A Kiwicoop assinalou 25 anos de existência no sábado, numa cerimónia que decorreu no Espaço Inovação. O presidente da direção da Kiwicoop começou por destacar que “o grande sucesso da Kiwicoop está na qualidade”.
Fernando Pinhal explicou ainda que “a Kiwicoop ainda tem muito mercado para explorar”, justificando “os consumos que são feitos em Portugal, por pessoa, e nos restantes países. “O Kiwi representa cerca de um por cento do consumo da fruta a nível mundial”, afirmou.

Resultados. Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, começou por felicitar os 25 anos da Kiwicoop, destacando que “os resultados desta cooperativa têm vindo em crescendo ao ponto da sua internacionalização”.
Recordou que “há 25 anos, um grupo de pessoas se juntaram e avançaram com um projeto em que é necessário ter coragem, determinação e persistência”. “Os parabéns aos fundadores pela visão que tiveram e pela persistência que tiveram. Por vezes é necessário investir de forma gradual, pois ninguém colhe antes de semear, e aqui demora mais do que as outras atividades económicas”.
Deu ainda uma “palavra de estímulo ao presidente da Kiwicoop, por a ter conduzido tão bem”.

Futuro. O kiwicultor, José Carlos Soares, que já foi presidente da direção e acumula 23 anos de produtor, perspetivou o futuro da Kiwicoop, sublinhando que “estamos num ponto de viragem. Se há 18 anos as nossas dificuldades estavam claramente identificadas, financeiras, e a falta de kiwis para comercialização. Hoje, os problemas estão bem mais disfarçados, pois esses problemas não existem – a cooperativa está estável financeiramente e vende os seus produtos – mas temos no meu entender de implementar, diversificar e consolidar uma rede de vendas internacional, que temos de preservar e aumentar”. “Hoje as vendas fazem-se pela qualidade do produto, mas muito também pelo serviço associado no pré e pós-venda.” “Estes são os perigos próximos que temos de enfrentar”, salientando que é importante promover mais a marca. “Além das ferramentas tradicionais de marketing, hoje temos o digital, fácil e barato, como um meio poderoso de divulgação criteriosa para ajudar a atingir os objetivos traçados previamente”. Aliás, João Miguel, consultor e professor de marketing digital, disse existirem condições para se criar uma marca forte que assuma uma posição a nível nacional e depois internacional”. “As marcas estão sempre presentes no nosso dia-a-dia e obrigam-nos a tomar decisões”, afirmou.
Já a presidente da ACIB, Emília Abrantes, destacou a importância do kiwi, elogiando os produtores que trabalham de sol a sol e que fazem, claramente, um trabalho de equipa.
Pedro Fontes da Costa
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