A 26.ª edição do concurso Escolíadas-Glicínias Plaza vai arrancar, dia 17 de abril, às 21h30, no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz. A organização do certame aponta que este ano vai juntar mais de 2.500 alunos e professores de 28 escolas secundárias, provenientes de 19 concelhos (dos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu).

Os 16 espetáculos do concurso decorrerão em cinco salas destes distritos e prometem atrair mais de 12 mil espetadores, garante Cláudio Pires, presidente da Associação Recreativo-Cultural Escolíadas, destacando, nesta pequena entrevista, que este ano o concurso fica marcado com a presença de escolas novas e pelo “surpreendente” nível de qualidade das escolas participantes, rotulado como “o melhor de sempre”.

JB – O que podemos esperar desta edição das Escolíadas?
Cláudio Pires – Pelo que temos andado a ver nas escolas, este ano vamos ter uma edição muito especial. A qualidade daquilo que temos visto é surpreendente. Em termos de qualidade, acredito que este vai ser o melhor ano de sempre. As escolas estão a trabalhar muito bem.
Por outro lado, temos mais escolas. E temos um ingrediente curioso que é ter muitas escolas novas, com um reforço interessante em Viseu depois de termos apostado ali, no ano passado, na criação de um polo.
A marcar esta edição está, sem dúvida, a forma como as escolas se estão a preparar. O entusiasmo costuma ser bom mas este este ano é ótimo.

As Escolíadas juntam três distritos que, apesar de vizinhos, são diferentes. Isso nota-se nas provas?
Muito. O distrito de Aveiro é muito forte. Não é ser mais competitivo, apresenta muita qualidade. O de Coimbra será o mais competitivo mas o de Viseu dentro de duas ou três edições vai surpreender e ficar ao nível de todos os outros. Dentro de cada distrito também vemos uma evolução e hoje em Aveiro, por exemplo, vemos que todas as escolas estão muito equiparadas em termos de qualidade quando há uns anos atrás havia grandes diferenças.

A edição deste ano termina na Mealhada, onde tudo nasceu há 26 anos…
Sim, queremos que termine na Mealhada. É curto para nós o Cineteatro Messias, com 360 lugares, mas será simbólico e vai ser interessante. Vamos tentar proporcionar uma festa diferente.

O sucesso desta iniciativa deve-se ao facto de não haver nada deste género nas escolas? Preenche uma lacuna?
É a razão de ser do nosso trabalho. É a inclusão da arte na educação, sempre com os métodos da educação formal. A ligação direta à escola mas não com a pirâmide social que a escola tem. É pena que nem todos tenham acesso a estas iniciativas ou a mais iniciativas destas.

João Paulo Teles