As aulas na Escola Básica e Secundária de Anadia estão a decorrer normalmente apesar da greve dos funcionários não docentes marcada para esta quinta e sexta-feira, num protesto convocado pela CGTP, para exigir aumentos salariais, integração nos quadros e a criação de uma carreira específica, para além do reforço do quando de pessoal nas escolas.

Esta manhã, em Anadia, os alunos entraram normalmente para as aulas, que vão decorrendo normalmente, apesar dos protestos dos funcionários. Nesta escola apenas 7 dos 25 trabalhadores não docentes apresentaram-se a serviço. 

Pedro Silva, delegado sindical, ouvido esta manhã na reforçou ao JB as razões da greve, destacando que os funcionários reivindicam a questão da igualdade salarial para os funcionários com mais anos de carreira. “Há funcionários com 30 anos de atividade que ganham tanto como um funcionário que entre agora a serviço”, explicou.

Por outro lado, os grevistas acusam a falta de pessoal não docente nesta escola. “Dada a sua dimensão, precisamos de um maior número de auxiliares, porque é visível a falta de segurança e o vandalismo, que não se consegue controlar com este número de funcionários”, acusou o delegado sindical, acrescentando que “esta situação está a causar o desgaste, o cansaço, nos funcionários existentes”.

Pedro Silva termina com críticas à direção da escola por ter aberto os portões esta manhã. “Estão só sete funcionários ao serviço, o que não assegura o controlo da entrada e saída de alunos nem a sua segurança”, concluiu.