A Escola Básica e Secundária de Anadia (EBSA) quer ser uma Eco-Escola em 2020. Por isso, já está a trabalhar no sentido de poder vir a hastear a tão desejada Bandeira Verde, um galardão só possível de alcançar se todos colaborarem.
Assim, o recém criado Conselho Eco-Escolas da Escola Básica e Secundária de Anadia (EBSA) que integra docentes, representantes de alunos – um por cada ano de ensino, pessoal não docente, direção da escola, da Associação de Pais e da autarquia, entre outros convidados reuniu, pela primeira vez, na última terça-feira, dia 7 de novembro, para aprovar o Regulamento do Conselho Eco-Escolas, mas também para analisar o plano de ação.
Embora este seja um documento ainda em construção, é ele que giza as muitas e ambiciosas ações a desenvolver durante este ano letivo, com especial foco na Água, Energia, Resíduos e Comunidades Sustentáveis.
Este projeto da EBSA está a ser coordenado pelas docentes Luísa Flores e Catarina Simões.
No encontro, as docentes avançaram que o plano de ação é aberto, em constante construção e que vai depender muito do resultado da Auditoria Ambiental para a qual todos os alunos são desafiados a contribuir.
A Auditoria Ambiental não é mais do que um questionário dirigido aos alunos que devem responder às várias questões com as opções que melhor descrevem os seus hábitos e os seus conhecimentos sobre o ambiente. Por isso, aqui fica o apelo à participação de todos.
O resultado desta Auditoria é importante para ajustar o plano de ação.
Na ocasião, o docente e presidente da CAP (Comissão Administrativa Provisória) deste estabelecimento de ensino, Aníbal Marques, destacou que a grande meta é fazer com que “a escola se paute por um comportamento irrepreensível a nível ambiental”, o que vai exigir o empenho e envolvimento de toda a comunidade escolar.
Por seu turno, Luísa Flores deu a conhecer aos elementos do Conselho algumas das ações previstas, entre as quais se destacam a impermeabilização de um depósito para captação de água pluvial para rega; a monitorização periódica do consumo de água e energia, a criação de Eco-Brigadas do ambiente (envolvendo alunos, funcionários e docentes) para detetar perdas e fugas de água, mas também torneiras com caudais em excesso, aplicando-se o mesmo tipo de equipas  para a identificação de gastos desnecessários de energia (aparelhos e luzes ligadas sem necessidade), destacando-se nesta área a instalação – já em curso – de uma rotina, criada pelo professor de Educação Musical, José Luciano, nos PC de toda a escola de forma a desligar todos os computadores automaticamente a partir das 17h15, ligando-se todos eles automaticamente às 8h15.
Na área dos resíduos, a docente destacou também o trabalho de uma Eco-Brigada que ajude a identificar situações anómalas relacionadas com resíduos, por forma a melhorar as taxas de separação de resíduos na escola e aumentar a recolha seletiva de plástico/metal, papel, pilhas, rolhas, tampas,  roupa, calçado e brinquedos.
A coordenação do Eco-Escolas frisou ainda a intenção de projetar e construir um Planetário Ecológico usando materiais reciclados, mas também os designados Roteiros Verdes – circuitos pedestres e ciclovias, entre muitas outras ações.