Os professores e pessoal não docente do Instituto de Promoção Social de Bustos – IPSB (Colégio Frei Gil) foram apanhados de surpresa com o pedido de insolvência do Colégio, que deu entrada em tribunal no dia 31 de julho. Segundo o Sindicato dos Professores da Região Centro, face a esta informação, os funcionários sentem uma grande instabilidade e enorme incerteza quanto ao seu futuro.

Recorde-se que este pedido de insolvência estará relacionado com os últimos desenvolvimentos inerentes à continuidade das funções daquele estabelecimento de ensino, numa altura em que parece ser mais difícil a integração do mesmo na rede escolar pública.

Segundo nota do Sindicato, a situação apenas foi comunicada, por e-mail, aos trabalhadores no dia 3 de agosto pelo presidente do Conselho de Administração, tendo apanhado de surpresa e gerado forte indignação junto dos trabalhadores, que já há algum tempo tentavam obter informações quanto ao futuro da instituição.

O Sindicato esclarece que, “dada a ausência e o silêncio a que se havia remetido a Administração, exigiram uma reunião para abordagem deste e outros assuntos, o que aconteceu a 18 de julho. Nessa reunião, para além das dificuldades financeiras da instituição, nem uma palavra foi dita sobre o que a Administração planeava, ou não, fazer, para resolver a situação. Mais tarde, soube-se que no dia 28 de julho (dez dias depois de reunir com os trabalhadores), a Administração informou o Ministério da Educação que o colégio iria encerrar. Disto, nem uma palavra foi dita aos trabalhadores! Três dias mais tarde entram com o pedido de insolvência e só três dias depois, a 3 de agosto, são informados via e-mail do pedido de insolvência”.

Em nota enviada à nossa redação, os responsáveis pelo Sindicato adiantam que os trabalhadores se encontram indignados e revoltados, e sentem-se traídos face a esta sucessão de acontecimentos, tanto mais que, lamentam ainda, permanece uma incógnita o pagamento dos vencimentos que têm em atraso, referentes ao mês de julho e metade dos subsídios de Natal e de férias. “Muitos dos trabalhadores pensam que o cenário da insolvência estaria na mente da Administração já há algum tempo, mas que o quiseram esconder dos trabalhadores, daí a revolta ser ainda maior”, avança o Sindicato, que se mostra solidário com os trabalhadores e garante que “tudo fará para que os seus associados tenham os créditos em débito totalmente liquidados antes de a instituição ser considerada insolvente”.

O pedido de insolvência, efetuado no Juízo 1 de Comércio de Aveiro, em Anadia, e tendo como credor a Sociedade de Promoção Social de Bustos, IPSS, só
será analisado pela justiça em setembro, após as férias judiciais.