Numa iniciativa inédita da Junta de Freguesia de Sangalhos, realiza-se no próximo dia 13 de maio (véspera do Feriado Municipal), entre as 19h e as 21h, uma mesa redonda com o objetivo de analisar e debater uma temática bem atual e transversal ao concelho, região e país: “casas fechadas e terrenos abandonados – um problema de todos”.
Será o autarca de Sangalhos, Artur Salvador, a dar as boas-vindas e a lançar o tema desta mesa redonda, que terá como oradores José Carlos Menezes, promotor imobiliário; Filipa Matias, jurista; Inês Calvo, solicitadora; Bruno Almeida, coordenador da Proteção Civil de Anadia e o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio.
Tendo como palco o salão da Junta de Freguesia de Sangalhos, Artur Salvador, a menos de uma semana do evento, acredita que muitos sangalhenses não vão deixar escapar esta oportunidade para se informarem e aconselharem em matérias tão distintas como políticas municipais (apoios e penalizações), proteção jurídica, realidade do mercado imobiliário – valorização/desvalorização; e fiscalização.
Ciente da pertinência e complexidade, mas também da sensibilidade das matérias que vão estar em discussão, o presidente da Junta de Freguesia reconhece “existirem muitas casas vazias e pessoas sem casa. Uma contradição que não pode ser ignorada nem tratada como inevitável”. Daí, o desejo de que desta mesa redonda seja um primeiro passo para “perceber que recursos existem e não estão a ser usados para responder às necessidades reais”.
E numa altura em que o país se aproxima da época de verão, em cima da mesa vão estar também os terrenos ao abandono espalhados pelo território, cuja falta de limpeza e manutenção representam um perigo, “seja pelo risco de incêndio, pela degradação ambiental ou pela insegurança que geram nas comunidades envolventes”, explica o autarca, dando ainda nota de que em ambos os temas, a fatura é pesada para a população: “perda de qualidade de vida, desvalorização do território e custos acrescidos que recaem sobre a sociedade”.
“Ignorar é adiar soluções e agravar problemas. Enfrentar o abandono é, por isso, uma responsabilidade partilhada, que exige ação, compromisso e visão de futuro”, defende Artur Salvador.
Do diagnóstico à ação
Esta mesa redonda parte de um conjunto de perguntas pertinentes: “O que falta para transformar abandono em oportunidade?; Falta informação acessível?; Falta articulação entre entidades?; Faltam incentivos claros ou processos mais simples? Ou falta, acima de tudo, decisão?”
Artur Salvador sabe da dificuldade de responder cabalmente a estas questões por forma a que se possa chegar à ação. Ainda assim, adianta existir um conjunto de instrumentos, conhecimento e exemplos no país que mostram ser possível ir mais além.
“Quem tem um imóvel ou terreno, tem também uma responsabilidade. A propriedade não é apenas um direito; implica deveres para com a comunidade, a segurança e o território”, acrescenta.
Dar voz ao público
No final, dar-se-á voz ao público, de forma a serem apresentados casos reais. O debate e a partilha de testemunhos será, pois, um dos momentos mais dinâmicos desta mesa redonda, moderada por Oriana Pataco, diretora do Jornal da Bairrada, media partner da iniciativa.
O autarca Artur Salvador está convicto de que, no final desta mesa redonda, será possível estimular os sangalhenses a agir.
