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Avelãs de Cima: Trinta anos de qualidade, rigor e competência

A completar 30 anos de existência, o Centro Social, Cultural e Recreativo da Freguesia de Avelãs de Cima promove, hoje, dia 30 de Junho, um lanche aberto a toda a comunidade. Antes, a partir das 17h30 haverá missa no auditório da instituição.
Um apontamento singelo da data até porque segundo Carlos Martins, presidente da direcção e sócio n.º 1 da instituição, a data será devidamente assinalada dentro de um ou dois meses, com o lançamento da primeira pedra da ampliação das infra-estruturas. A obra vai disponibilizar mais 13 camas, na valência de Lar orçada em 400 mil euros.
No entanto, estes 30 anos de vida vão também ficar marcados pela criação (começa a tomar forma) de uma horta social que está a nascer em frente à sede desta IPSS, em cerca de 3 mil metros de terreno. “Vamos vedar o terreno e ali criar todos os legumes possíveis, bem como colocar algumas árvores”, explica o responsável, destacando que o grande objectivo passa por proporcionar aos utentes mais idosos mas activos e que sempre trabalharam na terra, “um espaço lúdico onde possam dedicar-se a algo que gostam, uma espécie de zona de terapia para que possam continuar ligados à terra”. Um espaço que irá ainda disponibilizar alguns legumes para as cerca de 400 refeições confeccionadas diariamente pela instituição.

Sonho tornado realidade. O Centro Social nasceu, recorda, de uma conversa de amigos: “entre mim e o então autarca Sílvio Cerveira que, de imediato, abraçou o projecto, disponibilizando verbas para a aquisição de terrenos”. Da vontade, nasceu a obra e foram várias as pessoas da freguesia que se associaram como sócios-fundadores à instituição formalmente criada a 30 de Junho de 1981.
No primeiro edifício foram implantadas as valências da infância, terceira idade e serviços administrativos. De lá para cá, o Centro nunca mais parou de crescer sendo, nos dias de hoje, o maior empregador da freguesia, suportando mensalmente 80 vencimentos.
Contudo, Carlos Martins olha com alguma apreensão para as valências relacionadas com a infância, recordando a época em que havia mais de 100 crianças. Hoje, esse número fica muito aquém não só porque a taxa de natalidade tem vindo a diminuir, mas porque também a instituição não está localizada num ponto de passagem. “Temos a estrutura montada, encargos fixos e poucas crianças (83). Por isso, os pais que tenham dificuldade em colocar os filhos noutras instituições podem aqui encontrar a vaga de que precisam. As instalações são de grande qualidade e temos pessoal altamente especializado”, avança.
Já em matéria de terceira idade a instituição não tem mãos a medir. Por isso, o alargamento de mais 13 camas. “Temos 47 idosos em Lar, mas vamos ter a capacidade máxima que é de 60”, para aliviar as longa lista de espera. Em Centro de Dia há 35 idosos e no Apoio Domiciliário 36.
Carlos Martins destaca ainda que numa freguesia de matriz rural nem sempre é fácil trazer a população à instituição. Veja-se o caso das iniciativas culturais que se vão sucedendo no magnífico auditório da instituição, mas, por vezes, com pouco público presente. “Continuamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para aproximar as pessoas da área Cultural”, diz. Daí que, nos dias 9 e 10 de Julho, vá ter lugar, na instituição, um Festival Gastronómico. Tasquinhas de várias associações e colectividades da freguesia, abertas três dias, para aproximar a população da instituição, à volta de um convívio que se espera muito animado e concorrido.
“A nossa preocupação, ao longo de três décadas, foi dar à instituição um sentido de muita humanidade.” A terminar não esconde também a boa saúde financeira da instituição que é “perfeitamente equilibrada, sem dívidas e com algum património financeiro”. “O mérito é de todos e da carolice de alguns”, concluiu.

Catarina Cerca

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