Mário Marinho cumpre o primeiro mandato à frente dos destinos da freguesia de S. Lourenço do Bairro. Uma freguesia vasta, com 13 povoações, que requerem uma atenção constante.
Sobre o plano de atividades para o corrente ano diz que “está mais virado para a questão ambiental, para o arranjo e embelezamento de espaços e zonas verdes, sem descurar outras necessidades”.

Ano de 2015 com balanço positivo. Já sobre 2015, diz ter sido um ano muito positivo, dedicado sobretudo à limpeza da freguesia, tendo assim cumprido um dos primeiros objetivos a que se tinha proposto para aquele ano.
“Desde o Grou a Vale de Estêvão, são muitos os lugares e valetas a precisar de limpeza e manutenção”, diz, admitindo que este tipo de melhoramentos acaba por levar boa parte do orçamento disponível.
Um dos exemplos é o parque do Grou, que “estava em muito mau estado”, acusando vários anos sem limpeza. Uma obra que levou mais de um mês a realizar: “foi uma intervenção de fundo”, admite o autarca, que sublinha ter sido o ano de 2015 dedicado à requalificação dos locais dos ecopontos, nomeadamente em S. Lourenço do Bairro e Levira.
Mário Marinho realça ainda o trabalho realizado na requalificação de fontes públicas, casos das de Couvelha, já concluída, de S. Mateus (ainda por acabar) e Fonte e lavadouro de Espairo, esta última objeto de uma requalificação mais profunda. A JB, o autarca sublinha tratarem-se de espaços ainda muito procurados nas aldeias pelos seus habitantes, sendo o lavadouro da Pedralva um dos que tem utilização diária, todos eles abastecidos por água de minas.
Debaixo da atenção do executivo da Junta de Freguesia tem estado também o cemitério da Pedralva, local onde foi substituída toda a tubagem de água da rede pública e feito o escoamento de águas. “Abrimos vários rasgos para colocar uma nova rede de água, pois a que existia estava toda podre, colocando ainda tubagem exterior nova”. Uma obra que parou por altura dos Finados e que vai recomeçar assim que o bom tempo regresse, aproveitando ainda a autarquia para colocar iluminação pública neste espaço.

Dificuldades. Mário Marinho lamenta, contudo, que a vida de autarca não seja nada fácil , sendo muito difícil dar resposta a todas as necessidades dos fregueses e que, por isso, muitas vezes, sente alguma frustração por não poder atender todos os pedidos, devido à indisponibilidade financeira. No entanto, reconhece que gosta do que faz, o que lhe permite fazer um balanço positivo: “gosto das pessoas, de interagir com elas, de poder ser útil. Sou um presidente de proximidade”.
As portas da Junta de Freguesia abrem-se três vezes por semana (segundas, terças e quintas-feiras) mas confessa, “todos os dias passo por lá”.
Com um orçamento anual de 87.500 euros, admite que esta verba sofreu um aumento, sendo, mesmo assim, insuficiente para fazer face a tantas necessidades. Contudo, realça o excelente relacionamento com a Câmara Municipal e com a forma como esta se articula com as autarquias: “é uma nova forma de trabalhar, muito melhor para todos nós, autarcas. Sabemos exatamento com o que contamos. Não dá para encontrar falhas nesta forma de trabalhar”.

Prioridades. Em 2016, o autarca de S. Lourenço do Bairro pretende continuar as obras iniciadas, nomeadamento no cemitério da Pedralva, mas também concluir as obras iniciadas no parque, junto à Extensão de Saúde de S. Lourenço do Bairro. Um espaço de lazer e recreio onde vão ser colocadas árvores e bancos. “Estamos a requalificar toda aquela zona envolvente que estava muito degradada e onde passa muita gente. O parque já tem pedra, lancil, pavê e agora vamos colocar árvores, equipamento para exercícios geriátricos e algo onde as crianças possam brincar”. Naquele local vai ainda ser construído um pequeno estaleiro de apoio à Junta de Freguesia.
A requalificação do parque envolvente aos lavadouros de Couvelha, no centro da povoação, é também uma das prioridades previstas.
“Ali só existe o lavadouro, tudo à volta está em terra. Queremos mudar radicalmente aquele local, dotando-o de passeios, pavê, areia, fazer ali um parque com árvores. E requalificar o local do ecoponto a precisar muito de intervenção”, diz.

Parque de Couvelha. Uma outra obra a avançar prende-se com a segunda fase da requalificação do Parque de Couvelha. Uma obra que obriga a um investimento elevado mas que só avança com a parceria da Câmara Municipal de Anadia. “Trata-se de um espaço muito grande que precisa de ser requalificado, por forma a fazer ali um ecoparque, com mesas para se jogar às cartas, uma zona para o jogo da malha, etc. “O projeto está a ser desenvolvido na Câmara Municipal.” Uma obra que gostaria de ver avançar ainda durante este mandato, admite, sublinhando também que em Espairo, junto à linha da CP, também o polidesportivo descoberto sintético e a zona envolvente precisam de uma intervenção. “Está tudo em terra, mas já lá pusemos árvores. Queremos requalificar aquela zona central, onde está a barraquinha das festas e substituir a rede danificada do polidesportivo, assim como arranjar um “malhódromo” para jogo da malha, que tem tradição na povoação, colocar mesas, bancos, uma churrasqueira e sanitários públicos, porque fazem muita falta naquele local”, avança, ainda que admita que uma obra desta envergadura “só com ajuda da Câmara”, pelo que, em breve, “irei apresentar um projeto na Câmara Municipal de Anadia”.
Cimentar valetas nas principais ruas da freguesia é uma das obras que vai realizar este ano.
A terminar, não deixa de destacar o facto da autarquia estar a promover aulas de exercício físico para pessoas com mais de 65 anos, duas vezes por semana, no salão da Junta. Decorre com um grupo já grande de participantes, às 3.ª e 5ª feiras, às 10h15.
A Junta de Freguesia está ainda a promover um curso de 35 horas, de aplicação de fitofármacos. Já existem três turmas, com 19 pessoas cada. O custo é de 85 euros, mas a Junta subsidia em 15% os cursos efetuados por pessoas pertencentes à freguesia.
Catarina Cerca