Hoje é um bom dia para o Serviço Nacional de Saúde.” Foi assim que, no sábado, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, expressou o seu contentamento com a inauguração do novo Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, defendendo a proximidade, cada vez maior, nos cuidados de saúde, o que evita que muitos doentes acabem nos hospitais centrais.
O Ministro da Saúde, aludindo ao facto do equipamento ter sido construído pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, defendeu que as autarquias fazem uma melhor gestão do que o Estado Central.
Sobre o novo equipamento, Adalberto Campos Fernandes caraterizou-o como tendo umas instalações “dignas, nobres, acolhedoras, mas não ostentatórias”, frisando que “aqui prevaleceu o bom senso”.
O ministro disse ainda esperar que, dentro de dois anos, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro o convide para visitar novamente o concelho, garantindo que, nessa altura, “todos os cidadãos estarão cobertos por uma equipa de saúde”.

Cuidados de saúde. O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, começou a sua intervenção por explicar que o acesso aos cuidados de saúde primários e de proximidade é uma das preocupações maiores da autarquia, pelo que, defendeu, “merecemos e devemos ter e oferecer aos cidadãos deste concelho e aos profissionais de saúde que aqui trabalham as melhores condições”. “Há obras que tardam, e esta é uma delas”, afirmou Mário João Oliveira, salientando que “quem conhecia as condições em que funcionava o antigo Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, sabe bem que este não tinha condições mínimas de dignidade, nem para os funcionários de saúde nem para os utentes, promovendo a desmotivação dos primeiros e a insatisfação dos segundos”. “Com infraestruturas degradadas e instalações e equipamentos desadequados para o desempenho das diversas unidades funcionais, aquela Unidade de Saúde não respondia já às reais necessidades de cuidados de saúde primários”, reforçou o presidente da Câmara, acrescentando que “o novo Centro de Saúde era, por isso, há muito, uma aspiração legítima dos profissionais e dos utentes”. “A construção de raiz deste edifício constitui-se como um importante investimento no reforço da prestação de cuidados de saúde de proximidade à população na área de influência do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, contribuindo para o desenvolvimento económico e social da