O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) afirmou que existe um atraso de “cerca de cinco meses” no programa Polis Litoral da Ria de Aveiro, mas assegurou que isso não coloca em causa o projecto.

“Este processo da avaliação ambiental estratégica já podia estar concluído há cerca de cinco meses”, disse à Lusa Ribau Esteves, no final da primeira sessão pública para apresentação do relatório ambiental preliminar e do plano estratégico da intervenção de requalificação e valorização da laguna.

O autarca, que lidera a Câmara de Ílhavo, referiu que todas as entidades envolvidas no Polis “têm uma aprendizagem para fazer e algumas têm uma atitude mais lenta em se adaptar”, apontando como exemplo o caso do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

“Aquilo que queremos é que este atraso, que surgiu muito da atitude do ICNB, seja uma boa lição para que daqui para a frente não tenhamos mais atrasos”, adiantou o presidente da CIRA, reclamando uma atitude “mais pró-activa, mais aberta e mais ágil” deste organismo sob tutela do Ministério do Ambiente.

Ribau Esteves sublinhou, no entanto, que o atraso verificado não põe em causa o projecto. “Estamos em tempo para fazer tudo. Agora temos de ter a tal atitude pró-activa”, frisou.

O relatório ambiental e o plano estratégico da ria de Aveiro encontram-se em consulta pública até 29 de abril, no âmbito da avaliação ambiental estratégica.

Os documentos estarão disponíveis nas 12 Câmaras Municipais que integram o projecto, bem como na sede da Sociedade Polis, no Parque de Exposições de Aveiro, na Administração da Região Hidrográfica do Centro, nas instalações do ICNB nas Dunas de S. Jacinto e na sede da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Os documentos podem ainda ser consultados no site www.polisriadeaveiro.pt.

A área de intervenção da Polis estende-se por 37 mil hectares na Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro e prevê a requalificação e a valorização de 60 quilómetros de frente costeira e 128 quilómetros de frente lagunar.

Engloba áreas territoriais de 12 municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

O início da maior parte das acções no terreno está previsto para 2011, prevendo-se a sua concretização até 2013.