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Águeda // Sociedade  

Câmara de Águeda discute alternativas para travessia junto à Praça 1.º de Maio

José Mota, vereador do PS, defendeu a criação de passagens para peões reguladas por semáforos, como forma de prevenir novos acidentes.

A travessia pedonal da Estrada 333, junto à Praça 1.º de Maio, veio a debate na mais recente reunião do executivo municipal, em Águeda. José Mota, vereador do Partido Socialista, alertou para o risco associado ao atravessamento frequente da via, sobretudo ao final da tarde de sexta-feira e sábado. Referindo a existência de 71 lugares de estacionamento na margem direita da estrada no sentido Recardães – Águeda, defendeu a criação de passagens para peões reguladas por semáforos, como forma de prevenir novos acidentes. “Já aconteceu uma desgraça”, referiu, defendendo medidas que garantam maior segurança.

Em resposta, o presidente da câmara, Jorge Almeida, reconheceu a responsabilidade do município na mitigação de riscos, mas relativizou a eficácia das passadeiras como solução universal. Segundo o autarca, cerca de 90% dos atropelamentos ocorrem precisamente nesses locais, o que exige uma análise cuidada das condições específicas da via. No caso da Estrada 333, apontou limitações relacionadas com o perfil da estrada e a presença contínua de estacionamento, que poderá levar os peões a ignorarem as passadeiras existentes.

Jorge Almeida deu ainda exemplos de pedidos semelhantes noutros pontos da cidade, como junto ao antigo Lidl, onde rejeitou a instalação de uma passadeira devido à perigosidade associada a uma curva acentuada. “Seria convidar as pessoas para morrerem cheias de razão”, afirmou. Como alternativa para a zona em discussão, anunciou a instalação de lombas elevadas entre a rotunda da Rua dos Comerciantes e a área dos bares, numa tentativa de reduzir a velocidade do tráfego e aumentar a segurança.

A sugestão de criação de uma passagem pedonal subterrânea, também apresentada por José Mota, foi afastada pelo presidente, que apontou incompatibilidades com o sistema de drenagem, lembrando que a Estrada 333 funciona como dique de proteção naquela zona.

Incentivo para reforçar participação

Na mesma reunião, o executivo aprovou por unanimidade as normas de participação no “Carnaval Fora D’Horas”. O vice-presidente Edson Santos destacou o crescimento da iniciativa e a intenção de a tornar mais participada pela comunidade. Para incentivar o envolvimento, será atribuída uma senha – entre 20 e 25 euros, ainda por definir – a participantes, para utilização no comércio tradicional local. Numa fase inicial, a medida abrangerá até 100 pessoas.