemorações do 24.º aniversário do Rotary Club (RC) de Oliveira do Bairro, a Misericórdia de Sangalhos esteve em festa no último domingo, ao ser contemplada com uma nova viatura para a valência de Apoio Domiciliário.
Uma generosa oferta do Comendador Almeida Roque (ofereceu 10 mil euros), do RC de Oliveira do Bairro (mil euros) e da Fundação Rotária Portuguesa (2.500 euros). Foram 13.500 euros de donativo a que se juntou o restante montante (4 mil euros) suportado pela instituição.
A viatura virá substituir outra bastante degradada, afeta ao Apoio Domiciliário que, neste momento, serve 30 utentes. Entrará ao serviço dentro de dias, depois de ultimada a sua adaptação para o transporte de cestos de alimentação, roupa suja e roupa lavada, e produtos para higiene e limpeza de habitações.
Na ocasião, António Sucena Rodrigues, presidente do RC de Oliveira do Bairro, mostrava-se bastante satisfeito não só porque a cerimónia representa a implementação do espírito rotário, mas porque é fruto de um dos rostos mais solidários da região – o Comendador Almeida Roque que, mais uma vez, se associou a uma das tantas coisas solidárias que tem patrocinado. António Sucena revelou ainda que também o projeto apresentado à Fundação Rotária Portuguesa teve luz verde, aumentando substancialmente o valor do donativo. “Nunca tínhamos tido o prazer de entregar uma verba tão elevada”, diria, dirigindo palavras de reconhecimento à direção da Misericórdia pelo trabalho da maior qualidade desenvolvido pela instituição e à vista de todos.
Para o provedor Manuel Gamboa, a amizade e carinho são um estímulo para que todos continuem na Misericórdia a missão que lhes foi confiada. Uma tarefa que admitiu não ser nada fácil, mas possível graças ao “trabalho sério, honesto e rigoroso”, mantendo e melhorando o serviço prestado pelas respostas sociais. Sobre o Comendador Almeida Roque (ausente por motivos de saúde) agradeceu “por tudo quanto tem feito por esta casa”, recordando a generosa contribuição dada para a construção da CAT (Centro de Acolhimento Temporário de Crianças e Jovens) entre outras colaborações que tem dado à instituição. Manuel Gamboa agradeceria ainda à Fundação Rotária Portuguesa pela ajuda dada, não só agora na aquisição desta viatura mas também na aquisição de uma outra que ficou afeta ao CAT e que “veio colmatar uma enorme carência”. Os agradecimentos foram extensivos ao Rotary “pelo empenho demonstrado em várias circunstâncias a favor desta casa.”
Paulo Gravato, do Secretariado Regional de Aveiro da União das Misericórdias Portuguesas sublinharia ainda o “extraordinário trabalho” realizado pela Misericórdia de Sangalhos em prol da população, procurando sempre “alargar a instituição por forma a receber com mais dignidade todos os utentes”, enquanto que Teresa Mayer, em nome da Fundação Rotária Portuguesa, destacou que Sangalhos e Oliveira do Bairro poderão sempre contar com os companheiros que fazem parte da Fundação.
Na ocasião, também a edil anadiense Teresa Cardoso reconheceu a grande generosidade do Comendador “pelos muitos donativos que já ofereceu a instituições do concelho”, mas também ao Rotary “por olhar para as necessidades e estar atento ao concelho vizinho”. Sobre a viatura, disse vir dar “uma preciosa ajuda numa valência cada vez mais importante, não só porque estamos perante uma situação de população envelhecida mas porque há cada vez mais gente isolada e carente deste tipo de apoio”.
A terminar a cerimónia, Emanuel Maia sublinhou ser um facto que a viatura vem “agilizar os serviços”, numa valência que “não desenraíza o utente em domicílio”. O presidente da Assembleia-geral da Misericórdia terminaria destacando a “grandeza da alma” do “homem solidário” que é o Comendador Almeida Roque, “que tem feito uma obra de bem inquestionável, de grande dádiva e de amor” para com esta instituição.
Seguiu-se o almoço de aniversário, na Estalagem de Sangalhos.
Catarina Cerca

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ETAR de Sangalhos inaugurada em dia de balanço de sete anos de POVT


Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia presidiu na terça-feira, dia 21 de abril, à inauguração da remodelação e ampliação da ETAR de Sangalhos, projeto financiado pelo Fundo de Coesão, da responsabilidade do município de Anadia.
Antes, nesta sua deslocação a Sangalhos, estivera no CAR – Centro de Alto Rendimento (Velódromo Nacional), onde encerrou a sessão de esclarecimento sobre a conclusão do POVT. Um evento anual onde foram apresentados os resultados relativos a sete anos de Programa Operacional Temático em Portugal.
Na ocasião, o ministro Jorge Moreira da Silva lembrou que Portugal já se encontra na fase do desenho dos projetos e que a transição do POVT para o PO SEUR foi uma forma de garantir uma transição eficiente de um quadro comunitário para outro, até porque muitas das matérias elegíveis no novo quadro resultam de apostas feitas no contexto do POVT.
Depois da aposta nas infraestuturas, o ministro do Ambiente defendeu que o país está “pronto para apostar no crescimento verde”.
Jorge Moreira da Silva falava das oportunidades de financiamento para o Crescimento Verde 2014-2020 através do PO SEUR. Em Sangalhos, referiu que “é incontornável apostas em todas as políticas que assegurem a esta e às próximas gerações o direito que lhes era devido do ponto de vista da qualidade de vida”. Por isso, “é preciso olhar para a área do ambiente como uma área de retorno económico e de benefício social”. Sobre o PO SEUR, referiu a aposta em “investimentos seletivos, em áreas estratégicas”, mas também em investimento produtivo capaz de gerar “uma reação catalítica a partir do investimento verde”. Uma área em que Portugal tem uma vantagem adicional, pelas reformas já efetuadas e pelo contexto europeu e internacional. Jorge Moreira da Silva disse ainda que o país tem, por isso, “garantias adicionais de que este investimento será produtivo”, na medida em que as reformas estruturais relevantes já foram feitas.
Como existe uma procura internacional cada vez maior por bens e serviços verdes do ponto de vista transacionáveis, “Portugal pode beneficiar da vantagem de ser pioneiro e tem neste momento ao nível de infraestruturas, recursos e condições para competir e vencer à escala internacional”, afirmou, concluindo que “o crescimento verde ganhou uma centralidade completa na estratégia nacional”, tendo o país “o desígnio de liderar a economia verde, assumir o objetivo de liderança do crescimento verde à escala internacional”.
Também Helena Pinheiro Azevedo, gestora do Programa Operacional de Valorização do Território, destacou a importância do evento para esclarecer dúvidas sobre o instrumento para encerramento dos projetos, partilhar as regras, por forma a ajudar os projetos a ser encerrados com pleno sucesso.
Na sessão de boas-vindas, a edil anadiense Teresa Cardoso falou da grande festa de encerramento do POVT e do Velódromo, infraestrutura que considerou ser um bom exemplo dos vários investimentos realizados no âmbito deste programa operacional.

PROJETOS DE SUCESSO

A autarca Teresa Cardoso apresentou os resultados do POVT no concelho de Anadia, com destaque para o Centro de Alto Rendimento (CAR), Sistema Autónomo de Saneamento de Couvelha e Sistema Integrado de Drenagem de Águas Residuais do Concelho de Anadia.
Relativamente ao saneamento, a edil anadiense destacou o facto do Sistema Autónomo de Saneamento de Couvelha servir as povoações de Póvoa da Preta, Samel e Couvelha, num total de 469 habitantes. Uma obra de 313 mil euros e comparticipada em 266 mil euros. Já o Sistema Integrado de Drenagem de Águas Residuais do Concelho de Anadia, atingiu 8 milhões e 900 mil euros, comparticipado pelo POVT em 6 milhões e 260 mil euros. Uma obra que veio beneficiar 28 localidades e 5.473 habitantes. “Anadia tem hoje uma taxa de cobertura de saneamento de 96%, integrados no sistema do Cértima e do Levira, apoiados no âmbito do POVT”, referiu a edil.
Mas foi sobre o CAR – Velódromo Nacional, um investimento na ordem dos 11,6 milhões de euros e com financiamento na ordem dos 9,1 milhões de euros através do FEDER, que mais falou. Um equipamento desportivo que, em quatro anos e meio de atividade, já recebeu atletas de 47 países.
Uma obra construída em tempo recorde, face à sua dimensão (iniciada em maio de 2007 e inaugurada a 11 de setembro de 2009), inteiramente justificável por ser a primeira pista coberta no país.
A autarca destacou ainda as vertentes desportiva, histórica e económica de Sangalhos que justificaram a sua implantação nesta freguesia. Sangalhos tem história no ciclismo e com bastante sucesso, assim como a economia da vila se desenvolveu na indústria das duas rodas. A centralidade foi outras vantagens que destacou.
Teresa Cardoso falou ainda do impulso no turismo desportivo e no facto do CAR estar a conseguir atrair muitos estágios, competições e federações estrangeiras que trazem grande número de pessoas, que aqui ficam instaladas vários dias ou semanas, nas excelentes unidades hoteleiras existentes do concelho.
A edil falou ainda da aposta da autarquia no reforço a esta infraestrutura, com a construção de uma pista olímpica de BMX “aqui ao lado”. “Será uma pista única também no país face às suas características”, acrescentou, sublinhando que o CAR é, hoje, a residência de cinco modalidades (ciclismo, ginástica, judo, esgrima e trampolins), mas que poderá vir a ser também a do pentatlo, cuja experiência parece estar a correr muito bem.
Obras, diria, “impossíveis de realizar sem os fundos comunitários”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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Sangalhos: Ministro do Ambiente preside à inauguração da ETAR de Sangalhos


 

Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, preside, no próximo dia 21 (terça-feira) à inauguração da obra de requalificação e ampliação da ETAR de Sangalhos, projeto financiado através do Fundo de Coesão.

A obra, da responsabilidade do município de Anadia, custou mais de 2 milhões e meio de euros. Juntamente com as ETAR’s de Amoreira da Gândara e de Couvelha são as três principais infraestruturas de tratamento do concelho. A de Sangalhos é aquela que vai tratar o maior volume de caudal de águas residuais do concelho.

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, descola-se a Anadia, no âmbito de uma um encontro nacional de esclarecimentos sobre o encerramento do POVT (Programa Operacional Temático Valorização do Território 2007-2013), evento anual de apresentação de resultados que se realiza este ano, entre as 9h30 e as 17h30, no Centro de Alto Rendimento – Velódromo Nacional em Sangalhos.

Esta sessão de esclarecimentos sobre o Encerramento do Programa vai contar ainda com a presença de Helena Azevedo, gestora do POVT que fará, juntamente com a presidente da Câmara Municipal da Anadia, a abertura da sessão. O encerramento será feito pelo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, que falará sobre oportunidades de financiamento para o Crescimento Verde 2014-2020 através do PO SEUR. Segue-se a inauguração da ETAR de Sangalhos.

PROGRAMA

Dia 21

9h30- Receção dos participantes

10h – Mensagem de Boas Vindas com Teresa Cardoso, Presidente da Câmara Municipal de Anadia Helena Pinheiro de Azevedo, Gestora do Programa Operacional Valorização do Território

1.º Painel – Sessão de Esclarecimentos sobre Encerramento do POVT

10h10 – Aspetos críticos no encerramento dos Programas Operacionais no QREN, com Dina Ferreira, Vogal do Conselho Diretivo da AD&C

10h40 – Ponto de situação do POVT e fatores de sucesso no encerramento do POVT, com Helena Pinheiro de Azevedo, Gestora do Programa Operacional Valorização do Território

12h – Debate com executores sobre regras de encerramento de projetos POVT

12h30 – Encerramento com Sucesso do POVT (Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente)

13h – Almoço

2.º Painel – Apresentação de Resultados do POVT

14h30 – O POVT no Concelho da Anadia – Resultados, com Teresa Cardoso, Presidente da Câmara Municipal da Anadia

15h20 – Apresentação do Documentário “Conta-me uma História de Sucesso – Velódromo” (Rui Oliveira e Ivo Oliveira, atletas e Helena Pinheiro de Azevedo, Gestora do POVT

3.º Painel – O Velódromo da Anadia – Perspetivas e Sucessos

16h -Debate “O Velódromo Nacional – Perspetivas e Sucessos”, moderador – Jornalista do Porto Canal

Perspetiva Empresarial – Unidade Hoteleira

Perspetiva Gestão – Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e Jorge Sampaio, Vice-presidente da Câmara Municipal da Anadia

Perspetiva de Valorização Territorial – CEDRU

Sucesso Internacional – Representante QATAR e Selecionadores Nacionais de Ginástica do Brasil e do Chile

Sucesso Desportivo – Federação Portuguesa de Ciclismo

4.º Painel – O Futuro dos Fundos Estruturais no Portugal 2020

17h – O PO SEUR – Oportunidades de financiamento para o Crescimento Verde, com  Jorge Moreira da Silva, Ministro Ambiente, Ordenamento do Território e Energia

5.º Painel – Inauguração ETAR Sangalhos

17h30 – Inauguração da ETAR de Sangalhos, projeto financiado pelo Fundo de Coesão através do POVT

Encerramento

17h30 – Apresentação de Modalidades Desportivas praticadas no Velódromo – Ciclismo, Esgrima, Ginástica e Judo) a cargo das Federações Nacionais. Segue-se um espumante de honra oferecido pela Câmara Municipal da Anadia.

 

Catarina Cerca

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Sangalhos: Conclusão das vias de acesso ao pavilhão do SDC


A conclusão das vias de acesso ao pavilhão do Sangalhos Desporto Clube vai ser, em breve, uma realidade.
A edil Teresa Cardoso explicou, na última reunião de câmara, que a obra será feita por concurso público e visa concluir os trabalhos das vias adjacentes ao Pavilhão.
Na ocasião, Litério Marques não deixou de criticar a inexistência de um projeto para que todos os vereadores pudessem ver o que está previsto para o local.
A presidente avançou ainda que a empreitada é para a conclusão dos trabalhos iniciados (pavimentação de zona da rotunda, estacionamento, águas pluviais, passeios, iluminação pública, sinalização horizontal e vertical), enfim, concluir tudo o que está em falta.
A obra tem um prazo de execução de 60 dias e irá custar 157 mil euros (acrescidos de IVA).

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SFImobiliaria

Pergunta da semana

Portugueses praticam cada vez mais exercício ao ar livre. É o seu caso?

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