O IPSB pode vir a ser integrado na rede pública escolar no ano letivo 2018/2019 se a tutela, a autarquia e o conselho de administração da escola chegarem a acordo quanto à cedência das instalações, informou o presidente da Câmara, Mário João Oliveira, no decorrer da última reunião de Câmara, realizada no dia 29 de junho, em Oiã.

O autarca falava dos resultados da reunião tida a 23 de junho com a secretária de estado da Educação, Alexandra Leitão, num encontro onde esteve também presente a vereadora eleita pelo CDS Lília Ana Águas, e de onde saiu a intenção de uma visita da secretária de Estado ao concelho, a 12 deste mês, para aferir das condições dos estabelecimentos de ensino locais e para reunir com a administração do IPSB para perceber as condições de uma possível cedência de instalações.

A comitiva oliveirense naquela reunião no Ministério da Educação chamou a atenção para a ausência de oferta educativa nas freguesias da União de Freguesias BTM e da Freguesia da Palhaça, alertando para o aumento de despesa inerente aos transportes, caso encerre aquela escola, assim como outros constrangimentos.

O presidente da Câmara destacou que Alexandra Leitão mostrou “alguma abertura” para com a inclusão das instalações do IPSB na rede escolar pública, dada a “disponibilidade do conselho de administração no sentido de cedência das instalações a título temporário ou definitivo”.
O autarca lembrou que a governante considerou a solução como “pertinente, que pode ser viável, no caso de encerramento do IPSB”, “ficando claro” que quanto aos recursos humanos do IPSB, SA, estes seriam da sua responsabilidade no que diz respeito ao corpo docente, ficando da responsabilidade da autarquia o corpo não docente, por via do contrato interadministrativo existente.

Segundo Mário João Oliveira, a secretária de Estado informou que a negociação deveria iniciar-se de imediato, para aplicação no ano letivo de 2018/2019, uma vez que, a indicação que tem do IPSB, é que este se manterá em funcionamento no ano que se irá iniciar, com apoio do Estado.

 

Agrupamento de Escolas insiste que tem capacidade para receber alunos

Na última reunião de Câmara, no espaço aberto ao público, o profesor do IPSB Fernando Dias, lançou o que chamou “uma dúvida”, citando informações de que a Escola Secundária de Oliveira do Bairro (ESOB) “afinal, já não tem capacidade para receber mais alunos”, quando “há um ano atrás não era essa a versão, pois afirmava que tinha capacidade para receber toda a gente “.

Questionada pelo JB sobre esta situação, a diretora do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, Júlia Gradeço, contesta as informações de Fernando Dias, argumentando que são “afirmações absolutamente gratuitas. Estamos habituados a estes boatos”.

“O professor em causa, na sua ignorância, até acaba por ter razão quando diz que não aceitamos matrículas diretamente, pois o que vai acontecer é que os alunos terão de ir à escola que frequentam para pedir a transferência, tal e qual o que acontece com os nossos alunos quando pretendem mudar de escola”. “Mas melhor que isso, há uma plataforma eletrónica para a transferência de matrícula, evitando assim estas situações”, concluiu.

Sobre a capacidade das escolas do Agrupamento, Júlia Gradeço refere que a ESOB já teve 700 alunos há cerca de nove anos atrás e tem hoje 425, destacando que o mesmo acontece com as restantes escolas, uma vez que a Acácio Azevedo já teve 700 alunos e no ano letivo passado não foi além dos 350, enquanto que a Fernando Peixinho de Oiã já registou no passado 380 alunos, tendo 210 inscritos no ano letivo que agora terminou.

“Temos capacidade para muitos mais alunos”, concluiu a diretora do Agrupamento, aproveitando para informar que “será dada prioridade a alunos do concelho” e que “o agrupamento só aceitará alunos depois do próximo ano letivo arrancar unicamente para situações excecionais de mudança de residência ou mudança de encarregado de educação”, justificando: “Não vou deixar destabilizar um ano letivo depois da planificação e organização estarem completas”.

Sobre a possibilidade da integração do IPSB na rede pública, Júlia Gradeço não comenta, reparando apenas: “Faço o que a tutela me mandar fazer. O que a tutela entender que eu deva fazer, farei”.

Tentámos até ao fecho da edição um comentário de Manuel Carvalheiro, presidente do conselho de administração do IPSB face às conclusões da reunião de Mário João Oliveira com a secretária de Estado da Educação, não conseguindo esse registo em tempo útil.

João Paulo Teles

Leia a notícia completa na edição de 6 julho do JB