As memórias de 33 anos de vida da Adasma estiveram presentes ao longo de mais um “Conversas ao Café”, no passado sábado. Durante quase duas horas e perante uma assistência de quatro dezenas de pessoas, na Sala de Exposições do Quartel das Artes, em Oliveira do Bairro, falou-se da dádiva de sangue e das associações que, como a Adasma, procuram valorizar e motivar este gesto altruísta, pois se “hoje é por eles”, “amanhã pode ser por nós”.
Nesta edição especial do Conversas ao Café, iniciativa do JB em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, transmitida pela Rádio Província FM, os moderadores Oriana Pataco e João Paulo Teles tiveram não apenas um mas três convidados: Pedro Dias, presidente da direção da Adasma; Álvaro Beleza de Vasconcelos, diretor do Serviço de Sangue do Hospital de Santa Maria, em Lisboa e ex-presidente do Instituto Português de Sangue e da Transplantação (I.P.S.T.); e José Mario Gama, coordenador da promoção dos Serviços de Imuno-Hemoterapia do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra (C.H.U.C.).
A história, desde o início da fundação, até ao passado mais recente da Adasma, motivou boa parte da conversa inicial, com Pedro Dias a frisar que este é um associativismo de valor acrescentado e que os dadores de sangue são “missionários da vida”.

Gente boa e solidária. Quem conhece bem a Adasma, desde o tempo em que, como médico dos Serviços de Sangue dos HUC, vinha, juntamente com as brigadas de recolha de sangue, a esta associação é Álvaro Beleza. O atual diretor do Serviço de Sangue do maior hospital do país, o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, não teve dúvidas em afirmar que a Adasma tem cumprido bem com a sua missão. “Esta é uma terra de gente boa, de gente especial, solidária e é bom que este exemplo se espalhe”, salientou, frisando que a realidade do país é esta: “o norte e o centro a contribuírem com dádivas de sangue para o sul”.
O ex-presidente do IPST reconheceu que, “se não houvesse estas associações de dadores, não tínhamos nem metade das dádivas” e que, também graças a isso, “Portugal, em termos de dádiva e de reservas de sangue, está acima da média europeia”.
Foi depois a vez de passar a palavra ao terceiro convidado, José Mário Gama, cujos serviços (do CHUC) vêm à Adasma recolher sangue. Tal como Álvaro Beleza, mantém desde há muito uma relação “de grande empatia e cumplicidade” com a associação. Falou da campanha feita recentemente a favor dos CHUC, em parceria com a Adasma e com a RealBase, que resultou no spot publicitário “Obrigado pelo seu melhor presente” e agradeceu as dádivas recebidas, que vão sendo em bom número. “Europa, EUA e Canadá foram, em 2008, os que tiveram maiores racios de dadores por mil habitantes, uma média de 30 por mil habitantes. E Oliveira do Bairro, Estarreja, Águeda são uma espécie de G8 a nível nacional, e isso deve orgulhar-vos”, afirmou, dirigindo-se à plateia, onde estava Mário João Oliveira, na qualidade de dador de sangue e também de presidente da autarquia oliveirense.
Leia mais na versão digital do seu JB.