O Óscar de melhor montagem de som do filme “A Forma da Água” pode ser erguido por Nelson Ferreira, lusodescendente, com raízes em Cavaleiros (Barcouço), Mealhada.
O técnico, que conta já com participações semelhantes em filmes como “o Cisne Negro”,  “A Vida não é um Sonho “ ou “O Último Capítulo”, diz ter ficado em choque quando soube da nomeação que confirmará ou não, a 4 de março, a cobiçada estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Nelson Ferreira, que nasceu em 1965, no Canadá, filho de pais portugueses de Cavaleiros (Barcouço), não esconde o desejo de fazer um filme em Portugal, país que visita regularmente para reencontrar família e amigos.
O editor de som do filme mais nomeado para os Óscares deste ano relata, numa entrevista ao JB, as saudades da Curia, da Praia de Mira e das inúmeras festas e bailaricos da nossa região.
Para reviver aquelas memórias – onde junta a gastronomia e vinhos da Bairrada – Nelson Ferreira vem regularmente ao país de origem dos seus pais, convive com a família em Barcouço e tira proveito da sua casa de família que vai restaurando para, como diz, conseguir passar mais tempo no país que os pais deixaram na década de 60.
Uma vida de grandes encontros no cinema. A história de vida de Nelson começou pelo estudo de Belas Artes, seguindo para a Escola de Cinema de Londres, de onde regressou ao Canadá em 1987.
O lusodescendente começou a carreira na edição de imagem e foi trilhando depois a edição de som em variadíssimos e díspares projetos, que o aproximaram de nomes como Jean Claude Van Damme, Darren Aronofsky e, recentemente, Guillermo Del Toro, com o qual trabalhou na primeira temporada da série televisiva “The Strain” e agora no filme “A Forma da Água”, fazendo equipa com  Nathan Robitaille.
“A Forma da Água” lidera as nomeações da 90.ª edição dos Óscares, que serão entregues a 4 de março, em Los Angeles.
 
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