O Ministério do Ambiente não relaciona a morte de peixes no Rio Cértima com a existência de poluição.
Na resposta dada ao deputado Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda, que em julho passado esteve no local depois do aparecimento de centenas de peixes mortos no rio, o ministro do Ambiente e da Transição Energética refere que, naquela altura, “a contaminação da massa de água impossibilitou, desta forma, a análise da qualidade da mesma, impedindo a determinação da causa de morte dos peixes”.
Em conclusão, a resposta da tutela ao deputado do BE refere que “não de pode correlacionar a morte dos peixes a uma descarga poluente. Efetivamente, as condições climatéricas em alturas de pouca pluviosidade e elevadas temperaturas também influenciam a qualidade das massas de água e podem provocar a mortandade de peixes”.

Por outro lado, a tutela recorda que o Município de Águeda, em articulação com o de Oliveira do Bairro, está a desenvolver um projeto para a realização de uma intervenção, num troço do rio, com vista à requalificação do mesmo, contemplando ações como a remoção de árvores no leito, reflorestação de espécies autóctones, remoção de espécies invasoras, assim como de monos e resíduos.

Relativamente a esta questão, o Município de Oliveira do Bairro adianta que os trabalhos de reabilitação e valorização ecológica do Rio Cértima terão início “dentro de poucos dias”, faltando apenas a assinatura do contrato com a empresa que venceu o concurso público. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Duarte Novo, no decorrer do Plenário Popular promovido pelo Movimento Cívico SOS Rio Cértima/Pateira, na sexta-feira, dia 18 de outubro.