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Sangalhos: Misericórdia encerra hospital a 31 de dezembro


O plano de ação, de atividades e o orçamento para 2017 da Misericórdia de Sangalhos já não contempla a unidade de saúde que a Misericórdia possui e estava a explorar em Sangalhos.
Na última assembleia-geral de irmãos, realizada na noite de sexta-feira, dia 25, foi revelado que o prejuízo de aproximadamente 300 mil euros, nos dois anos em que funcionou sob a alçada da Misericórdia, inviabilizam que continue aberto em 2017, ainda que tenha sido esta a valência que há mais de oito décadas fez nascer e crescer a Misericórdia.
A decisão da mesa administrativa de cessar a atividade do hospital, a 31 de dezembro próximo, foi explicada pelo provedor Manuel Gamboa às várias dezenas de irmãos presentes.
“Há cerca de um ano prometi, em nome da mesa administrativa, não só viabilizar a continuação da unidade de saúde do hospital da Misericórdia, mas também fazer um esforço para se vir a tornar sustentável”, deixando, na altura, a indicação de que “se não se verificasse uma linha ascendente de recuperação económica e financeira, no final do atual exercício em curso de 2016 poderíamos equacionar a possibilidade de cessar a atividade exploratória do hospital”.

Lutar pela melhor solução. De facto, ao longo dos dois últimos anos e sobretudo deste, “fomos avaliando passo a passo a vida da unidade de saúde com crescente preocupação”, isto porque pese embora o acréscimo de atividade diária, registou-se igualmente uma evolução constante nos prejuízos quando se esperava precisamente o contrário.
A meio do ano em curso, revelou o provedor, terá alertado o diretor clínico, a administradora do hospital e outros colaboradores afetos ao hospital para a situação, numa tentativa de a inverter, apelando ainda ao corpo clínico para a sua boa-vontade, abdicando de parte dos seus honorários. “Poucos o fizeram e por valores insignificantes”, acrescentou.
Por isso, entende que continuar com a atividade exploratória do hospital conduziria, nos próximos dois ou três anos, ao colapso financeiro da instituição, colocando em situação de elevado risco as restantes respostas sociais”.
“Respostas sociais que se têm revelado deficitárias mas que, mesmo juntas, não atingem valores negativos evidenciados pelo hospital”, disse ainda sobre as valências direcionadas para o apoio à infância, juventude e terceira idade que é preciso preservar: “o hospital tem uma enorme concorrência nas proximidades.”
Aos irmãos, avançou ser vontade da mesa que as instalações e equipamentos do hospital possam continuar a ser úteis à comunidade, sob a exploração de outra entidade “credível e que mereça a confiança da Misericórdia”. Revelou estar já em negociações com potenciais interessados (Hospital da Misericórdia da Mealhada): “gente séria, honesta, conhecedora do ramo e com capacidade económica e financeira que suporte o investimento a médio/longo prazo que nós não temos”.
Mas, caso não seja possível dar este rumo àquela unidade de saúde, é certo que ser-lhe-á dado outro destino, ao edifício com alienação dos equipamentos para os quais já haverá um grupo na área da saúde interessado.
“O nosso desejo é que no dia 2 de janeiro esteja lá uma entidade a dar continuidade ao nosso projeto”, frisou o provedor, não descartando a hipótese de dar dar outro rumo ao hospital.
Na ocasião, Emanuel Maia, presidente da assembleia-geral, disse ser necessário encontrar soluções para o futuro daquele espaço, mas também que considerava a decisão da mesa administrativa relativa à cessação da valência “uma decisão lúcida”, uma vez que está em causa a vida da Misericórdia, até porque esta (saúde) é uma valência que esteve sujeita a várias pressões, já que na região existe uma grande oferta de unidades privadas de saúde: “não podemos querer ter – só por querer – uma unidade de saúde que consome o que a Misericórdia tem e que deve servir para outros fins”, avançou. “Esta decisão talvez só peque por tardia, uma vez que está em causa a falência a médio prazo da instituição”, sublinhou Emanuel Maia, reforçando que a decisão da mesa administrativa não invalida que haja um esforço para encontrar soluções para aquela unidade de saúde.
Também o irmão Amândio Albuquerque destacou que, sem desvalorizar quem ali trabalha, aquele espaço não era nenhum hospital, mas sim um mero centro de consultas, logo não sendo uma valência lucrativa, não é prioritária para os princípios da Misericórdia.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Sangalhos: 2.ª Mostra dá à prova 21 sopas no Centro Escolar


A 2.ª Mostra de Sopas do Centro Escolar de Sangalhos (integrada no PES – Projeto Educação para a Saúde, do Agrupamento de Escolas de Anadia) confirmou, uma vez mais, o sucesso da iniciativa.
Na última sexta-feira, dia 14, estiveram à prova, entre as 12h30 e as 14h, neste estabelecimento de ensino, 21 sopas (1,5 euros/sopa).
Este ano, uma edição inteiramente solidária com o objetivo de angariar receitas para a corporação de bombeiros do concelho de Anadia, um dos concelhos mais fustigados, durante o verão, pelos fogos florestais.
Sopas de peixe, marisco, canja, caldo verde, feijão, legumes e dos Açores, confecionadas pelos encarregados de educação, num evento que esteve aberto à comunidade fizeram as delícias de muitas dezenas de participantes.
Uma mostra que contou com a presença do vereador Jorge Sampaio, da Câmara Municipal de Anadia, que acompanhou uma comitiva franceses de La Chaize Le Vicomte, geminada com a vila de Sangalhos, mas também pelo autarca de Sangalhos, António Floro e pelos representantes da Associação das Geminações da Vila Sangalhos que durante quatro dias estiveram de visita à vila.
A visita da comitiva francesa inseriu-se no âmbito da geminação para avaliar futuros intercâmbios em áreas como o desporto, educação e cultura.
De destacar o apoio logístico da equipa da Misericórdia da Freguesia de Sangalhos que organizou e serviu – em articulação com as assistentes operacionais do Centro Escolar – as 21 sopas que estiveram expostas.
CC

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Sangalhos: Vinhos e gastronomia à prova durante três dias


O Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes, presidiu, na tarde da última sexta-feira, à cerimónia de abertura da 4.ª edição do Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada que decorreu até ao dia 2 de outubro, no Centro de Alto Rendimento (Velódromo Nacional), em Sangalhos.
Em dia de inauguração de um dos eventos mais aguardados na região, Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, destacou que este é um evento que se vem afirmando como “de referência na região para a promoção dos produtos endógenos.” Três dias para mostrar o que de melhor se produz na região e que ajuda a afirmar a identidade, o valor e credibilidade da marca coletiva Bairrada.
“Vive-se, hoje, na Bairrada o que se pode chamar de “boa onda”, cabe a todos trabalhar para que essa boa onda não se desfaça”, disse, avançando, contudo que as dificuldades não desapareceram, subsistem em várias vertentes. Num claro apelo à união, salientou que o caminho tem de ser trilhado pela via da certificação e que esta “seja um desígnio para todos os produtores”.
E sendo, hoje, a marca Bairrada um ativo valorizado quer a nível nacional, quer internacional, lembrou ao presidente do IVV, ali presente, que para os produtores de regiões de menor dimensão, como é o caso da Bairrada e que são o suporte financeiro das CVR´s, é necessário que se equacione formas de financiamento que possibilitem a diminuição das assimetrias entre cada uma das regiões demarcadas.
Já ao ministro do Ambiente relembrou a importância do setor vitivinícola para questões tão importantes como a sustentabilidade dos territórios.
Na ocasião, apelou ainda à diminuição da taxa do IVA nos espumantes, quando esses sejam produzidos com base na matéria-prima endógena. “Seria este um incentivo determinante para a valorização dos produtos endógenos da região.”
Pedro Soares destacou ainda o trabalho da CCDR Centro que decidiu apoiar a fileira do vinho, envolvendo num projeto comum as cinco regiões vitivinícolas. “Este projeto será para nós determinante para a reformulação do rebranding da marca Bairrada como um todo”, sem esquecer que a região deve retomar o quanto antes as atividades de experimentação e investigação neste domínio temático, estabelecendo as parcerias necessárias para que os ganhos se tornem efetivos.

Promoção de produtos endógenos. Adriana Rodrigues, do Turismo Centro Portugal, salientou as duas razões que levaram o Turismo do Centro a associar-se a esta organização: “por pretender assinalar e promover, de forma significativa, os produtos endógenos desta região, desde os gastronómicos aos vinhos e espumantes e pelo esforço de valorização da atividade dos produtos e dos produtores.” Sobre este evento diria ser: “um evento com características inigualáveis, dificilmente comparáveis com um caráter identitário muito específico e próprio.” Uma mostra voltada para a promoção e comercialização que dá a conhecer a diversidade e a qualidade dos vinhos da região.
“Este evento espelha e personaliza o esforço e o trabalho que se tem desenvolvido na fileira do enoturismo que a Bairrada tem sabido desenvolver”, concluiria.

O legado e a importância da casta Baga. Durante a sua intervenção, a autarca anadiense Teresa Cardoso defendeu tratar-se de um encontro fundamental para a imagem e para a difusão do trabalho realizado pelas empresas e entidades participantes, que assim demonstram a sua dimensão, excelência, capacidade de inovação e pioneirismo.
“Ao longo destes três dias, vamos poder conhecer o que a Bairrada idealiza, projeta e produz, honrando o legado das gerações que nos antecederam, seja pelo perpetuar do seu património, ou seja pela sua reinvenção”, diria.
Na ocasião destacou ainda a importância da casta Baga e da projeção, alcançada agora através do grupo “Baga Friends”.
“A Baga teve um conjunto restrito de adeptos, até que surgiu, pela mão da Comissão Vitivinícola da Bairrada, o “Plano de Ação para a Viticultura Bairradina”, e, com ele, o projeto “Baga Bairrada” e o lema “Uma Região. Uma Casta. Um Espumante”, destacou.
Relativamente ao espumante, um dos vinhos em que a Bairrada é excelente e domina a produção nacional, lamentou que continue a ter dificuldade em se ver reconhecido lá fora. “Um combate que urge travar e que pode tirar partido do desbravar de terreno já feito pelos restantes vinhos”, adiantou a autarca, sublinhando uma vontade já expressa anteriormente por Pedro Soares: “ver criado na centenária Estação Vitivinícola da Bairrada, um Centro de Investigação de Espumantes, fundamental para apoiar a produção destes vinhos.”

Ministro destaca diversidade da Bairrada. João Pedro Fernandes, ministro Ambiente, bairradino de corpo e alma (nasceu em Águeda), diz ter aprendido o que era o ondulado da paisagem muito miúdo ainda. Por isso, afirmou que a Bairrada é um território completamente diferente do da sua infância e juventude quando vinha estudar, de bicicleta para o Liceu de Oliveira do Bairro, numa altura em que a sua mãe era Conservadora Civil, naquele município.
“Ao dar um passeio nesta feira parece-me evidente que o que hoje diferencia a Bairrada é a qualidade e a forma como sabe trabalhar os seus produtos”.
O governante salientou ainda a forma como os vinhos e espumantes se cruzam com a gastronomia, com a hotelaria, numa tentativa de mostrar uma Bairrada que vai muito para além do leitão e do espumante.
Paralelamente, João Pedro Fernandes salientou a importância da diversidade, que é também uma vantagem enorme mas também uma preocupação ambiental se não for bem cuidada.
Catarina Cerca
catarina.i.cerca@jb.pt

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Sangalhos: População reclama mais caixas multibanco na freguesia


Sangalhos é uma das freguesias com maior densidade populacional no concelho de Anadia. Tem aproximadamente 4.100 habitantes e segundo os Censos de 2011, mais de 1500 famílias.
Neste momento, a freguesia tem à disposição apenas uma caixa multibanco (colocada há dois anos numa agência de seguros) que não chega, nem de perto, nem de longe para as necessidades da população.
Embora muitos sangalhenses já optem por levantar dinheiro nas caixas multibanco existentes nas freguesias limítrofes, a verdade é que a falta destes equipamentos tem causado imensos transtornos à população, sobretudo durante o fim de semana. Na localidade, os lamentos ouvem-se um pouco por todo o lado. E é fácil perceber a razão.
As caixas multibanco mais próximas localizam-se na Malaposta, que dista seis quilómetros de Sangalhos, ou em alternativa, no concelho vizinho de Oliveira do Bairro, a três quilómetros.

Já foram duas. Mas a freguesia, nomeadamente a vila de Sangalhos, já teve duas caixas multibanco a funcionar em simultâneo. Tudo mudou no início de 2013, altura em que encerrou, na Rua do Comércio, aquela que era uma das mais antigas agências bancárias do concelho de Anadia. Num processo de reorganização, o Millennium BCP encerrou o balcão de Sangalhos, que existia na vila há 44 anos. Mais recentemente, em julho passado, o extinto Banif, que passou a Santander Totta, também encerrou a sua agência nesta mesma rua. Com ambos os encerramentos, as caixas multibanco tiveram a mesma sorte, deixando a população a braços com uma enorme dor de cabeça.
Neste momento, a única caixa multibanco está muitas das vezes indisponível para levantamentos, dada a elevada procura.

Junta de Freguesia procura solução. Sobre esta questão, o autarca de Sangalhos, António Floro, diz ser uma “situação preocupante e lamentável”. Por isso, já reuniu com uma entidade bancária no sentido de se equacionar a abertura de uma agência na freguesia, de forma a resolver ou minorar este problema.
A JB diz mesmo que “se o banco contactado – que está neste momento a analisar o processo – aqui se fixar, nem que seja em instalações cedidas pela Junta de Freguesia, as nossas contas (Junta e de várias associações) passam para lá.”
A seu ver, o ideal era a freguesia manter duas a três caixas, por forma a dar resposta às solicitações da população e de quem por aqui passa.
Mas a situação de Sangalhos é semelhante a muitas vividas por outras localidades. A concentração de serviços nos grandes centros, respetivamente nas sedes de concelho, causa vários constrangimentos às populações, sobretudo aos mais idosos e com mais dificuldade nas deslocações.
Senão vejamos: a freguesia de Sangalhos tem estado a braços com sucessivos encerramentos: bancos, CTT, comércios, posto de abastecimento de combustível (entretanto, substituído por um posto self-service) e SAP, com a agravante de não existir uma rede de transportes públicos como nas cidades que a população possa utilizar.
Catarina Cerca

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Sangalhos/Geminação – Protocolo vai permitir intercâmbios e estágios


Foi em ambiente de festa que a Associação das Geminações da Vila de Sangalhos recebeu, de 7 a 10 de julho, uma comitiva de cerca de 50 franceses, provenientes de La Chaize le Vicomte, cidade com a qual Sangalhos está geminada. Mas foi em êxtase que os anfitriões se despediram desta comitiva na noite de domingo, depois da seleção nacional ter dado aos portugueses a maior alegria que poderia dar, ao vencer, em Paris, a final do Europeu de 2016 perante a seleção de França.

Programa cultural. O vasto programa cultural integrou vários passeios pelo país. Foram, efetivamente, três dias intensos de partilha e de confraternização. Com quatro anos de geminação, os laços entre as duas comunidades estão criados e quase como uma família, estes três dias de reunião deram para matar saudades e viver novas e inesquecíveis experiências.
No dia 8, os anfitriões levaram os amigos franceses a conhecer um dos locais mais emblemáticos e belos do país: a zona do Porto e de Gaia, com visita à Real Companhia Velha e a uma descida das seis pontes do Douro em barco de cruzeiro. O dia terminou no quartel dos Bombeiros de Anadia onde assistiram ao encerramento do projeto “Ser bombeiros por uma semana”, assim como perceberam um pouco como funciona um quartel que presta socorro 24h/dia, 365 dias por ano e em regime de voluntariado.
O dia 9, foi também intenso e longo com uma saída bem cedo para visitar, no Bombarral, a Quinta dos Loridos. O dia terminaria na sede da Junta de Freguesia de Sangalhos com assinatura de protocolo, jantar que reuniu cerca de 120 pessoas, representantes de várias associações locais, e atuação do Coro Gospel Choir.
Por último, no domingo, todos puderam deliciar-se, em Sangalhos, com a animada e muito concorrida 1.ª edição da Feira de Artesanato que trouxe a esta vila artesãos de vários pontos do país.
Em dia de final de Europeu, com jogo entre a seleção nacional e a francesa, a vitória sorriu a Portugal mas todos viveram e partilharam as emoções de uma grande final em franca confraternização. Por isso, Silvana Marques confirmou que a derrota dos franceses não ensombrou os festejos e alegria dos sangalhenses. “Foi um momento de união e franca amizade. Lado a lado, todos juntos, sangalhenses e franceses festejaram a vitória da seleção lusa. No final, após uma despedida sentida, levaram as nossas bandeiras e cachecóis, demonstrando um grande fair play”, acrescentou Silvana Marques.

Vantagens do protocolo. Com a assinatura do protocolo, no âmbito da geminação, as duas associações estão já a pensar no próximo passo, em intercâmbios e estágios em áreas como a saúde, educação, cultura e desporto. Por isso, a sessão protocolar contou com a presença de Jorge Ribeiro, presidente do Sangalhos DC e de Ana Matias, comandante dos Bombeiros Voluntários de Anadia que deram a conhecer estas duas coletividades e a sua forma de trabalhar. Também por parte da comitiva francesa foi explicada a forma de trabalhar do clube de futebol local e a organização da vila em termos de proteção civil.
Aliás, Silvana Marques realça o facto de, já este ano, ter decorrido e com grande sucesso aulas de língua portuguesa, uma vez por semana, por videoconferência, a 15 franceses de La Chaize le Vicomte. As aulas estão a cargo da professora da Universidade de Aveiro, Maria José Loureiro e vão recomeçar em setembro, com o segundo ano. “Este ano alguns elementos da geminação que frequentam estas aulas já se conseguiram exprimir e comunicar em português”, avançou Silvana Marques, convicta de que o sucesso da iniciativa vai continuar a dar bons frutos. Por isso, faz um balanço muito positivo de mais esta jornada. Para o ano, será a vez da comitiva portuguesa regressar a França e ser recebida pelos seus pares.
Catarina Cerca

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Sangalhos: 1.ª Feira de Artesanato e Sabores


A Associação das Geminações da Vila de Sangalhos (AGVS) promove no próximo domingo, dia 10 de julho, a I Feira de Artesanato e Sabores na Vila de Sangalhos. O evento decorre das 10 à meia-noite e enquadra-se na vinda da comitiva francesa de La Chaize le Vicomte – cidade geminada com Sangalhos, ao concelho de Anadia.
De referir ainda que no âmbito da visita da comitiva francesa (cerca de 50 franceses) à vila de Sangalhos, entre 7 e 10 de julho, e integrado no programa cultural, foi programada uma sessão protocolar no dia 9 de julho, pelas 18h30, na sede da Junta de Freguesia de Sangalhos, seguindo-se um jantar e espetáculo com Coro Gospel Choir.
A sessão protocolar integra ainda a assinatura de protocolo de cooperação da AGVS com associações francesas convidadas.

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Hospital da Misericórdia de Sangalhos: Brinquedos doentes foram ao hospital


Para celebrar o Dia Mundial da Criança (1 de junho), o Hospital da Misericórdia de Sangalhos preparou uma atividade dirigida a todas as crianças da freguesia, com idades compreendidas entre os 2 e 7 anos.
A iniciativa consistiu em receber as crianças com os seus brinquedos doentes, para que estes recebessem cuidados dos enfermeiros com o auxílio das próprias crianças.
De acordo com as enfermeiras, Ana Gonzalez e Soraia Rodrigues, “os brinquedos são utilizados para aliviar a ansiedade das crianças em situações atípicas para a sua idade, podendo ser úteis sempre que elas têm dificuldade em compreender ou lidar com novas experiências”.
Por isso, conhecendo a sua importância para as crianças em geral, “surgiu a ideia de os utilizar na explicação e preparação das crianças para procedimentos terapêuticos futuros, ajudando-as a compreender e a lidar com novas experiências”.
As enfermeiras Ana Gonzalez e Soraia Rodrigues destacaram ainda que “o principal objetivo consistiu em quebrar o «medo das batas brancas» que tantas crianças manifestam quando, em contexto de doença necessitam de receber cuidados dos profissionais de saúde em ambiente hospitalar”.
Com esta atividade, o Hospital da Misericórdia de Sangalhos pretendeu também promover a proximidade entres as crianças e os profissionais de saúde, para que esta se traduza em ganhos de saúde no futuro.
Neste dia de maior azáfama no Hospital, as principais queixas trazidas foram febre, dores de barriga, pernas e braços partidos, bem como alguns casos de varicela.
De acordo com as crianças “a febre era tão alta que até rebentou com o termómetro”…
Depois de várias avaliações, exames de diagnóstico e algumas “picas”, os brinquedos saíram bem-dispostos, e as crianças com sorrisos estampados na face.
Foi um dia diferente para as crianças e para os profissionais de saúde deste hospital que foram presenteados com a alegria contagiante dos mais pequenos.
Ana Gonzalez e Soraia Rodrigues não deixam de agradecer a todas as crianças, pais e instituições que tornaram esta atividade possível.

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Sangalhos: Dia da Hipertensão Pulmonar comemorado no Velódromo


Decorreram no sábado, dia 7 de maio, no Centro de Alto Rendimento- Velódromo Nacional, em Sangalhos, as comemorações do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar (HP), envolvendo mais de 70 atletas de ginástica rítmica, ginástica artística, ciclismo de pista e de karaté.
À semelhança dos anos anteriores, estas comemorações tiveram como lema “Perca o fôlego pela HP”. Estiveram presentes mais de 150 pessoas durante o evento, tendo o almoço de convívio sido servido na Estalagem de Sangalhos.
Enquadradas nas atividades comemorativas, houve conferências, uma visita ao Museu das Caves Aliança, uma aula de relaxamento e demonstrações de vários desportos em simultâneo: ginástica rítmica e acrobática (pela Escola de Ginástica de Aveiro e pela Escola de Ginástica de Bad Düben, da Alemanha), ciclismo de pista (pela Seleção Nacional de Cadetes) e karaté (pelo Núcleo de Karate de Sangalhos).
O evento, organizado pela Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP) em colaboração com o Grupo Sunlive, contou com o apoio da Câmara Municipal de Anadia e teve como objetivo assinalar o Dia Mundial da HP, uma doença rara e mortal que afeta os pulmões e o coração.
Quem apadrinhou o evento foi Filipa Martins, atleta de Ginástica Artística do Sport Club do Porto e que vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos do Brasil já este ano. A atleta refere que “é com muito orgulho que me associo a esta causa tão nobre e que perco o fôlego pela hipertensão pulmonar”.

Sintomas. Teresa Carvallho, colaboradora da APHP, refere que “um dos sintomas mais debilitantes da HP e o que melhor caracteriza esta doença é a falta de ar, o que dificulta muito a realização de tarefas diárias tão simples como caminhar pequenas distâncias ou subir escadas. Todos os anos, no âmbito do Dia Mundial da HP, organizamos atividades desportivas para que os participantes (que são pessoas comuns, saudáveis) se cansem, que percam o fôlego, para que se sintam como um doente de HP se sente habitualmente: cansado, com falta de ar. Para além de ter sido um evento memorável, o Dia Mundial da HP foi uma excelente forma de unir a comunidade de doentes de HP, que vieram de vários pontos do país, e que também nos permitiu divulgar a doença à população local que se demonstrou muito participativa”.

Impacto da doença. Em Portugal existem cerca de 300 doentes diagnosticados com a doença, que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. A APHP acredita que estejam dezenas de casos por diagnosticar, dado que é uma condição que reúne vários sintomas inespecíficos e que tornam o diagnóstico muito difícil. É uma doença que afeta pessoas de todas as raças e idades e que, e não for tratada, a taxa de mortalidade pode ser superior a alguns cancros, como o da mama ou o colo-retal.
Esta doença grave e progressiva pode dificultar as tarefas do dia-a-dia e ter um impacto muito grande na qualidade de vida dos doentes. Existem 5 tipos de HP e cada um afeta de forma diferente os doentes, uma vez que existem várias causas da doença e diferentes formas desta se expressar. Não há cura para esta doença, mas existem várias opções de tratamento que ajudam a controlar a doença: fármacos, terapia com oxigénio e transplante de pulmões (nos casos mais graves).

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Sangalhos: Vinagre Moura Alves vence concurso nacional


O Vinagre Moura Alves é produzido em Sangalhos, por método completamente artesanal, e acaba de vencer a 3.ª edição do Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais Portugueses que decorreu no passado dia 13 de abril, no CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, promovido pela Qualifica/oriGIn Portugal.
Sobre este importante prémio, JB conversou com Isabel Alves, diretora comercial e filha do produtor e conhecido enólogo Rui Moura Alves.
“Foi a primeira vez que concorremos a este concurso. Como deve compreender, estamos muito felizes por vencer nas duas principais categorias”, avança.
O concurso realizou-se em Santarém, onde estiveram presentes a concurso 17 vinagres de vinho nacionais, completamente artesanais e produzidos apenas por pequenos produtores.
Um certame que visa premiar, promover, valorizar e divulgar os Vinagres de Vinho e outros Vinagres Tradicionais, genuínos e exclusivamente produzidos em Portugal.
“O nosso vinagre ganhou a Medalha de Ouro na categoria de vinagres de vinho e ganhou o prémio Melhor dos Melhores de todas as categorias”, diz com orgulho a diretora comercial da Vinagreira Moura Alves, que produz atualmente dois tipos de vinagre: o vinagre que foi a concurso e que tem um estágio de 10 anos e o vinagre Reserva Especial que estagia entre 14 e 15 anos, produzido a partir de vinhos mais graduados. “O vinagre Reserva Especial ainda não está no mercado mas vai ser apresentado durante a Feira Nacional de Agricultura, que vai decorrer, em junho, em Santarém”, sublinha Isabel Alves, que a JB destaca o longo processo na produção deste vinagre único e tão exclusivo: “O nosso vinagre é feito por um processo inteiramente artesanal, pois demora 10 anos a transformar o álcool em ácido acético”.
Em estágio na vinagreira estão, neste momento, cerca de 50 mil litros de vinagre.
“Vendemos cerca de 2.500 litros de vinagre por ano, um valor que tem vindo a aumentar substancialmente, mas é preciso ter presente que vendemos garrafas de 100, 250 e 500 ml, o que significa que precisamos de vender milhares de garrafas”.
“Não existe segredo na produção deste vinagre. É um vinagre natural, feito apenas com vinho de qualidade. Não fazemos vinagre de vinho azedo. Isso é um erro”, destaca a responsável, para quem o prémio agora alcançado é “o reconhecimento de décadas de trabalho, uma vez que neste tipo de vinagre fomos os primeiros que, no país, iniciámos a comercialização”.
A zona de Lisboa e o Norte do país são os principais destinos deste nobre vinagre. “Os nossos clientes são muito garrafeiras, lojas gourmet, sendo o maior cliente o El Corte Inglés, que todas as semanas faz encomendas. Não vendemos para grandes superfícies, pois este é um produto delicado e muito seleto”, destaca, salientando ser este prémio “muito bom para a promoção do nosso vinagre”, mas porque o prémio lhes dá o direito de participar com stand próprio na 53.ª edição da Feira da Agricultura, que se realiza em Santarém, de 4 a 11 de junho, assim como, durante um ano, a rotulagem deste vinagre irá ser acompanhada por uma “medalha de ouro”.
Isabel Alves recorda ainda como começou a aventura da produção de vinagre: “o projeto foi iniciado na década de 80, por brincadeira. Como tínhamos o laboratório de análises enológicas e muito vinho de amostras, o meu pai decidiu começar a aproveitar o que sobrava das melhores amostras e tentar fazer vinagre. Uma experiência que ao fim dos primeiros 10 anos foi dada a provar a um leque de amigos, que ficou rendido à qualidade do vinagre. A aprovação foi de tal ordem que lhe ofereceram o rótulo (imagem) para o incentivar a comercializar. O grande amigo Luís Lopes, diretor da Revista de Vinhos, foi um dos maiores impulsionadores deste projeto, tal como mais tarde o chef Hélio Loureiro”.
Há uma década que o negócio assumiu uma dimensão séria e profissional. Neste momento, o vinagre Moura Alves é exportado para Canadá, França, China e Bélgica.
Catarina Cerca

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Sangalhos: Parque infantil do Passal regressou à Câmara


O mau estado de conservação em que se encontra o parque infantil no jardim do Passal, junto à Igreja Matriz de Sangalhos, não é a primeira vez que é abordado em reunião de câmara.
A vereadora Lígia Seabra, do PSD, justificou a necessidade urgente de intervir naquele local porque aquele equipamento, já com muitos anos, não é seguro para as crianças, para além de não cumprir a legislação em vigor.
Embora esteja localizado num sítio privilegiado, a vereadora diz que não é usufruído dado o piso ser em areia e já ter os equipamentos antiquados e degradados.
Por isso, também o autarca António Floro, em entrevista a JB, tenha já defendido a requalificação deste equipamento, ainda que, na altura, tenha referido que tal só será possível com apoio da Câmara Municipal.
Agora, na reunião de executivo Lígia Seabra questionou a edil Teresa Cardoso sobre esta intervenção: “Para quando a requalificação do mesmo?”, lembrando que “da última vez respondeu-me que no Orçamento de 2016 estava verba aprovada para os parques infantis, dependeria das conversas com os presidentes de junta”.
Na ocasião, a edil Teresa Cardoso admitiu estar nos planos da Câmara Municipal requalificar os parques infantis que exigem uma verificação devido à legislação em vigor, tendo, por isso, solicitado o reforço de equipas técnicas nesta área.
A substituição do equipamento e requalificação do parque infantil aguarda orçamentos para depois se poder avançar com este melhoramento tão desejado pelos casais da freguesia com filhos pequenos.
CC

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