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Luz verde para o início da construção da Zona Industrial de Vil. Bairro

A Zona Industrial de Vilarinho do Bairro vai ser uma realidade dentro de seis meses (prazo de execução da obra). Na última sexta-feira, foi dado a conhecer o projecto e assinado, nos Paços do Concelho, o auto de consignação da obra.
“Há muito desejada pelas populações e pela Câmara Municipal de Anadia, a Zona Industrial vai ser uma realidade”, disse aos jornalistas o autarca Litério Marques, dando por terminado um longo processo legal à volta dos terrenos para a implantação desta Zona Industrial.
“Quando já poucos acreditavam, tal a quantidade de percalços e invejas que a obra parecia suscitar, eis que estamos aqui, hoje, para assinar o auto de consignação da Zona Industrial de Vilarinho do Bairro”, disse, lamentando os anos de desenvolvimento que se perderam devido a vários processos judiciais. “Ao contrário do que alguns afirmaram, esta área de acolhimento empresarial está no PDM e não deveria ter qualquer problema. Mas a verdade acabou por vir ao de cima”, adiantou.
Litério Marques referia-se em concreto a acções interpostas no Tribunal contra a Câmara: “denunciaram abates de sobreiros, loteamentos e licenças. Afinal, tudo estava correcto. Agora resta saber a quem vamos pedir responsabilidades pelos prejuízos causados à Câmara e à região. Parece que a ninguém, pois não há quem responsabilizar. É este o país que temos”, desabafou, criticando “acções infundadas” dos que “teimam em travar o desenvolvimento do concelho”.
A obra foi adjudicada à Centro Cerro, Empresa de Construção Civil e Obras Públicas SA, da Figueira da Foz, por 732 mil euros e com um prazo de execução de 180 dias.
Localizada entre Vilarinho do Bairro e a Pedreira de Vilarinho, junto à ex-EN 334, esta nova área de acolhimento empresarial será composta por 20 lotes industriais, tendo o menor 413 m2 e o maior 5.136m2. A ocupar um total de 8,2 hectares, irá integrar quatro rotundas e uma ampla zona de estacionamento para viaturas pesadas.
O loteamento, feito ao abrigo da legislação em vigor, obedece a todas as normas: rede de abastecimento de água, rede de rega para espaços verdes, bocas de incêndio, rede de saneamento, ETAR, rede de drenagem de águas pluviais, rede de gás, rede de iluminação pública, rede de média e baixa tensão e rede de telecomunicações.
Destinada a indústrias não poluentes, esta nova zona industrial “vem dar resposta a indústrias localizadas fora de Zonas Industriais e que aqui podem instalar-se”, adiantou Litério Marques destacando o facto de o preço dos lotes ser convidativo, privilegiando a Câmara Municipal “empresas que dêem garantias de maior empregabilidade”, reconhecendo que, apesar do momento pouco favorável, “é necessário investir e apostar no desenvolvimento do concelho e da região”.
A terminar, não deixou de lamentar a inexistência, no concelho, de um nó de acesso à A1. “Acredito neste Governo e acho que existem hipóteses de concretizar esse sonho. Será uma grande ajuda no desenvolvimento da região e do concelho que possui hoje infra-estruturas que exigem uma acessibilidade de qualidade à A1”. Daí, dizer que “a Câmara está disponível a colaborar com o Poder Central no projecto e na execução da obra”.

Catarina Cerca

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