Fernando H., residente em Oliveira do Bairro, que está a ser julgado pela alegada prática de um crime de violência doméstica, não “resistiu” às alegações do Ministério Público, na última sexta-feira, e teve que ser assistido e transportado pelos Bombeiros para o Hospital de Águeda.
A Procuradora ia com as alegações a meio, quando o arguido disse estar aflito e que não se estava a sentir bem. Perante a indisposição, a juíza solicitou que fosse chamado o INEM, que acabaria por transportá-lo para o Hospital de Águeda. Chegado às urgências, o arguido veio embora e não quis ser assistido. Na terça-feira, as alegações prosseguiram.
Recorde-se que a mulher do arguido morreu em setembro de 2013, ao que tudo indica por faltar de forma regular às consultas da diabetes e por não efetuar os respetivos tratamentos e exames complementares, já que, segundo o Ministério Público, era impedida pelo marido. No entanto, a autópsia não foi conclusiva e o marido garante que sempre a tratou bem e “o tribunal só vê as coisas más e não as boas”.
Dez dias antes de morrer, a mulher de Fernando H. foi ouvida em sede de inquérito pelo Ministério Público, onde deu conhecimento de que era vítima de agressões físicas, psicológicas e sexuais há vários anos. Agressões que terão acontecido no interior da casa onde residiam, em Oliveira do Bairro, no espaço temporal entre finais de 2012 e até à data do seu falecimento.

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