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Vereadora anadiense acusa Concelhia do PSD de “guerra de bastidores”

A vereadora e militante social-democrata, Rosa Tomás, acusa a Concelhia do PSD Anadia, liderada por José Manuel Ribeiro, de “guerra de bastidores” e de “exigir” a retirada do seu nome da lista ao Conselho de Jurisdição Nacional, órgão que integrava desde abril de 2010, a convite da Comissão Nacional do Partido.
“Fui”, avançou a JB, “por exigência do presidente da secção do PSD de Anadia, José Manuel Ribeiro, retirada da lista para a qual tinha sido novamente convidada, e substituída por outro nome por ele proposto”, durante o 34.º congresso do PSD, que decorreu no passado fim de semana (de 23 a 25 de março), em Lisboa.
Agora, a vereadora anadiense diz ser necessário elucidar os militantes do PSD de Anadia sobre a forma de atuar da Concelhia. A JB referiu que “integrava o Conselho de Jurisdição Nacional desde 2010. Acontece que o nome imposto pela Concelhia de Anadia, João José Nogueira de Almeida, não foi eleito, acabando assim Anadia por perder o único lugar que ocupava nos órgãos nacionais do Partido”, revelou, em nota de imprensa.
“É caso para perguntar se é assim que a Concelhia se quer afirmar perante os seus militantes”, questiona, interrogando também, “onde está o projeto congregador que apregoa esta Concelhia?”.
E acrescenta: “Uma vez que foram eleitos cinco delegados de Anadia ao Congresso, por que não reivindicaram, candidatando-se a uma posição num outro Órgão Nacional do Partido, reforçando assim a posição de Anadia junto das estruturas nacionais, em vez de exigir a saída de um lugar já conquistado por mim?”.
Dando nota de que também não é uma militante de dois dias – “Não tenho um trajeto recente no Partido; fui, entre outras coisas, presidente de secção do PSD nos EUA” – considera ter existido “uma grande falta de transparência”. “Só soube que não fazia parte da lista pela Distrital, minutos antes da votação, para não poder fazer nada”, refere, admitindo que os militantes do partido têm de saber estas coisas. “A Concelhia nunca, durante este processo, abordou ou consultou a minha opinião, preocupando-se sim com a guerra de bastidores e a exigência da minha retirada. Com esta atitude perdeu o Partido. Perdeu Anadia”, conclui admitindo que fará sentir o seu protesto, a seu tempo, “numa Assembleia de militantes”.
Sobre as acusações, José Manuel Ribeiro apenas avançou que “o PSD/Anadia lamenta a postura e as afirmações produzidas pela companheira em questão, que não correspondem à verdade” e, por isso, mesmo não tece, neste momento, qualquer comentário. “Oportunamente, de forma fundamentada”, diz José Manuel Ribeiro, “o PSD/Anadia tomará uma posição pública sobre a forma como decorreu este Congresso”.
Também António Topa, presidente da Distrital do PSD rejeita que tenha havido qualquer pressão por parte de José Manuel Ribeiro, ou por parte do PSD Anadia, para a não inclusão do nome de Rosa Tomás na lista àquele órgão: “A Distrital limitou-se a aceitar o nome proposto pela Concelhia de Anadia para o CJN”, explicou, sublinhando que “no partido não existem lugares vitalícios” e que “a Concelhia de Anadia entendeu apresentar para aquele órgão o nome de um jurista, pessoa com vocação para aquele lugar ”.

Catarina Cerca
catarina@jb.pt

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